Notas iniciais
Sim, estou postando os capítulos bem rápido. É que a história já está pronta, só falta escrever o final. Então vou postar e, se tiver bastante reviews, eu posto o final depois. Aproveitem!

Amy acordou ofegante, com as últimas cenas que ela podia lembrar rodando pela sua cabeça: Spencer tentando matá-la, ela se jogando do quinto andar e desmaiado na queda. Como ela podia estar viva? Se levantou lentamente, colocando a mão sobre o braço por impulso, e só agora percebendo que ele estava enfaixado e dolorido, assim como a parte esquerda do seu rosto. Amy não estava mais no apartamento de Spencer, e até agora nenhum sinal de sua presença por ali. Ela encarou a porta fechada e decidiu ir até lá, afinal, o que mais poderia acontecer? Com esforço, Amy se levantou e caminhou até a porta com passos curtos e lentos, e assim que chegou, a porta se abriu. Um homem de olhos claros a encarou e sorriu, e ela teve certeza que já havia visto aqueles olhos em algum lugar... Sem conseguir recuar, Amy ficou parada, enquanto o homem a olhou dos pés a cabeça e sorriu novamente.

– Você cresceu muito desde a última vez que nos vimos – ele disse, ainda sorridente – Mas você não deve se lembrar de mim, já que suas memórias provavelmente foram apagadas quando John te adormeceu.

Agora ele não estava mais sorrindo, e algo dentro de Amy fez ela querer ver aquele sorriso novamente. Um sorriso que parecia esquentar a sua alma fria e machucada. Ainda não confiando no homem, mas tendo a certeza de que o conhecia de algum lugar, Amy ficou apenas o encarando, enquanto ele abria a porta e indicava uma grande sala. Depois dele ir até ela e se sentar em um dos sofás, Amy decide segui-lo, e se senta no sofá do outro lado da mesa de centro, distante o suficiente.

– Você diz que me conhece, e diz que conhece meu pai. Mas você ainda não disse quem é você. – Amy disse, olhando nos olhos do homem. Ele sorriu e balançou a cabeça, acendendo um cigarro que estava na mesa.

– Foi como eu pensei. Você não faz a mínima idéia de quem sou, não é? Bom, meu nome é Garret. Sou irmão de John, e sendo assim, sou seu tio. Mas não é só por isso que quis me aproximar de você.

Amy ficou em silencio, esperando Garret continuar.

– Quando seu pai me falou que queria ter uma filha e que estava pensando em criar uma em laboratório, claro que eu não concordei, mas acabei ajudando ele a criar você. Fui acompanhando cada processo, cada nova idéia, cada sentimento de John. E eu também estava lá quando você nasceu. Ao longo dos anos que vocês viveram juntos. Na verdade, que nós vivemos juntos. Eu também ficava com você, te fazia dormir, saíamos juntos... – Ele disse, com os olhos brilhando – Então você cresceu, e começou a ficar má. Muito má. Frequentemente você quebrava coisas, e até xingava seu pai. Mas mesmo assim, ao contrário dele, eu não queria que você adormecesse.

Confusão, medo, raiva... Tudo se passava pela cabeça de Amy. E por mais que ela quisesse, não sabia se podia confiar no seu suposto tio. Havia encontrado seu irmão a pouquissimo tempo e agora ele queria matá-la, por que confiaria em outra pessoa que ela mal conhece? Apesar de lembranças e momentos voltando a sua memória aos poucos, Amy sabia que precisava ficar um tempo sozinha, se livrar de tudo aquilo.

– Olha, Garret, se isso está sendo dificil pra você, imagine pra mim? Eu realmente sinto que somos próximos, mas é algo inexplicavel. Você pode tirar uma arma do bolso e querer me matar a qualquer momento... – Ela sorriu – Mas não sei se posso confiar em você, só precisava de um momento para pensar.

Garret sorriu também. Ele sabia e entendia o quão dificil era para Amy, descobrir tanta coisa e passar por tanta coisa em tão pouco tempo. Ele se levantou num movimento rápido e abriu a porta da frente, deixando a ver poucos carros e algumas pessoas passando lá fora. Foi até Amy e deu um beijo na sua testa, depois se afastou e abriu a porta de um quarto.

– Eu nunca prenderia você aqui querida. Pode sair quando quiser. Mas saiba que quando precisar voltar, as portas estarão abertas para você, sempre. – Dito isso, Garret entrou no quarto e fechou a porta atras de si, deixando Amy sozinha novamente.

Notas finais
Capítulo curto né? Essa foi a história mais curta que já escrevi, mas é uma das mais diferentes, me sinto meio conectada com a Amy. >< Bom, o que acharam? Acham que Amy pode confiar em Garret? Reviews!