O Fim

8 VIII – Vampiros e Lobos.


(Terra, África Central – 12 h 10 min 06 s)

– Pangéa, como você está?

– Estou vigiando outro grupo de vampiros na savana central da África Central.

– Quer ajuda?

– Não meu Guerreiro, tem uma hibrida presa em uma toca de vampiros aqui, e como você sabe híbridos são raros, então vou salvá-la e levá-la ao Cavaleiro, ele saberá como ajudá-la.

– Cavaleiro está no Purgatório seguindo uma pista sobre Alaster. Quando você voltar, chamamos ele, até lá, vá com calma e volte viva para mim. Se precisar de algo me avise que eu e Rapina vamos correndo para você.

– Sim, eu sou mais forte que eles, vou dar conta.

– Assim espero.

Pangéa estava ao topo de uma colina, observando uma cabana, com tamanho aproximado a um campo de futebol. A cabana era feita de palha, e bem lacrada ao sol, que diferente dos filmes de “fadas” meus amigos, não fazem os vampiros brilharem, e sim, o queimam até a morte.

Tanto Vampiros como Lobos, são rivais entre si, e possuem fraquezas distintas. Híbridos, são mais fortes que eles, e são muito raros. Considerado um crime para as tribos vampirescas e lobianas, quando um lobo e uma vampira têm um filho, e este nasce híbrido, os pais são sacrificados da forma mais perturbadora possível, e o filho é preso em uma das tribos e usado como fonte de poder para ambas. Esse é o único momento em que ambas as tribos se unem sem violência.

Os vampiros são os mais fracos. Queimam a presença dos raios ultravioletas, mas são imunes a prata e a madeiras. Sua maior fraqueza é o cobre. Já os lobos são um pouco mais fortes, podem se transformar a qualquer hora do dia e da noite, em todas as luas. Sua fraqueza é mais rara de se encontrar: moeda catalã de prata banhada em água de cacto norueguês. Mas, decapitá-los em sua forma humana também funciona, desde que a cabeça fique longe do corpo.

Pois bem, os híbridos são imunes a tudo já citado. Andam a qualquer hora do dia ou da noite e são tão fortes quanto Rapina. Para matá-los é necessário Alaskshimana, uma pepita parecida com diamante, que é encontrada apenas no núcleo do Sol, ou em Júpiter, isso é o que os torna imortais.

Após dois dias de observação, Pangéa começou a agir. Com sua faca feita de uma moeda catalã de prata derretida e banhada em água de cacto norueguês, com ponta de cobre, ela entrou pela lateral da cabana e, por traz de algumas caixas térmicas com sangue humano, observou que, de um lado da grande cabana, Lobos, em sua forma humana, estavam ajoelhados e rezando em latim. Do outro lado, o mesmo, só que com Vampiros, em sua forma vampiresca (aparência de velhos, com dentes alongados e bocas grandes). Ao centro do lugar, dividindo as duas facções, estava a hibrida, em um altar, desacordada. Vocês devem estar me perguntando agora: como Pangéa anda a luz no sol sendo vampira? Aceitem isso como cortesia do sangue de seu marido, que é mais forte que o sangue humano.

Com cautela, Pangéa, se aproveitando da distração dos Lobos e Vampiros com suas rezas, e usando de sua velocidade elevada por conta do sangue de seu marido, foi até o altar, pegou a hibrida em seus braços, e ao sair, com sua falta de sorte, tropeçou em um crânio humano, fazendo muito barulho.

– Vadia! Peguem a puta e deixem Alice viva – Gritou o Chefe do clã dos Lobos.

Se reerguendo, Pangéa tirou a híbrida de dentro da cabana em um piscar de olhos, e do lado de fora, foi matando os Lobos que saiam, com sua faca.

Com todos os lobos mortos, e com o Sol do meio dia no céu, Pangéa destelhou rapidamente a cabana, com o auxilio de sua velocidade e força, matando queimados assim todos os vampiros.

Com a ajuda de seu marido, Pangéa se tele-transportou para sua casa, onde, alem dela e a hibrida, estavam o Guerreiro, Rapina e Cavaleiro.

– E então, ela é a híbrida?

– Sim Cavaleiro. Você pode ajudá-la?

– Depois de interrogá-la, a levarei ao Purgatório, onde a alma de meus guerreiros fiéis a manterão segura.

– Onde eu estou? Quem são vocês? Socorro! – Gritou a híbrida com medo e agonia ao acordar.

– Acalme-se. Nós te salvamos – Disse Pangéa, a acalmando.

– Eles iam me matar e sugar a minha essência. Eles virão atrás de mim.

– Não, eles estão mortos. Minha esposa cuidou deles. Eu sou Konnor, o Guerreiro, esse é Halt, Rapina, e esse é Konor, o Cavaleiro da Morte.

– Já ouvi histórias sobre vocês. Vão me ajudar?

– O Cavaleiro lhe fará algumas perguntas, eu sugiro que responda todas com sinceridade, por experiência própria. Depois ele a levara a casa dele, onde estará segura. – Respondeu Rapina com modo cortes.

– Qual o seu nome? – perguntou Cavaleiro a interrogando ali mesmo.

– Eu sou Alice.

– Quantos humanos você já matou?

– Nenhum, eles os matavam para mim.

– Qual a sua idade?

– 26 anos.

– Bom. Você ira a minha casa, na dimensão do Purgatório onde estará segura. Semanalmente te levarei comida e uma compota com meu sangue.

– Obrigada. Você é muito gentil para um homem forte e com uma armadura tão assustadora.

– É que ele gostou de você, se ele tivesse te odiado ele estaria te torturando agora. – Disse Rapina aos gargalhos.

Notas finais
Próximo capitulo - A origem de Rapina