O Fim? O Segundo Volume De a Lua Que Te Dei
13 VOCÊ Escolheu ME Deixar Sozinho
ANTERIORMENTE...
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— O quê? É um garoto? – indaga Mari com curiosidade.
Anthony fica vermelho com muita vergonha entregando a Mari a confirmação.
— É o Liam? – fala a garota animada.
— Meu Deus do céu, Você é algum tipo de vidente ou bruxa que nem a Annie?
— Não precisa ser vidente basta perceber o jeito que vocês se olham.
...
— Me ajuda e eu te ajudo.
— Como assim? – pergunta a garota de forma confusa.
— Você vai ser minha namorada de mentira, assim você da uma lição no Alex e o Liam deixa de perseguir.
— Não sei não.
— Ai, vai Mari! É por pouco tempo. – diz Anthony tentando convencer a garota...
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— Em resumo, a situação de Kathryn se agravou muito, precisamos aguardar um pouco, mas há grande chance de que ela não acorde novamente. – disse o médico.
Maria entra em desespero e chora bastante apoiada em Martin, que também chora abraçado a ex sogra, enquanto Kim sai correndo dali batendo a porta com o coração em pedaços. Martin tenta ir atrás do amigo, mas quando sai para fora do hospital vê apenas o carro de Kim saindo em alta velocidade dali.
...
CAPÍTULO 13
VOCÊ IA ME DEIXAR PARA TRÁS
Kim está sentado, em cima de uma alta ponte em uma cidade desconhecida, nem mesmo ele sabia como havia chegado até ali, a sua frente havia um belo rio a água estava parada, e por ali não passava ninguém naquele momento, seu carro estava estacionado de forma drasticamente errada, atravessando uma rua que ficava a uma certa distância dali.
O silêncio era quem reinava ali, havia apenas um barulho muito ao longe que parecia ser de um pássaro que aos ouvidos de Kim deviam estar voando bem longe, talvez do outro lado do rio , mas ainda assim aquele som podia ser escutado, ou talvez fosse apenas imaginação dele, talvez ele nem mesmo estivesse ali, talvez isso fosse apenas mais um de seus pesadelos que vinham o consumindo nos últimos dias, porém não poderia ser um pesadelo, tudo era real, pois o garoto já estava ali a pelo menos meia hora, e tinha consigo duas companhias: o litro de uma bebida que ele nem mesmo fazia ideia qual era e o seu diário, ao qual ele abriu e começou a escrever.
Querido Diário, mais uma vez estou aqui feito uma garotinha contando minha vida para você, esse foi um hábito que Kathryn me fez adquirir...Kathryn... não posso nem escrever o nome dela que já começo a chorar, e é isso que tenho feito nos últimos meses, apenas choro, já devo estar desidratando de tanto chorar, e sinto raiva disso, ou melhor sinto raiva da vida, eu odeio a vida, e de já afirmo que também odeio quem a criou, pois sem dúvidas o criador é cruel, pois só com muita crueldade, para orquestrar tudo isso, que vou listar agora :
1 — Eu sempre fui apaixonado por Kathryn Lockwood.
2 — Ela nunca me olhava, eu nem existia para ela.
3 — Finalmente consigo ter sua amizade
4 — Consigo tê-la.
5 — Descubro que quando finalmente a consigo, a vida me da um prazo pra aproveitar isso.
6 — Esse prazo acaba, e só tenho no máximo até amanhã.
Kim para de escrever por um momento e as lágrimas o dominaram enquanto ele aperta o botão da caneta repetidamente, até voltar a escrever.
E você deve se perguntar o que vou fazer agora, ou talvez o por que de eu estar aqui, e não lá aproveitando o tempo que me resta com o amor da minha vida, para todas essas perguntas tenho uma resposta pronta: DESESPERO. Eu não estou pronto para perde-la, eu ainda não sei o que vai ser da minha vida sem ela, corrigindo, a dúvida é se vou ter vida depois que ela se for.
É claro que penso em suicídio, pois o amor tem dessas coisa, e eu estou em um ponto perfeito para isso, e só me vem na cabeça a morte, talvez tudo acabe aqui, agora, e lamento dizer que se eu pular desse ponte, você virá junto comigo querido diário, eu não vou deixar que te leiam e saibam tudo que já pensei...
Kim parou de escrever e subiu na maior extremidade da ponte, e olhou toda aquela água que parecia o chamar, o garoto sempre ouviu isso, que quando você pensa em suicídio, algo começa a tentar te convencer a ir em frente, muitos falam que se trata do Demônio, mas no caso de Kim ele sabia que não era isso, pois ele sabia o que dava vontade de pular, e era simplesmente o medo de ver Kathryn partir. Assim após alguns segundos, Kim caminhou para o nada e começou a sua longa queda livre...
...
Minutos depois Kim abria bem devagar seus olhos e percebia que havia voltado para cima da ponte e não entendia como aquilo aconteceu, até reparar que não estava sozinho. Ali junto dele estavam seu irmão Anthony e seu melhor amigo Alex, que o observavam com um olhar de preocupação.
— Pronto! A bela adormecida já acordou. – fala Alex, com tom irônico, porém demonstrando em sua fala sua extrema irritação.
— Poxa Kim, o que você pretendia pulando dessa ponte? E se eu não fosse um vampiro? Você sabe que você teria morrido, não sabe? – disse Anthony a seu irmão.
Kim apenas fechou seus olhos novamente e continuou em seu silêncio.
— Anthony, me faz um favor vai indo pro carro, eu e Kim vamos logo em seguida. – pediu Alex
— Como me achou aqui? Eu achei que estivesse sozinho. – falou Kim, já a sós com seu amigo Alex.
— Bom, o Martin me avisou que você saiu transtornado do hospital, daí eu e o Anthony passamos a noite toda atrás de você, te seguimos a madrugada toda, eu sabia que seu irmão era a pessoa certa pra me acompanhar, eu sabia que você pudesse tentar... – Alex não concluir a frase pois suas palavras ficaram presas na garganta.
— Calma cara...- falou Kim se aproximando do amigo
— Não encosta em mim... – disse Alex ainda contendo o choro, e dando início a um silêncio, para depois continuar a falar. – Você ia me deixar pra trás...Sim você ia desistir da vida, você ia desistir de aproveitar as poucas horas que ainda tem com a Kath...Mas o que mais me dói é que você ia desistir de mim, como se eu não significasse nada pra você, como se a Kathryn fosse a única pessoa que importa na vida pra você – fala Alex desabando em lágrimas. – Você ia me abandonar como se tudo que a gente viveu não tivesse valor, como se o que a gente ainda te pra viver não fosse fazer falta alguma...Isso pode ser chamado de qualquer nome, mas não chame de amizade.
Alex termina de falar e sai andando em direção ao carro, logo Kim faz o mesmo seguindo o amigo, em sua cabeça Kim carregava um turbilhão de pensamentos e em seu coração trazia uma imensa dor pelo o que acabara de ouvir, dor essa que sangrava pelos seus olhos, dor essa que pelo menos agora não seria amenizada pelo abraço de seu melhor amigo.
OoO...
Na sala de hospital se encontravam Liam e Mari, os dois haviam sido avisados da piora de Kathryn e foram até ao hospital, eles estavam sozinhos a algum tempo e perceberam que realmente não tinham o que conversar. Mari olhava o rapaz e só conseguia lembrar do que Anthony havia lhe contado e principalmente do que tinha lhe pedido, afinal de contas ela estava nervosa, pois sabia que assim que Anthony entrasse no hospital ela teria que fazer o que foi combinado, deveria fingir um relacionamento com ele, para afastar tanto Liam de seu amigo, quanto Alex de si própria. As coisas só pioraram pois acaba de atravessar pela porta Alex um tanto nervoso e acompanhado de Anthony.
Os quatro se olham com apreensão, foi quando Anthony correu para próximo de Mari e a beijou rapidamente, para a surpresa de todos. Mari não gostava do plano, porém havia decidido segui-lo, tanto para ajudar seu amigo, quanto para afastar a Alex.
— E aí meu amor como esta a Kathryn? – pergunta Anthony a Mari.
Mari se prepara para responder, mas é interrompida por Alex, que além de surpreso, esta bravo e com um visível rubor em seu rosto.
— Como assim amor? Desde quando amor? Mari? – indagou nervoso.
— Algum problema, com o meu namoro com a Mari, Alex? – perguntou Anthony em um tom sério.
— Fica quieto irmão, que meu papo é com a Mari, não contigo. – afirmou Alex com raiva explícita em sua voz. – Vem Mari, vamos lá fora você tem que me explicar isso.
— Ela não precisa ir. Até onde sei o namoro de vocês acabou. – afirma Anthony.
— Deixa Anthony, eu preciso mesmo de um ponto final com ele, parece que ainda não entendeu. Eu vou lá fora e já volto. – diz Mari para logo depois beijando seu “namorado” e saindo dali com Alex.
OoO...
Agora sozinhos Alex e Mari estão em um jardim, os dois se olham com calma, até Alex dar início a conversa.
— Então você já me esqueceu? Já me substituiu? Já jogou o nosso amor fora? – indaga tais perguntas com tom de desespero.
— Me desculpa Alex, mas quem jogou nosso amor fora foi você, quando decidiu se esfregar com aquela...Lis. – afirmou Mari.
— Sim, eu errei, mas...foi só um beijo.
— Isso é o que você diz, e mesmo que tenha sido só um beijo, como vou confiar em você?
— Tá, tudo bem você precisar de um tempo, mas daí a forjar um namoro com o Anthony...
— O Anthony é um cara super legal e eu gosto muito dele, tenho certeza que vou ser muito feliz do lado dele.
— E o nosso amor Mari? Tudo que a gente viveu? Eu não vou suportar te ver com outro cara. – diz Alex com a voz trêmula.
— O nosso amor acabou junto com a confiança que eu tinha em você. – afirmou Mari se afastando dali.
OoO...
— Quer dizer que é isso? Você vai usar a Mari só pra me afastar? – diz Liam a Anthony.
— Quem disse que é por sua causa? – Afirma Anthony – Eu sempre fui afim da Mari, agora que ela está solteira eu decidi investir.
— Anthony não faz isso com a gente, não faz isso com você...Admite que você tá louco pra me beijar de novo, pra ser meu namorado...Admite! – fala Liam tocando o ombro do rapaz a sua frente.
— Eu não sou gay! – grita Anthony assustando Liam. – Eu não quero te beijar, nem ser teu namorado...Eu gosto de mulheres, gosto da Mari não de você! -diz Liam saindo daquele ambiente.
Liam se assusta com as atitudes de Anthony e acaba chorando sozinho.
OoO...
Após alguns minutos todos são chamados a sala do médico que esta a cuidar do caso de Kathryn. Na sala se encontram a mãe de Kathryn, Martin, Kim, Mari, Alex, Anthony, Liam e Annie que já esta recuperada após o ritual. Todos estão aflitos, e o médico parece não trazer boas notícias. Todos ali presentes só desejavam ouvir que Kathryn continuaria viva e por mais que as chances do médico dizer o contrário fossem grandes, havia no coração e cada um deles uma pontinha de esperança, todos oravam em silêncio, quando o médico disse as palavras mais dolorosas de forma rápida e devastadora.
— Infelizmente o quadro da senhorita Lockwood muito se agravou e ela não irá mais acordar.
OoO...
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