O Elmo Roubado

9 Derrotei uma fúria usando esquilos


Notas iniciais
Espero que gostem! Boa leitura e comentários e críticas são sempre bem vindas! :)

NICO

Todos devidamente alimentados, Frank e Hazel voltaram para o quarto e eu não consegui segurar um “juízo, os dois!” antes que eles saíssem do quarto. Quando entrei, Jully me olhava com um sorriso travesso.

- É tão fofo o seu ciúmes com a Hazel! – Ela soltou uma gargalhada, como se minha preocupação a divertisse.

- Não é ciúme, é só...

- Superproteção?!

- É, pode ser.

Nos deitamos para dormir. Apaguei a luz e quando dei por mim, já estava sonhando.

Eu estava no mundo inferior, Hades já estava mandando algumas almas inocentes para os campos de punição. Eu tentei gritar, me comunicar de qualquer forma possível, mas ele não me ouvia – e mesmo quando estava acordado, tentei manter contato, mas Hades simplesmente bloqueou qualquer tipo de comunicação entre o mundo inferior e o exterior, por “motivos de segurança”. De repente o sonho mudou. Eu estava preso em um tipo de fossa. As paredes eram escorregadias e a única luz que eu via, estava a uns duzentos metros de altura. Eu não conseguia me mover, não tinha forças para escalar todo aquele tubo de pedras. Quando olhei pra cima novamente algo tampou a entrada de luz e tudo ficou negro. Então o sonho mudou novamente. Eu estava em um campo florido. O ar tinha cheiro de jasmim e orquídeas. Sentei-me, exausto no meio das flores. Não tinha nenhuma preocupação. Nenhum problema. Só eu e a brisa quente da primavera.

Acordei com Jully deixando seu livro cair.

JULLY

- Droga! Ah, Nico! Eu te acordei me desculpe!

- Tudo bem. Que horas são?

- Não sei, acho que umas oito da manhã.

Ele se levantou e foi tomar um banho. Eu já o havia feito, já que não sabia quando teria a chance de tomar outro. Nós descemos para o restaurante e Hazel e Frank já estavam tomando café.

- Bom dia! – Hazel nos saudou com um sorriso no rosto. Frank apenas balançou a cabeça, acho que porque a boca estava cheia de bolo.

- Bom dia. – Eu e Nico sentamos na mesa e comemos.

Estávamos saindo do restaurante e indo em direção ao carro quando dois caras pararam em nossa frente, nos impedindo de passar. Eram do mesmo tamanho e usavam roupas iguais, a não ser pela cor. Um usava blusa verde e o outro blusa amarela com uma touca escrito “haters gonna hate”. Estavam com um taco de taco de baseball um com um branco e outro com um preto, com a estampa BAT com a cor inversa.

- Hum, com licença? – Como resposta, Nico recebeu um golpe com o taco do cara que estava de verde. Ele cambaleou e balançou a cabeça, a boca estava sangrando. – Tudo bem, vamos partir para a violência então. – ele sacou a espada de aço estigio e começou a lutar contra o cara de verde.

Olhei para Hazel e Frank em busca de que algum deles me dissesse o que fazer. Hazel sacou uma espata e partiu para ajudar Nico. Frank fez uma careta e se transformou em um tigre. O que sem dúvidas, fora a coisa mais estranha que eu já havia visto na semana. Sua burra ajude seus amigos! A voz da consciência gritou em minha mente. Saquei minha adaga e tentei golpear o cara de touca. O que só serviu para distraí-lo e dar tempo para que Frank/Tigre atacasse suas pernas. O homem caiu gritando de dor. Anotação mental: nunca irritar Frank.

- Enfie sua adaga nele, Jully! – Hazel gritou e depois virou-se para olhar o cara de verde. Antes que eu pudesse raciocinar, asas começaram a surgir das costas do homem. Os tênis que ele usava foram rasgado por garras que surgiam de seus pés. Me afastei em um impulso e olhei para Nico e Hazel que também olhavam espantados para a criatura se formando.

- Fúrias! – Frank, já em sua forma humana, disse se aproximando de mim.

Nico aproximou a mão do solo e duas caveiras – sim, caveiras! – começaram a brotar. Ele já tinha me dito que era capaz de fazer isso, mas eu nunca tinha visto. Era mais aterrorizante que Frank se transformar em um tigre. As caveiras começaram a lutar com as fúrias-homens. Hazel fechou os olhos e pedras preciosas começaram a brotar do chão também. Diamantes e esmeraldas voavam e acertavam as fúrias. O cara de verde foi atingido por um diamante e pela espada de um dos esqueletos invocados por Nico e se dissolveu. juntamente com os esqueletos. O cara de touca olhou para mim e Frank.

- Não tenho forças para me transformar em outro animal. Nico e Hazel estão longe e cansados também, acha que pode fazer alguma coisa?

- Não! – disse em tom de desespero. O que eu poderia fazer? Ler a mente dele e falar alguma coisa que ele não gostava? Eu era definitivamente inútil!

- Jully, olhe em seus olhos. Veja os medos dele e faço-o vê-los! – Nico gritou, tentando recuperar o fôlego. Fazer caveiras ressuscitarem deve ser cansativo.

Tentei me concentrar. As órbitas dos olhos da fúria eram vazias. Gotas de suor começaram a aparecer em minha testa. Olhei para Nico e vi sua boca sangrando. Olhei para os olhos da fúria e de repente estávamos eu e ela/ele num lugar escuro.

- Filha de Ícelus. Interessante, nunca comi uma filha dele! – A fúria avançava em minha direção. Tentei focar em seus medos. Qualquer coisa. Por favor. Então, dentro dessa “caixa preta” que estávamos esquilos começaram a descer as paredes.

- O que? O que você está fazendo filha dos pesadelos? Você é insignificante. Não pode acabar comigo com essas ilusões. Isso não é real! – A voz da fúria era aguda e me doía os ouvidos. Não faço ideia de como os esquilos apareceram ali. Mas pareciam com fome – e a comida era a fúria. Eles a atacaram e a fúria urrava de dor.

- Eu vou me vingar de você, Jully Alvim.

E então a fúria virou pó, como a de blusa verde. Minha visão clareou e eu estava no estacionamento do hotel de novo. Olhei para Nico e Hazel que estava do outro lado do estacionamento com caras espantadas olhando para mim. Olhei para Frank e minhas pernas vacilaram. Cai e ele me pegou no colo. Tudo ficou escuro de novo.

Notas finais
Plágio é crime!