O Filho De Thanatos (Hiatus)
14 13 - Bônus: Guerra
Notas iniciais
Long Island, próximo a colina meio sangue, 10h37min da manhã.
(Pov. Annabeth)
Saímos do acampamento com armaduras e armas, eu andando ao lado de Clarisse, minha única companheira de missão, ela estava como sempre, com a cara fechada, eu mantinha o rosto inexpressivo, mas por dentro eu estava chorando feito uma criancinha, quando me lembrava de Percy, porque ele? Por quê?
Você sabe Annabeth, você sabe, sussurrou a voz de minha mãe em minha mente. Ah, ótimo, valeu pelo lembrete, mamãe.
Tudo começou três dias atrás, aquele maldito sonho, mas, não quero me lembrar dele agora, esbarrei em alguém.
Olhei para frente, Clarisse havia parado e olhado em volta atenta.
-O que foi? – perguntei colocando a mão na cintura, onda estava minha faca.
-Não sei princesa – ela não larga o apelido, Santo Zeus – Tem um cheiro estranho no ar.
Olhei em volta, mas só havia grama, nada mais, ouvi um barulho de assovio, olhei para cima e vi duas sombras indefinidas descendo o céu, troquei um olhar com Clarisse que já havia pegado sua lança, voltei meu olhar para o céu e suspirei aliviada, não era nenhum monstro, pelo menos, nenhum do mal.
Ei chefa, falou a voz de Blackjack em minha mente, Quer uma carona?
O pégaso negro pousou em minha frente, assim como outro pousou na frente de Clarisse, esse era branco, com manchas marrons, com asas também marrons, você se pergunta: Como Annabeth fala com pégasos? Bem, é que Percy fez uma espécie de elo empático comigo e com Blackjack, eu posso conversar com ele, Percy é demais né?
-Para onde?
Sei lá, para onde vocês estão indos?
Olhei para Clarisse e ela deu os ombros.
-Certo, então vamos lá Blackjack, rumo à Califórnia.
Algum lugar próximo a Roma, 19h48min da noite.
(Pov. Narrador)
Percy andou em direção a porta, mas como sempre, duas sombras apareceram bloqueando-a, uma delas era um homem que trajava uma armadura grega e segurava uma espada, outra era uma mulher, que também usava uma armadura, ela segurava uma lança.
-Não pode entrar – falou o homem.
-Hemera, Érebo, eu já disse, me deixem entrar – falou Percy.
-Não, Nix não permitiu – disse Hemera apontando a lança para o filho de Poseidon, Percy suspirou.
-Ok, se é o que querem – e se virou andando pelo corredor, em direção a porta oposta, mas deu um mortal para trás puxando sua lamina negra, com os dizeres Contracorrente escrito em grego e em dourado.
Ele cortou Érebo no meio, mas ele apenas se desfez em névoa negra e empurrou Percy para trás com uma lufada de ar, Hemera girou a lança e tentou enfiá-la no tórax dele, deu um passo para o lado e a lança o errou por milímetros, uma porta no meio do corredor se abriu, e um adolescente com cabelos pretos saiu, ele vestia uma calça jeans e camiseta regata preta.
-Perseu – trovejou Percy se virou e encarou o rosto de Greg Stuart, ele fez um gesto de saiam daqui para Hemera e Érebo, que meio relutantes sumiram em névoa negra – O que por Plutão está fazendo?
Percy olhou entediado para ele.
-Greg, o que fez com seu cabelo? É a quarta ou quinta vez que pinta essa semana?
Ele passou a mão pelo cabelo como se pudesse arrumar qualquer falha.
-Isso não vem ao caso Jackson, porque está aqui? Nix mandou você treinar os novos legionários, você sabia que entre eles está a filha de Plutão, minha querida meio-irmã?
Percy olhou para ele com mais tédio ainda.
-Dá pra parar de usar os termos romanos? Eu sou um semideus grego esqueceu?
-Não, não esqueci, e então? Os legionários?
-Treinados, seqüência Alfa, Beta e Ômega.
-Ótimo, agora porque estava tentando atravessar a porta?
-Porque quis, afinal, o que há atrás dessa porta? – perguntou.
-Não... Não há nada que você deva saber – ele falou nervoso, Percy deu um sorriso de canto.
-Você também não sabe é?
-Cale sua boca Jackson, agora volte a sala de treinamento, falta a sequência Órion.
Percy olhou para ele com raiva.
-Ok, agora preste atenção Greg... – falou apontando o dedo para seu peito, mas foi interrompido por um homem.
-Greg Stuart, Perseu Jackson, Nix vos chama.
Esse cara tinha cabelos brancos e compridos, barba também branca, usava uma toga branca com risco prateados, ele segurava uma lança prateada. Quatro asas saíam de suas costas.
Greg se virou para Urano e falou:
-Já iremos, obrigado Urano – ele assentiu e antes de se virar falou:
-Cuidado Greg, sua irmã pode não vir a calhar em seu plano – e bateu suas asas sumindo em uma luz azul.
Percy sorriu para Greg.
-Que plano seria esse?
-Calado, não ouviu? Nix está nos chamando – e saiu andando, Percy revirou os olhos e o seguiu em direção a ultima porta do corredor, ele abriu a porta e entrou na sala de treinamento, cinco fileiras de quinze semideuses em cada, eles estavam no meio da sala esperando ordens, todos eles portavam armas, cinco semideuses seguravam bandeiras, dois seguravam bandeiras com figuras de tridentes, outros dois com figuras de raios e um com uma figura de um elmo. Ótimo, meu pai teve mais filhos, legal!
Greg parou em direção a garota que segurava a bandeira com o elmo, ela tinha cabelos loiros no meio das costas, olhos verdes, tinha o rosto de uma ninfa, usava a parte de cima de uma armadura e uma calça jeans.
-Lizze, está tudo certo? Como está o treinamento? – perguntou Greg, Percy olhou abismado para ele. Ora, o principezinho do submundo sente alguma coisa?
Ela assentiu e Greg e Percy voltaram a andar, Percy olhou para trás algumas vezes e quase esbarrou em alguns bonecos de treino com camisetas do Acampamento Júpiter e do Meio-Sangue.
Greg abriu portas duplas e entrou, Percy respirou fundo e o seguiu, era uma sala com as paredes pintadas de vermelho claro, escudos e espadas estava presos na parede, a luz vinha de dois globos de luz que paravam no ar, um trono dourado estava no meio, três pessoas também estavam no local, duas mulheres e um homem.
Uma das mulheres estava sentada no trono, ela usava um vestido preto com pontos prateados, tinha uma coroa nos cabelos também negros. Em seus olhos havia orbitas vazias.
A outra mulher era... Bem diferente, era uma mulher da cintura para cima, com cabelos pretos até os ombros e oito olhos, quatro de cada lado do rosto, da cintura para baixo era uma aranha, com oito patas com pelos.
O homem usava roupas pretas que chegavam até seus pés, um elmo estava em seu rosto, deixando a vista apenas seus olhos totalmente pretos, não apenas a pupila, o globo ocular inteiro e os cabelos pretos.
O homem e a mulher-aranha estavam de frente para a mulher sentada no trono, pareciam contar uma espécie de relatório para ela, quando os dois semideuses entraram os três viraram a cabeça para eles e fizeram uma cara surpresa, exceto a mulher no trono, Greg e Percy se ajoelharam em frente a mulher no trono.
-Nix – eles falaram em uníssono, Nix assentiu com a cabeça e eles se levantaram, Greg lançou um olhar raivoso para a mulher-aranha e quando olhou para o homem empalideceu, Percy sorriu.
-P-Pai? – Greg sussurrou.
-Tio Suquinho! – Percy falou animado, o homem olhou com raiva para ele.
-Percy Jackson, meu nome é Hades.
-Ok – Percy levantou as mãos em um gesto de rendição – Tá, parei, agora – ele virou o rosto para a mulher-aranha – Essa eu não conheço.
A mulher-aranha estreitou os olhos e estendeu a mão que Percy apertou com certa relutância.
-Aracne, deusa das aranhas.
-Percy Jackson, filho de Poseidon, guerreiro de Nix.
-Agora que todos estão aqui, gostaria de começar – falou Nix, ela agitou a mão e quatro cadeiras de madeira simples apareceram ao redor do trono, todos se sentaram, exceto Aracne que ficou em pé mesmo.
-Ótimo, agora vamos, os três saíram em missão – ela agitou novamente a mão e uma imagem apareceu, três pessoas andando em uma estrada, dois garotos e uma menina – Nico di Ângelo, quatorze anos, filho de Hades. Gary Oliver, quinze anos, filho de Thanatos. Beatriz Chase, quatorze anos, filha de Artemis. – ela falou a ultima palavra com certo nojo.
Percy se aprumou na cadeira ao ouvir o nome de Nico di Ângelo.
-Hades, o que diz sobre seu filho, é uma ameaça?
-Não precisamente. Nico di Ângelo é um garoto com sérios problemas, que sabe dos dois acampamentos, mas não tem a coragem necessária para revelar a um sobre outro.
-Agora aos nossos frutos proibidos, os dois estão por um motivo juntos, já tentei destruir o garoto varias vezes, mas ele recebeu a benção de Afrodite, fazendo assim que eu não consiga destruir sua mente, então deixarei para você isso, entendido Aracne?
-Sim senhora, a Torre das Aranhas já esta pronta esperando a “visita” de nossos queridos meio-sangues. – Aracne deu um sorriso de escárnio.
-Bom muito bom – falou Nix entrecruzando os dedos – Agora, Percy, Greg, vocês sabem o que devem fazer, não?
O filho de Poseidon e o filho de Plutão assentiram, Nix fez um gesto e eles pegaram suas espadas, Nix pegou a espada de Percy.
-Bronze celestial, noventa centímetros de comprimento, abençoada por Hades – Valeu Titio, pensou Percy, Hades o fulminou o adolescente como olhar -, arma grega, Perseu Jackson, você atacara o Acampamento Meio-Sangue ao anoitecer.
Percy assentiu.
-Greg. – chamou Nix.
O semideus colocou uma de suas facas nas mãos da deusa, a prata brilhou levemente.
-Prata olimpiana, trinta centímetros de comprimento, abençoada por Minerva, arma romana, Greg Stuart, você atacara o Acampamento Júpiter também ao anoitecer, esse acampamento já está sendo atacado, mas não esperará outro ataque tão cedo. Agora tenho outro assunto a lhe falar: espero que você tenha conseguido o mapa. – ela falou em um leve tom acusador.
O filho de Plutão enrubesceu e olhou para o pai, que tremeluziu de forma, se transformando em um homem com barba recém aparada, sem o elmo deixando a vista seu rosto anguloso e olhos que continuavam negros, suas vestes se transformaram em um longo traje negro que se assemelhava a roupas de um rei, com leves detalhes em prata.
-Sim senhora – ele pegou um pergaminho no bolso do casaco, entregou à deusa, que o olhou aborrecida, seus olhos pararam no meio do mapa, ela ficou confusa, então, raiva brilhou em seus olhos. Nix amassou o pergaminho e ele queimou em chamas negras em sua mão, a deusa da noite lançou um olhar raivoso para Greg.
-Seu tolo, esse mapa é falso – ele fez uma cara de horror.
-Não senhora, eu o conferi quando o peguei de Jason Grace, não pode estar errado.
-Está falando que eu errei? – gritou Nix.
-Não senhora, eu não disse isso.
-Me de sua mão – ela pediu estendendo a dela, Greg respirou fundo e estendeu sua mão esquerda, segurando a de Nix.
Nix fechou os olhos e falou:
-Revele seus segredos.
Então Greg começou a se contorcer, seus olhos demonstravam pânico, Nix soltou sua mão e ele caiu desmaiado no chão, Percy deu um sorriso.
-Stuart, nunca mais minta para mim, essa foi só uma amostra de meus poderes, reunião encerrada. – E sumiu em uma pequena tempestade de sombras.
Acampamento Júpiter, 11h54min da manhã.
(Pov. Thomas Stornet)
Odeio deuses romanos, eles que não me ouçam falando isso, por quê? Por um motivo simples: sou filho de um deles, uhul.
-Stornet – chamou um dos campistas que estava me ajudando – Acorde.
Um dos monstros, um telquine, atacou em um movimento reto com a espada, me desviei rapidamente, ainda bem, que como todos os filhos de Mercúrio tenho reflexos rápidos.
Segurei minha espada de ouro imperial com as duas mãos e ataquei em um golpe que cortaria sua cabeça, mas ele se defendeu e me deu uma rasteira, cai no chão e ele colocou a espada em minha garganta e um de seus pés em meu peito.
Girei a espada na mão cortando suas pernas fazendo chover pó de monstro em cima de mim me levantei com um salto ficando novamente em posição de combate, Isabella estava de costas para mim, criando barreiras de plantas para se defender e atacando com um gládio quando os monstros se aproximavam, nossos pretores, Jason e Reyna lutavam lado a lado, Jason com uma espada e Reyna com varias adagas escondidas no corpo que ela lançava nos monstros com uma velocidade absurda.
Dei um passo para o lado um chute no peito de uma dracaenae a fazendo cair no chão, pisei em seu rosto com toda minha força e ela explodiu em pó.
Isabella deu um grito e a terra tremeu, vários cipós saíram do chão e agarraram os monstros ao nosso redor, esmagando-os.
Ouvi um assobio e um pégaso apareceu voando acertando os monstros com as patas dianteiras, Reyna deu um salto e montou no pégaso, tirou uma espada presa em sua cintura e começou a destruir mais monstros, nosso porta voz de Apolo, Octavian, o único descendente de Apolo que eu odeio, estava no templo de Júpiter falando versos em latim e fazendo raios vermelhos acertarem os monstros que tentavam destruir os templos de Júpiter, Marte, Plutão, Netuno e de Belona, os templos principais. O lunático tinha uma expressão de contentamento no rosto, louco.
Dois cães infernais pularam em cima de mim, me abaixei e corri para frente, deixando os cipós de Isabella acabarem com eles.
Girei um diamante no punho da espada e elas se separou no meio, se tornando duas cimitarras, estiquei os braços para o lado cortando duas dracaenaes, um cão infernal e um gigante hiperbóreo de dois metros que eu pulei em seu peito e cravei minhas cimitarras em seu ombro cortando-o em três partes. Formando duas esculturas com um braço e uma perna cada um e um com ¼ de tronco e uma cabeça.
Olhei em volta, os outros legionários estavam lutando, Jason, Reyna, Octavian e Dakota ficaram de costas um para outros, lutando com um ciclope de três metros de altura com chifres. O ciclope tinha a pupila vermelha e a esclera negra, raios vermelhos saíram da pupila e acertavam os filhos de Marte que formaram uma barreira com os escudos de ouro, um dos raios acertou um escudo somente e lançou um romano para trás.
Olhei em volta, duas dúzias de dracaenaes cercavam dez semideuses da quinta coorte, eles estavam sem armas, exceto um garoto que segurava uma pequena adaga que pouco ajudava eles a se defenderem, corri até eles flexionando os braços e dei um salto, asas brancas saíram de meus all stars pretos e começaram a bater, fazendo assim com que eu me eleve alguns metros no ar.
Virei o corpo e acertei os tênis nas costas de duas dracaenaes, os semideuses ficaram surpresos e se afastaram, cravei minhas cimitarras na cabeça de uma dracaenae e antes dela se decompor eu usei o impulso e dei um chute em outra.
O semideus com a adaga cravou ela no peito de uma das mulheres-cobras e cortou outra ao meio, os outros campistas se atracaram com as dracaenaes tomando posse de suas armas, uma garota pegou um tridente, dois garotos pegaram redes e a maioria pegou lanças e estavam espetando elas as dracaenaes.
Dei um giro cortando vários monstros com as cimitarras, dei um mortal no ar, usando a cabeça de um cão infernal que tentou me atacar por trás como trampolim, eu pulei e subi até o teto do pavilhão refeitório, de lá observei novamente a luta. Octavian estava longe dos pretores e liderou a primeira coorte em direção a alguns centauros que portavam espadas e arcos de madeira com flechas de bronze, respirei fundo e dei uma rápida analise em mim mesmo, tinha alguns cortes no braço, senti uma dor no tórax, provavelmente uma costela quebrada, minha camiseta roxa estava rasgada nas costas, deixando a mostra uma “tatuagem” que eu vinha tentando esconder desde que cheguei ao acampamento, cinco anos atrás.
Dei um impulso e pousei novamente ao lado de Isabella que estava parada descansando um pouco, mas ainda controlando os cipós com um movimento rápido de sua mão.
-E ai? – perguntei – Gostando da luta?
-Talvez, um pouco, mas prefiro uma luta mais agitada, essa está entediante.
-Também acho.
-Mas estou um tanto cansada, luta desde as duas da manhã é meio cansativo entende?
-Entendo – falei atacando uma cimitarra em uma dracaenae que foi jogada para trás com o ataque, estralei os dedos e a espada foi envolvida em uma luz verde e a espada voou para minha mão, Isabella ergueu as sobrancelhas.
-Truque novo?
-Papai me ensinou algumas coisas – falei piscando os olhos rapidamente.
Ela deu um sorriso.
-Quer ver algo novo? Aguarde. – ela se apoiou em um dos joelhos e colocou as duas mãos no chão e todas as árvores ao redor perderam todas as folhas que tremeram e um tornado de folhas surgiu, Isabella ficou de pé e ergueu as mãos para o alto, o tornado cresceu chegando até o céu onde se fundiu com as nuvens, Isabella olhou para Jason que enfiou sua espada no chão e gritou:
-Por Roma.
Todos ficaram parados, incluindo os monstros, esperando o que aconteceria e então o tornado desceu com força total, com raios estalando ao seu redor, o tornado pairou no chão e começou a crescer sugando tudo e todos.
-Romanos, defesa Términus. – uma estatua com um busto de um homem surgiu na fronteira da cidade, Términus, o deus da fronteiras gritou:
-Aqui, rápido! – todos os campistas correram para lá ignorando todos os monstros eles ergueram os escudos formando uma barreira, os centauros atiraram flechas nos escudos, mas elas e os centauros foram sugados pelo tornado, a maioria dos monstros também foram sugados. Os poucos monstros fugiram pelo túnel, não fizemos nada para impedir. Mais de cem semideuses se sentaram no chão descansando, os filhos de Apolo curavam os feridos.
Jason andava de um lado para outro preocupado.
-Romanos, está na hora de eu e Reyna contarmos a verdade a vocês.
Fale com o autor