O Filho Do Príncipe
5 Lembranças
Notas iniciais
Desculpem, é que o meu tempo é pouco!
Estou fazendo tudo o que posso para estar sempre atualizando!
Sem mais delongas...
Espero que gostem do capítulo!
Boa leitura!
O dia amanheceu claro, era uma típica manhã de verão.
- Bom dia! – disse Harry, descendo as escadas da Toca e vendo George, Gina, Andrews e Percy, com um semblante preocupado.
- Bom dia! – eles responderam.
- O que foi? – perguntou Harry.
- Eles estavam me contando o que aconteceu ontem e de tudo o que vocês estão pensando sobre o que aconteceu... – respondeu Percy.
- É verdade... você não estava com a gente ontem... – concluiu o garoto – Aonde você foi?
- Em Hogwarts. Com o ministério.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não. – respondeu Percy. – Só queriam ter certeza que tudo estava em ordem, antes do retorno dos alunos.
- A Hermione já acordou? – perguntou Harry, curioso.
- Acho que não. – respondeu Gina – Se acordou, ainda está no quarto.
- É melhor você nem começar a colocar pressão nela... – aconselhou George – Porque ontem eu pensei que ia ter que apartar uma daquelas brigas idiotas entre você e o Rony!
- Mas...
- Esquece Harry – disse Andrews – Ficar perguntando compulsivamente não faz ninguém se lembrar de nada!
- Que conveniente, não?
- Do que você está falando? – perguntou Andrews incrédulo.
- Nada. – respondeu Harry e subiu as escadas novamente.
Chegando ao quarto de Gina, Harry abriu a porta e encontrou Hermione deitada, dormindo, abraçada a Rony, que estava pensativo.
- Nossa... – disse Harry, interrompendo os desvaneios de Rony.
- O que foi? – perguntou Rony, percebendo a presença do amigo.
- Nada... Só que quando eu disse para você dormir aqui, pensei na outra cama
- Há, há! Morri de rir! – respondeu Rony – Se você soubesse o que aconteceu ontem à noite...
- Prefiro não saber os detalhes – respondeu Harry, rindo.
- É sério. – disse Rony, repreendendo o amigo.
- O que houve? – Harry começou a se preocupar.
- Tanta coisa... – respondeu Rony, parecendo estar se lembrando de um pesadelo – A Hermione teve outra “crise”, só que dessa vez foi bem pior... Ela estava acordada e parecia que era torturada a cada palavra que falava, ela chorava constantemente e tentava contar o que aconteceu aquele dia.
- Então ela se lembrou?
- Acho que sim. Ela não conseguiu contar muita coisa, estava meio perdida no que falava, a única coisa que eu entendi é que foi a Bellatrix quem atacou ela!
Harry ficou paralisado ao ouvir aquilo. Apesar de já imaginar que havia sido um ataque de algum comensal, ele tinha esperanças de que aquilo tudo não passava de um engano, afinal, isso só podia significar uma coisa:
- Então, Voldemort... – o garoto não conseguiu terminar a frase, sentindo um nó na garganta.
- Eu sei...
- Agora, a única solução é esperar a Hermione acordar e tentar descobrir alguma coisa... e você precisa dormir!
- Eu sei... Mas é difícil...
- Eu imagino como você ficou... Também fiquei preocupado... Mesmo tendo gritado com ela porque ela não se lembrou de nada... É que só em pensar que Voldemort pode ter voltado...
- É melhor nem ficar pensando nisso... Vai que foi tudo coincidência...
- Bom dia! – Harry disse, em direção à Hermione.
- Sei lá... – respondeu a garota, com a voz, ainda, fraca, mas sorrindo – Para mim, não começou muito bem...
- Você melhorou? – perguntou Rony, preocupado.
- Depende. Estou melhor que de madrugada, mas estou pior que ontem!
- Você tem, exatamente, o quê? – perguntou Harry, confuso.
- Eu também não sei... – respondeu a garota – É, meio que, uma mistura de angústia, com dores musculares, calafrios e um medo constante.
- Uou! – disse Harry – é bastante coisa...
- Isso sem contar a dor na perna! – continuou Hermione – Mas... é melhor esquecer as dores. Eu preciso muito falar com vocês! Harry, por favor, chama o meu primo, a Gina, o George e o Percy.
- O George e o Percy já devem ter ido trabalhar. – disse Rony.
- Eu vou ver quem ainda tá aí, e peço para subir. – disse Harry, indo em direção à porta.
Alguns minutos depois Harry voltou, junto com Andrews e Gina.
- Olha, se quisessem que eu demorasse mais, era só ter avisado! – disse Harry, interrompendo um beijo entre Hermione e Rony.
- Eu não achei que você fosse tão rápido. – respondeu Rony, rindo.
- Você está melhor? – perguntou Andrews à Hermione.
- Mais ou menos. – respondeu Hermione.
- O que você quer nos falar? – perguntou Gina.
- Eu me lembrei o que aconteceu naquela noite – respondeu Hermione – e queria contar tudo só uma vez.
- Pode começar! – disse Harry, atento.
- Foi tudo muito estranho – começou Hermione – eu estava sentada embaixo da árvore, quando ouvi uns barulhos estranhos e fui ver o que era. Então eu vi a Bellatrix ela me estuporou e eu desmaiei... Se aconteceu alguma coisa depois, eu não me lembro!
- Eu sabia! – disse Harry – Era muita coisa para ser só COINCIDÊNCIA!
- Mas... Será que ela te atacou, simplesmente, por que você a viu? – perguntou Gina.
- Não sei. Mas acho que ela pensou que eu poderia contar para você que eu vi ela! – respondeu Hermione.
- E por que ela veio aqui? – a ruiva continuou perguntando.
- Não sei! – respondeu Hermione.
- Será que ela queria que nós soubéssemos que ela voltou? – indagou Andrews.
- Por que ela faria isso? – perguntou Harry, com cara de desdém.
- Não sei... Foi só uma ideia...
- Você sempre tem ideias muito estranhas! – continuou Harry – Talvez você saiba mais do que nos conta!
- Que interesse eu teria com isso?
Harry apenas virou-se e saiu do quarto.
- Alguém pode me dizer se eu perdi alguma coisa? – disse Hermione, sem entender o que havia acabado de presenciar.
- Se você perdeu, acho que todos nós perdemos alguma coisa! – respondeu Rony.
Estavam todos almoçando, mas Harry não parava de encarar Andrews com uma expressão de total desaprovação.
- Ok! – disse Hermione, em tom de ordem – Já chega! Por que tudo isso Harry?
- Tudo isso o quê? – perguntou Harry, parecendo desentendido.
- Você fica encarando o meu primo como se ele estivesse pronto para te matar!
- É essa a questão! Como eu vou saber se ele não é um comensal?! Como eu vou saber se ele não começar a matar todo mundo a qualquer momento?!
- Será que você pode parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui? – perguntou Andrews, tentando manter a calma – Aliás, por que você fala de mim como se eu não estivesse aqui?
— Talvez você não devesse estar aqui!
Apesar de ofendido, Andrews não quis retrucar o que Harry havia lhe dito. Então, apenas disse:
- O meu pai tinha razão!
E saiu da cozinha, subindo as escadas, desolado.
- Você enlouqueceu?! – perguntou Hermione ao amigo.
- Por quê? Só por que o pai dele morreu salvando a minha vida, vocês querem que idolatre ele? Eu nem sei quem é!
- ELE É MEU PRIMO! – retrucou Hermione – E eu pensei que você confiasse em mim!
- Eu confio em você...
- Não parece! Você acha que eu teria trazido ele para cá se não tivesse total confiança nele?
- Eu sei disso. Mas isso não muda o fato de que eu não o conheço!
- Eu também não conhecia você e nós nos tornamos amigos desde a primeira vez que nos vimos – agora, era Rony quem estava falando – e, caso você não tenha percebido, ele se sente igual a você. Acabou de chegar no meio de um monte de gente que ele não conhece e só está tentando ajudar.
- Eu não preciso da ajuda dele!
- Por quê?
- Por que eu não sei do que ele é capaz! Como eu vou saber que ele não está apenas tentando nos enganar? Eu confiei em muita gente que me traiu e por causa dessas traições eu perdi muita gente de quem eu gostava. O Colin, o Sirius, eu perdi os MEUS PAIS!
- PARABÉNS, HARRY POTTER! – gritou Rony, nervoso – Você pode ter sido quem mais perdeu nessa guerra... MAS NÃO FOI O ÚNICO!
Rony saiu da cozinha indo em direção ao jardim.
No quarto de George, Andrews chorava como uma criança.
- Querido? – ele ouviu uma voz maternal que falava da porta – O que ouve? — Nada, Sra. Weasley.
- Como nada? Ninguém chora por nada!
- Eu estava pensando no meu pai...
- Ah, eu te entendo...
- Ele tinha razão. Eu devia ter ficado em Durmstrang.
- Por quê?
— Lá eu era só mais um aluno... Aqui, eu sou “o filho do comensal mais fiel de Voldemort“, “o filho do homem que morreu salvando a vida de Harry Potter”, “o filho do homem que amava a mesma mulher que Thiago Potter”, eu sou qualquer coisa... menos eu mesmo!- Mas isso não é motivo para você desistir de tudo!
- O meu pai tentou me alertar de tudo isso, disse que as pessoas não iriam gostar de mim porque não gostavam dele... Eu só não entendo uma coisa: por que não gostavam do meu pai? Ele sempre foi uma pessoa maravilhosa, nem dá para falar muito, não tem como descrevê-lo... Ele era incrível! Eu não podia ter tido pai melhor... É difícil, para mim, pensar que as pessoas o viam de maneira tão errada e que o tratavam mal por isso. Não havia motivos para não gostar dele... Sempre feliz, mesmo que do jeitinho dele, me fazendo rir, até mesmo aquele ar de pessoa séria me fazia rir, por que eu conseguia ver, claramente, que aquele era o jeito dele, e não é o jeito de alguém que mostra quem a pessoa, realmente, é, mas sim, o coração... Ele era meio calado, mas era o jeito dele. Por trás daquela postura de homem rígido e rigoroso, tinha um homem sensacional, um homem para o qual eu olhava e pensava: “Um dia eu quero ser como ele!”.
- Eu imagino como você se sente... Eu perdi o meu filho e sofro muito por isso... Mas, sabe de uma coisa? Eu acho que agora não é hora de você desistir! Se você não quer ficar aqui por você... Fique pelo seu pai... Está na hora das pessoas conhecerem a pessoa maravilhosa que você é e quando perguntarem o porquê de você ser assim diga o que você me disse: Que você é como o seu pai!
A Sra. Weasley abriu os braços e Andrews retribuiu o abraço, ainda chorando.
No jardim...
Rony encontrava-se em uma situação pouco diferente de Andrews. Estava sentado embaixo da árvore do lago da Toca, chorando muito.
- Rony?
Rony virou-se para trás e viu Hermione encostada na árvore, afinal, ainda estava mancando. Ele, rapidamente, secou as lágrimas de seu rosto, em vão.
- O que foi? – perguntou Rony.
- Nada. Eu só queria saber como você está. Você saiu tão bravo da cozinha...
- Eu estou bem. Já pode ir.
- Por que você está assim? Eu sei que não é só por causa do meu primo... Aliás, desde que eu cheguei aqui que você está assim. Eu fiz alguma coisa?
Rony percebeu que as palavras de Hermione tinham saído junto com um choro mal engolido.
- Não... não tem nada a ver com você... Eu só não queria que você me visse assim...
- Triste?
- Acho que sim...
Hermione sentou-se ao lado do namorado, que a abraçou, e perguntou:
- Então por que você está tão mal?
Rony começou, novamente, a chorar, descontroladamente.
- O... meu... irmão... – Rony falava com um terrível nó na garganta – Ele... nunca... fez... nada... de... errado... Por que... logo ele... tinha de morrer?
Hermione não sabia o que responder ao namorado, mas, para a sorte dela, ele seguiu falando:
- Existe tanta gente ruim nesse mundo, por que o meu irmão? Ele sempre foi a alegria da casa, sempre fazia todos rirem e, por mais que estivesse mal, não queria contagiar ninguém com sua tristeza. Ele sempre se fazia de forte, apesar de sensível... Sempre se preocupava com todos, independente de quem fosse... Nunca fazia distinções... Ele era especial... Um genuíno Weasley! Eu sempre via as pessoas falarem que é difícil perder alguém... e algumas pessoas perdem pessoas ruins... Eu perdi o Fred! A pessoa mais iluminada que eu já conheci na minha vida! Era um brilho diferente... um brilho de alegria... um brilho que eu conheci desde o dia em que eu nasci e, de repente, se apagou!
- Eu nem sei o que te dizer...
- Não precisa dizer nada. Eu sempre quis ser mais como o meu irmão...
- Todos queriam ser como o Fred... Mas ele deixou um pouco da luz dele em cada um de nós!
- Você tem razão. E o pior é pensar que talvez, mesmo ele tendo morrido, o nosso mundo ainda corra perigo com Voldemort.
- É verdade... Ah! Eu conheço um ótimo remédio para esse seu mau-humor!
- Qual?
- Dormir!
- É... Acho que eu preciso dormir... Mas tá difícil!
- Por quê?
- Sei lá... Acho que é coisa da minha cabeça... Eu acho que se eu for dormir e te deixar sozinha vai acontecer alguma coisa com você!
- Eu já estou melhorando e vou ficar bem... Desse jeito, é você quem vai ficar doente!
- Desde que você cuide de mim...
- E por que eu faria isso?
- Você me deve duas noites sem dormir e uns 83 sustos no meio da madrugada.
- Ah, é! Mas eu ainda prefiro você sadio!
- Eu também.
- Sabe... Eu ouvi o que a sua mãe falou... E ela tem razão... Eu nunca vou me esquecer da maneira como você cuidou de mim...
Hermione ficou um pouco ruborizada.
- Mesmo eu sendo um “legume insensível”?
- Eu posso me acostumar com isso...
- Acho que eu vou dormir aqui mesmo... Estou morrendo de sono...
Rony deu um forte abraço na namorada, puxou-a para perto de si e fechou os olhos. Hermione começou a rir, mas acabou se rendendo ao sono junto a Rony.
Notas finais
Gostaram?
Espero que sim!
Tentei fazer um capítulo um pouquinho mais triste. Sabe, achei importante fazer uma homenagem para o Snape e para o Fred! *-*
Se não for muito incômodo, deixem um review (isso faz o coração da autora bater mais feliz).
Obrigada!
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