O Garoto Sem Alma

2 Capítulo II - O começo, parte 02.


Notas iniciais
Boa leitura a todos.

Riki havia sentido novamente todo aquele tipo de sentimento que ele sentia em seus sonhos todas as noites, e não tirava isso da cabeça enquanto voltava para casa. Chegando em casa mais cedo do que de costume, foi direto para seu quarto onde na qual retirou já deitado os sapatos, usando seus próprios pés. Ficou deitado olhando para o teto de seu quarto sem falar nada e com muita dificuldade de respirar, era como se por algum motivo estivesse faltando ar em sua casa. Naquele estado, ele não conseguia nem se levantar. Então Riki tentou ficar calmo – aqui estarei seguro – Pensava tentando de alguma forma retomar o controle do seu próprio corpo. Naquele instante logo após ter dito a si próprio àquilo para que ficasse mais tranquilo, Riki começou a se sentir mais calmo e completamente seguro. Ele já estava recuperando o ar que achava que tinha perdido, e começou a sentir-se cansado e com muito sono, então em poucos segundos logos após ter se recuperado, ele foi caindo em um sono profundo como se seu espirito tivesse sido consumido por algo.

No dia seguinte.


Riki estava se preparando para ir à casa de seu avô, como se nada tivesse acontecido. Mesmo assim ele ficou um pouco pensativo, pois, essa noite foi diferente das outras, porque ele não teve nem um pesadelo. Riki já estava saindo de casa no horário marcado e chegaria por volta de duas a três horas, isso conforme seus cálculos, então ele foi ate o estábulo pegou um cavalo emprestado de seu tio e foi para a pequena cidade. No meio do caminho Riki passou bem perto de onde morou com seus avos, e por um breve momento sentiu o mesmo frio que tinha sentido quando estava no cemitério. Assim que saiu da cidade o garoto deu de cara com a ponte onde na qual deveria atravessar, estava interditada, pois, na mesma noite que ele tinha caído em um sono profundo a cidade sofreu com a forte chuva que tinha caído enquanto dormia. Sem muitas alternativas, ele achou melhor pegar um atalho que ele sabia que levaria menos tempo para chegar e que seria mais fácil do que ficar esperando a ponte ser liberada. Então entrando em um beco e dando uma ou duas voltas por algumas ruelas, em menos de meia hora ele já estava na estrada que o levaria para casa de seu avô. Era uma pequena mais bem acessível estrada, que o levava para uma floresta que diziam que era cheia de monstros e bruxas. Mas como Riki sabia que isso só era história para que as crianças da cidade não adentrassem a floresta por ser muito densa. Então já dentro da pequena floresta, Riki começou a sentir sensações estranhas, mas que não era como a da noite passada ou do cemitério, mais sim uma sensação de força e coragem.

– Você é o garoto sem alma! –Disse uma voz que veio com o vento.

Sem que percebesse, seu cavalo já assustado sai em disparada fazendo com que logo à frente o pequeno Riki batesse em um galho de arvore bem comprido e grosso.

– NÃÃOOO ! – Disse O garoto, sem tempo para reagir já caindo no chão.

Tentando fazer força para se levantar meio tonto, Riki consegue avistar uma pessoa vindo em sua direção, mas desmaia antes que pudesse ver o rosto de quem estava vindo.

Já se levantando com dificuldade e com curativos na cabeça, Riki tenta lembrar onde está e o que tinha acontecido.

– Olá?! –Disse uma menina que tinha por volta de 16 anos, pele clara, com o cabelo roxo, liso e bem curto, seus olhos eram mais azuis do que o do próprio rapaz.

– Olá... –Respondeu Riki se virando para encarar a desconhecida.

– Você está melhor? Como está à sua cabeça? –Perguntou a estranha menina, em pé ao seu lado.

– Sim, acho que esta bem –Diz Riki, (enquanto apalpava o curativo em sua cabeça) –Onde estou e quem é você? – Completou ainda confuso.

– Há, Desculpe, — Diz a menina. – Eu me chamo Hana e você?

– Eu me chamo Riki, Onde estou? –Insisti o garoto percorrendo com seus orbes azuis todo o pequeno e simples cômodo.

– Você está em uma pequena cabana, fora da floresta e longe do povo da cidade, não precisa ficar preocupado, aqui você estará seguro. — Diz a menina.

Então o garoto da mais uma olhada na casa ainda deitado e curioso, pelo o que ele via realmente parecia ser uma casa bem simples. Na casa tinha uma única cama que seria provavelmente da garota, um fogão a lenha, varias gavetas, armários, prateleiras na casa e por fim uma lareira que estava acesa para poder aquecer um pouco a casa, que parecia bem fria por esta bem longe da cidade e quase floresta adentro, e quando o garoto quase se perdia em seus pensamentos olhando a casa a menina diz:

– Posso te fazer uma pergunta? – Diz a garota.

– Pode. — Responde Riki.

– O que aconteceu para você bater a cabeça daquele jeito?

– Bem, não sei ao certo, mas se eu não me engano, escutei uma voz estranha e de repente meu cavalo saiu em disparada – Diz Riki.

– Não quero ser intrometida, mas já sendo, o que foi que você ouviu? -Pergunta a menina intrigada.

– Eu escutei alguém me chamando de menino sem alma. – Responde Riki.

Ao escutar isso a menina ficou paralisada e sem fala, como se ela soubesse de algo. Então Riki percebe que a menina ficou quieta demais.

– Hana você esta bem? Você sabe de algo?

– O que, eu, eu estou bem, não precisa se preocupar, só achei que esse nome era familiar –Mentiu.

– Por favor. — Insisti o garoto olhando em seus olhos sem precisar falar mais nada.

– Tudo bem, eu acho que posso te ajudar –Diz Hana indo para uma mesa e com uma caneta e um pequeno papel escreve algo. — Pronto aqui esta.

– O que é isso? –Responde Riki meio confuso segurando o pedaço de papel.

– Sei que você esta indo para a Cidade dos Anjos, pois, passando por este caminho só vai te levar até lá, esse é o endereço de uma pessoa, quando chegar lá procure por ela e todas as suas duvidas serão esclarecidas. – Diz Hana.

– Tudo bem, mas porque não pode me falar nada? –Insiste o Rapaz.

– Sinto muito, só posso fazer isso e nada mais. – Responde Hana.

Sem mais perguntas e já se sentindo bem melhor, Riki foi para fora pegou seu cavalo que tinha sido recuperado por Hana e com tudo pronto o pequeno garoto partiu.

– Arigatou, sayounara.- Diz Riki.

– Sayounara. – Se despede Hana.

Então o menino voltou para a floresta para seguir seu caminho, pensando o que uma menina como Hana estaria fazendo dentro daquela mata sozinha, mas colocando seus pensamentos sobre ela de lado, quem seria a pessoa que estaria naquele misterioso endereço!. Era algo que também não podia decifrar agora, o único modo era continuar cavalgando rapidamente rumo à saída da floresta e esperar que tudo se tornasse claro, e menos assustador do que já parecia.

Notas finais
Espero que esteja gostando da historia.