O Espírito
6 Capítulo 6 - Você me Ama?
Capítulo 5 – Você me Ama?
A garota passou o dia mau e de noite, como era de se esperar ela ficou sentada, escrevendo em seu diário. Mas nada aconteceu de anormal. Aquele espírito maldito não havia feito mais uma de suas visitas. Ela irritou-se. Os outros dois dias passaram em branco.
Mas na Quinta-feira, enquanto ela descrevia seu dia, um sussurro foi ouvido lá de baixo. As janelas bateram e, do buraco da escada, uma caixa de sapatos voou, batendo no rosto dela.
Uma mensagem foi enviada por uma folha de papel. A garota desdobrou os papéis e leu em voz baixa.
\" Você me fez matar uma pessoa! Eu não consigo entrar em seu corpo. Quero matá-la agora! \"
Michelle foi puxada para baixo e caiu no chão duro. Seu nariz deixou escapar um fiapo de sangue bem vermelho. Com uma visão embaçada, a garota apenas viu o fantasma se aproximando. O vulto a pegou pela camiseta e...
– Você me fez matar! – gritou ele com uma voz grave, parecendo um robô. Ela nem acreditara que aquele fantasma havia falado. Seu rosto não se mexia. Ficou paralisada, até que conseguiu mover um músculo e cair dura no chão. Os cabelos taparam seus olhos e nariz. Ela ajeitou-os e viu o vulto em um canto do quarto, sentado.
– Mas você não falou que matava muitas pessoas? E porque me protegeu? – perguntou ela indignada, sentando-se ao lado dele, que parecia estar chorando. Ele havia a culpado de ter matado o menino.
– Eu gosto de matar pessoas... mas senti algo em mim que está tentando me fazer parar, mesmo eu ainda tendo vontade de jogar sua alma para meu mundo... eu te protegi por... eu não sei dizer!
Ele parecia estar mais calmo. Seu rosto era lindíssimo, a não ser pelo fato de estar um pouco apagado e acinzentado. Ele usava óculos e tinha olhos pequenos. O cabelo parecia ser cor castanha e curto.
– Você tem que ter um motivo para ter me protegido! – gritou ela. A história dele estava confusa demais. Michelle queria obter respostas, o mais rápido possível!
– Eu posso até gostar de você... ou NÃO! – berrou, mudando totalmente o estado. Voou até a cama da garota e sentou-se. A cabeça baixa ficou fitando o chão marrom.
Ela sabia que tinha algo errado. O espírito não podia amá-la. Isso seria impossível. Ela não entendia nada que acontecia em sua vida. Estava tão louca e dando voltas... Drogas, mortes, espíritos... Então, pegou seu diário perguntou a ele.
– Me diga o seu nome! – pediu ela. Seu rosto estava um pouco suado e os ohlos muito cansados, porém bem abertos.
– Porque quer saber? – perguntou o menino, olhando fixamente para Michelle que implorou, – tudo bem... Sou Adam Vield e tenho 15 anos.
Michele anotou obedientemente. Ela então desandou a fazer algumas perguntas.
– Você morava aqui?
– Não... – respondeu cabisbaixo.
As perguntas não foram tão claramente respondidas. Ele logo foi embora.
Lendo as respostas e pensando sobre a conversa que teve com o espírito, ela tirou uma conclusão. Era óbvia. Michelle não sabia como não havia percebido antes. Seu olhar mudou completamente e esperou calmamente a noite seguinte.
Ela conseguiu ouvir um ruído, uma voz abafada e disse diretamente, localizando com seus lindos olhos o vulto. Estava séria.
– Adam... Você me ama? – perguntou Michelle.
O silêncio invadiu a sala. Michelle olhava fixamente para o fantasma que não sabia o que dizer. Ele parecia estar pensando. O vulto mexeu-se rápido, atravessou uma parede e reapareceu.
– Vai me responder ou não? – perguntou a garota muito impaciente.
– Não... – falou indeciso. Ficou fitando a escada e no instante seguinte disse com muita rispidez. – Não.
O rosto de Michelle ficou com uma expressão de arrependimento e desapontamento. Mas também demonstrava um tanto de alegria. Adam então ficou a frente dela e deslizou seu braço levemente até as costas de Michele.
A garota corou de leve.
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