O Fim

2 Capítulo 2


Notas iniciais
A ideia de Guerra

Passaram-se dois meses desde quando Guerra passou a pensar que havia contraído sinusite, e ele não havia se movido daquela rocha desde então. Os outros discutiam, mas principalmente observavam a humanidade cada vez mais caótica e autodestrutível.

Era impressionante, o quanto a humanidade se deixava cada vez mais próximo de um suposto estado caótico permanente. Os cavaleiros do apocalipse sentiam que, se apenas sentassem e esperassem, a humanidade resolveria esse problema para eles... Isso era o que eles pensavam...

– E se nós só esperarmos? — Morte.

– Como assim? Nós já não estávamos fazendo isso? — Peste

– Sim e não. Estávamos esperando, porém pensando em como acabar com o mundo. Estou sugerindo para só esperarmos. Vamos ver até onde a humanidade pode chegar. — Morte

– Achava que a gente já estava fazendo isso... — Peste

– Sejamos francos. As nossas ações não mudaram em nada o estado do mundo. O Guerra colocou um fim no conflito da Faixa de Gaza. O Peste mutou o vírus do HIV para ele ser transmissível pelo ar, mas o vírus, desde então, só ataca células cancerígenas... — Morte

– Nossa, vai se foder. Essa parada do HIV foi genial. Eu fiz com que a economia farmacêutica entrasse em colapso por eliminar duas doenças que precisam de coquetéis caros de uma só vez. Depois disso a máfia branca ressuscitou um Anthrax 2.0 para voltar na balança comercial. Isso foi tudo planejado... — Peste

– Tudo planejado... Foi você quem fez o EBOLA 2.0 sair de controle e dizimar meio bilhão de cabeças de gado? Heim? Eu acho que não. Porque depois dessa, a Europa e os Stats varreram a comida da América Latina. Os caras passam fome lá até hoje! Eu criei a segunda África! — Fala Fome com os braços abertos.

– Você chama a América Latina de África como se isso fosse uma característica ruim. Caso você não se lembre: Com o fim do conflito da Faixa de Gaza, gerado pelo genial Guerra, os judeus e islâmicos começaram a fazer missões de propagação de fé. Eles conseguiram tirar a África inteira do fundo do centro da Terra. Sendo que hoje é onde se encontram a maior concentração de países com IDH’s acima da média. — Peste

– Vocês entendem o que estamos fazendo? Nós só estamos trocando as realidades de local com acontecimentos imprevisíveis para os humanos (e para nós mesmos), no fim dos cálculos, o mundo está o mesmo de sempre... — Morte

– Já sei! Um banho quente talvez resolva isso. — Fala Guerra enquanto se levanta abruptamente da rocha aonde se deitava.

Os quatro olham para Guerra, esse que não se manifestava já fazia um tempo.

– Cara... Amigo... Volta a dormir. — Fome

– Cala a boca. Pensem bem. Sabe quando você fica emperrado em algo? Digo, quando não se consegue achar uma solução, ficamos batendo na mesma tecla sem parar. Ficamos travados. Geralmente uma epifania vem na hora mais inusitada... — Guerra

Os quatro ficam em silêncio por uns instantes. Embora não tivessem rostos, Fome, Peste e Morte encaram Guerra durante esse período.

– Isso é genial. Eu aceito a proposta. Vamos tomar um banho quente. — Morte

– Só eu não entendi a proposta? — Peste

– Pelo jeito sim. Nós só vamos relaxar em um banho quente. Sem pensar em mais nada. — Fome

– E nisso ver se alguém tem alguma ideia? — Peste

– Yep. — Fome

– Hmmm... Ok então. Eu topo. — Peste

– O melhor lugar seria umas termas. — Morte

– Estamos no meio de aonde era a Finlândia. Acho que conseguimos encontrar algo... — Peste