O Duque dos Meus Sonhos
3 Família Halle, Visconde e Viscondessa
Notas iniciais
A casa do Visconde Jayme Halle era a mais vistosa da rua, o senhor de quase 60 anos tinha duas filhas Rosalie e Alice, as duas juntas eram um fenômeno da natureza capaz de uma destruição em massa.
A Viscondessa nada podia fazer quando as filhas se juntavam para fazer a lista de pretendentes, Rosalie era loira como ela, tinha olhos grandes amendoados, cabelos longos, era extremamente bela e também ambiciosa, desejava um marido rico, com título de nobreza, em sua lista só constava nomes de duques, condes – filhos de duques e marqueses.
Alice era morena, tinha cabelos pretos como o pai, que iam até a cintura, olhos negros como a noite e uma alegria contagiante. Com uma lista bem mais modesta que a irmã, Alice sonhava com militares, todo homem que vestisse um uniforme militar, os olhinhos brilhavam.
Embora o casal já idoso cuidasse das suas filhas como joias raras e preciosas, elas sabiam muito bem como dobrar os velhos pais, na verdade, a viscondessa demorara tanto para conseguir engravidar que depois de 15 anos tentando ela fez uma simpatia que deu certo, em um ano teve Rosalie e um ano meio depois veio Alice, agora as irmãs tinham 18 e 19 anos.
No baile de Lady Brusky Rosalie dançou duas valsas com Royce King II, ele era filho do marquês Royce King I e dono de uma mina de carvão. Era notório que Royce não prestava, vivia em jogatinas e a única coisa que ele queria era roubar a virtude de Rosalie, mas a voluntariosa donzela não percebia isso.
Alice teve várias danças, seu cartão ficou cheio de assinaturas, dançou desde Mike Newton, baronete, à Willian Fritzen capitão das armadas. Mas não podia negar, seu coração disparava toda vez que via o Major Jasper Whitlock passar. Mas esse parecia não enxergar a morena, Alice ainda era novinha, estava em sua primeira temporada de bailes, o Major sempre estava de braço dado com Maria, Netie ou Lucy. As três não desgrudavam dele um minuto.
O Duque Carlisle Cullen frequentava o baile apenas observando as mães casamenteiras correrem atrás de bons maridos para as filhas em idade de casar, como gostaria que com ele tivesse sido diferente, seu filho a muito desistira de tentar mais uma vez algum relacionamento.
Edward sempre ao lado do pai, com a cara fechada, muito sério, olhos azuis brilhantes e gelados, amedrontavam qualquer que quisesse chegar perto, menos Alice, é claro. A pequena espevitada era a única que conseguia arrancar algum sorriso daquele homem frio.
– Oh! Alice, você é a única que pelo menos eu tenho certeza que não quer me arrastar para altar!
– Então Alteza, queira me conceder essa dança?
– Ei, não era eu que deveria dizer isso?
– Era, mas você está muito lerdo hoje... vamos.
A pequena saltitante Alice, puxou o Conde pelos cotovelos, arrastando até o salão, a dança era animada e deixava Edward um pouco mais leve. Dançar com a Alice era bom, ela era para ele como uma irmã mais nova e isso o deixava um pouco mais feliz.
– Olhe lá Edward, a senhora Braw não tira os olhos de seu pai.
– Credo Alice, a mulher deve pesar mais de 200kg! Ela mataria meu pai esmagado quando fossem consumar o casamento!
Os dois continuavam dançando, observando as pessoas e dando risadas, reparavam nos vestidos horrorosos que algumas senhoras usavam, da forma como algumas moças solteiras se jogavam aos pés de seus pretendentes e da forma vulgar como Royce olhava para Rosalie, ele parecia despir-lhe só com o olhar. Dava medo!
Enquanto o visconde e a viscondessa estavam no baile cuidando de suas pupilas, na cozinha da mansão, Esme e sua filha Bella terminavam de lavar e guardar as panelas. Depois de um dia cheio de trabalho, as duas finalmente se recolheriam para os aposentos da criadagem, teriam que acordar cedo no outro dia para preparar o café da manhã dos seus senhores.
Esme era apenas uma menina de 15 anos quando chegou na mansão do visconde, grávida de 7 meses, foi acolhida com carinho pelo casal que acabara de ganhar Alice, Rosalie era pequena tinha um pouco mais de um ano.
Sem muita opção do que fazer, Esme logo tratou de aprender o ofício da culinária e cada vez foi ficando melhor até assumir totalmente o posto de cozinheira da família. Bella nasceu e recebeu dentro das possibilidades os cuidados necessários.
Conforme o tempo ia passando, as meninas acabaram crescendo juntas, algumas vezes brincavam juntas de casinha e com bonecas de pano, mas algumas coisas mudaram quando Bella completou 12 anos.
Desde esse dia, as brincadeiras cessaram a menina de cabelos castanhos agora precisava trabalhar com a mãe, horas ajudando na cozinha, outras vezes como arrumadeira nos quartos, mas amizade de Bella e Alice não terminou, muito pelo contrário, as duas sempre arrumavam um jeitinho de se encontrarem pela casa e conversarem, confidenciarem segredos e sonhos, amigas verdadeiras jamais se separariam, Alice até já prometera a Bella que quando ela se casar levará Bella com ela, para ser sua governanta ou apenas sua dama de companhia.
Quando terminaram de arrumar a cozinha, mãe e filha se recolheram, colocaram suas camisolas de dormir e embarcaram no mundo dos sonhos, quem sabe o que a vida reservava para as duas, muitas coisas ainda estavam por acontecer.
A música parou e Alice já cansada pediu que Edward a acompanhasse até a mesa de suco, precisa urgente de uma limonada gelada. O jovem conde se serviu de uma dose de brandy eles ainda conversavam e riam a vontade de forma descontraída.
Observando as belas jovens do salão, repararam o momento em que Maria saia do vestiário, curiosa a jovem Alice não poupou esforços para ir atrás da sirigaita e descobrir o que ela estava aprontando, puxou Edward pelo cotovelo e ambos seguiram a mulher vistosa que saia apressadamente para os fundos do jardim.
Escondidos atrás de uma das pilastras, Edward e Alice viram o momento em que Maria se encontrou as escondidas com James, ele a abraçou e a prensou contra a parede beijando-a de forma vulgar e promíscua.
Ela buscava fundir seu corpo ao dele, levantando uma das pernas fazendo com que seu vestido levantasse até a altura das coxas, ele apertava-lhe as carnes com força fazendo-a arfar.
Edward sabia o que vinha a seguir, tratou logo de tirar Alice dali, dando meia volta com a pequena, pôs se a falar-lhe.
– O que pretendia pequena, estava por acaso querendo assistir uma cena de amor ao ar livre?
– É claro que não Edward, você não viu quem estava lá, naquela pouca vergonha? – ele olhava para ela como quem dizia, não sei de quem você está falando? – Maria, Maria estava lá com aquele homem, ela é a quem fica correndo atrás do Major Jasper Whitlock, ele acha que ela é uma donzela pura e ingênua.
– OWO! Agora entendi o que você queria, coitado do Jasper, está fazendo papel de corno.
– Não diga isso do meu major.
– Seu major?
– É... meu major, ele só não sabe disso ainda.
– Ah... entendi, é nosso segredinho... mas Alice, o que você acha de desmascarar essa sirigaita hem e de quebra conquistar o coração do major?
– Eu adoraria né, mas nem sei como fazer isso?
– Deixa comigo, acho que tenho um plano...
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