O Fim

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Os Lordes do Fim dos Tempos

– Caralho! Não consigo respirar!

– Guerra, para de encher o saco. A gente não precisa respirar.

– Eu sei, mas é uma sensação legal.

Eram 5:00hrs da manhã, estava escuro e chovia muito naquele bosque no meio da Europa Setentrional. Era frio, e mesmo divindades eternas, imunes aos males dos homens, sentiam-se desconfortáveis.

Quatro seres de pura agonia encontravam-se em tal floresta. Quatro guardiões do final dos tempos, Deuses imortais da destruição: Fome, Guerra, Peste e Morte. Guerra fala novamente, desta vez colocando as mãos em seus ombros cobertos por metal e deitando-se na rocha aonde se sentava:

– Ah... Ah! Que saco! Faz 100 anos que nós fomos encarregados de dar cabo no mundo e, além de não conseguirmos fazer isso... Ainda to com sinusite...

– Nem preciso dizer o como isso soa ridículo, não? — Responde Peste ao seu amigo supostamente enfermo.

– O que soa ridículo?

– O arauto da guerra, o Deus da destruição, um dos quatro guardiões do fim dos temos! ...Esta com sinusite...

– Cara, isso é tudo psicológico. — Fala Fome.

– É... Verdade... Mas ainda não consigo respirar...

– Você ainda não precisa respirar... — Peste.

– É desconfortável não respirar, por que você acha que eu odeio ficar debaixo d’agua?

– Sei lá. Você sempre foi cheio de manias. Desde quando éramos humanos.

Guerra fica nostálgico por um segundo. Eles já eram divindades a mais tempo do que eram humanos, mal se lembravam de suas vidas antes da transformação. Guerra, deitado em uma rocha, observa o céu nublado e chuvoso que cobria a floresta. Os quatro estavam sentados, em volta de uma fogueira.

O silêncio pairava constante. Incumbidos da tarefa de terminar os dias da Terra, os cavaleiros do Apocalipse ficavam a maior parte do tempo pensando em como realizar tal feito. Porem havia uma regra a ser comprida. Regra essa colocada pelo mesmo ser todo poderoso que os havia criado: Eles não podiam participar diretamente do fim do mundo. Guerra fala novamente:

– Como isso é chato! Sinto dor por todo o corpo. Não consigo respirar. Tem catarro fazendo pressão na minha testa e maçãs do rosto! Vou tentar dormir e ver se isso passa.

– Ok. Vou pular todo o hectare de idiotices que você acabou de falar e focar na maior: Nós não podemos dormir.

– Problemas psicológicos requerem métodos psicológicos minha cara Morte. Como somos incapazes de dormir, eu só vou ficar deitado e quieto nessa rocha cheia de musgo até a sinusite passar.

– Por favor. Fala que você está brincando.

– Eu tenho cara de quem está brincando?

– Não... Até porque você não tem rosto... — Fala Fome.

– Vocês podem ir tudo a merda agora. Até depois.