Ocorreu uma nova comemoração na sala comunal da Grifinória e nos próximos dias, todos queriam detalhes do que ocorreu embaixo das águas do lago, Rony Weasley estava agora sempre cercado de pessoas contando sobre os feitos que cada vez pareciam aumentar mais de proporção.

Na semana seguinte, Hydra recebeu uma coruja de Peter no café.

— Que estranho, a gente não se escrever mais desde que conseguimos os espelhos – Disse ela enquanto abria o grande envelope.

"Hydra,

Leia essa revista, mostre para o Harry e a Hermione, talvez eles precisem saber o que está acontecendo.

Com amor,

Peter Macmillan"

— Abre logo! – Disseram seus amigos impacientes depois de ler a carta que veio acompanhada de uma revista chamada "o Semanário das Bruxas". A foto animada na capa mostrava uma bruxa de cabelos crespos, com um sorriso cheio de dentes, que apontava com a varinha para um grande bolo de claras.

— No que isso vai interessar o Harry? – Perguntou Fred olhando a capa. Mas Hydra decidiu abrir a revista e olhar seu conteúdo, então viu um artigo que fez a boca de todos caírem.

"A MÁGOA SECRETA DE HARRY POTTER":

"Um garoto excepcional, talvez – mas um garoto que sofre todas as dores comuns da adolescência, escreve Rita Skeeter. Privado do amor desde o trágico falecimento dos pais, Harry Potter, catorze anos, pensou que tinha achado consolo com sua namorada firme em Hogwarts, a garota nascida trouxa, Hermione Granger. Mal sabia que em breve estaria sofrendo mais um revés emocional numa vida afligida por perdas pessoais

A Srta. Granger, uma garota sem atrativos mas ambiciosa, parece ter uma queda por bruxos famosos que somente Harry não basta para satisfazer. Desde que Vítor Krum, o apanhador búlgaro e herói da última Copa Mundial de Quadribol, chegou em Hogwarts a Srta. Granger tem brincado com as afeições dos dois rapazes. Krum, que está visivelmente apaixonado pela dissimulada Srta. Granger, já a convidou para visitá-lo na Bulgária nas férias de verão e insiste que "nunca se sentiu assim com nenhuma outra garota".

Contudo, talvez não tenham sido os duvidosos encantos naturais da Srta. Granger que conquistaram o interesse desses pobres rapazes.

"Ela é realmente feia", diz Pansy Parkinson, uma estudante bonita e viva do quarto ano, "mas é bem capaz de preparar uma Poção do Amor, tem bastante inteligência para isso. Acho que foi isso que ela fez."

As poções do amor são naturalmente proibidas em Hogwarts, e sem dúvida Alvo Dumbledore irá querer apurar essas afirmações. Entrementes, os simpatizantes de Harry Potter fazem votos que, da próxima vez, ele entregue seu coração a uma candidata que o mereça."

Fred e Jorge pareciam achar muita graça do artigo e riam descontrolados.

— Isso não é engraçado, pobre Hermione, ela não é namorada do Harry, é? – Perguntou Hydra.

— Não que a gente saiba... – Responderam os gêmeos ainda rindo.

— Não, eles são só amigos mesmo eu acho, nunca vi nada que apontasse o contrário... – Disse Angelina.

— Eu sempre achei que ela tivesse algo com o irmão de vocês na verdade, o Rony – Disse Hydra.

— Eu não sei mesmo – Respondeu Jorge.

Hydra tentou encontrar Harry, Rony ou Hermione para mostrar o artigo, mas só encontrou eles mais tarde na torre da Grifinória.

— Nós já vimos e é tudo mentira – Disse Hermione, parecendo querer manter a calma – Aquela Rita Skeeter é patética, não ligue para o que ela diz.

— Ok então...

Havia uma certa quantia de excitação cedo quando eles voltaram do jantar e encontraram um novo comunicado no quadro de notícias a data para seus Testes de Aparatando. Aqueles que farão dezessete antes da primeira data dos testes, dia 21 de abril, tem a opção de se inscreverem para adicionais sessões de prática, que deverão acontecer (supervisionadas seriamente) em Hogsmead.

— Finalmente vamos poder mostrar nossos talentos! – Disseram Fred e Jorge, mas Hydra não estava muito certo se funcionaria, em todas as aulas de aparatação, quase ninguém parecia preparado para fazer o teste, mas tudo bem, até que Fred e Jorge estavam melhores que a maioria deles na verdade... Decidiu não falar nada sobre isso.

— É uma pena que não posso fazer o teste com vocês, só faço dezessete em Agosto.

— Eu sei, mas não se preocupe, te contamos tudo sobre como foi – Disse Fred, apoiado por Jorge.

Os alunos saíram do castelo ao meio-dia no dia seguinte e depararam com um jardim iluminado por um sol fraco. O tempo estava mais ameno do que estivera o ano inteiro e na altura em que chegaram a Hogsmeade os garotos já haviam despido as capas e jogando-as sobre os ombros.

— Aonde você vai encontrar com o Peter? – Perguntou Jeniffer quando elas chegaram a Hogsmeade.

— Na porta da Zonko's e você com Abbas? – Perguntou Hydra.

— Na Madame Puddifoot, vejo você mais tarde então – Disse ela se apresssando.

Angelina e Alicia seguiram para a dedosdemel (que Hydra ainda evitava) enquanto Lino, Gabrielle, Jorge e Fred seguiram com Hydra para a Zonko's.

— Peter! – Exclamou Hydra quando viu o rapaz que usava uma elegante veste preta e parecia cada vez mais bonito (várias meninas de Hogwarts e das outras duas escolas que passavam comprovavam isso ao quase "babarem" quando o viam).

— Que saudade! – Disse ele a beijando.

Fred e Jorge imitaram o barulho de quando se coça a garganta.

— Bom ver vocês também rapazes – Disse Peter cumprimentando os três – E moça – Disse cumprimentando Gabrielle – Soube que agora vocês são um casal, gostei, ficam muito bem juntos – Disse ele apontando para Gabrielle e Jorge e os deixando sem graça.

— É, pode se dizer que sim – Disse Jorge meio vermelho.

Os seis entraram na Zonko's e abasteceram seus estoques de brincadeiras, então Hydra fez uma encomenda de doces com Fred e Jorge da dedosdemel e seguiu com Peter para o Três Vassouras, que estava cheio como sempre, se sentaram em uma mesa grande esperando os amigos encontrarem com eles.

— Então a Hermione não ligou para o artigo? – Disse o Peter depois de pedir uma cerveja amanteigada para Hydra e uma também para ele.

— Parece que não, mas eu vi a idiota da namorada do meu irmão brincando com ela, acho que a Hermione é mais madura do que eu imaginava, eu acho, mais do que eu com certeza, eu estaria pirando se fosse ela.

— Eu achei que pudesse ser verdade, que ela namorasse o Harry, eles estão sempre juntos afinal.

— Eu sei, mas eu acho que ela é mais chegada no irmão dos gêmeos, não sei...

Gisele chegou a mesa acompanhada de Mark Jinglesson, um rapaz moreno e forte do último ano da Corvinal (Hydra já parara de tentar acompanhar com quem ela estava saindo já que toda semana isso parecia mudar).

— Peter, como vai? Sentindo falta da Corvinal? – Perguntou Mark para Peter quando se sentaram.

— Na verdade sim, muito, sinto muita falta da nossa casa – Disse Peter que parecia muito feliz de conversar com outra pessoa da Corvinal.

De uma mesa mais no canto, junto com outros alunos da Durmstang, Mikael observava Gisele com fúria no olhar, contando que o rapaz era muito alto e forte, Hydra ficou assustada.

— Peter, você e Hydra devem estar sentindo muita saudades um do outro – Disse Gisele com seu charmoso sotaque.

— Sim, com toda certeza – Sorriu Peter – Mas eu tenho trabalhado tanto que o tempo parece que tem andado mais rápido.

— Eu nem consigo acreditar que ano que vem devo estar trabalhando também, é assustador – Comentou Mark.

A conversa entre os quatro fluía com naturalidade, era uma pena pensar que Mark provavelmente não duraria muito ao lado de Gisele, ele parecia ser um cara realmente legal.

Fred, Angelina, Alicia, Lino, Gabrielle e Jorge entraram no bar um tempo depois e se juntaram a eles.

— Uma rodada de cerveja amanteigada para a mesa por favor – Pediu Peter.

Jeniffer e Abbas logo entraram no bar e se juntaram ao grupo, Abbas se juntou a Peter na conversa sobre Hogwarts e Jeniffer ficou conversando com Gabrielle sobre a vida na França.

— Vai ser estranho voltar para lá ano que vem eu acho – Comentou Gabrielle – Agora que parece que já estou tão acostumada com Hogwarts.

— Eu sinto falta da Desiré, é uma pena que ela não tenha vindo – Comentou Hydra e Gisele e Gabrielle também concordaram.

— Ela está toda feliz lá, está namorando também, mas realmente ela disse que sente falta de nós quatro juntas, ainda mais agora que nós três estamos aqui com você e não lá com ela. – Disse Gisele e Angelina revirou os olhos de leve.

— Mas é claro que a Corvinal é a melhor casa, é só olhar para nossa história – Hydra ouviu Peter tendo uma discussão animada com Fred, Jorge, Mark e Abbas.

— Não, a Sonserina é a melhor com certeza – Disse Abbas (e foi vaiado pelo resto da mesa).

— Grifinória, pode ver, todos concordam que a nossa casa é a melhor, sem dúvidas. – Respondeu Fred animado.

— Meninos, sem brigar, ok? – Pediu Hydra.

— Ninguém está brigando amor, só conversando – Respondeu Peter e pelo sorriso no rosto, realmente todos pareciam animados e não irritados.

Ernie Macmillan, primo de Peter e Jeniffer passou pela mesa depois para cumprimentá-los junto com algumas pessoas da Lufa-Lufa e Hydra notou que dessa vez eles não usavam o distintivo "Potter fede" na veste.

— Peter, como estão mamãe e papai? – Perguntou Jeniffer depois que os meninos cansaram de discutir sobre as melhores casas da escola.

— Bem, trabalhando bastante, eu os vejo no hospital, não tenho tido muito tempo para ir na casa deles – Respondeu ele.

— Eu esqueço que você mora sozinho agora – Disse Jeniffer.

— Isso deve ser o máximo – Comentou Mark alegremente (do jeito que Gisele agora olhava para um rapaz do quinto ano da Grifinória, Hydra constatou com tristeza que ele realmente não iria durar).

— É mais difícil do que se pensa – Respondeu Abbas que era pouco mais de dois anos mais velho que Peter e também já morava sozinho.

— Eu mal posso esperar para sair de casa – Comentou Hydra, pensando que teria que voltar para aquele lugar que odiava pelo menos por mais um mês quando terminasse o semestre.

— Hydra, eu queria conversar sobre isso com você – Disse Peter baixinho para ela.

— O que houve? – Perguntou ela também baixinho.

— Você vai voltar para casa nas férias?

— Eu vou ter que voltar até agosto, pelo menos no dia que eu fizer dezessete anos eu estarei livre para sair.

— E para onde você vai?

— Não sei ainda – Disse Hydra pensando que realmente já deveria estar pensando sobre o assunto – depende do quanto eu conseguir de ouro.

— Vai para a minha casa, eu moro lá sozinho Hydra e por mais que você não queira morar comigo depois, você pode ficar lá até se formar.

Hydra ficou pensativa, realmente já tinha pensado nisso, mas a realidade de morar com Peter parecia algo tão adulto que jamais imaginaria que aconteceria assim tão cedo em sua vida.

— Eu acho que é sim uma boa ideia isso – Respondeu ela meio incerta e Peter deu um grande sorriso (hipnotizante).

— Ótimo, eu aviso que aquela casa só vai ficar completa com você nela! – Disse ele ainda sorrindo.

A conversa no Três Vassouras entre o grande grupo foi uma das animadas que Hydra já teve, falavam de tudo, fizeram brincadeiras e Abbas divertiu a mesa contando histórias sobre Bruxos de outras países que conhecera em viagens.

— Ele nem parece que é da Sonserina – Comentou Fred baixinho para Hydra – É tão gente boa!

— Nem todos da Sonserina são ruins, eu te disse isso já. – Respondeu Hydra.

Foi a vez de Peter divertir a mesa falando sobre as brincadeiras que fazia com seus primos e irmã quando eram crianças e adolescente, ele fez todos rirem, até Mark (pobre Mark, como Hydra queria que ele ficasse com Gisele) participou com algumas piadas, foi realmente uma tarde das mais agradáveis que Hydra já teve, era muito bom ter todos seus amigos (menos Desiré, infelizmente, porque com ela sim ficaria realmente completa a mesa) na mesa juntos e rindo, foi triste quando tiveram que se despedir.

— Te vejo assim que tiver outra folga então – Disse Peter para Hydra a beijando antes de aparatar.

Na segunda-feira, na hora do almoço, Hydra que sentara próximo a Hermione viu quando diversas cartas chegaram para a menina por coruja.

— Que diabo...? – exclamou Hermione, tirando a carta da coruja cinzenta e abrindo-a para ler. "Ora francamente!", disse ela com veemência, corando.

— Que é? – perguntou Rony

— São todas iguais! – exclamou Hermione desesperada, abrindo uma carta atrás da outra. – "Harry Potter pode arranjar uma namorada melhor do que alguém da sua laia..." "Você merece ser cozida com ovas de rã..." Ai!

Hermione abrira o último envelope e um líquido verde-amarelado, que cheirava fortemente a gasolina, derramou-se em suas mãos, fazendo irromper nelas grandes tumores amarelos.

A gasolina, derramou-se em suas mãos, fazendo irromper nelas grandes tumores amarelos.

— Pus de bubotúbera puro! – disse Rony, apanhando, desajeitado, o envelope e cheirando-o.

— Ai! – exclamou Hermione, as lágrimas enchendo seus olhos quando tentou limpar as mãos em um guardanapo, mas seus dedos agora estavam tão cobertos de feridas dolorosas que ela parecia até estar usando um par de grossas luvas com bolotas.

— Hermione, você está bem? – Perguntaram Hydra e Angelina ao mesmo tempo.

— É melhor você ir depressa à ala hospitalar – disse Harry, quando as corujas ao redor da amiga levantaram voo –, diremos à Prof a Sprout aonde é que você foi...

Hermione saiu correndo do Salão Principal aninhando as mãos no colo.

— Pobrezinha! – Comentou Hydra com Angelina e os outros amigos e colegas na mesa , olhando a menina partir — Tudo culpa daquela Rita Skeeter, não?

A aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, provava cada dia ser mais interessante, dessa vez praticavam feitiços escudo e o Professor Moody, fazia em pares um aluno atacar o outro e tentar se proteger (Hydra machucou Angelina sem querer umas três vezes e ela machucou também Hydra sem querer algumas vezes).

As cartas anônimas continuaram a chegar para Hermione nas semanas seguintes e, embora ela tivesse e parado de abri-las, vários remetentes odiosos mandaram berradores, que explodiam à mesa da Grifinória gritando-lhe ofensas que o salão inteiro podia ouvir. Até as pessoas que não liam o Semanário das Bruxasagora sabiam tudo sobre o suposto triângulo Harry-Krum-Hermione.

— E eu achava que o meu suposto "triângulo amoroso" era difícil – Disse Hydra, baixinho com suas amigas, na mesa da Grifinória.

— Pelo menos o seu era de verdade – Disse Angelina.

— Mais ou menos, eu nunca fiquei com o Olívio e o Peter ao mesmo tempo, então não era bem verdade – Disse Hydra, se defendendo (o que de fato não foi verdade em duas raras situações em que Olívio a beijou) — Não por querer pelo menos.

— Mas meio que enrolou os dois um pouco ... – Disse Angelina.

— VAMOS MUDAR DE ASSUNTO? – Disse Alícia, cortando as duas meninas, com certeza querendo evitar uma nova briga.

Nas férias da Páscoa (na qual Hydra conseguiu ver Peter e ganhou um grande ovo de chocolate) Hydra sentou com Draco nos jardins do castelo para ter mais uma de suas conversas semanais (que não estavam sendo muito produtivas até então).

— Então... Como estão suas aulas? – Perguntou Hydra depois de alguns minutos de silêncio.

— Boas – Respondeu Draco sem muita emoção.

— E seu namoro?

— Bem eu acho – Disse o menino.

— Eu não sei o que você vê naquela menina.

— Ela é legal e ela sempre faz o que eu quero.

— Isso é algo horrível – Disse Hydra encarando Draco.

— Por quê? — Perguntou o bruxo observando a irmã.

— Porque você tem que estar com alguém por amor, não porque ela é sua escrava particular – Respondeu Hydra, admirada que Draco já não soubesse disso. O rapaz ficou algum tempo mudo pensativo e finalmente disse algo que Hydra não esperava.

— Você acha que a mamãe e o papai se amam?

Hydra ficou calada também por alguns instantes, não esperava essa pergunta e não entendeu muito o que isso tinha a ver com aquilo que estavam falando antes sobre a Pansy e ele.

— Eu não sei Draco, eu acho que sim, acho que eles se amam do jeito deles – Disse ela pensativa.

— Eu sempre achei que sim, mas eu não sei mais – Disse Draco parecendo meio triste.

— Por que não Draco?

— Eu vi você com seu namorado no Três Vassouras, vocês parecem que não conseguem desgrudar um do outro, parecem que se completam, não sei, eu nunca tinha visto isso antes, nem lá em casa e nem sei se um dia vou sentir isso.

Hydra nunca imaginou ouvir esse tipo de coisa do irmão, nunca pensou que ele sentia essas coisas, realmente viu o quanto ela fez errado de se afastar tanto, no fundo o irmão era uma pessoa boa, ela pensava, mas era altamente manipulado por seu pai, só podia ser.

— Draco, nem todo amor é igual, nem todo mundo ama do mesmo jeito, mas não significa que não tem amor, não é porque o papai e a mamãe não ficam grudados um no outro não significa que eles não se amem, eles já estão juntos a tanto tempo, deve ser diferente para eles... E eu realmente acho que um dia você vai sentir isso, você é tão novo ainda... – Disse ela sorrindo para o irmão que permanecia sério – Só acho que talvez não com essa garota detestável.

— Ela pensa a mesma coisa de você – Disse Draco em um tom de brincadeira que Hydra não ouvia a anos.

— Azar o dela! – Brincou também Hydra

Draco ficou sério do nada novamente.

— Você realmente vai sair de casa? — Perguntou ele com os olhos cinzas idênticos ao de Hydra naquele momento triste.

— Eu vou Draco, eu não posso mais ficar naquela casa, você sabe disso, você viu o que o papai fez comigo e o que pode acontecer se eu ficar... – Respondeu Hydra sentindo um enorme aperto no coração quando os olhos de Draco foram ficando cada vez mais tristes

— Vai ser estranho sem você eu acho ... Vazio talvez... Você não ficava muito lá, mas pelo menos eu sempre sabia que você devia voltar.

— Você pode vir comigo se quiser, sair de lá e mesmo que não vá, eu não viu te abandonar Draco, nunca, isso nunca mesmo! — Disse ela para o espanto de Draco,

— Eu não posso fazer isso Hydra e nem quero, o papai precisa de mim... – Respondeu ele rapidamente.

— Ele não precisa de você Draco, eu só me arrependo de ter deixado ele ficar tanto tempo sozinho com você, quem sabe você teria sido diferente...

— Diferente como? – Perguntou Draco que parecia um pouco ofendido.

— Menos preconceituoso – Respondeu Hydra.

— Eu só penso o que é certo Hydra, no fundo você sabe que é, você realmente acha que nosso sangue-puro é igual ao sangue contaminado daquele seu ex namorado? Ou o sangue ruim da Granger? – Perguntou ele com raiva.

— Sim, eu acho Draco, eu não vejo como o fato de termos sangue-puro nos faz melhor que alguém – Disse Hydra tentando manter a calma.

— Como não Hydra? É sério, olha para nossa família, nós somos claramente superiores a essas pessoas...

— Draco, eu não quero discutir com você, por favor, não foi pra isso que eu te chamei aqui...

— Ok... – Disse ele depois de pensar um pouco e tentar se acalmar.

— Eu fico triste de você pensar assim Draco, mas eu te amo de qualquer maneira.

— Eu também... – Respondeu ele muito baixinho e corando.

— Ownnnnn! – Brincou Hydra e ele ficou ainda mais vermelho.

— Para Hydra, já chega! – Disse ele tentando ficar sério – Pelo menos seu namorado agora é sangue-puro também.

— É a última coisa que eu ligo nele, mas sim, ele é, para alegria de vocês.

— Parece que você também, de alguma forma, sabe que ele é superior aos outros.

— Por vários outros motivos talvez, mas não pelo status de sangue dele — Disse Hydra.

— Você está feliz? – Perguntou Draco sem graça.

— Muito, você é o Peter são os homens mais importantes da minha vida no momento, sabia?

— Tá bom Hydra... – Respondeu o menino, corando sem graça.

— Mas e você, Draco, afinal a Pansy é sua primeira namorada – Disse Hydra meio sem graça de falar sobre isso com o seu irmão.

— Ela não é minha primeira namorada Hydra, talvez a mais fixa, mas não a primeira menina que eu fico, eu sou um Malfoy, Hydra... – Disse Draco em um tom meio convencido.

— E com quem você ficou? – Perguntou Hydra séria e espantada com a informação.

— Algumas menina da Sonserina, mas a primeira mais... Mais intensa, digamos assim, foi a sua amiga Gisele.

Hydra entrou em um choque tão grande com a informação que nem levou a sério o ainda tom convencido de Draco, ela ficou pálida, tão pálida que Draco se assustou e perguntou se ela estava bem.

— A Gisele? Quando? Quando Draco? QUANDO? – Perguntou Hydra, quase gritando e se levantando do banco assutada.

— Eu... Eu não... – Draco estava tão assustado que não conseguia falar direito.

— QUANDO DRACO? – Perguntou Hydra mais incisivamente.

— No começo do semestre Hydra, acabou acontecendo, não foi nada demais... Ela ficou com medo de te contar e te deixar chateada...

— ELA NÃO PODIA TER FEITO ISSO COMIGO... COM VOCÊ! ELA PROMETEU QUE NÃO IA SE METER COM VOCÊ, TE MAGOAR! – Hydra agora estava quase histérica, agora sentia uma mão em seu ombro.

— Hydra, você está bem? O que houve? – Perguntava Gisele em francês.

— VOCÊ SAIU COM O MEU IRMÃO! – Gritou Hydra para ela. Gisele agora ficara tão pálida quanto Hydra e começou a chorar.

— Hydra, eu.. Me desculpe, por favor, eu não queria te magoar, só aconteceu...

— Ele é meu irmão, Gisele, de todos os garotos que você se envolveu, eu só pedi para você não fazer nada com meu irmão que ele podia se magoar! – Disse Hydra, ainda muito nervosa enquanto Draco olhava sem entender nada para as duas.

— Ele já é bem gradindinho, Hydra, ele também queria, eu deixei bem claro que não era nada sério e ele também, Hydra, por favor, não fica assim comigo, eu te amo, você é uma das minhas melhores amigas! – Disse Gisele, chorando desesperada.

— Hydra, ela está certa, eu quis, eu sempre soube que não era nada sério e não fiquei magoado, eu não sou mais criança e eu também não sou apaixonado pela Gisele nem nada e nem ela por mim, só aconteceu, Hydra!

Hydra tinha esquecido que Draco também falava muito bem francês.

— Mas, mas você é meu irmãozinho... – Disse Hydra, ainda meio transtornada.

— Eu não sou mais criança, Hydra! – Disse Draco

— Me perdoa Hydra, vai, por favor, eu não queria te magoar... – Pediu Gisele, ainda chorando muito.

— Não, Gisele... – Disse Hydra mais calma, respirando fundo e "engolindo" o choro – Você não tem culpa, vai... Você e ele sabiam o que queriam e nenhum usou o outro... Eu que não queria ver meu que meu irmãozinho cresceu e eu nem percebi mesmo...

— Eu te amo, Hydra, como uma irmã, eu não queria te chatear nem nada parecido... – Disse Gisele, ainda chorando, até Hydra a abraçar e dizer que estava tudo bem.

— Agora é melhor eu conversar um pouco mais com o meu irmão, Gisele...

— Eu vou indo – Disse Gisele, agora mais calma.

— Draco, agora eu e você vamos conversar como dois "adultos" e como dois irmãos, ok? – Pediu Hydra para o irmão, se sentando novamente no banco e o puxando para que fizesse o mesmo.

— Ok, Hydra... – Disse o menino meio sem graça e sorrindo de leve.

Os dois ficaram mais algum tempo conversando, sobre tudo que podiam, Hydra queria saber tudo sobre a vida do irmão, que se tornara um homem sem ela perceber e pela primeira vez em muito tempo, a conversa fluiu, foi alegre e divertida. Hydra se sentiu na presença de seu irmão de verdade e não daquela pessoa desprezível que ele se tornara.

Gisele (que realmente dispensara o pobre Mark, mas felizmente esse ainda vinha conversar com Hydra e os amigos às vezes e que já estava com a paz totalmente restaurada com Hydra), Gabrielle e Hydra andavam pelo jardim pouco antes do final do feriado.

— O Pierre parou de te incomodar? – Perguntou Gabrielle.

— Sim, desde o baile que ele não veio mais falar comigo – Respondeu a menina aliviada.

— Vai ser estranho sabe.... – Comentou Gisele olhando para o castelo – Ir embora, eu me diverti muito aqui, achei que não fosse gostar tanto, mas na verdade achei esse lugar formidável, dá pra ver o porquê de você gostar tanto daqui.

— Eu vou sentir tanta a falta de vocês, tem sido incrível ter vocês duas aqui comigo novamente, é uma pena que eles não aceitam alunos de fora da Grã Bretanha e Irlanda, eu ia amar ter vocês aqui ano que vem também. – Disse Hydra.

Hydra notou que Fleur vinha em direção as três e tentou não fechar a cara.

— Olá meninas – Disse ela.

— Olá – Responderam as três sem muita emoção.

— Rai-Drá, está matando a saudade da Beauxbatons com suas amigas? – Perguntou Fleur estranhamente simpática.

— Sim, na verdade sim, realmente estava com saudades – Respondeu Hydra.

— Eu imagino, você sabe que não é o mesmo sem você lá.

As três olharam para Fleur meio chocadas sem saber o que responder. "Ela falava sério ou estava sendo irônica?" Pensou Hydra.

— É, eu realmente sinto falta... – Disse Hydra desajeitada

— Eu sei que nós nunca fomos exatamente amigas, que sempre fomos meio rivais até, mas eu sempre gostei de você, sempre achei que você animava o lugar e que você meio que parecia comigo em algumas coisas, eu gostava até na verdade! – Fleur parecia realmente sincera. Hydra não esperava por esse tipo de atitude da menina.

— Nós vamos entrar, vemos vocês depois – Disse Gisele saindo com Gabrielle para dentro do castelo e deixando as duas meninas sozinhas.

— Fleur, você está falando sério? – Perguntou Hydra.

— Sim, por quê não estaria?

— Porque você nunca demonstrou isso, eu achei que você não gostasse de mim – Disse Hydra ainda olhando meio chocada para a bruxa.

— Eu não falava nada porque eu achava, ou sabia sei lá que você não gostava de mim, mas eu sempre achei que somos tão parecidas, não só fisicamente, mas nos gostos, no refinamento, eu sempre meio que admirei isso – Fleur realmente parecia muito sincera nas palavras.

— Eu... Eu nunca imaginei – Guagejou Hydra.

— Eu sei, eu sei que eu também não fui tão simpática quanto deveria com você , mas eu realmente acho que nós poderíamos nos dar muito bem se tentássemos.

— Por que isso agora? – Perguntou Hydra desconfiada.

— Pierre, ele estava falando sobre você comigo e o quanto você é uma pessoa legal, eu decidi que já era a hora de acabar com esse mal-estar entre nós.

A resposta de Fleur chocou Hydra mais do que qualquer outra coisa, o que Pierre estava fazendo falando bem de Hydra? O que ele planejava? Fleur deve ter notado o espanto de Hydra, já que deu uma risadinha e continuou:

— Ele curte de você, do jeito estranho dele mas curte, não que isso justifique as atitudes dele porquê eu acho que não, de jeito nenhum na verdade, mas é por isso que ele falava bem de você, mas eu vi seu namorado em Hogsmeade, que homem bonito, realmente não trocaria ele, com todo respeito, é claro! – Disse Fleur rindo.

— Não, Peter realmente é muito especial...

Para completar todas as surpresas da Páscoa, Fleur e Hydra passaram a tarde conversando sobre Peter e sobre a vida de Fleur, realmente as duas eram muito parecidas, não só fisicamente, mas as duas tinham ideias muito parecidas sobre as coisas e conseguiram conversar sobre diversos assuntos com naturalidade, realmente foi uma amizade que Hydra não esperava ter.