Notas iniciais
Aiai, eu to queimado até agora, sabia que não deveria ter ficado o dia inteiro na piscina ontem.

Nunca pegue carona com uma mulher elegante em uma limusine, elas podem sem perigosas, mas voltando ao assunto, nós estávamos andando havia trinta minutos.

-Po (censurado) Apolo, você ta de sacanagem né? – resmunguei, de algum modo os raios de sol pareceram ficar mais fortes.

-Uhul, valeu – falou Nico.

Voltamos a andar, um calafrio percorreu meu corpo, parece que alguém estava nos seguindo, olhei para trás, um grande carro branco estava na estrada atrás de nós. Inclinei-me para falar com Nico.

-Não olhe agora, mas acho que estamos sendo seguidos – sussurrei, ele olhou para trás com o canto do olho e falou para mim:

-Corra.

Pela segunda vez no dia começamos a correr, estar sendo seguido nas duas primeiras horas da missão, legal.

O carro começou a ir mais rápido, percebi que era uma limusine branca, olhei para Beatriz, ela parecia assustada como eu nunca vi, a limusine avançou na nossa frente e parou cantando pneu paramos e nos entreolhamos, um olhar que significava: Monstro.

A porta do motorista se abriu e um homem, vestindo uma roupa de chofer desceu e abriu a porta de trás, uma mulher com um vestido branco saiu. Tinha olhos verdes, cabelos pretos e cacheados, usava uma maquiagem leve, mas um batom vermelho forte.

Recuei assustado, não por causa da mulher, mas por causa da aura que ela emitia uma aura vermelha. A mulher abriu os braços cheios de anéis e pulseiras douradas.

-Meus queridos, há quanto tempo – sua voz era macio como veludo.

-Quem é você? – perguntou Beatriz.

-Eu? Meu nome é... – ela hesitou um pouco, seu sorriso desapareceu, mas apareceu novamente – Querem saber? Não importa, mas fui mandada por seu pai – ela apontou para Nico.

-Meu pai? – ele perguntou surpreso.

-Sim, ele me mandou dar carona para vocês levando-os para o centro de Nova Jersey.

Entreolhamo-nos, nós três já tínhamos experiência o suficiente no mundo mitológico para saber que isso significava duas coisas: Uma era que podia ser uma armadilha. Duas: ela podia ser boazinha e falar a verdade, escolhemos a segunda opção.

-Tá legal – falei ainda relutante.

O chofer abriu a porta e a mulher entrou primeiro, Beatriz entrou em seguida, fui atrás dela e Nico entrou por ultimo. A mulher se sentou elegantemente, Beatriz ao seu lado, me sentei de frente para elas e Nico do meu lado.

A limusine era linda por dentro, com um pequeno frigobar, uma televisão de tela plana e assentos confortáveis de couro.

-Então... – comecei puxando assunto — Para onde estamos indo exatamente?

-Para o centro da cidade querido, quer alguma coisa? – ela perguntou gentilmente.

-Hã, pode ser um refrigerante – falei, ela se abaixou até o frigobar e tirou quatro latas de Coca Cola e quatro taças, encheu as taças e entregou uma para cada um de nós. Tomei um gole da minha. Passamos por um bairro movimentado e a limusine seguiu para uma estrada de terra.

-Não estávamos indo para o Centro da cidade? – perguntou Nico bocejando, comecei a bocejar também.

-Bem, não mais, mudei de idéia – ela falou sorrindo – Minha senhora mudou as coordenadas.

Nico e Beatriz seguraram o punho de suas espadas, segurei meu anel.

-Quem é você? – cara, estou falando isso muitas vezes.

-Uma amiga – ela bateu na janelinha do motorista – Chaves, querido, aqui está bom.

O carro deu uma freiada brusca, fomos jogados para outro lado, a porta se abriu e a mulher desceu. Seguimo-la cautelosamente.

Estávamos em um campo, com grama e pedras.

A mulher andou até o chofer que estava parado com as mãos no bolso.

-Queridos, bem vindos ao meu lar.

-Duas perguntas – falou Beatriz – Uma: Você mora aqui? Dois: de novo, quem é você?

-Quem eu sou? Seu amigo sabe – ela indicou Nico com a cabeça, ele fez uma cara confusa, mas depois ela mudou para horror.

-Melissa Isernf, filha de...

-Eros, olá filhinha – falou uma voz masculina atrás de nós.

Nos viramos confusos e vimos um homem parado com as mãos nos bolsos, ele usava um terno branco com uma flor no bolso do peito, ele era alto, tinha cabelos loiros e incrivelmente tinha olhos púrpuros.

Ele parou na minha frente e olhou em meus olhos, meu coração pulsou mais rápido, e uma frase apareceu em minha mente: Eu amo Beatriz Chase.

Balancei a cabeça e olhei para Eros, mas ele havia sumido, estava do lado de sua filha.

-Olá Melissa. – ele a cumprimentou.

-Olá papai – ela falou se ajoelhando – Há quanto tempo.

Ele assentiu levemente e olhou para nós.

-Ora, ora, ora, um filho de Hades, um filho de Thanatos e... Oh, uma filha de Artemis? – ele ergueu uma sobrancelha.

-Isso mesmo – falou Bia com a voz firme, contudo ela parecia abalada – Então você é Eros? – ela perguntou.

O deus do amor sorriu.

-Acho que sou o que fazem aqui?

Decidi falar.

-A maluca da sua filha nos trouxe aqui – ela apontou uma mão para mim e me senti como se fosse um maracujá seco, como se nunca mais fosse sentir nada, minhas pernas cederam e eu caí de joelhos, percebi que Nico e Beatriz se postaram em minha frente.

-Para com isso – Beatriz gritou, Melissa estalou os dedos e voltei ao normal, mas continuei agachado no chão com os olhos fechados, Eros falou:

-Melissa, não vai convidar seus “amigos” para entrar em sua casa?

Levantei um pouco a cabeça, ainda confuso, eu podia estar louco, mas tinha certeza que naquele lugar só havia grama, mas abri um poucos os olhos, Nico e Beatriz estavam com a boca aberta olhando uma grande construção que não estava lá antes: um enorme castelo com portas duplas de madeira e feito de pedras brancas. Olhei meio que tipo assim: Hã?

Levantei-me e me juntei a Nico e Beatriz.

Eros e Melissa entraram no castelo como se fosse a coisa mais normal do mundo ter um castelo no meio do nada, a contragosto nós entramos por dentro o castelo também era espetacular, tinha alguns móveis do século XVIII igual ao que eu tinha em minha casa, mas poucos, porque do resto o castelo tinha coisas super modernas, e olha que estávamos somente na sala de estar, tinha computadores, TVs de tela plana. Tinha dois quadros na sala, um homem, com uma armadura dourada e um elmo com chifre de carneiros e uma mulher com batom preto e um xale cobrindo os olhos, Nico e Beatriz exclamaram ao mesmo tempo:

-Crio. – falou Nico.

-Nix – falou Beatriz.

Eros e Melissa trocaram olhares.

-Então reconhecem minha chefa? – perguntou Eros.

-Você trabalha para Nix? – perguntou Beatriz recuando.

Eros sorriu, um sorriso que cegaria todos nós se olhássemos diretamente para seus dentes.

-Ela irá me recompensar se eu entregar vocês para ela, mas antes... – ele acenou e as portas se fecharam com um estrondo.

-Vamos brincar – e várias portinholas apareceram nas paredes e delas saíram vários basiliscos.

Notas finais
E ai? E a nova personagem? Gostaram dela? Odiaram? Quero rewiews, até.