O Filho Do Príncipe

4 As notícias não são boas...


Notas iniciais
Peço mil desculpas pela demora...
Faz tempo que eu não apareço por aqui!
É que eu meio que estudo em duas escolas e quando chega a época das provas eu fico meio Hermione... E acabo sem tempo para escrever!
Vou fazer de tudo para postar mais assiduamente!
Espero que gostem do capítulo, apesar da demora...
Boa leitura!

Harry acordou-se com alguns raios de Sol em seu rosto, indicando que o dia havia acabado de nascer. Apesar de ter dormido mais de oito horas, para ele, parecia que a noite não tinha durado mais que duas horas, pois, toda a preocupação sobre ele, tinha deixado-o extremamente cansado. E, como ainda era cedo, Harry apenas virou-se para o outro lado, e voltou a dormir.

Diferente de Harry, Rony parecia ter tido a noite mais longa de sua vida. Ele ficou a noite inteira acordado, apenas velando o sono de Hermione, que não tinha sido dos mais calmos.

Flashback on:

A Toca estava silenciosa, era por volta das 06:00 horas da madrugada. Rony estava no sofá, sentado, tendo a cabeça de Hermione em seu colo. “Você vai ficar bem...” pensava Rony.

Hermione começou a ficar agitada, ela se mexia muito e parecia tentar falar alguma coisa.

- Hermione... Calma...

Mas Hermione estava muito agitada e Rony já começava a ficar desesperado. Apesar de não ser a primeira vez que Hermione tinha ficado agitada durante a noite, dessa vez ela estava bem pior.

- Hermione... Meu amor... Acorda...

Hermione abriu os olhos e ,quando viu Rony, usou todas as suas forças, que ainda eram poucas, para abraça-lo e começou a chorar desesperadamente. Rony envolveu-a em seus braços e, ainda que estivesse desesperado, tentava acalmá-la:

- Eu estou aqui... calma... vai ficar tudo bem... eu vou ficar com você...

Flashback off.

- Filho? – Rony ouviu a voz de sua mãe atrás dele. – Você ficou a noite inteira aqui? – perguntou a Sra. Weasley.

- Fiquei sim.

- Ela está melhor? – perguntou a Sra. Weasley, olhando em direção à Hermione, que ainda estava nos braços do namorado, pois, depois de sua última “crise”, tinha adormecido daquela maneira mesmo.

- Acho que sim. – respondeu Rony à mãe.

- Você precisa dormir.

- Eu não estou com sono.

- Dá para ver. Eu nunca tinha visto você ficar uma noite inteira acordado – disse a Sra. Weasley, lançando um sorriso ao filho. – Mas eu acho que você não está tão mal só, exatamente, porque a Hermione está mal. O que houve?

- Nada. – foi só o que o ruivo respondeu.

- Nada? Eu te conheço desde que você nasceu, Ronald Weasley, eu sei que tem mais alguma coisa te deixando assim.

Rony balbuciou alguma coisa que a Sra. Weasley não conseguiu entender.

- O quê?! – perguntou a Sra. Weasley ao filho.

- Foi tudo culpa minha... – Rony respondeu com uma voz extremamente triste – se eu não tivesse deixado ela sozinha ontem...

Rony deixou escapar uma lágrima de seus olhos que foi secada por sua mãe, enquanto ela dizia:

- Você não teve culpa de nada, meu amor! Alguém ou alguma coisa, por algum motivo, atacou a Hermione e você não estava lá. Você acha que poderia ter ajudado ela... Eu sei... Mas você não sabe o que atacou ela e se você tivesse também teria sido atacado. Teria sido pior.

- Mas talvez eu pudesse ajudá-la...

- E você ajudou! Quem mais teria ficado a noite inteira acordado. simplesmente, para garantir que ela ia ficar bem? Quem fez isso com a Hermione, provavelmente, estava tentando machucá-la, mas não conseguiu.

- Como não?! – perguntou Rony à mãe, totalmente, perplexo mediante ao que tinha acabado de ouvir.

- Claro que não! Você acha que alguns hematomas, algumas dores e um ferimento na perna são machucar?

- Acho!

- Na verdade, são. Mas eles acabam. As dores são fortes, mas momentâneas. Ela vai superar! Eu tenho certeza que iria doer muito mais nela se você tivesse ficado lá, com ela, e tivesse acontecido alguma coisa com você, e você também sabe disso! Daqui uns dias você vai ver a Hermione forte, novamente, e ela nem vai se lembrar das dores que sentiu... Sabe do que ela vai se lembrar? – A Sra. Weasley perguntou ao filho.

- Não. Do quê? – perguntou Rony, curioso.

- Disso. – respondeu a Sra. Weasley apontando para o filho – Ela vai se lembrar de que aquele... Como é mesmo que ela costuma dizer? Ah! Ela vai se lembrar de que aquele “legume insensível” do namorado dela passou uma noite inteira em claro abraçando-a toda vez que ela se assustava com alguma coisa... que ele não continha as lágrimas toda vez que se lembrava do que havia acontecido com ela...

Rony sorriu para sua mãe, que estava se dirigindo para a cozinha.

- Mãe!

- O que, filho?

- Eu te amo!

A Sra. Weasley sorriu e deixou escapar uma lágrima do rosto, afinal, Rony sempre foi muito fechado e não costumava falar esse tipo de coisa para a mãe. Ela voltou até o sofá, deu um beijo no filho e respondeu:

- Eu também te amo!

Pouco depois que a Sra. Weasley saiu da sala, Andrews desceu e, logo em seguida, Gina.

- Bom dia! – disse Andrews a Rony.

- Para você também! – respondeu o ruivo.

- Bom dia, Roniquinho! – disse Gina, dando um beijo no irmão.

- Bom dia!

- O pessoal aqui não costuma acordar muito cedo, né? – perguntou Andrews à Gina, enquanto os dois se dirigiam para a cozinha.

- Geralmente, todo mundo acorda bem cedo aqui. Mas, hoje, parece que todo mundo passou da conta.

- Deve ser porque é domingo.

- Deve ser...

Gina ficou perdida em pensamentos por alguns instantes.

- O que foi? – perguntou Andrews.

- O quê?

- Você está pensativa...

- Posso te fazer uma pergunta?

- Claro. Só não sei se posso responder.

- Espera. – disse a ruiva, quando os dois chegaram à cozinha, olhando em volta, para ver se não tinha ninguém.

- O que foi? – perguntou o garoto.

- Nada – respondeu a ruiva – só queria garantir que não tinha ninguém aqui.

- Ah... E o que você quer me perguntar?

- Eu não sei se eu devo...

- Agora você vai ter que perguntar. Me deixou curioso.

- Mas... talvez eu te ofenda.

- Pode falar... Se me ofender... Bem, eu já te perdoei! – disse Andrews sorrindo.

- Ok. Bem... Você é filho do Snape. Por acaso... você... bem... você... você tem alguma coisa a ver com ... comensais?

- Todo esse mistério só para isso? Na verdade, eu sei algumas coisas sobre os comensais, sobre Voldemort... Mas... Nunca cheguei nem perto de me tornar um comensal! De onde você tirou essa ideia?

- Bem, é que o Draco Malfoy, filho do Lúcio e da Narcisa Malfoy, foi praticamente, obrigado a se tornar comensal, só porque seus pais também eram. Aí eu pensei que talvez...

- Eu também fosse um?

- Isso! Me desculpe...

- Não tem problema. Na verdade, acho que isso talvez até pudesse ter acontecido, mas...

- Mas o quê?

- Voldemort não sabe que o meu pai teve um filho!

- Ele não sabe?!

- Não. Ele nem deve saber que eu existo...

- Sorte a sua...

- Eu também acho... Mas isso vai durar pouco tempo...

- Por quê? – perguntou uma voz que não era a de Gina.

- George?! – disse Gina assustada.

Mas Geroge não deu atenção para a irmã.

- Por que vai durar pouco tempo? Voldemort não morreu?

- Eu creio que não seja tão simples...

- Como assim?

Então Andrews contou à Gina e George a mesma história que havia contado na noite anterior a Rony e Harry.

- Será... que ele não morreu? – perguntou Gina, pasma com tudo o que tinha acabado de ouvir.

- É o que eu acho. – respondeu Andrews.

- Então, você acha que foi a Bellatrix que atacou a Hermione? – perguntou George.

- Ou qualquer outro comensal. – respondeu Andrews.

- Então, aquela mulher, que o Percy e o papai viram, é a Bellatrix? – perguntou Gina.

- Imagino que sim.

- Então, alguma coisa tem que ser feita! – disse Harry, entrando na cozinha.

- Não tão rápido, Harry! – disse Geroge, com um semblante sério no rosto – Nós temos, primeiro, que descobrir o que, realmente, atacou a Hermione.

- O Geroge está certo. – disse Andrews – Ninguém sabe ao certo o que foi.

- Mas nós não temos tempo a perder! – continuou Harry. – É melhor nós acordarmos a Hermione!

- Deixa ela descansar mais um pouco... – disse George a Harry – mais tarde a gente fala com ela! Andrews, você disse que sabe algumas coisas sobre os comensais? O que você sabe?

- Nada demais. – respondeu o garoto – Só o que eu já contei para vocês. O resto é o mesmo que todos vocês sabem.

- O Snape não te contava nada? – perguntou Harry.

- Não. Eu perguntava para ele, mas ele falava que era melhor que eu ficasse fora desse tipo de assunto, ele achava que seria melhor para mim...

- Quem diria que o Snape era um pai preocupado... – pensou George, um pouco alto.

- Ele era um bom pai. Bastante rígido... mas ele só queria o melhor para mim...

A Sra. Weasley entrou na cozinha e encontrou todos em silêncio.

- Aconteceu alguma coisa?

- Não, mãe. – respondeu George.

- Só estamos esperando o café da manhã. – completou Gina.

- Aconteceu alguma coisa sim! Por que o café da manhã está bem na frente de vocês!

- Nossa! Nem tínhamos visto! – tentou disfarçar Harry. – Como nós somos distraídos!

- Eu vou fingir que acreditei, só por que estou atrasada!

- Aonde a senhora vai? – pergunto Gina.

- No beco diagonal.

- Em pleno domingo? – perguntou Harry.

- Vou encontrar uma amiga! E, de lá, nós vamos até a casa dela. Ela tem uma loja no Beco!

- Ah, tá! – disse George – Agora nós entendemos.

- Bom, eu já vou indo! Beijos para todos vocês! Tchau!

- Tchau! – responderam em coro.

Todos acabaram de tomar o café da manhã, e foram para a sala.

- Aonde estão o Rony e a Hermione?

- Sei lá! – respondeu Geroge – Devem estar lá em cima!

Eles subiram as escadas da Toca e encontraram Hermione no quarto de Gina.

- Hermione? –disse Gina – Você está bem?

- Eu vou ficar... – respondeu Hermione com a voz fraca.

- Cadê o Rony? – perguntou George.

- Foi no banheiro. – respondeu Hermione – Olha ele aí.

Rony passou por George, foi até a cama da namorada e abraçou-a.

- O que aconteceu com você? – perguntou Andrews à prima.

- Não sei muito bem... Eu não me lembro de muita coisa...

- Como NÃO LEMBRA?! – gritou Harry, de maneira assustadora.

- Calma, Harry! – disseram Rony e George ao mesmo tempo.

- EU DESCOBRI QUE TUDO QUE NÓS FIZEMOS ATÉ AGORA PODE TER SIDO EM VÃO, E VOCÊS ME PEDEM CALMA?!

- Não foi tudo em vão! – disse Andrews.

- E a culpa não é de ninguém aqui! – completou Rony, que já estava ficando nervoso com o amigo.

- Mas Voldemort... – disse Harry.

- O seu nervosismo não vai resolver o problema com Voldemort! – disse George, antes que Harry e Rony começassem a brigar.

- Você tem razão... – disse Harry, abaixando a cabeça – Me desculpem...

- Nós sabemos o quanto você ficou nervoso com tudo o que soube sobre Voldemort. – disse Rony, também tentando se redimir – Não tem problema...

- Voldemort? – eles ouviram a voz fraca de Hermione – O que tem Voldemort?

- É uma longa história... – disse Gina.

- Que história? O que aconteceu? – perguntou Hermione, usando toda sua força.

- Nós também queríamos saber o que aconteceu... – disse George.

- Você não se lembra de nada mesmo? – insistiu Harry.

- Eu ouvi uns barulhos estranhos, como se fossem passos – contava Hermione – e não me lembro de mais nada.

- Assim vai ficar difícil... – disse Harry.

- É melhor deixar a Hermione descansar mais... – disse Geoge – quem sabe, depois, ela se lembra.

- É melhor mesmo. – concordou Andrews.

Todos saíram do quarto, em exceção a Rony, que continuou abraçado com a namorada.

As horas foram se passando e logo a noite chegou...

Todos já tinham acabado de jantar e estavam na sala conversando.

- Vou dormir! – disse George a todos.

- Acho que é melhor que todos vão dormir! – disse a Sra. Weasley.

- A mãe de vocês tem razão! – concordou o Sr. Weasley.

- Nós já vamos. – disse Gina.

- Boa noite! – disseram o Sr. E a Sra. Weasley uníssono.

- Boa noite! – responderam todos.

- Eu vou subir. – disse Hermione – Você vem comigo?

- Vou. – respondeu Rony. – Boa noite!

Harry disse alguma coisa para Gina e depois disse:

- Rony!

- O quê?

- Fica no quarto da Gina, com a Hermione. É melhor. Além do que, você ia passar a noite inteira acordado e não ia me deixar dormir.

- Você tem razão.

Rony e Hermione subiram (Hermione mancando da perna) e Gina ficou com Harry na sala.

Algumas horas se passaram...

Rony estava dormindo, mas foi acordado por um barulho. Ele abriu os olhos e viu, novamente, Hermione dormindo bruscamente, como se estivesse tendo um pesadelo e balbuciando algumas palavras.

- Hermione... – Rony chamava a namorada – Acorda... Hermione...

Hermione acordou assustada, agarrou-se no namorado e disse:

- Bellatrix! Era ela... Agora eu me lembro!

Notas finais
E aí?!
Gostaram?
Espero que sim...
Por favor, deixem reviews e façam o coração desta autora mais feliz...
E mais uma vez peço desculpa pela demora!
OBS:
Vou me esforçar para postar o próximo capítulo o mais rápido possível!