Notas iniciais
♥ Esse é o penúltimo capítulo, quem ainda não recomendou aproveita!!!!! PS: A cena de Renneesme e Jake é uma releitura de uma das cenas do livro nº5 da série " Os Bridgertons" de Julia Quinn.

Capítulo 24 – Amor avassalador

Seth e Riley estavam interessadíssimos pelos quileutes, depois que Claire se mudou de vez para a reserva, os jovens rapazes iam todos os dias para La Push em busca de belas donzelas.

O passatempo predileto dos rapazes era sentar bem no alto de uma pedra e observar as lindas quileutes banhar-se junto a cachoeira do penhasco. As moças de pele escura e curvas extraordinárias arrancavam suspiros dos belos rapazes.

Seth estava bem interessado em uma das meninas, ela era graciosa e tinha os cabelos bem compridos e negros, ele não sabia seu nome e adorava ficar olhando para a pequena indiazinha todos os dias. Era uma paixão platônica.

Enquanto isso, Riley era um libertino incorrigível, sempre atrás de um rabo de saia e amante fixo de Victória, acompanhava o primo apenas para se divertir. Ele ainda não entendia que a vida era mais do que noitadas e sexo sem compromisso.

Não muito distante dali, Jacob cumpria o seu ritual de tortura insana, ficava observando a bela professora lecionar, gravando em sua mente cada gesto, cada parte daquele corpo que o deixava tão louco. Era obsessivo compulsivo, tinha consciência disso, era insano e totalmente incompreensível que alguém se satisfizesse só olhando, mas ele já estava a ponto de explodir. Essa tortura já durava tempo de mais e hoje ele estava disposto a terminar de uma vez por todas com o seu sofrimento.

Logo que Nessie terminou suas aulas e preparava para guardar seu material, Jacob entrou em sua sala, ele estava como sempre sem camisa mostrando como era forte e lindo.

Não teve como resistir de olhar e suspirar, ele fechou a porta a traz de si e como felino prestes a atacar sua presa, pegou Nessie em seus braços.

– O que está fazendo? — perguntou ela assustada com tamanha afronta.

– Estou farto de só olhar para você de longe, não aguento mais esperar, preciso de você.

– Você sabe que não podemos, nunca daríamos certo, não nos adaptaríamos bem!

– Você está preocupada se por acaso não nos adaptarmos bem? — disse-lhe ele.

Ela abriu a boca.

Jacob se aproximou mais, se é que isso fosse possível.

– Acho que chegou a hora de lhe demonstrar que não tem por que preocupar.

Nessie mal teve tempo de respirar antes que a boca de Jacob invadisse a sua. E teve sorte de tê-lo feito porque não parecia que tivesse nenhuma intenção de soltá-la até, não sei, o próximo milênio.

Entretanto, então, e de maneira bastante brusca, afastou-se dela e tomou o rosto entre suas enormes mãos. E a olhou.

Simplesmente, olhou-a.

– O que? — perguntou ela. – Fiz algo de errado? — Sabia que a considerava atraente, mas ela não se achava uma daquelas belezas incríveis, e ele a estava olhando como se quisesse memorizar cada traço.

– Queria olhá-la — sussurrou-lhe ele. Acariciou lhe a face e depois passou o polegar pela linha da mandíbula. — Sempre se está movendo, ensinando, sempre tão distante e nunca consigo olhá-la assim, de perto.

Nessie notou como lhe tremiam as pernas e lhe abria a boca, mas não podia fazer nada para mover-se; ao que parecia, só podia olhar para Jacob nos olhos e torcer para que ele fizesse alguma coisa logo, pois não sabia explicar, mas só o fato de estar em seus braços fazia com que ela se sentisse a mais atraente de todas as mulheres.

– É tão linda — disse-lhe. — Sabe o que pensei no primeiro dia que a vi?

Nessie agitou a cabeça, desejando escutar a resposta.

– Pensei que poderia me afogar em seus olhos. Pensei — disse, aproximando-se mais e respirando quase em cima dela, — que poderia me afogar em você.

Ela notou como se deslocava para ele. Como buscava o contato de sua pele quente, ela queria estar agarrada a ele, como se necessitasse disso para viver.

Ele lhe tocou os lábios e lhe fez cócegas com o dedo. Aquele movimento lançou chicotadas de prazer por todo seu corpo até o centro mais sensitivo, até lugares proibidos inclusive para ela.

Então compreendeu que, até aquele momento, nunca tinha entendido o poder do desejo. Não tinha nem ideia. — Me beije – sussurrou e Jacob sorriu.

– Sempre está dando ordens senhorita Cullen?

– Me beije.

– Tem certeza? — disse-lhe, sorrindo. — Porque se o faço, pode ser que não seja capaz de...

Nessie lhe agarrou a cabeça e o atraiu para ela.

Jacob riu contra seus lábios e a rodeou com os braços com força. Reneesme abriu a boca, lhe dando a boas-vindas, gemendo de prazer quando Jacob lhe introduziu a língua na boca e explorou seu calor.

Brincou e lambeu, acendendo lentamente um fogo em seu interior, enquanto a apertava cada vez mais contra seu corpo até que seu calor atravessou as camadas de tecido do vestido e a envolveu em um furacão de desejo.

Baixou as mãos até as nádegas, apertou-as e massageou e as subiu até que...

Ela ofegou. Tinha vinte anos, já tinha ouvido comentários indiscretos. Sabia o que significava aquele membro duro. Embora nunca imaginou que estivesse tão quente, tão potente.

Foi para trás, quase instintivamente, mas ele não a soltou, atraiu-a mais para ele e a esfregou contra ele.

– Quero estar dentro de você – gemeu lhe na orelha.

As pernas da professora dobraram. Mas ele não se importou, Jacob a agarrou com mais força, deitou-a sob a mesa e se colocou entre suas pernas, pressionando-a com força. Ele pesava muito, mas era um peso delicioso, e ela não pode evitar, jogou a cabeça para trás quando os lábios dele abandonaram sua boca e viajaram pela garganta para baixo.

– Jacob — gemeu, como se seu nome fosse a única coisa que pudesse pronunciar.

– Sim — disse ele, muito excitado. — Sim.

Parecia que as palavras lhe saíam deformadas, e ela não tinha nem ideia do que estava falando, mas fosse o que fosse o que estava dizendo, ela também o queria. Queria-o tudo. Tudo o que ele quisesse, tudo o que fosse possível.

E o que fosse impossível, também. Já não entendia de razões, só de sensações. Só obedecia ao desejo e à necessidade e a aquela incrível sensação de agora.

Jacob avançou mais e mais, detendo-se de vez em quando para apertar aqui e lá, e Nessie achava que aquela espera a ia matar. Estava em chamas por ele, sentia-se molhada e estranha e tão fora de si que, em qualquer momento, ia dissolver se em uma piscina de vazio. Ou se evaporaria completamente. Ou só explodiria.

E então, justo quando estava convencida de que nada podia ser mais estranho, nada podia esticá-la mais do que já estava, tocou-a. Tocou-a. Tocou-a onde ninguém a havia tocado em sua vida, onde nem sequer ela se atrevera a tocar-se.

Tocou-a de maneira tão íntima e tão terna que Nessie teve que morder o lábio para evitar gritar seu nome. E, enquanto seu dedo se introduzia lentamente nela Reneesme soube que, a partir de então, já não pertencia a si mesma. Agora era de Jacob, pertencia a Jacob Black.

Dentro de um tempo voltaria a ser ela, voltaria a ter tudo sob controle, em plenos poderes e faculdades, mas agora era sua. Nesse momento, nesse segundo, vivia por ele, por tudo o que podia lhe fazer sentir, por cada suspiro de desejo, cada gemido de prazer.

– OH! Jacob — ofegou, quase em um suspiro, uma promessa, uma pergunta. Era tudo o que tinha que dizer para assegurar-se de que não se detivesse.

Não tinha nem ideia de aonde a levaria aquilo, nem sequer se seria a mesma pessoa depois, mas estava certa que tinha que chegar a algum lugar.

Era impossível que ficasse nesse estado para sempre. Estava tão tensa que ia romper se. Quase tinha chegado. Tinha que chegar. Necessitava algo. Necessitava alívio e sabia que só ele podia lhe dar.

Arqueou-se contra ele com uma força que jamais teria imaginado que possuía; de fato, levantou-os quadris da mesa com sua necessidade. Agarrou-lhe os ombros, apertando com todas suas forças, e depois lhe rodeou a cintura em um esforço de atrai-lo mais para ela.

– Nessie — gemeu ele, subindo a outra mão pela perna e lhe levantando a saia até que a agarrou pelas costas. — Tem ideia do que...?

E então, ela não tinha nem ideia do que lhe tinha feito, embora com certeza Jacob tampouco sabia, mas esticou o corpo inteiro. Não podia falar, não podia mover-se enquanto, com a boca aberta em um apagado grito de surpresa, prazer e mil coisas mais, tentava respirar.

E depois, quando achava que não ia poder sobreviver nem um segundo mais, começou a sacudir-se e se deixou cair debaixo dele, respirando de maneira entrecortada, tão esgotada que não poderia mover nem o dedo mindinho da mão.

– OH, Meu Deus! — disse afinal, porque a blasfêmia era o único que lhe vinha à cabeça. — OH, Meu Deus!

Jacob a agarrou com mais força pela cintura.

– OH, Meu Deus!

Ele a soltou e subiu as mãos para lhe acariciar o cabelo. Fez isso com delicadeza apesar de seu corpo estar tenso e rígido.

Ela ficou aí, perguntando-se se alguma vez poderia voltar a mover-se, respirando contra seu peito enquanto notava como o respirava contra sua têmpora. Ao final, Jacob se levantou, dizendo algo como que pesava muito, e ela só notou ar e, quando inclinou a cabeça, viu que Jacob se ajoelhava a seu lado e lhe baixava a saia.

Foi um gesto muito terno e cavalheiresco, tendo em conta o que acabava de passar. Olhou-o no rosto, sabendo que ela deveria estar desenhando um sorriso muito tolo.

– OH, Jacob — suspirou.

– Há algum banheiro em sua sala de aula professora? — perguntou ele, de improviso.

Nessie piscou, dando-se conta pela primeira vez que Jacob parecia um pouco tenso.

– Um banheiro? — repetiu ela.

Ele assentiu.

Ela então indicou a porta que dava ao pequeno lavabo improvisado em sua sala de aula. Era difícil imaginar que ele tivesse que aliviar-se só depois de um encontro tão intenso, mas quem era ela para tentar entender como funcionava o corpo masculino?

Jacob se aproximou da porta, pôs a mão na maçaneta e se virou.

– Agora acredita em mim? – perguntou ele, arqueando uma sobrancelha da maneira mais arrogante possível.

Reneesme abriu a boca, confundida.

– Sobre o que?

Jacob sorriu. Devagar. E só disse: — Adaptaremos muito bem senhorita Cullen. — Ele não sabia o tempo que ela necessitaria para recuperar a compostura e arrumar o cabelo e a roupa. Quando a tinha deixado ainda sob a mesa, seu aspecto refletia a paixão que tinha experimentado.

Ele necessitou nem um minuto no banheiro para aliviar-se; a verdade é que o encontro com Nessie o tinha excitado muito. Santo Deus, ela era magnífica!

Ele já tivera tantos sonhos com ela, mas nada se comparava com a realidade, precisava se casar com ela, e urgente. Não aguentaria muito tempo depois do que experimentara nessa tarde, não a vendo todos os dias como o fazia incessantemente .

Riley e Seth se preparam para ir embora quando foram surpreendidos por Claire, sem ter para onde correr, se viram obrigados a acompanhar a nova senhora Ateara até sua humilde casa e tomar o chá da tarde com ela.

– Não me venham com essa história de que estão com pressa, pois sei muito bem que os dois não têm nada para fazer.

Durante o chá com deliciosas bolachas e outras comidas tipicamente da reserva a irmã de Seth se viu obrigada a falar. Não poderia perder essa oportunidade.

– Seth, eu vejo que você tem olhado com muito interesse para a Thiemy, mas que tem medo de se aproximar, pois eu te dou um conselho meu irmão, ou você sai das sombras e toma uma atitude ou vai perder a moça, pois muitos guerreiros da tribo a olham do mesmo jeito, se ficar só olhando, você vai ser convidado para o casamento dela com um desses guerreiros daqui.

Riley que escutava tudo com um sorriso presunçoso nos lábios e prestes a fazer um gracejo com o primo, ficou sem fala diante da continuação de Claire.

– E você Riley seria de bom tom parar de perder tempo e dinheiro com quem não vale nada, a felicidade está bem diante de seus olhos e você não quer ver. Sabe, o pior cego é aquele que não quer enxergar.

– Não entendo o que você está falando querida prima.

– Pois eu acho que você entende muito bem, se acha que a mulher que te ama vai ficar a vida toda te esperando, você está muito enganado, as pessoas cansam de ser ignoradas sabe. E ela vai cansar e vai encontrar alguém que realmente a mereça e daí meu caro primo, não adianta chorar pelo leite derramado, você vai perder a única chance de ser feliz, realmente feliz.

Os rapazes engoliram o que restava das bolachas em seus pratos e ficaram calados, apenas tentando assimilar todas as informações ditas por Claire.

– E a senhora sabe tudo, poderia ao menos me dizer o nome dessa mulher que me ama e que me fará feliz? – Perguntou Riley com ar de deboche mas muito interessado na resposta.

– Eu não vou falar quem é, pois você a conhece muito bem, é só parar de bancar o orgulhoso mulherengo e observar melhor quem está a sua volta. Abra bem os olhos Riley. E eu acho que eu já falei demais e você também já comeram muitas bolachas, está na hora de partir.

Notas finais
♥ Vejo vocês nos comentários, quero receber muuuuuitos hem? então caprichem e deixem um recadinho para mim. ♥ O próximo sai amanhã, se eu receber muitos comentários, combinado?