O Duque dos Meus Sonhos
23 Um amor inadequado?
Notas iniciais
Capítulo 23 – Um amor Inadequado?
Jasper e Alice reagiram da pior maneira possível ao saber que sua linda filhinha queria casar com um Quileute, mas não teve como negar o pedido afobado e desesperado de Claire, ela sempre foi muito ativa, uma verdadeira força da natureza e no espaço de uma semana estava casada. Alice nem conseguiu fazer a festa que queria e passou a cerimônia inteira de bico.
Nessie viu sua prima e amiga se despedir de todos e mudar sua vida drasticamente, ela continuava indo para a reserva todos os dias da semana para lecionar e cada vez mais estava apaixonada e encantada pelas crianças quileutes.
Uma dessas tardes nubladas de Forks ela terminara suas aulas e decidira caminhar junto a areia escura da praia, ela se aventurou subindo em uma pedra, ficou sentada olhando as ondas quebrarem na praia lembrando com saudade de seus avós, sentia falta de Esme e Carlisle, eles sabiam tanto da vida, a amavam de maneira única e singular, não que seus pais não a amassem, mas seus avós eram diferente.
De repente foi tudo muito rápido, uma enorme onda veio e derrubou Reneesme da pedra, ela caiu no mar e buscava a todo custo nadar.
Jacob via tudo horrorizado, ele tinha seguido a professora de longe todo o caminho e não pensou duas vezes ao ver a onda a derrubar no mar, tirou sua camisa abruptamente e se lançou ao mar, pegou Nessie em seus braços, deitou-a sobre a areia e fez todo o processo de reanimação até trazê-la de volta.
– Você está bem professora?
– Estou bem. Só tenho um pouco de frio. Obrigada por me salvar. Qual é o seu nome?
– Jacob, Jacob Black, sou um dos responsáveis pela segurança da aldeia.
– Então posso me sentir segura tendo você aqui.
Ele lhe tocou a pele e percebeu que ela estava gelada.
– Não tem um pouco de frio, está gelada! – ele foi em busca de sua blusa que estava jogada ao chão da prais – Vista isso.
Reneesme não o contrariou, mas disse:
– De verdade, estou bem.
Ele então a pegou nos braços e saiu correndo rumo às casas da aldeia.
– Não há nenhuma necessidade de correr. — A última palavra ela disse quase afogada porque o sacolejo não permitia que ela falasse calmamente com ele.
– Jacob, pare — gritou. — Por favor, me deixe caminhar. Eu estou bem posso muito bem ir andando.
Ele se deteve tão em seco que ela temeu.
– Se tiver frio e tiver febre, não serei responsável.
– Mas se estamos em maio, eu não ficarei doente.
– Não me importa em que mês estamos; mesmo se estivéssemos em julho. Não pode ficar com a roupa molhada.
– Claro que não, mas posso andar perfeitamente, você poderia me colocar no chão?
Então Jacob a desceu de seu colo a colando de pé e lentamente, a mão de Jacob cobriu a de Reneesme. Sua pele era cálida e rugosa, e apertou a mão dela contra sua face como se tentasse gravar esse contato na memória. Então, a levou a boca e lhe beijou a palma, com intensidade, quase com reverência, antes de levá-la ao peito. Em cima do coração, para que notasse os seus batimentos.
– Jacob? — sussurrou ela, em tom de pergunta, embora já soubesse o que pretendia fazer.
Com a outra mão, rodeou lhe a cintura e a atraiu para ele, lentamente mas com segurança, com uma firmeza a que ela não pode resistir. E então lhe tocou o queixo e lhe jogou a cabeça para trás; deteve-se um segundo para pronunciar seu nome e a beijou com uma intensidade incrível. Estava faminto, necessitava-a e a beijou como se fosse morrer sem ela, como se fosse seu alimento, seu ar, seu corpo e sua alma.
Era um desses beijos que uma mulher não esquecia facilmente, um desses beijos com os quais Nessie jamais tinha sonhado. Atraiu-a ainda mais até que todo seu corpo esteve junto ao dele. Uma das mãos desceu até as nádegas e apertou com força até que aquela intimidade a fez ofegar.
– Preciso de você — grunhiu Jacob, como se as palavras lhe saíssem do mais profundo da garganta. Seus lábios abandonaram a boca de Nessie e viajaram pelas faces e pelo pescoço, deixando um rastro à sua passagem.
Ela estava derretendo. Ele a estava derretendo até que já não soube nem quem era nem o que estava fazendo.
Só o queria a ele. Queria mais. Queria-o tudo.
– Você não sabe, mas há semanas eu te vejo e te sigo. Eu decoro cada parte de seu corpo, você está em cada pensamento meu e eu não consigo mais ficar longe de você.
Tudo era um turbilhão de emoções acontecendo em um segundo e Nessie não sabia explicar o que era tudo aquilo. Que homem era aquele que a fazia sentir coisas que jamais pensou existir.
– Eu preciso ir pra casa, poderia me levar até o meu carro.
Eles caminharam em silêncio até o carro Ford estacionado na escola improvisada, se despediram com um breve comprimento, Jacob pegou em sua mão depositando um beijo cálido.
Ele permaneceria com seus sonhos quentes avassaladores enquanto Nessie não conseguiria pregar o olho naquela noite. De repente toda a conversa que tivera algumas semanas atrás com sua prima fazia sentido, e ela se via perdida, arruinada.
Reneesme ficou alguns dias calada, pensativa, parecia estar em outro mundo, seus pais perceberam a mudança de comportamento da filha e numa noite logo depois do jantar, foram ter com ela em seu quarto.
Ela estava sentada em sua cama, escrevendo em seu diário quando Edward e Bella entraram no quarto, com uma pequena batida na porta para anunciar a chegada, eles se sentaram junto a pequena e a observaram por um tempo curto.
– Boa Noite filha, viemos para conversar com você, sabemos que existe algo que está perturbando seu coração, você gostaria se abrir conosco? – pediu Bella amavelmente.
Nessie sabia que não poderia esconder de seus pais por mais tempo, aquele beijo tinha sido sua ruina e ela sabia disso. Ver Jacob todos os dias na reserva não ajudava em nada sua sanidade, ele estava em todas as partes e agora não fazia questão de se esconder.
– Mãe, Pai. – chamou Nessie de repente. Eles atenderam o chamado um tanto curiosos.
– Sim?
– Quando vocês se conheceram foi assim, amor à primeira vista?
– Tudo aconteceu num instante – disse Bella baixinho, de certa forma sabendo o que ela iria perguntar.
– Então a senhora logo soube que o papai era o homem da sua vida?
Ela sorriu e o rosto assumiu uma expressão distante e nostálgica.
– Ah, no início eu não admiti isso – contou. – Eu me considerava a moça mais inapta para o amor. Sempre achei a ideia de amor à primeira vista ridícula. – Ela fez uma pequena pausa e Nessie soube que a mãe não estava mais no quarto com ela, mas num baile de muito tempo atrás, vendo o pai dela pela primeira vez. Ela olhou de novo para ela e disse: – Mas eu soube.
– Desde o primeiro instante que o viu?
– Bem, desde a primeira vez que nos falamos, pelo menos. – Bella então pegou um lenço e secou as pequenas lágrimas que teimavam em cair. Edward segurou a mão da esposa com amor ternura. E continuou a narrativa.
– Nós dois encontramos o amor e tivemos o bom senso de reconhecê-lo e aproveitá-lo. Poucas pessoas tem tanta sorte. Sua mãe era encantadoramente linda, tímida e parecia estar deslumbrada com o cenário, como se fosse à primeira vez que ela via um baile da nobreza, e realmente era.
– Havia algo na voz de seu pai que era muito tranquilizador, muito carinhoso – continuou Bella.– Ele falava, e eu me sentia única, especial.
– Então eu fui cortejá-la no dia seguinte e descobri que ela era a filha da cozinheira, uma arrumadeira, foi um grande choque.
– O que acontece quando alguém se apaixona por uma pessoa inadequada? – indagou Nessie, tão surpresa pelas próprias palavras quanto os pais com certeza estavam.
– Uma pessoa inadequada? – repetiu Edward. Ela assentiu, já arrependida da pergunta. Jamais deveria ter dito algo aos pais, e, no entanto... Suspirou. Seus pais sempre foram ótimos ouvintes. E, na verdade, apesar de sua mania irritante de sempre estarem querendo saber de tudo e super protegendo a filha, eles eram ótimos para dar conselhos sobre questões amorosas.
Bella pareceu escolher as palavras com todo o cuidado:
– O que quer dizer com “inadequada”?
– Alguém... – Ela parou e fez uma pausa. – Alguém com quem uma pessoa como eu provavelmente não deveria se casar.
– Alguém que talvez não pertença à nossa classe social?
Ela olhou para um quadro na parede.
– Mais ou menos isso.
– Entendo. Bem... – Bella franziu um pouco a testa e depois disse: – Acho que nós somos sua resposta na prática não é meu bem.
– Filha, — disse Edward – você saberia escolher bem a quem entregar seu coração, e não é o dinheiro que diz o valor de caráter que a pessoa tem. Não considero sua mãe inadequada para mim. Muito pelo contrário, Bella é perfeita.
– Acho que a sina dos Cullens não é ser viúvo e infeliz como imaginavam anos atrás, mas se apaixonar por pobres! – Bella falou rindo com a lembrança. – Venha amor, toda essa conversa me deixou muito inspirada.
Fale com o autor