O Duque dos Meus Sonhos

2 Um jovem libertino e sonhador


Notas iniciais
♥ Capítulo antecipado porque recebi muitos comentários! ♥ Fiquei muito feliz com os comentários e com todos que favoritaram a fic, obrigada!!!!

Capitulo 2- Um jovem libertino e sonhador

O Conde Edward Antony Massen Cullen crescia com desenvoltura e graça, muito inteligente e digno de uma fortuna inigualável, o Duque Carlisle era um pai presente e amável, ensinou o filho as grandes artes e tudo sobre cavalos, vacas e administração de propriedades.

Até que o belo rapaz de olhos azuis foi para Oxford, durante todos os anos em que ele estudou para se tornar um doutor da lei, seu pai mantinha contato regulamentar com ele por meio de cartas.

O duque era um homem feliz, muito rico, bonito, com um herdeiro perfeito, mas era solitário, um belo homem de 46 anos, poderia se casar de novo, mas agora ele só faria por amor.

Embora fosse um homem elegante e de porte atlético, Carlisle buscava sempre a discrição, não gostava muito de chamar atenção, frequentava os bailes da sociedade, mas acabava sempre ficando ao lado de velhos amigos em rodas de conversa agradáveis e despretensiosas.

A temporada de “caça aos maridos” estava aberta, os bailes mas famosos começariam e as damas casamenteiras estariam a procura do seu par ideal, o Conde Edward era um dos mais cobiçosos.

Pior do que as moças atrás de um bom marido eram as mães dessas moças, senhoras renomadas, com títulos de nobreza, as mães da sociedade eram verdadeiros dragões cuspidores de fogo que têm filhas em idade de casar, que Deus ajudasse os jovens rapazes, não tinha como fugir delas, eram caçadoras natas.

Edward havia se arrumado impecavelmente para o baile, ele não desejava participar da sociedade, mas não havia escolha, era um cavalheiro elegível, muitas dessas senhoras já haviam abordado durante encontros ocasionais nas casas de doces ou no armazém de Clyvedon.

Logo que chegou no baile de Lady Dambury foi abordado pelas mães ávidas por bons partidos, achando tudo aquilo muito entediante, Edward tratou logo de procurar no salão uma bela moça por quem pudesse se envolver e escapar de uma vez por todas das mães oferecidas.

Casar não seria tão mal, ele poderia ter suas aventuras nos bordéis e ainda manter a pose de bom marido. A final um casamento por conveniência era muito comum, a mulher deveria cumprir com seus deveres matrimoniais e lhe dar um herdeiro, ele ficaria satisfeito se pelo menos tivesse um filho.

Seguiria os passos de seu pai, seu grande amigo e exemplo. Não demorou muito para que Edward, observasse a jovem Tanya, filha do barão de Denali, ela era uma moça bonita, loira, alta e fútil como todas as dondocas.

As conversas giravam sempre em torno de seus gostos e suas preferencias, lugares de campo, fitas e bordados, uma conversa meio entediante para o Conde, mas valia a pena o sacrifício, ela era bonita, simpática e o fazia rir, não demorou para que se casasse com Lady Tanya Denali, a filha mais velha do Barão de Denali. O casamento cheio de pompas e regalias se deu em uma das propriedades do Duque, uma mansão localizada nas planícies.

O triste destino de Edward estava traçado, embora fosse um homem desejável e fizesse o possível para ter um casamento feliz, o destino parecia conspirar para que ele vivesse só.

Edward e Tanya ficaram casados por 15 meses, a linda e loira jovem foi acometida de febre tifoide e morreu, deixando o Conde viúvo as 27 anos. Frequentador do clube Almack’s e do bar White’s, o jovem conde teve lá suas aventuras amorosas de uma noite só. Cansado de festas e bailes entediantes, Edward resolveu dar um basta e quem sabe se aquietar casando-se novamente.

Um ano havia se passado, um ano de luto, dor e saudade, Tanya era uma boa companheira, o alegrava com suas futilidades e pedidos estapafúrdios, desde organzas da Indonésia a canela da Índia, ele nunca se negara a fazer suas vontades e caprichos, isso a deixava tão feliz, mas já era hora de esquecer Tanya, ele era jovem e poderia se casar de novo, construir um lar.

Durante o baile da viscondessa de Bridgertons Edward conheceu Penelope Featherington por quem teve muita pena, a garota era feia, vestia um vestido cheio de babados e rendas alaranjado que a deixava mais gorda do que realmente era, nenhum cavalheiro ousava tirá-la para dançar, ele em um gesto nobre, fez mais do que isso, não só dançou com Penélope, como a cortejou por um mês, casando-se com ela no início da primavera.

O casamento baseado em sentimentos nada nobres não durou muito, a jovem Penélope pegou malária no final do verão e veio a falecer, com a morte de sua segunda esposa, Edward já imaginava que seu futuro seria ficar só. Talvez essa fosse a maldição dos Cullen, viver solitário e triste.

Largado pelos bordeis dos subúrbios de Londres, o conde virou um grande libertino, passando de lençóis e lençóis todas as noites, Carlisle sentia muito por seu filho, angustiava lhe ver a destruição de seu sangue.

Noites após noites, Carlisle tentou encontrar seu filho, após dois meses de procura, finalmente o encontrou, bêbado, jogado nas calçadas imundas de um bairro afastado. Com amor e devoção, o nobre Duque pegou os filhos nos braços, colocou-o na carruagem e voltou para o castelo.

Edward estava irreconhecível, com a barba grande e desleixado, roupas maltrapilhas, sujas e rasgadas, ele fedia a bebida barata e a urina. Os cabelos caiam sobre seus olhos azuis, ele tinha grandes bolsas arroxeadas embaixo de seus olhos, parecia mais magro e nada se assemelhava ao lindo e elegante Conde.

Não foi fácil fazer Edward voltar à razão, felizmente, Carlisle conseguiu que o filho o acompanhasse nos negócios da família, ampliou sua criação de gado e Edward começou a se interessar por construções ferroviárias. Tornando-se um grande investidor nas primeiras indústrias de ferro.

Foi nesse período de recuperação que o jovem Conde aos 28 anos conheceu a bela e encantadora Juliet Watt, filha do maior inventor da máquina a vapor James Watt, ela era morena, alta de corpo robusto, uma voz encantadora, bordava como ninguém e tocava piano lindamente.

Não demorou muito para que eles se casassem, os jovens noivos se mudaram para a propriedade de Wiltshire, uma casa de campo fabulosa, a condessa de Massen organizou a casa deixando-a alegre e perfumada.

Eles formavam um casal ambicioso, sempre em busca de mais e mais poder e dinheiro, dominavam a indústria a vapor e o mercado do ferro, fabricação de todo o tipo de pregos, parafusos e matéria prima para as ferrovias que cresciam cada vez mais.

Era meados de 1844, Edward estava com 28 anos, a bela Juliet acabara de completar 22 anos e o casal partiu em viagem para a Escócia, eles foram de trem conhecer os vinhedos mais promissores do Reino Unido.

Ao retornar para Wiltshire, a condessa começou a se sentir muito cansada, pegou um resfriado que a deixou de cama por vários dias, Edward, estava desolado, mandou um mensageiro levar uma carta ao seu pai, o Duque para que viesse ter com ele imediatamente.

Ao receber a carta do filho, Carlisle não se demorou a arrumar suas malas, deixou sua governanta tomando conta do castelo e partiu para o campo. Foi recebido com um abraço desesperado do filho que estava angustiado.

Juliet piorava a cada segundo, o que parecia ser apenas um resfriado bobo, se transformou em uma grande tuberculose, uma tosse carregada que abateu profundamente a jovem impetuosa.

Carlisle sabia o que vinha pela frente, seu filho ficaria viúvo mais uma vez, três casamentos e três mortes fatídicas, ironias do destino, mas a sina da família Cullen estava ali, parecia ser mesmo maldição. Eles eram homens tão bons, nobres, com uma fortuna incalculável, mas não tinham sorte no amor.

Juliet veio a falecer numa madrugada fria e chuvosa de inverno, nada poderia estar mais gelado do que o coração do Conde Edward. Ele jurara no túmulo de sua terceira esposa, nunca mais se casaria com ninguém, ele não enterraria mais nenhuma mulher.

Viúvo agora aos 29 anos, não havia o que comemorar, nenhuma fortuna pagava toda a solidão, pai e filho voltaram ao Castelo de Clyvedon, Carlisle agora com 49 anos não sonhava mais em se casar, talvez fosse a sina deles serem solitários, já se conformavam com a ideia de deixar todo o ducado para o primo mais próximo, pois não haveria herdeiros para eles.

Notas finais
Deixem bastante comentários ok!!!!