O Espelho Mágico
17 A Segunda Tarefa
As semanas seguintes foram muito puxadas para Hydra, os deveres de casa pareciam se acumular apesar de ela sempre estar tentando adiantá-los, ela também só conseguira ver o Peter duas vezes depois da semana de férias, já que ambos estavam atolados de coisas para fazer, mas pelo menos conseguiam conversar pelo espelho todas as noites, mesmo que pouco. Em compensação, toda semana conseguia sentar para conversar com Draco em um banco perto do lago, apesar de não tiverem tido muito assunto nas primeiras tentativas.
No meio de Janeiro, Hydra estava sentada com suas amigas na biblioteca, pouco antes da aula de feitiços.
— É impossível, Hydra, impossível, não dá para nos preparamos para os exames tendo aulas em Inglês – Dizia Gisele, parecendo desesperada, pegando um livro de feitiços.
— Não é nada impossível, o Inglês de vocês é até muito bom! – Dizia Hydra, tentando encorajar as amigas.
— Bom, Hydra, mas não excelente, eu não consigo entender quando o professor fala muito rápido. – Reclamou Gabrielle.
— Vocês sentam do meu lado sempre, por quê não me pedem ajudar quando não entenderem? – Reclamou Hydra.
— Porque não queremos perturbar você, você também precisa aprender, não precisa? – Disse Gisele.
Pouco tempo depois, elas ouviram o sinal que anunciava o início do próximo tempo letivo e foram juntas, correndo, para a sala do Prof. Flitwick.
Com a necessidade de ajudar as amigas, Hydra sentava agora entre Gisele e Gabrielle, enquanto Angelina e Alícia se sentavam juntas, na mesa ao lado delas.
O pequeno Professor Flitwick se colocou em cima de um banco, pedindo a atenção de todos.
— Salvio Hexia, alguém sabe do que se trata? – Perguntou o Professor.
Gabrielle, timidamente, levantou a sua mão.
— Sim, Srta? – Perguntou o Professor, esperando uma confirmação do sobrenome de Gabrielle.
— Bélanger, Gabrielle Bélanger – Disse Gabrielle.
— Senhorita Bélanger – Repetiu o Professor.
— É um feitiço que estabelece um estudo em volta de um lugar – Disse Gabrielle, se esforçando para corrrtamente o inglês.
— Muito bem, Srta. Bélanger, dez pontos para... Ah, não, bem, muito bem, Senhorita Bélanger – Disse o Professor, um pouco confuso.
— Viu? Você é boa! – Disse Hydra para a amiga.
— Só completando, o feitiço deixa a área afetada invisível, muito bom para se proteger de inimigos – Disse o professor.
— Ou para fugir dos pais – Brincou Fred.
Durante a aula, o Prof fez com que os alunos praticassem, tentando usar o feitiço em uma pequena área da sala, o que se provou divertido, já que Fred e Jorge, depois de conseguirem executar o feitiço com sucesso, fizeram com que vários cantos da sala desaparecessem, deixando o Prof Flitwick louco da vida.
As primeiras aulas de aparatação em fevereiro não foram exatamente as melhores que Hydra já tivera.
— Bom-dia — disse o bruxo de Ministério, quando todos os alunos tinham chegado para aula em um sábado de manhã e os Chefes das Casas pediram silêncio. — Meu nome é Wilkie Twycross e eu serei seu Instrutor de Aparatar do Ministério — durante as próximas doze semanas. Eu espero poder prepará-los para seu teste de Aparatar neste período em algum tempo, muitos de vocês estarão prontos para fazer sua prova, Twycross continuou.
— Como vocês sabem, é impossível Aparatar ou Desaparatar dentro de Hogwarts. O Diretor desfez este feitiço, somente dentro do Grande Salão, durante uma hora, para possibilitar nossa prática. Eu devo enfatizar que você não será capaz de Aparatar fora das paredes deste Corredor, e espero que você não seja burro de tentar. Eu gostaria que cada um de vocês se posicionasse agora de tal forma que tenha uns cinco metros de espaço em frente a você.
Houve um grande tumulto, na separação das pessoas, elas batiam-se umas nas outras, e organizavam-se erroneamente, foi uma grande confusão.
— Agora então... — Disse Twycross balançando sua varinha. Arcos antiquados de madeira apareceram no chão em frente a cada estudante. — As coisas mais importantes para se lembrar quando Aparatar são os três D's! — Disse Twycross. — Destino, Determinação, Deliberação!
— Passo um: fixe sua mente firmemente no destino desejado — Disse Twycross. Neste caso, o interior de seu arco. Gentilmente, concentre-se agora neste destino. Todo mundo dava uma olhada furtiva, para conferir se os outros estavam fitando seu arco, então rapidamente fizeram como lhes foi falado.
— Passo dois — disse Twycross, foque sua determinação em ocupar o espaço visualizado! Deixe este seu anseio inundar sua mente e partir para cada partícula de seu corpo!
— Passo três – chamou Twycross, e somente quando eu der o comando... Imaginem aquele mesmo lugar, tentem não sentir mais nada, movendo-se com deliberação. Em meu comando, agora...
Hydra conseguiu dar um pequeno passo à frente mas se sentiu cambaleando aonde estava, na verdade o Salão inteiro estava, de repente, cheio de pessoas cambaleantes.
— Não se distraiam, não se distraia — disse Twycross secamente, que não parecia estar esperando qualquer coisa melhor — Ajustem seus arcos, por favor, e para trás em suas posições originais...
As outras tentativas não foram exatamente maravilhosas, mas Hydra conseguiu ter algum sucesso dentro de seu arco, mas a maioria dos alunos não teve muito sucesso, foi uma aula bem frustrante.
— Isso é brutal – Disseram Fred e Jorge, no final da aula.
— Eu já sabia que era difícil, mas isso é ridículo! – Reclamou Angelina.
No último Sábado antes da Segunda Tarefa do torneio Tribuxo, Hydra, que já tinha terminado a poção veritaserum com sucesso e agora trabalhava na poção Polissuco, que também duraria um bom tempo para ficar pronta, depois dessa, Snape anunciou que voltariam a estudar as propriedades mágicas para a criação de poções e também trabalhar em antídotos.
As aulas de Oclumência continuavam, e depois de cinco meses desde a primeira aula, Hydra finalmente parecia estar conseguindo evitar que Snape entrasse em sua memória.
— Muito bem. – Disse ele seco depois de tentar acessar uma lembrança sua com Peter e Hydra ter com sucesso conseguido repelí-lo – Agora que você finalmente consegue me manter longe das suas memórias, vamos aprender como alterá-las.
Hydra ficou bastante interessada.
— Isso é possível? – Perguntou ela.
— Sim e bem mais fácil do que já fizemos até agora... – Hydra sentiu um certo alivio, as aulas de Oclumência foram mais difíceis do que ela podia imaginar – Agora esvazie a sua mente e pense em alguma memória que queira, qualquer uma.
Hydra pensou no dia do baile quando conversou com o irmão na escada.
— Dessa vez, não me bloequei, deixe que eu entre na sua cabeça. — Legilimens – Disse Snape e Hydra permitiu que ele visse o que ela estava pensando.
— Agora se concentre firme em uma parte dessa conversa, mude-a, pense no que você queria que ela fosse para mim.
— Eu sei que você gosta de Poções – Disse Hydra na memória para Draco, algo que na verdade ela não havia dito.
— Muito bem, já é um começo – disse ele, trazendo a menina de volta para a realidade.
Hydra precisou de cinco tentativas até finalmente conseguir modificar conversa inteira, realmente parecia mais fácil do que bloquear alguém de acessar sua mente.
— Vamos treinar de modo que essas modificações se tornem permanentes para quem quiser acessá-las. – Disse Snape no seu mesmo tom seco de sempre – Mas por hoje, já basta, pode se retirar.
Hydra se sentiu extremamente satisfeita, finalmente sentira que estava ficando boa em Oclumência e sabia que isso um dia poderia ser muito benéfico para ela.
A sala comunal estava vazia quando ela chegou, já era passada da 1 da manhã, mas Hydra se sentia sem sono, ela pegou o Grimório que ganhara (e que já usava muito desde então) e anotou cada detalhe sobre a aula da noite que teve que podia e queria se lembrar, ela também levara o espelho de Peter com ela, por algum motivo, mesmo sem uso, ele a fazia se sentir perto dele.
— Hydra, está acordada? – Ela ouviu a voz do Peter saindo do espelho e se espantou.
— Sim! – Disse ela sorrindo.
— Eu achei que estaria dormindo, as vezes eu chamo no meio da noite, mesmo que a única coisa que eu veja seja seu malão. – Disse ele rindo.
— Eu tive aula com o Snape e acabou tarde, fiquei sem sono e decidi anotar tudo no Grimório – Disse ela mostrando o grosso caderno de couro.
— Você ainda não sabe quem te deu?
— Não, mas realmente é muito útil, eu já anotei cada modificação de poção que fiz, fora o que estou aprendendo de novo e que quero lembrar e o que eu acho interessante, tem sido muito bom – Disse ela muito animada.
— Eu ainda acho estranho alguém te dar um presente anônimo, mas tudo bem... – Disse ele desconfiado.
— Olha quem fala! – Brincou Hydra se lembrando do cartão que Peter deu para ela alguns anos atrás de dia dos namorados.
— É verdade! – Ele também riu – Só espero que não seja também um admirador secreto.
— Não acho que seja o caso. – Disse Hydra e de repente percebeu que Peter estava com o uniforme do St. Mungo's – Aonde você está?
— Fazendo um intervalo, estou de plantão aqui hoje – Hydra então reparou que ele tinha a aparência muito cansada.
— Esse treinamento parece que realmente é muito difícil.
— E é, mas disseram que o primeiro ano que é o pior, o segundo um pouco menos e depois fica melhor, menos puxado, espero que seja verdade...
— Eu também, quero você inteiro quando eu me formar – Sorriu Hydra e ele retribuiu.
— Você já se decidiu se vai querer trabalhar aqui também?
— Não sei, a possibilidade do trabalho no Ministério também me atrai e a da empresa "Potioners" também, eu vi em um folheto deles que eles contratam e treinam pesquisadores, mas são pouquíssimos vagas, quem sabe...
— Eu tenho certeza que você é capaz de conseguir – Sorriu Peter.
— Bem, ainda tenho esse ano e o próximo para ir melhorando.
— Eu sinto tanta falta de você, sinto falta de Hogwarts, da Corvinal, de tudo... – Disse Peter triste.
— Não fica assim, você está vivendo seu sonho, está ajudando os outros, eu sei que é difícil agora, mas fica melhor... – Peter abriu um sorriso de leve.
— Eu sei, você tem razão, só preciso me concentrar mais nisso então... – Ele suspirou e olhou para o lado – Eu preciso ir agora, mas amanhã conversamos mais, fim de semana que vem acho que podemos nos ver, para o dia dos namorados e também no outro quando for o passeio oficial em Hogsmeade.
— Isso é maravilhoso! – Sorriu Hydra – Vai lá, eu te amo.
— Eu também te amo muito.
O espelho voltou a refletir a imagem de Hydra, que tinha os olhos tristes, realmente era difícil ficar tão longe de Peter a maior parte do tempo, mas só podia imaginar como seria para Jeniffer e Abbas que realmente só conseguiam se ver poucas vezes por ano e toda vez se sentia culpada por não poder aliviar essa ausência para os dois, ela e Peter até conseguiram um pouco, emprestando o espelho todos os dias de tarde para que eles se falassem.
O dia da segunda tarefa chegou, todos estavam excitados e nervosos, os alunos foram levados para a mesma arquibancada da primeira tarefa, mas essas agora estavam dispostas ao longo da margem oposta do lago, quase explodindo de tão lotadas, e que se refletiam nas águas embaixo; Foi explicado o conteúdo da segunda tarefa e cada campeão tinha alguém especial esperando por eles embaixo do lago. Hydra notou que todos os campeões já tinham chegado até o local menos Harry e também notou que Percy estava na mesa dos juízes.
— Seu irmão vai estar sempre aqui agora? – Perguntou Hydra para os gêmeos que de novo coletavam apostas dos alunos.
— Não sei, ele está no lugar do chefe dele pelo que fiquei sabendo! – Disse Jorge que contava o dinheiro.
— Bem, ele com certeza parece muito satisfeito – Comentou Hydra vendo a expressão de orgulho que Percy tinha.
— Aonde diabos está o Harry? Será que ele desistiu? – Perguntou Fred, procurando Harry junto aos outros campeões.
— Eu acho que não, não é possível, alguma coisa deve ter acontecido... – Respondeu Hydra, que na verdade também se sentia muito preocupada.
Faltando menos de dez minutos para o início da prova, finalmente Harry Potter apareceu, correndo, indo para o seu lugar perto da mesa dos jurados, muitos alunos gritaram e comemoraram quando o viram.
— Finalmente! – Exclamou Hydra.
— Bem, os nossos campeões estão prontos para a segunda tarefa, que começará quando eu apitar. Eles têm exatamente uma hora para recuperar o que foi tirado deles. Então, quando eu contar três. Um... dois... três! – Disse a voz magicamente ampliada de Ludo Bagman.
O apito produziu um som agudo no ar frio e parado; as arquibancadas explodiram em vivas e palmas; Harry estava dentro do lago e parece ter comido algo que lhe fez mal, estava com água pela cintura e aparentemente nada estava acontecendo, algumas pessoas riram na arquibancada, mas Hydra se sentia cada vez mais nervosa e preocupada.
— Ai meu Deus, será que ele vai perder? – Gritou ela nervosa.
Harry Potter começou a tremer violentamente. Evitou olhar para as arquibancadas; as risadas estavam mais altas e ele ouvia assobios e vaias de alunos da Sonserina...
Então, inesperadamente, Harry começou a mudar, parecia que ganhara guelras, era tudo muito estranho e Hydra olhava fascinada enquanto ele se atirara no lago. A multidão aplaudia com entusiasmo.
— Genial, genial, como eu não pensei nisso? – Dizia Hydra para si mesma.
— No que? – Perguntou Fred.
— Guelricho – Fred e Jorge a olharam sem entender nada –, é uma planta que lhe dá guelras, dá a capacidade de respirar embaixo D'guá por um tempo, eu li isso tem muito tempo em algum lugar, é genial, eu acho que não teria pensado nisso na hora, sei lá, o Harry realmente é muito avançado para a idade dele... — Dizia ela admirada.
Os quatro campeões estavam dentro do lago e a plateia se acalmou, tudo que podiam fazer agora é aguardar.
— Era mais legal com os dragões... – Disse Fred parecendo entediado depois de um tempo.
— Sim, pelo menos a gente, sei lá, meio que via as coisas... – Reclamou Jorge.
— É, realmente, ficar esperando olhando para um lago parado não é exatamente a coisa mais excitante do mundo – Confirmou Hydra.
Logo algo emergiu da água, era Fleur que parecia desesperada, ela foi acolhida por Madame Maxime e pela Madame Pomfrey e parecia muito triste.
— Pelo visto ela perdeu a prova – Disse Hydra com uma certa satisfação.
— A Senhorita Delacur não conseguiu concluir a prova – Disse a voz de Ludo Bagman. Alguns alunos aplaudiram e outros gritaram em protesto, Hydra preferiu não se manifestar.
— Bom, a gente podia então, sei lá, conversar enquanto a prova não acaba? – Perguntou Hydra para os gêmeos.
— Sobre o que? – Perguntou Fred.
— Você e a Angelina, como estão? – Hydra reparou que Fred ficou um pouco sem graça e trocou olhares com Jorge antes de responder.
— Posso ser muito sincero? – Perguntou Fred.
— Claro – Disse Hydra.
— Não muito bem, é estranho, nós somos melhores como amigos, não tem muita química eu acho. – Disse o rapaz.
— Sério? Poxa, que pena, torcia por vocês dois – Disse Hydra, desanimada.
— Não vai dar uma de Angelina com Olívio, vai? Acredite, ela também sente o mesmo, ela me disse também... — Perguntou Fred.
— De jeito nenhum... Se não deu certo, não deu... – Disse Hydra, tentando fingir que não estava desanimada com a história.
Algum tempo depois, já passado a uma hora marcada, enquanto Fleur estava sendo consolada por Madame Maxime e algumas amigas, Cedrico emergiu do lago com Cho Chang em seus braços, a arquibancada parecia que ia explodir de tantos aplausos.
— Ai que pena que o Harry não foi o primeiro – Comentou Hydra chateada.
Cedrico e Cho foram amparados pela Madame Pomfrey e receberam toalhas e cobertores.
— Eu não sabia que eles estavam namorando! – Comentou Fred olhando para Cedrico com um certo desprezo.
— Eles estavam juntos no baile, devem ter começado a namorar recentemente. – Comentou Hydra.
Depois de esperarem mais um pouco, Krum emergiu (sua cabeça em formato de tubarão voltando ao normal) do lago com Hermione Granger. Os alunos da Durmstrang aplaudiam e gritavam.
— Eu não acredito que o Harry vai ficar em último – Diziam alguns alunos da Grifinória, que estavam perto de Hydra.
Hydra também estava chateada com a situação, principalmente porque já passara bastante da uma hora de tarefa e Harry ainda não tinha voltado.
— Aonde está o Harry? Já passou o tempo e se algo aconteceu com ele? – Dizia Hydra quase chorando.
Para a sua felicidade e para alegria da arquibancada que comemorava em festa, três pessoas surgiram da água, Rony Weasley, uma menina que parecia com a Fleur e Hydra depois reconheceu como sua irmã mais nova e Harry Potter.
Os espectadores nas arquibancadas faziam um estardalhaço; gritavam, berravam, todos pareciam estar de pé.
— Por que ele trouxe uma outra pessoa com ele, não era só uma pessoa por campeão? – Perguntou Hydra para os gêmeos.
— Eu não sei, deve ser a pessoa da Fleur, mas também não entendi porquê ele trouxe, será que pensou que ela ia ficar lá embaixo? – Respondeu Fred.
Harry e Rony puxaram a menininha loira que parecia assustada até a margem, Fleur apareceu nervosa e parecia estar muito grata aos meninos por terem salvo a pequena menina, Fleur a abraçava e parecia quase chorar, Hydra teve grande simpatia pela menina naquela hora.
Os campeões e as pessoas que eles resgataram estavam enrolados em grossos cobertores e conversavam, assim como os juízes e todos nas arquibancadas esperavam ansiosos para saber o que exatamente acontecera.
Dumbledore se encontrava agachado à beira da água, absorto em conversa com alguém que parecia ser o chefe dos sereianos, uma fêmea particularmente selvagem, de aspecto feroz.
— Uau, Dumbledore fala serêiaco? – Pergunto Jorge admirado
— Eu também sei, não exatamente super fluente, tenho que prestar atenção para entender o que eles falam na verdade, estou meio enferrujada, acho que ainda lembro bastante... Realmente é uma língua muito difícil... – Hydra percebeu que os amigos a olhavam em choque com a boca aberta.
— Você sabe? Como? Por quê? — Perguntaram os dois chocados.
— Eu gosto de aprender novas línguas e essa foi a língua mágica que eu escolhi aprender... – Respondeu Hydra sem graça.
— Quantas línguas você sabe falar afinal? – Perguntou Jorge ainda em choque.
— Cinco. – Respondeu Hydra ainda se sentindo sem graça – Inglês, Francês, Português, Serêiaco e Búlgaro.
— Búlgaro? Você consegue se comunicar com o pessoal da Durmstrang então? – Perguntou Fred.
— Sim, eu aprendi quando criança, foi um pedido do meu pai para a minha tutora, ele sempre teve a intenção de me enviar para Durmstrang... Mas nem todos lá falam a mesma língua na verdade, nem na Beauxbatons, eles aceitam alunos de muitos países diferentes, por isso eu acabei aprendendo muitas línguas também.
Antes que os meninos pudessem fazer mais comentários, a atenção deles se prendeu nos juízes que pareciam conversar entre si.
— O que será que aconteceu? Por quê estão demorando tanto para dar as notas? – Comentou Hydra.
Hydra reparou que Fleur beijou Harry e Rony nas duas bochechas e viu os gêmeos rindo da situação.
Ludo Bargman de novo apareceu e todos ficaram em silêncio nas arquibancadas esperando ele falar.
— Senhoras e senhores, já chegamos a uma decisão. A chefe dos sereianos, Murcus, nos contou exatamente o que aconteceu no fundo do lago e, portanto, em um máximo de cinquenta, decidimos atribuir a cada campeão, as seguintes notas...
"A Srta. Fleur Delacour, embora tenha feito uma excelente demonstração do Feitiço Cabeça-de-bolha, foi atacada por grindylows ao se aproximar do alvo e não conseguiu resgatar sua refém. Recebeu vinte e cinco pontos."
Aplausos das arquibancadas.
— O Sr. Cedrico Diggory, que também usou o Feitiço Cabeça-de-bolha, foi o primeiro a voltar com a refém, embora tenha chegado um minuto depois da hora marcada. – Ouviram-se grandes aplausos dos alunos da Corvinal entre os espectadores – Portanto, recebeu quarenta e sete pontos.
— O Sr. Vítor Krum usou uma forma de transformação incompleta, mas ainda assim eficiente, e foi o segundo a voltar com a refém. Recebeu quarenta pontos.
— O Sr. Harry Potter usou guelricho com grande eficácia – continuou Bagman. – Ele voltou por último e ultrapassou em muito o prazo de uma hora. Contudo, a chefe dos sereianos nos informou que o Sr. Potter foi o primeiro a chegar aos reféns, e o atraso na volta se deveu à sua determinação de trazer todos os reféns à segurança e não apenas o seu.
— A maioria dos juízes – e aqui Bagman olhou com muita indignação para Karkaroff – acha que tal atitude revela fibra moral e merece o número máximo de pontos. Mas... o Sr. Potter recebeu quarenta e cinco pontos.
Os aplausos foram altos, especialmente dos alunos da Grifinória, Hydra e os gêmeos pulavam e gritavam de alegria. Hydra observou que Fleur era uma das que aplaudia com entusiasmo e estranhou o gesto.
— A terceira e última tarefa será realizada ao anoitecer do dia vinte e quatro de junho – continuou Bagman. – Os campeões serão informados do que os espera exatamente um mês antes. Agradecemos a todos o apoio dado aos campeões.
Fale com o autor