O Elixir

14 Sobre uma mesa e um Lexus preto


Notas iniciais
Yah! Foi rápido oh =P Boa leitura!

Maura

O sol havia se tornado apenas um fio de luz laranja no horizonte, era está à luz que ainda conseguia entrar pela persiana da janela da minha sala. O computador estava ligado e eu deveria estar digitando o laudo naquele momento, porém toda a minha atenção estava na maneira agitada que Jane caminhava de um lado a outro na minha sala.

O motivo daquilo tudo era que o próprio Cavanaugh a proibiu de acompanhar o depoimento dos pais de Mike assim, qualquer notícia sobre o caso chegaria por meio de Athanasiadis e já se passara algumas horas desde que Ana deu o seu último contato.

Abandonei o computador e qualquer chance de terminar o laudo naquele dia.

“Você parece tensa.” Levantei-me da cadeira e fechei a porta da minha sala.

“Desculpe-me.” Ela disse. “Estou te atrapalhando.”

Meneei negativamente a cabeça antes de apanhar suas mãos e leva-las até as minhas narinas. O cheiro das costas de suas mãos era suave, era como a brisa fresca pelas manhãs.

“Sei que é estressante esta posição, Jane, mas você precisa relaxar.”

“Não posso relaxar, me sinto responsável pelo garoto.” Sua voz foi perdendo o tom habitual até terminar em um lamento rouco.

“Somos responsáveis por qualquer um que chega a mesa de necropsia.” Minhas mãos contornaram os seus braços e repousaram em sua cintura fina. “Mas você não conseguira fazer seu trabalho ficando tensa deste jeito.”

“Tem razão.” Ela sorriu gentilmente e aquilo me fez me aproximar um pouco mais enlaçando sua cintura com meus braços.

“80% das vezes eu tenho razão.”

“Uau, como você é modesta Dra. Isles.” Suas mãos subiram e agora posso sentir as pontas de seus dedos contornando a linha do meu queixo de forma sutil. “Eu não te mereço, Maura.”

“Como não? Por quem mais eu tomaria tequila?”

“Ainda não acredito que você fez algo assim.” Ela riu e aquele riso apenas me fez puxa-la para a mais perto, agora era possível sentir todas as sensações que o corpo esbelto de Jane desencadeava em mim. Provavelmente, ela sentiu o mesmo, já que percebi o seu sorriso se esvair e seus olhos negros caírem sobre os meus lábios.

“Quero ficar com você.” Sua voz soou firme e séria. “Mas quero fazer isto direito.”

“Você vai visitar o Paddy na cadeia para pedir permissão para namorar sua filha?” Inclinei a cabeça para o lado imaginando o rosto do meu pai ao a ver Jane pedindo sua aprovação.

“Oh Céus, não! Espera, você quer que eu faça isso?” Ela disse juntando as sobrancelhas.

“Claro que não. Eu teria que pedir a permissão para o seu pai também, e não faço ideia de onde ele está.”

Ela riu baixo.

“Não se preocupa, eles vão saber. Todos vão saber.” Ela afastou uma mecha do meu cabelo antes de acariciar a minha nuca de forma provocativa me fazendo estremecer levemente.

“A única coisa que quero.” Falei aproximando um pouco mais meu rosto do seu. “É que diga que me ama novamente.”

“Ok.” Ela ergue uma sobrancelha enquanto caminhávamos unidas em direção a minha mesa. “Eu te amo Maura Isles.”

Seu corpo encostou-se à minha mesa exatamente onde eu queria. Meus olhos caíram em seus lábios finos me atraindo, me arrastando de forma impiedosa. Minhas mãos deslizaram para sua coxa perfeita e imediatamente me lembrei de como me saciei com ela noite passada.

“Hey, não podemos fazer isso aqui.” Jane murmurou.

“Eu sou a legista chefe.” Sussurrei rente a seu ouvido esquerdo enquanto minha mão vagava entre caricias e apertos pela coxa de Jane. “Posso fazer o que quiser aqui... E agora, eu quero te tocar...”

“Oh!” Ela suspirou abrindo os lábios tentando inutilmente controlar a respiração.

Minha mão livre circulou seu cinto e rapidamente o abriu e logo depois foi os botões, neste momento percebo que Jane afastou levemente as pernas me dando total acesso.

“E eu quero te beijar...” Minha boca salivou e meu coração estava cada vez mais alucinado com aquilo tudo, não esperei mais, deixei que meus lábios encostassem à pele de seu pescoço e agora sinto Jane amolecer contra meu corpo. Minha mão direita sobrepuja a sua calça e finalmente chego ao ponto onde mais desejava fazendo com que ela jogasse a cabeça para trás em um movimento erótico inebriante.

“Por que o que eu quero, o que eu desejo, é só uma parte do amor que sinto por você.” Meus dedos deslizaram em forma circular em uma dança lenta pelo seu clitóris turgido alimentando cada vez mais o calor no meu baixo ventre.

Jane endireitou sua postura e agora seus olhos estão presos aos meus.

“N-Não sei onde se escondeu essa Maura, mas ah... estou a-adorando... conhece-lá.” E então ela sorriu, de forma lasciva, movimentando cada vez mais rápido o seu quadril. Aquilo foi como a liberação de energia de um cogumelo atômico, provocando, alimentando, excitando ainda mais o meu fogo.

A beijei como se minha vida dependesse daquilo.

Senti seus lábios contra os meus, senti sua língua, senti o seu coração pulsar alucinado, senti o liquido que escorria entre suas pernas encharcando os meus dedos, senti a sua excitação, senti...

Senti quando ela se derramou contra minha mão, em um tremor violento com um gemido rouco abafado pelos meus beijos sedentos.

Quando ela se acalmou, retirei meus dedos de dentro da sua calça e os suguei lentamente saboreando cada gota daquele líquido transparente. Ela mordeu o lábio inferior me puxando ainda mais encostando a ponta de seu nariz no lóbulo da minha orelha esquerda.

“Também quero sentir o seu gosto, babe.” Sussurrou arrepiando a minha pele por completo.

XXX

Eu precisava ir para casa, por este motivo atravessava o estacionamento do departamento de polícia de forma rápida. Já era noite; Jane e eu tínhamos planejado um jantar caseiro, um bom filme e horas a dentro entre os lençóis da cama. E agora que estou sozinha penso no quanto aquilo era inacreditável, deve ser por este motivo que Ana disse ter sentido o cheiro de sexo em nós, já que naquela altura, Jane e eu estávamos tão viciadas uma na outra que se ficássemos por muito tempo longe, era possível sentir os efeitos da abstinência.

E eu mordia o lábio inferior só de pensar no que aconteceria naquela noite quando finalmente estivermos juntas e sozinhas e aquele pensamento me faz sentir um formigamento em minhas pernas me levando a um sorriso bobo.

“Naquela noite, tudo teria que ser perfeito. A comida, a bebida, o filme, enfim, tudo.” Falei para mim mesma enquanto ouvia o quicar dos meus saltos no chão de concreto.

De repente tive a sensação que não era só os meus passos que ouvia, assim parei e permaneci em silêncio esperando ouvir mais algum som diferente.

Nada aconteceu.

Logo voltei a caminhar e novamente aquela sensação de ouvir algo, de ser observada retornou. Parei novamente e olhei em todas as direções, naquele momento a adrenalina fluía em minhas veias me deixando bem mais alerta a qualquer movimento ou som, além é claro, de quase me levar a um ataque cardíaco.

Outra vez, não vi nada além de fileiras de carros.

Apertei ainda mais a alça da minha bolsa e comecei a andar ainda mais rápido. Justo hoje eu tinha que estacionar o carro em uma vaga quase em outro planeta! Eu andava cada vez mais rápido e ainda assim conseguia sentir que alguém me acompanhava.

“Calma Maura!” Eu pensava. “Deve ser um cachorro ou um gato. Afinal, quem tentaria algo contra a legista em um estacionamento de uma delegacia?”

Finalmente avistei o meu Lexus preto e agora começo a correr até ele, estava tão perto e ao mesmo tempo tão longe que me fazia pensar que nunca conseguiria alcança-lo, que não me sentiria segura dentro do meu próprio carro.

Dou meia dúzia de passos e a imagem de um homem surgindo de trás do meu carro me fez parar. Sinto minhas mãos suarem e meu coração martelar contra meu peito, e o homem mudo continuava a frente com as mãos no bolso de seu casaco, com um rosto quadrado e tranquilo, com olhos cinza e redondos sobre mim.

“Olá Maura.” Sua voz soou profunda, quase sombria e agora sinto minha boca secar e meus pés ficarem presos ao chão enquanto vejo ele se aproximar cada vez mais.

“Doug?...”

Notas finais
E ae? O que acham que vai sair disso? . PS: Jane e Maura não sabiam como brincar, agora que descobriram tão com mais fogo do que o Sol, bixo =O Obrigada por lerem e até a próxima ^^