O Doce Amargo da Premonição
3 Capítulo III
Notas iniciais
Capítulo III
Eu olhava com os olhos brilhando pro gatinho nas mãos daminha mãe, aqueles olhinhos azuis me pediam um abraço, certo, eu admito, sempre adorei gatos, mas nunca pude ter, pois a minha mãe disse que dava muito trabalho, parece que ela mudou de idéia...
- Posso pegá-lo? – perguntei com entusiasmo, ela me entregou o gatinho de pelagem escura como a noite, e eu aninhei-o em meus braços, fazendo um carinho em sua cabeçinha, o gatinho ainda era um filhote.
Fiquei muito surpresa ao ver que minha mãe se abaixou e tirou da caixa outro gatinho só que dessa vez ele tinha a pelagem branca. Minha mãe rodopiou com o gatinho branco nos braços.
- Mãe... Desse jeito você vai fazer o gatinho passar mal... – certo, eu adoro ser estraga prazeres, mas era verdade.
- O que achou? – ela falou depois de mostrar a língua pra mim... Será mesmo que eu sou a adolescente aqui?
- Eu A – DO – REI! – falei, separando a palavras em sílabas – Mas, mãe, dois gatinhos? Não é demais?
- È simples, você cuida do seu e eu cuido do meu, certo? – vi que os olhos da minha mãe começaram a brilhar – Você sabia que gatos são espíritos protetores?
Minha mãe sempre gostou dessas superstições, mas eu nunca dei bola pra essas coisas. Aproximei minha mão do gatinho branco e tive uma surpresa, o gatinho levou a patinha até a minha mão tentando arranhá-la.
- É mãe... Parece que esse aí não quer me proteger, então vou ficar com esse, certo? – vi que ela sorriu em confirmação – O meu vai se chamar Yin e o seu? – perguntei a ela que acarinhava o gatinho branco
- O meu vai se chamar Yang pra combinar com o nome do seu – ela terminou sorrindo – E como eu sou uma mulher responsável – me segurei pra não dizer um ‘sei’ – Comprei tudo o que eles iram precisar...
- Certo... Então eu vou subir – avisei minha mãe e depois fui em direção ao meu quarto com Yin sendo segurado por um dos meus braços enquanto o outro segurava a sacola com a caminha do gatinho
Entrei no meu quarto e olhei em volta vendo aonde eu colocaria aquela caminha... Hum... Vou colocá-la pero da minha cama. Depois de arrumar a caminha e colocar o gatinho dentro dela, me joguei na cama.
Fiquei olhando pro teto um tempinho e o que aconteceu me veio ao pensamento. Não quero mais ter sonho daquele tipo, nunca mais. Eu sou algum tipo de paranormal? Ou sei lá como chamam isso...
Sinto algo perto do meu braço e quando vou olhar vejo o gatinho se aninhando no meu braço. Espera aí... Como um filhotinho conseguiu subir na minha cama? Sei lá... Mas o que importa é que o meu gato é incrível...
Olhei para aqueles olhinhos azuis que me encaravam fixamente, parecia que ela tentava passar algo pra mim. Eu fiquei encarando o Yin por um tempo, até que ele se levantou e pulou pro chão e voltou para a caminha. Meu gatinho é ninja, que legal.
De repente minha visão começou a ficar turva, parecia que eu estava sendo sugada para a escuridão, mas não era sono, pois eu estava sendo obrigada a fechar os olhos...
[...]
Certo... Onde eu estou? Estou em frente ao prédio onde tenho aula de inglês. Bem até aí tudo bem... Não, espera aí... Eu estou conseguindo pensar dentro do sonho? O que está acontecendo? ...
Percebo que há uma movimentação estranha mais a frente do prédio, e que todos que faziam parte da multidão olhavam pra cima, e eu, por reflexo, olhei pra cima também.
Havia uma pessoa lá em cima, no terraço parecia estar a ponto de cometer um suicídio. Olhei confusa pra tudo aquilo, observando a paisagem ao redor, não havia nada fora do normal, nada que me dissesse que era um sonho... Parecia tão real...
Vi que um garoto parou ao meu lado, ele tinha a cabeça coberta pela touca da jaqueta escura que ele vestia, os olhos dele que antes observavam o alto do prédio, agora se fixavam nos meus.
- Wow... Você também vê? – ele falou com a voz baixa, mas eu escutei perfeitamente. Eu pisquei meus olhos confusa e estava pronta pra perguntar se ele sabia o que significava tudo aquilo, mas algo aconteceu antes, um baque ensurdecedor me fez desviar os olhos do garoto ao meu lado...
Vi um pouco mais a minha frente o homem que antes estava lá em cima e que agora, permanecia inerte no chão, deixando assim meus olhos arregalados pelo choque.
Olhei ao meu redor, não havia mais ninguém, havia somente o garoto que havia falado comigo antes, mas ele parecia tão em choque quanto eu. O vento forte fazia as folhas voarem pelo chão, os galhos se mexerem num ritmo fora do normal, deixando o lugar mais sinistro...
O lugar começou a rodar e eu senti ser puxada a escuridão de novo...
Continua...
Notas finais
Reviews, críticas e sugestões? São sempre bem-vindas!
Até o próximo...
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