Notas iniciais
E ai semideuses? Tudo bom? Espero que gostem desse capitulo, lá embaixo temos uma previa do proximo capitulo, enjoy:

-Gary cuidado. – gritou Beatriz e lançou uma flecha em uma daquelas cobras que se esgueirou por trás de mim. Girei o corpo 180º e enterrei minha foice em um basilisco que pulou em mim, procurei Nico com o olhar, ele estava coberto de cobras, avancei até ele, mas a terra começou a tremer e uma fenda se abriu embaixo dele e chamas negras apareceram incendiando as cobras, mas Nico saiu intacto, ele bateu palmas e a fenda se fechou, engolindo vários basiliscos, mas essas cobras nojentas não paravam de sair das paredes, do teto, do chão, eu, Nico e Beatriz ficamos de costas um para os outros.

-E agora? – perguntou Beatriz, ela havia largado o arco e estava lutando com a espada, com dois golpes, ela destruiu vários basiliscos.

-Eles não param de sair, alem do mais Eros e Melissa sumiram – falei.

-Olha, já que eles não param de sair – falou Nico enfiando sua espada na cabeça de uma cobra – Vamos para cima, de lá temos mais chance de sair.

Enfiei minha foice no chão e apoiei meu peso nela, esmagando cinco basiliscos na parede com o tênis.

-Tudo bem, vamos.

Subimos a escada coberta de verniz, mas ela alisou formando uma rampa escorregamos e descemos sentados direto para a boca dos basiliscos.

Nico fincou sua espada no chão ficando parado, Beatriz e eu o imitamos, mas as cobras começaram a subir pela rampa. Levantamos-nos e tentamos correr, mas não conseguimos, uma das cobras pulou em cima de mim e mordeu meu braço, gritei e tentei arrancar a cobra com a mão, mas não havia nada lá, nem no meu braço, somente cinzas, a cobra tinha se incinerado ao entrar em contato com a minha pele. Conseguimos chegar ao segundo andar, Nico colocou suas mãos no chão e fechou os olhos, a terra tremeu mais uma vez e varias estalactites e estalagmites surgiram do chão e do teto, lacrando os basiliscos no andar debaixo e nós no andar de cima.

Exploramos o segundo andar com as armas em punho, mas todos os quartos estavam vazios, exceto um, a porta estava aberta e o quarto escuro, nos entreolhamos e entramos.

Uma única pessoa estava sentada no quarto em uma cadeira de balanço, mas só conseguimos ver sua silhueta, Beatriz foi até a janela e abriu as cortinas, recuamos assustados, era um esqueleto sentado na cadeira. Um esqueleto feminino, que usava um vestido multicolorido, poucos tufos de cabelo estavam em sua cabeça.

-Não, não pode ser – falou Nico.

-O que foi?

-Ela... Isso... O oráculo de delfos.

Franzi a testa, que eu saiba o oráculo é Rachel.

-Como isso pode ser o oráculo? Não é Rachel? – perguntou Beatriz.

Nesse mesmo momento o quarto tremeu, o esqueleto se tornou pó, encostamo-nos à parede que sumiu, a cama foi substituída por um leão, o quarto ficou maior e uma voz falou:

-Bem vindos ao segundo teste, derrotem o leão e vão embora.

-Eros – falou Nico entre dentes.

Levantei minha foice, isso está muito estranho, mas mesmo assim... O leão pulou em cima de mim, desferi um golpe com minha arma que acertou seu flanco esquerdo, o golpe deveria ter transformado o leão em pó, mas somente um corte apareceu, sangue começou a sair, mas logo a ferida cicatrizou, o leão me jogou para outro lado com a pata.

Nico fez um gesto para Beatriz (o dedo indicador e o médio juntos e esticados para frente e mexidos para o lado) e ela foi para a direita e ele para a esquerda, e Nico fez outro sinal contando até três com os dedos (o indicador, o médio e o anelar esticados para cima) e eles avançaram com as espadas em direção a cabeça do leão, que se abaixou e jogou a cabeça para cima, fazendo as espadas dos dois voarem para o canto do quarto, que havia se tornado curvas e feitas de mármore branco, olhei para cima e vi que tinha uma... Platéia?

Varias pessoas vestindo lençóis brancos e panos que estavam por cima do lençol, panos de cores variadas, azul, vermelho, verde.

O que era aquilo? Parecia um... Coliseu romano. em uma parede, corri até elas, como todo bom predador, o leão escolheu um alvo

Levantei-me de um salto e gritei para Nico e Beatriz:

-Não estamos na casa, isso é uma espécie de coliseu – eles não responderam por que estavam um pouco... Ocupados, o leão estava com as patas dianteiras em cima do peito dos dois, impedindo-os de respirar, em um ato de desespero e loucura joguei a foice no leão, que a espantou com a cauda, olhei em volta desesperado, havia correntes em movimento, ou seja, eu. Lancei-me em direção a parede e me segurei em uma das correntes içando meu corpo para cima, o leão também pulou e bateu na parede, escalei a corrente e olhei para Nico e Beatriz esperando que eles tivessem bom senso e saído de lá, mas os dois continuavam parados no chão, percebi que estavam desmaiados. Legal.

Olhei para baixo, o leão pulava para cima, mas não me alcançava, o medo começou a passar lentamente e quando olhei em volta, vi as paredes do quarto, franzi as sobrancelhas e olhei para cima. O teto não estava mais tão alto, eu estava batendo a cabeça nele e não segurava nas correntes e sim em um lustre. De repente compreendi tudo, não era um coliseu, era uma espécie ilusão de ótica, porem o leão parecia muito real, será que...?

Soltei-me das correntes e cai direto para o leão que abriu a boca mostrando vários dentes pontiagudos, cai direto em sua boca e ele fechou-a, me preparei para o impacto com os dentes me fatiando, mas nada aconteceu, fechei os olhos pensando em outra coisa, tipo o acampamento, os campos de morango, os chalés, etc.

O leão começou a tremeluzir, às vezes aparecendo, às vezes não, suspirei e fiquei cada vez mais calmo, um homem sentado no meio da platéia que eu não havia notado ainda falou:

-O que está acontecendo? Fique com medo – olhei para cima e vi o homem, ele estava vestido em um trono, usava um lençol branco igual ao das outras pessoas, mas seu pano era diferente, roxo cor de vinho, usava uma planta na cabeça, em cima da orelha e em volta da cabeça.

-Não – falei simplesmente.

O homem se levantou e vi seu rosto que antes estava envolto em sombras, tinha pele bronzeada, cabelos pretos e olhos vermelhos, já vi tanta coisa estranha nesses últimos dois anos de mundo mitológico que nem me surpreendi mais com a cor de seus olhos.

-Quem é você? – perguntei lançando um olhar furtivo para a minha foice do outro lado.

-Eu? Um servo, ninguém importante e...

No meio de sua frase eu me lancei para um lado em direção a minha foice e segurei no cabo, o homem somente olhou calmamente para mim e sorriu.

-Ora, ora, que ótimo, um semideus que gosta de aventuras? Que bom o que acha de uma luta?

Levantei-me e olhei confiante para ele.

-Quer enfrentar? Pode vim.

Ele sorriu novamente e me lançou outro sorriso debochado e pulou do “camarote”, tirando um longo machado preso as costas e levantando-o acima da cabeça.

-Quer me enfrentar cria de deus? Então... – pela segunda vez no dia ele foi interrompido, dessa vez por uma flecha que se alojou em seu peito, olhei para o lado, de onde a flecha tinha vindo e vi Nico e Beatriz andando em nossa direção, Beatriz segurando seu arco já carregado com outra flecha.

-Saia daqui Phobos, nos deixe em paz – falou Nico correndo, a espada já em posição de ataque, o homem arrancou a flecha e começou a se metamorfosear, ele ficou um pouco mais baixo, um pouco mais magro e seu cabelo ficou mais claro, com uma bandana neles, sua roupa se tornou uma armadura completa e ele tirou a flecha, deixando um buraco na armadura.

Ele se virou rapidamente deixando o machado em posição de defesa, aparando assim, a espada de Nico, vi aí minha chance e desferi um golpe com a foice em sua coluna, mas esqueci que ele estava de armadura, e a foice tremeu e fui jogado para trás.

Primeiro o leão, agora essa maldita armadura, eu to com uma sorte desgraçada. Pensei.

Beatriz apontou o arco na direção da cabeça do deus e soltou a flecha, mas o deus gritou e uma aura vermelha explodiu ao redor dele, fazendo Nico e Beatriz também serem jogados para trás, o deus sumiu com as seguintes palavras:

-Eros, eu te mato. – e desmaiei.

(...)

Acordei deitado em um sofá, Nico estava deitado no outro parecendo febril, Beatriz estava com suas mãos em cima do peito dele, murmurando algumas palavras, me sentei, minha cabeça doendo horrivelmente, ela parou de falar e uma aura prateada brilhou em torno de Nico.

Ela se virou para mim, e se aproximou colocando a mão em meus ombros me fazendo deitar de novo.

-Ei – reclamei, mas ela me ignorou.

-Você não está bem, tome.

Ela colocou um tablete amarelo em minha mão, reconheci como ambrósia, mordi um pedacinho e o gosto foi totalmente diferente do que eu imaginava, pois tinha gosto de brigadeiro, o doce que eu mais gosto.

-O que aconteceu? – perguntei.

-Bem – ela falou se sentado aos pés do sofá colocando seu cabelo do outro lado do rosto – Quando Phobos sumiu em sua forma divina você e Nico olharam para ele e então desmaiaram.

-Mas, se nós olhamos para ele, porque não morremos? Já que sempre que alguém mortal olha para a forma divina dos deuses é desintegrado.

-Bem, não sei, mas já que vocês são filhos de deuses da morte e tal...

-Valeu, tudo que eu queria é ser lembrado que não devia ter nascido.

Ela me olhou meio dividida, meio com pena, meio compreensiva e disse:

-É, acho que os deuses nos odeiam.

Ps. Leiam as notas finais.

Notas finais
O que acharam, no próximo capitulo:
[...]eu mantinha o rosto inexpressivo, mas por dentro eu estava chorando feito uma criancinha, quando me lembrava de Percy, porque ele? Por quê? [...]
[...] Percy olhou para ele com mais tédio ainda.
-Dá pra parar de usar os termos romanos? Eu sou um semideus grego esqueceu? [...]
[...] Um dos monstros, um telquine, atacou em um movimento reto com a espada, me desviei rapidamente, ainda bem, que como todos os filhos de Mercúrio tenho reflexos rápidos. [...]
Então, no proximo capitulo: O começo da missão de Annabeth, o ataque ao acampamento Jupiter e saberemos o que aconteceu com Percy Jackson, o herói perdido!!!!