O Filho do Fogo
8 Capítulo 7
Notas iniciais
As planícies Siberianas amanheceram gélidas, como de costume. Logo cedo, a luz do sol nascente refletia na neve albina que recobria o chão, gerando uma claridade semi-ofuscante.
— Você tem certeza, Viktor? Só cinquenta homens serão suficientes? — Perguntava Eleni para o homem.
— Fique calma, Eleni. Cinquenta homens serão muito mais que suficientes. São só três imortais. Já enfrentei muito mais.
— Sim, mas são três imortais que, sozinhos, derrotaram vinte dos nossos. — Havia preocupação em seu semblante.
Viktor não conteve um sorriso. — Já volto, Dama que Arde. — Viktor se aproximou e lhe beijou a testa. Depois, subiu no cavalo e se pôs a trotar, assumindo a frente da linha dos demais cinquenta homens que junto dele estavam. Logo, cinquenta e um homens trotaram por debaixo dos grandes portôes do Castelo de Uregon, passando pelos cidadãos que, atarefados com suas atividades diárias, sequer notavam os corajosos guerreiros partindo.
Não uma hora depois, já estavam dentro de uma floresta de pinheiros. O solo era macio por causa da neve, mas os cavalos ainda não encontravam dificuldade que atrapalhasse a velocidade do grupo. Caçavam as bestas que são os imortais. Três dias atrás um hommem jurou ter visto um vampiro e dois lobos por perto. No dia seguinte foram enviados vinte soldados á sua procura, mas apenas cinco voltaram. Feridos e desarmados, disseram que sete haviam sido mortos e os demais estavam feridos demais para voltar. Pelo menos eram um puro-sangue e dois lobisomens. Isso significava problemas.
— Senhor, foi aqui que o camponês viu eles se alimentando do urso. — A voz era de um homem baixo, que montaddo à cavalo era do tamanho de um homem comum. Seu nome era Alexander Galius, e era um dos homens mais respeitados na Guarda. — Mais ao Sul está o local do ataque. Iremo9s até lá?
— Não. Não há nescessidade. — Viktor disse, desmontando do cavalo. Havia pegadas na neve por ali. -Àlguém viu um grupo de pessoas andando pela estrada?
— Não, ninguém passou pela estrada. — Disse Milus, um dos que o acompanhava. — Porquê?
— Tem pegadas aqui. São de humanos, pelo que parece. — Disse Viktor.
— Aqui também tem. — Disse Alexander, mais afastado. Viktor, rapidamente sacou sua espada. — Senhor? O que houve? — Mas levou alguns segundos até ele olhar para a direção que o outro olhava.
— Nada, não foi nada. — Mentiu Viktor. — Só pensei ter visto algo. Deve ter sido minh... — O homem foi interrompido por um som. Um rugido. Um latido. — Espadas em mão! — Gritou, tardiamente. O lobo negro saltou de entre as árvores. Devia ter o tamanho de um homem, e tinha olhos verdes.
— Lobisomem! — Gritou Milus, mas estava enganado. Quem dera que fosse lobisomem... Era algo pior. Algo mais bestial. Era um lycano.
O enorme lobo atacou Alexander, na esperança de derrubá-lo, mas por ser pesado, o lobo derrubou o cavalo junto. Milus atirou uma faca contra om lobo, mas uma figura surgiu, vindo do nada, e em pleno ar segurou a faca. Mais atrás, os homens lutavam contra algo, mas Viktor estava ocupado demais para olhar.
Milus avançou, de espada em punho, contra o lobo, mas este se virou e o jogou contra o chão. Os irmãos Roger e Train, que usavam bestas, miraram na fera, mas o homem que segurou a faca avançou contra eles e estes tiveram que mudar a mira. Viktor se concentrava. Atacava a fera lycana e salvava Milus ou o homem e salvava os irmãos? Preferiu atacar o vampiro. Quando este estava a um passo dos homens, Viktor o cortou. Ou tentou. A espada passou direto por seu corpo, e era para que o tivesse cortado na região da cintura. No entanto, mal o sangramento começara e o ferimento já cicatrzara. Xingou. Teve o azar de ficar com o puro-sangue. Preferia o lycano. Cóm força absurda que tinhs, o vampiro puro-sangue empurrou Viktor para longe, e só parou porque bateu com as costas violentamente contra uma árvore.
— Ahhh! Socorro! — Gritou Milus enquanto o lobo comia seu rosto. Era uma cena horrenda. Viktor se ergueu e, com suas úiltimas forças, avançou contra o lobo. Não iria deixar aquelas feras soltas por ali. Fincou a longa lâmina prata de sua espada contra o lycano e sentiu que acertara o coração do monstro. Quando tirou a espada do peito do bicho, este já era humano de novo. "Recém formado" pensou;. Isto, de alguma forma, fez sua adrenalina subir e com energia renovada ergueu-se do chão. Mas a cena que via era decepcionante. Dos cinquenta homens, pouco mais de cinco lutavam contra os dois vampiros. Viu um cair enquanto o vampiro mestiço bebia o sangue de sua jugular. Já o puro-sangue lutava contra dois homens. As espadas deles de nada serviam, pois os puro-sangues não podem ser feridos. Não por armas normais. Viktor pegou a besta de Roger e mirou bem. Quando o mestiço ergueu a cabeça...
Um tiro. Foi preciso e atravessou sua cabeça. O vampiro caiu, morto, no chão. Ao mesmo tempo, o puro-sangue ergueu o último de seus homens e o rasgou em dois pedaços, separando tronco de pernas. Não. Não tinha jeito. Espadas, flechas. nada funcionaria. O vampiro se virou para Viktor.
— Você acabou de matar meu irmão. — Disse.
— Vocês mataram quase setenta de meus homens. — Viktor lhe respondeu.
O vampiro avançou. Viktor largou a espada e ergueu as mãos. Por um breve momento, o branco lhe veio à mente. Se esquecera de como fazer devido o medo da morte. " Não. Não temo a morte. Sou Viktor Black. " — Axus flux. — O cansaço invadiu seu corpo, mas uma onda de escuridão se formou à sua volta. O puro-sangue parou de respirar. Ele tentou andar, mas as trevas o impediam de prosseguir. — Pena que você me pegou em um péssimo dia. Sou Viktor Black, líder do Clã do Dragão. Não será um puro-sangue me derrotará. — As sombras se curvaram e formaram um círculo, um domo, que prendeu o vampiro. E logo, as sombrras começaram a apertá-lo, até que ele não aguentou mais prender a respiração e inalou as trevas.
Logo, caiu no chão, morto. "Como derrotar alguém que é invencível por fora? Simples, o destrua por dentro. Depois o aatinja por fora.". Viktor se agachou e pegou a espada. Depois a fincou no vampiro, para ter certeza que estava morto. "Agora, já sei como te derrotar, Dançarina. Te acertarei no coração. Depois te destruirei.". Viktor riu, enquanto montava em um dos cavalos que continuava ali e voltava para o castelo para chamar homens. Ele iria enterrar seus guerreiros e levar os monstros. "Quem sabe suas cabeças me sirvam de decoração?"
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