O Diário De Uma Kuchiki

9 Porquê a mim ou algo do tipo?


Notas iniciais
YOOOOOO!
Eu já tinha postado só que tinha uma falha e então apaguei para depois postar de novo :3
Então é a Niicky a postar pois fiz a última parte a pedido da Pucca-chan (Aquela preguiçosa.) O capitulo ficou bem grandinho. Mais de 5.000 palavras :3
Então aproveitem... Erros avisem Kisses!
P.s.: N/ C.A= Nota de co-autora.

Quarta-feira.

Querido diário…

EU ME ODEIO!

SIM, eu me odeio… EU-NÃO-BEIJEI-O-ICHIGO!

Okay, eu sei, eu não gosto daquele espeto, é um facto mas… Ele foi tão sexy e querido e a maneira como ele me tocava e me perguntava se eu tinha medo daqueles toques e de ser do inimigo. Depois quando ele me disse: “Você tem medo de ser minha?” Eu fiquei tipo… “ ME POSSUA, SEU SEDUÇAUM!”

Bem, vou voltar a ser a mesma Rukia de sempre. Hoje tive um dia super cansativo. A escola sofreu algum tipo de atentado terrorista e algumas pessoas morreram, não foram muitas e outras ficaram gravemente feridos e esses são muitos feridos. Mas graças a Kami eu estou bem. Finalmente descobri o trabalho de meu Nii-sama mas eu não vou dizer qual é porque para dizer a verdade eu nem entendi direito mas foi por esse trabalho que Inoue foi raptada. Não sei o que querem com ela nem porque a levaram mas estão todos fazendo os possíveis para que tudo dê certo, e ela volte. Inoue é minha melhor amiga e por, minha causa, não conseguiram salva-la e eu me sinto mesmo uma imprestável e foi por isso que a partir de hoje eu decidi mudar e ser diferente. Pois é, eu irei tornar-me mais responsável e não, não vou largar meus lindos peluches.

Eu sei que está curioso a cerca do que aconteceu com o Ichigo e eu… Bem vou ver se me lembro porque, para dizer a verdade, eu não quero e quero esquecer. Quero, porque pode a vir a ser um problema mas não quero porque NEM Renji foi assim comigo. Eu nunca dei chance para ele também.

Eu tinha ido para lá como meu irmão me tinha mandado. Havia-lhe pedido desculpas pelo aconteceu com Inoue e ele aceitou. Depois disso ele me perguntou se eu tinha uma relação séria com alguém. Eu respondi que não. E depois disso ele me perguntou se eu não tinha medo de me declarar para Renji e eu afirmei não ter medo de nada e depois? Depois ele me ficou perguntando várias perguntas à cerca de ter medo e ao mesmo tempo ele me dava toques e caricias, no momento em que fomos parar na cama, ele ia-me beijar mas Karin interrompeu o momento. POR ISSO QUE ESTOU REVOLTADA COMIGO MESMA.

PARA PIORAR olha só, Byakuya Nii-sama SORRIU SARCÁSTICAMENTE! Ok, deixa eu te dizer uma coisa… Quando Nii-sama sorri desse jeito pode começar a arrumar as suas malas e sair do país como a Jamaica, Inglaterra ou até mesmo para o Alasca pois a coisa ficou séria. Da última vez que Nii-sama sorriu foi por conta do meu gato que lhe tinha rasgado uma camisa nova que ele iria usar para uma reunião para aquela mesma noite, depois disso nunca mais vi o meu gatinho chamado repolho. Ele com certeza já esta desconfiando que eu fiz alguma coisa porque, tenho quatro marcas no pescoço e elas são claramente as marca dos chupões do espeto laranja-san! Mesmo que algumas delas tenham sido de leves a minha pele é demasiado frágil e por conta disso…

Mas já estava sentindo falta de falar com você! EU ESTOU FELIZ DE MAIS PARA CONTER TUDO O QUE ESCREVO. A minha Nee-chan está se recuperando aos poucos e já consegue mexer os dedos e sentir. ISSO É TÃO BOM já que é sinal de que está recuperando os sentidos. Bem eu estou muito cansada por isso vou dormir. Amanhã terei a agenda cheia e preciso me concentrar ao máximo.

Kuchiki Rukia.”

A menina escreve no seu diário uma vez mais e se prepara para dormir. Estava cansada, desiludida e sempre que se lembrava daquele sorriso sarcástico do seu irmão o seu coração batia bem mais rápido. Ela se deita na sua cama quase se atirando para ela de barriga para cima. O braço da pequena vai de encontro à sua cabeça passando pelo seu olho esquerdo deixando o outro exposto fazendo com que a menina pudesse olhar para o teto de seu quarto. Depois de algum tempo ela se lembra da respiração do alaranjado contra o seu pescoço e não pode disfarçar um gritinho do tipo de Fangirl e pega na sua almofada pondo-a sobre a cara e balançando os pés no ar quando de repente ouve algo vindo da sua janela e a mesma entra em modo defesa olhando para a janela sentada na cama.

- Yosh! – Uma foz fina é ouvida por Rukia e depois de a ouvir é que vê uma menina de cabelos verdes subir pela sua janela e entrar no seu quarto.

- O que você faz aqui? – Pergunta Rukia se levantando e ficando bem séria e furiosa por ver a menina dentro do seu quarto. – Como conseguiu entrar?

– O-há-yooo! – Fala alegre enquanto dá uma pirueta põe a mão na testa como um comprimento da tropa.

- “O-há-yooo” o cacete. – Diz cerrando os punhos. – E além disso nem é de dia para dizer OHAYO! – Diz, desta vez, apontando para a janela.

- Ah… então neste caso… Kon-ba-yooo! – Fala fazendo pirueta outra vez parecendo uma autêntica criança. – Eu sou boa fazendo fugas e assaltos e fui treinada para elas por isso entrar aqui foi fácil.

- Você tem Bipolaridade?- Pergunta Rukia com uma gota na cabeça.

- N-não. – Ela sorri docemente para Rukia.

- Pensei que tivesse dito que eu iria ser a sua inimiga. – Diz Rukia cruzando os braços.

- P-pois… — Ela fica cabisbaixa e mostra estar um pouco triste. – É que aquilo não era verdade. Eu fui manipulada para fazer isso. Para dizer a verdade eu estou do vosso lado mas estou em outra empresa e eles querem fazer tudo para vos deixar cair e eu… — Ela encara Rukia naqueles lindos olhos roxos. — … E eu não quero que isso aconteça! – Fala feliz. – Por isso, Kuchiki Rukia, aceite as minhas mais sinceras desculpas pelo que aconteceu. – Pede esticando as mãos em direção à pequena à sua frente.

- Você pensa que eu irei acreditar nisso? – Pergunta batendo na mão de Neliel com força fazendo com que esta assusta-se um pouco. – Eu não sou tão burra assim para acreditar nesse tipo de coisas. – Fala berrando. – Você pensa que eu sou o quê? Uma retardada?

- N-não! – Ela põe as mãos sobre o peito de palmas viradas para Rukia. – Eu nunca quis dizer isso.

- Então quis dizer o quê? – Pergunta arregaçando as mangas e cerrando o punho.

- Eu apenas quero ser sua amiga porque eu não sou má. Como eu já disse eu fui MA-NI-PU-LA-DA! – Fala desesperada.

- Hunf… — Rukia olha de cima a baixo para Neliel continuando não acreditando nela.

- Bem eu também vim-te entregar isso. – Ela pegou na sua mala e tirou de lá um envelope e um celular. – Este celular é seu certo? – Pergunta Neliel sorrindo.

-Onde pegou ele? – Ela pega rapidamente seu celular vendo se tinha algo de errado.

- Me mandaram-te entregar pois encontraram-lhe no chão da escola intacto. – Ela estende o envelope e dá para a pequena à sua frente.

- Quem enviou isto? – Pergunta Rukia confusa.

- Foi Orihime-chan. – Fala esboçando um sorriso.

- Inoue? – Rukia abre o envelope e começa a ler a carta que estava nele.

“ Oi Kuchiki-san. Sei que pode parecer estranho mas eu estou bem e segura. Por isso não precisa ficar preocupada. Bem, eu mandei essa carta para você porque, para além de uma melhor amiga, poderá avisar à Matsumoto e entregar a carta que está ali no fundo do envelope para ela, trata-se de algo importante por isso não se esqueça de lhe entregar e claro não leia. Confie na Nell-chan, ela está sendo sincera por isso não se assuste.

Orihime Inoue…”

Rukia acaba de ler e procura o envelope e, como esperado, consegue encontrar a carta mencionada e depois olha para Neliel que estava sorrindo infantilmente.

- Não acreditarei em você tão facilmente e nem por esta carta eu me convencerei. Vai que obrigou minha pobre amiga a escrever ela. – A Kuchiki mais nova cola rapidamente a sua carta dentro do Diário escrevendo “ Carta da Inoue”. – Obrigada por trazer o meu telefone e esta carta. – Agradece com a sua voz ainda desconfiada.

-Hum Hum. – Ela abana a cabeça negativamente.- Não precisa me agradecer. Bem, eu estou saindo, boa noite e durma bem. – Diz Neliel saltando da janela. Rukia corre em direção à berma da janela para ver a menina mais velha mas não encontra nada. Ela coça a nuca e tira a roupa para colocar o pijama para assim dormir.

~~*X*X*~~

- Kuchiki Rukia-sama? A menina está acordada? Kuchiki Rukia-sama…- Alguém do lado de fora bate a porta acordando a menina que se desperta aos poucos. – Rukia-sama… Posso entrar? – A pessoa continua batendo a porta. Rukia percebendo de quem era aquela voz vai até a porta abrindo e abraça a pessoa com força e feliz.

- NEMU-SAN!! – Abraça feliz. – Tive saudades suas! – Fala se afastando da menina à sua frente.

- Ohayo Kuchiki-sama. – Cumprimenta se curvando.

- Francamente, Nemu-san… — Rukia cruza os braços. – Não precisa de tanta formalidade. Me chame como se nós fossemos íntimas, porque nós somos.

- M-mas…

- AH, não é Kuchiki é Rukia e não é – sama é -chan. Rukia-chan! – Fala com um sorriso largo.

- N-não… Por favor deixe-me chama-la de Rukia-san. Onegai Shimasu. – Afirma fazendo reverência.

- Mattaku! – Fala suspirando. – Ok, como preferir.

- Ah… Kuchiki Byakuya-sama me pediu para que você se preparasse para sair. – Diz sorrindo.

- Hai, hai! Obrigada por me chamar. – Diz e vai rumo ao banheiro.

Depois de se arrumar e estar preparada vai em direção da cozinha para comer. Ela não tinha a intenção de se encontrar com seu irmão e se por acaso se encontrarem ela iria falar o menos possível pois não queria tocar no mesmo assunto outra vez. Se senta na cadeira e toma o seu café da manhã já posto na mesa. Pão com ovo de picles e chá, assim como a menina gostava. (N/A: Agora me digam se isso é dieta ou carência na geleira!) Ela come rapidamente quando misteriosamente recebe uma mensagem pelo seu telefone

“ Bom apetite Pequena-chan.”

Rukia se engasga na hora e se levanta da cadeira olhando pelas janelas vendo se via alguém mas nada. Ela não vê nada. Os seus olhos voltam para o telefone que recebe uma outra mensagem mas, desta vez, tinha uma piscadela.

- Mas o que…? – Rukia se senta de novo na cadeira e olha para o celular.

- Bom dia Rukia. – O irmão de Rukia entra na cozinha fazendo com que Rukia apanhasse mais um susto.

- B-bom dia n-nii-sama! – Fala tremula.

- Escreveu no seu diário ontem? – Pergunta se sentando na mesa fazendo uma indicação para Nemu e a mesma assente e pega no chá do Kuchiki mais velho.

- H-hai, porquê? – Pergunta arqueando uma sobrancelha.

-Nada… pensei que não estivesse a fazer uso dele. – Fala dando de ombros.

- Hum… — A menina começa a comer apressadamente para sair daquela casa. Quanto menos tempo tivesse ao lado de seu Nii-sama menos ele perguntava sobre os acontecimentos do dia anterior. – Já acabei. – Dito isso pega na sua mala, no seu casaco e no seu celular rumo à saída da casa passando antes pela sala.

- Antes de sair… — O irmão a interrompe de abrir a maçaneta da porta de saída, Rukia se vira para ele mais uma vez com o coração a palpitar. — … Você vai-me dizer o que aconteceu ontem. – A voz do irmão mais velho era ameaçadora e isso deixava Rukia com medo do que viesse acontecer.

- N-não aconteceu nada. – Diz-se virando outra vez ara a porta abrindo-a.

- Kuchiki Rukia… — O homem a chama frio e de voz elevada e faz com que a menina ficasse com calafrios por todo o seu corpo. – Você não irá sair daqui sem me contar a verdade.

- …- Ela nada fala nem olha para o irmão. Ela estava de costas para ele mordendo o lábio inferior de medo.

- Não me irá dizer?

- Eu já disse que NÃO ACONTECEU NADA! – Diz berrando nas últimas palavras.

- Então me mostre o seu diário. – Ele fala de imediato fazendo a mesma arregalar os olhos. Ela havia escrito QUASE tudo do que se tinha passado na noite anterior. Isso iria ser um problema muito grave.

- O meu… diário? – Fala sussurrando mas o mais velho consegue-lhe ouvir perfeitamente.

- Sim, o seu diário. AQUI e AGORA!- Rukia entendia que seu irmão queria mesmo saber a verdade. Byakuya nunca tinha mostrado essa proteção toda pela sua irmã mais nova desde que Hisana tinha ido para o hospital.

- Eu não irei fazer isso. — Fala balançando a cabeça negativamente.

- Nemu… — Byakuya chama a subordinada e de imediato e a mesma aparece rapidamente.

- Hai, Kuchiki-sama. – Ela responde já na sala, onde o clima estava intenso e pesado.

- Vá para o quarto da Rukia e me traga o caderno rosa com dois ursinhos na ponta que está em cima da escrevaninha dela.- Pede frio.

- Entendi! – Nemu segue caminho para pegar o diário.

- NEMU-SAN, NÃO FAÇA ISSO. – Rukia tenta impedir a subordinada mas Byakuya a impede de ir mais adiante. Nemu oha para trás com pena de Rukia mas segue caminho outra vez.

- Você tem o direito de ficar calada e se quiser pode ir embora. É desnecessária nesta casa e neste preciso momento. – Nemu vem logo em seguida com o diário de Rukia na mão. – Mais tarde iremos conversar sobre o que aconteceu. – Diz entrando na cozinha.

Os olhos de Rukia estavam a começar a ficar vermelhos. Ela ia claramente chorar. A pequena põem a mão no peito e com toda a força dos seus pulmões grita:

- NII-SAMA BAKA! – Diz abrindo a porta e saindo de casa correndo.

~~*X*X~~

...Na casa de Matsumoto...

- Só mais um pouco! – Matsumoto estava na poltrona deitada abraçando Toushirou por trás e com as suas pernas entrelaçadas na cintura do garoto.

- ME SOLTA! – O mesmo lutava para se soltar da mais velha que lhe chateava todos os santos dias.

- Mas você tá quentinho. E eu estou com frio por isso me deixa ficar assim mais um pouco. – Ela estava bem enroscada e não deixava de maneira alguma o garoto sair.

- Matsumoto dá para deixar Toushirou em paz? – Grimmjow pergunta cansado de ouvir a discussão dos dois.

- Me deixe em paz com o Shiro-chan. – Matsumoto resmunga emburrada.

- O MEU NOME É TOUSHIROU E PARA VOCÊ É HITSUGAYA! – Diz completamente nervoso.

- EH?? Mas Hinamori-kun chama você de Shiro-chan. Porque eu não poder-te-ia chamar assim? – Matsumoto se aproxima do menino.

- Hinamori é uma amiga de infância dele logo eles têm uma relação mais forte! – Grimmjow mais uma vez se mete na conversa.

- CALA A BOCA QUE NINGUÉM PEDIU A SUA OPINIÃO! – Matsumoto dá um olhar mortal para Grimmjow.

PLIIIIIIIIM! (N/A: O que é? O que é? ~ (8) Era suposto ser a campainha da casa de Matsumoto-san ‘-‘)

- Já vai~- A ruiva finalmente solta o menino e dirige-se para a porta.- Quem é?

- É-é a Rukia! – Fala em soluços mas limpando as lágrimas rapidamente, Matsumoto percebendo os soluços abre a porta rapidamente. – Ohayo!

- Nee Rukia, você está chorando? – Matsumoto mostra preocupação.

- N-não, nada disso… esteja descansada. – Rukia afirma sorrindo falsamente.

- Hum… Eu conheço você como a palma da minha mão. Depois falamos sobre isto. Grimm-kun e Shiro-chan vamos andando Rukia já chegou!

- Ok. — Falam em uníssono.

~~*X*X*~~

…No topo do edifício de Seireitei Company…

Rukia estava sentada num banco que tinha no terraço da empresa. Ela havia recebido uma outra mensagem:

“ Bons treinos pequena-chan!”

Rukia estava a começar a achar que estava a ser perseguida por um Stalker mas ela tirou esse pensamento da cabeça. Toushirou esta sentado ao lado dela carregando uma das armas que estava ali. Matsumoto e Grimmjow tinham ido ter com Yoruichi para falarem sobre alguma coisa qualquer sobre a Seireitei Company. A menina se vira para Toushirou que ainda recarregava a arma e limpava a mesma. Ela se aproxima do garoto o fazendo se sentir desconfortável e olhar para a menina de canto.

- O que foi? – Pergunta o menino afastando um pouco a cabeça para o lado.

- É que os seus olhos sãos de um tom turquesa muito lindo. – Fala fazendo o garoto olhar para o lado um pouco corado. – E eles são brilhantes e chamativos. Por acaso você já tem alguma namorada?

- N-não enche. – Fala sem jeito. – Não tenho tempo para esse tipo de coisas.

- Nem tempo nem idade né? – Rukia, atrevidamente volta á sua postura e balançados os pés para a frente e para trás feliz.

- Olha quem fala, se não é a mesma pessoa que tem marcas de chupões no pescoço com apenas quinze anos. – Fala num tom de voz baixo.

- NANI? – Rukia arregaça as mangas.

- Olhe, a vista daqui é linda não é? – Toushirou muda de assunto se virando para trás vendo a paisagem que se conseguia ver no local. A garota fez o mesmo e se admirou com o que via. Realmente a paisagem era bonita. Sem dúvida conseguia ver alguma parte da cidade de Karakura.

- Pois é. – Ela fecha os olhos e sente o ar passar pelos seus cabelos.

- Chegamos. – Matsumoto chega alegre e saltitando com algumas daquelas placas que se usa quando se faz arco e flecha. (N/A: Não sei como se chamam!)

- Finalmente. – Toushirou se levantou girando a arma com um dedo e logo depois, sem fazer muitos movimentos, aponta para a primeira placa que Matsumoto havia arrumado e dispara para a mesma fazendo com que esta ficasse furada no ponto vermelho.

- Sugoi! – Rukia se admirou com o resultado do disparo do garoto. Um disparo descontraído e sem preocupações.

- Já querendo competir maninho?- Grimmjow pega a sua arma igualmente e dispara para uma das placas mas, ao contrário do seu irmão, este fica furado na parte amarela.

- Fail. – Rukia e Toushirou disseram ao mesmo tempo enquanto riam da cara de Grimmjow.

- Querem parar de brincadeiras? Não temos tempo para isso. – Matsumoto acaba de colocar as placas necessárias e fica séria na hora. – Rukia pega nessa arma que está ai ao seu lado para começarmos o treino.

- Cuidado para não partir uma unha. – Grimmjow faz uma voz fininha piscando os olhos várias vezes numa pose feminina.

- Eu não sou dessas. – Rukia fala já com a arma na mão.

- Bem Rukia eu começarei a te explicar como as coisas funcionam. Eu explico como se deve posicionar, Toushirou explica como se deve mirar e Grimmjow como se deve atirar. – Matsumoto sorri caminhando ara ao lado de Rukia.

- Mas atirar não é só apertar o gatilho? – A pequena pergunta confusa.

- Cala a boca... — Grimmjow diz no tédio.

- Bem então, como você é uma simples iniciante você pega a arma com a mão que você escreve. – Matsumoto explica já ao lado de Rukia e com a sua arma na mão.

- Ou seja a direita. – Rukia levanta a sua mão direita.

- Isso. Depois você mete a sua mão direita por cima da sua mão esquerda. – Matsumoto fala e aquilo que Rukia ouve da mais velha, segue. – Boa Rukia-chan. Está indo bem. – A Ruiva pisca o olho esquerdo para Rukia. – Agora a postura. Você deve adiantar a perna esquerda um pouco para frente e a direita, se te der mais jeito, um pouco para trás. — A menina segue todas as instruções e fica numa postura igual a da mais velha. – Toushirou, sua vez.

- Já capichei isso! – O garoto vai de encontro a Rukia. – Então para mirar no alvo você precisa de ter a arma no nível de seus olhos para que posso mirar bem.

- E isso é obrigatório? – Rukia indaga.

- Não mas como você não sabe nem mirar, nem atirar, nem usar uma arma por isso para você é obrigatório. – Explica com cara de tédio. – Podemos continuar?

- Sim. Desculpa.

- Depois você fecha um dos olhos, se te der mais jeito parar mirar. – A menina confirma e fecha um dos olhos. – Mas tem que ser firme porque o mínimo descuido acaba indo para onde não deve.

- Pronto, agora é a minha vez. – Grimmjow se levanta e coça a nuca ficando ao lado de Rukia. – Bem, como você já mirou agora é só segurar firme e quando estiver pronta pressionar no gatilho. – Grimmjow segura nos braços finos de Rukia e lhe ajuda a se posicionar para carregar no gatilho. Missão completa pois ela o consegue fazer sem preocupações algumas.

- Sugoi calhou no amarelo. – Matsumoto de alegra.

- Ainda continuo sendo melhor do que ela. – Grimmjow reclama.

Eles continuam a treinar durante algumas horas Rukia se esquecia e ficava menos preocupada com tudo que se preocupava.

~~*X*X*~~

…No Hospital de Karakura…

Rukia tinha chegado no hospital na hora que seu irmão lhe tinha dito e no mesmo momento se lembra do que se tinha passado na mesma manhã. A menina se senta no banco que tinha lá no hospital e ficou a espera de seu irmão. Ela estava muito feliz por finalmente ver a sua irmã depois de muito tempo. As vezes ia visitar a mesma só que já se tinha passado um bom tempo desde a última vez que Rukia visitara Hisana. A menina balançava os pés e sorria sozinha. Ela estava se sentindo tão bem por estar ali. A Kuchiki mais nova remexe na sua mala e percebe que a carta que Inoue havia escrito com destino a Matsumoto ainda estava lá. Ela tinha esquecido de a entregar mas com certeza não tinha mal nenhum se ela a entregasse quando saísse do hospital. E assim foram os pensamentos que a menina mais nova tinha. Segundos depois aparece Kurosaki Isshin á frente de Rukia, olhando para ela.

- Kuchiki Rukia? – Rukia olhou para cima e se levantou da cadeira. Ela conhecia Kurosaki Isshin por conta das milhares de vezes que ele iria para lá para casa dela para as reuniões com Kuchiki Byakuya.

- Ohayo Isshin-san. – Ela cumprimenta fazendo reverência. – Tudo bem com o senhor?

- Claro. Veio ver sua irmã não é? – Ele pergunta com as mãos no bolso de sua bata branca de enfermeiro.

- Sim, estou só à espera de meu Nii-sama para entrar no quarto. – Afirma com um sorriso.

- Ele já entrou no quarto e está só à sua espera.

-Ah entendo, poder-me-ia levar para ao quarto onde está a minha Nee-chan por favor? – Rukia pede num tom doce e o Kurosaki sorri começando a andar sendo seguido por Rukia.

- Claro. Vamos indo. – Rukia anda atrás de Isshin com o seu coração a mil. Ela estava mesmo nervosa.

Depois de subir no elevador e andar mais um pouco eles param á frente de uma porta com a plaquinha “ 230” Provavelmente aquele era o número do quarto.

- Bem é aqui. – Isshin esboça um sorriso e bate na porta do quarto.

- Sim? – Era a voz de Byakuya. Mas aquela era a voz normal e serena que ele tinha. Isshin abre a porta e entra com Rukia atrás. Uma Rukia hesitante e medonha. – Ah, você já chegou. – Ele rapidamente desvia o seu olhar e olha outra vez para Hisana. Rukia segue adiante e para ao lado de seu irmão olhando para a mais velha com um sorriso.

- Byakuya…- O Kurosaki o chama num sussurro e o mesmo vai de encontro ao homem. – Posso falar com você um segundo? – Pede saindo do quarto sendo seguido por Byakuya, que não sai sem antes olhar para a sua irmã mais nova.

Rukia olhava atenciosamente para a sua irmã. Ela pega numa cadeira ali perto e se senta nela agarrando na mão da sua irmã.

- Oi Nee-chan. – Fala com uma voz serena. – Como vai? Está tudo bem por aqui? Eu tenho andando a me acostumar a viver sem você e sem as suas indicações. – Ela fala com um sorriso.- Há muito tempo que não te vejo, não vejo os teus olhos brilhando, que não te vejo fazendo caretas e sorrindo para mim. Há muito tempo que não ouço a sua voz me chamando, me dizendo o que fazer, me ralhando, me contando história para adormecer. Se bem que história para adormecer é uma coisa do passado porque agora eu tenho quinze anos não é? – Ela dá uma risadinha. – Mas se quer realmente saber agora estou a tentar-me acostumar a essa vida de uma adolescente. Eu me apaixonei, mas não tenho um namorado. Vivo sonhando e rezando para que você saia daqui o quanto antes. – Rukia sai da cadeira onde estava sentada e se ajoelha de frente para a maca da sua irmã pousando a sua cabeça no peito da mesma. – As batidas do seu coração me acalmam tanto Nee-chan. Às vezes eu penso que você é minha mãe. As batidas do coração de uma mãe fazem o filho se acalmar e é isso que eu sinto agora. – Rukia deixa uma lágrima escapar dos seus olhos. – Eu sinto tanto a sua falta. Eu quero que você abra esses olhos lindos e chamativos logo. Quero sentir o seu abraço outra vez e quero que me dê aquele “boa noite Rukia-chan. Sonhe com os anjos.” – Rukia fecha os olhos. – Nee-chan eu te amo viu. Te amo desde qui até a lua, ida e volta. (N/C.A: Eu gosto muito dessa música… Toca aqui dentro sabe, mas ela não se chama assim ;b!)

Rukia se levanta e limpa as suas lágrimas e dá um beijo na testa da irmã no mesmo momento chega uma mulher com bata de enfermeira que sorri para Rukia e diz um oi. A menina também diz um oi e sai do quarto com um sorriso. Isshin e Byakuya estavam bem sérios falando enquanto falavam mas logo que Rukia aparece eles mudam suas expressões para que não questionasse sobre nada.

- Estou feliz por ter visto minha irmã mais uma vez. – Rukia fala com a voz suave em direção a Isshin. – Me prometa que ela não demorará muito tempo para conseguir abrir os olhos ok? – Rukia pergunta com um sorriso.

- Não se preocupe Rukia-chan vai tudo…- Isshin é interrompido por um grito que vem do quarto onde Hisana estava. Rapidamente os três entram para saber o que se tinha passado. O Kurosaki acompanhado pelos Kuchiki entram no quarto e a moça que tinha entrado lá estava no chão desmaiada. E ao lado da janela estava Inoue acordada mas com ar de quem poderia perder os sentidos a qualquer momento. Isshin foi socorrer a senhora e também Inoue mas ainda tinha um problema…

Kuchiki Hisana já não estava na maca nem no quarto.

Rukia arregala os olhos assim como Byakuya. Ela corre para a janela e vê alguém de cabelos castanhos subir umas escadas que dava para um helicóptero e essa pessoa estava com Hisana nos ombros. Rukia sem pensar duas vezes sobe no parapeito da janela e tenta pegar a escada de corda. O que, espantosamente, a menina o consegue fazer sem problemas alguns. Ela começa subindo as escadas lentamente pois o vento do helicóptero era forte.

- Ei você! – Rukia chama ainda subindo. A pessoa que carregava Hisana vira-se para baixo e vê a menina subindo. – O que pensa que está fazendo com a minha irmã? – Indaga completamente nervosa.

- Meta-se na sua vida. – O homem desce uma escada e dá um chuto numa das mãos da menina.- Não queira morrer aqui. – O homem dá um sorriso vendo Rukia quase caindo e tentando se aguentar só com uma mão.

- Kusso… — A menina estava prestes a cair. Rukia pega na sua arma que tinha no bolso da calça e mira no homem à sua frente. – Para mirar no alvo eu preciso de ter a arma no nível de meus olhos para que possa mirar bem. – Ela se lembra das explicações que recebera. – Depois fecho um dos olhos, se me der mais jeito parar mirar. Tenho que ser firme porque o mínimo descuido acaba indo para onde não deve.

- O que pensa que está fazendo garota? Desapareça logo daqui. – O Homem chuta a outra mão de Rukia e a mesma cai rumo ao chão.

- Eu não vou morrer sem antes matar você! – Pensa decidida. — Agora é só segurar firme e quando estiver pronta pressionar no gatilho. – Dito e feito, ela dispara e a bala calha na cintura do individuo que entra no helicóptero com a ajuda de Neliel. O que contribuiu para que Rukia ficasse ainda mais chateada. Ela fecha os olhos pronta para o seu fim mas ela sente alguém lhe pegar e segurar firme.

- Cheguei bem na hora. – Rukia olha para cima e vê Renji segurando firme na menina que se alivia por não ter morrido espatifada no chão. – No que estava pensando quando subiu naquelas escadas? – Pergunta mas desta vez chateado com o comportamento da pequena.

- Eu apenas queria salvar a minha… — Ela olha para o helicóptero que se distanciava para longe indo embora. — … Nee-chan… — Fala triste e com lágrimas nos olhos.

~~*X*X~~

…Na mansão Kuchiki…

Rukia estava sentada no sofá ao lado de Matsumoto e Inoue. Rukia estava triste, magoada e inconsolável. Quem também estava lá era Grimmjow, Yoruichi, Isshin, Renji e Ichigo.

- Baixamos a nossa guarda por isso que conseguiram levar-lhe! – Grimmjow fala com as mãos cruzadas.

- Todos estavam mais preocupados com a Orihime e como estavam todos distraídos aproveitaram para atacar. – Isshin também se é ouvido.

- Eles te machucaram Inoue? – Ichigo pergunta em direção a Inoue.

- N-não mas isso iria ser evitado se Rukia tivesse entregado a carta que eu mandei para Rukia entregar para Matsumoto. – Inoue fala com a cabeça baixa.

- Mas como é que você teve como enviar essa carta? – Renji pergunta confuso.

- Nell-chan veio pedir desculpas para Rukia pois Nnoitra é que mandou fazer aquilo tudo que ela tinha feito. Ela me contou sobre o plano de Las Noches company. Eles tinham criado um álibi para que vocês ficassem separados. Eles me raptaram mas quem eles queriam de verdade era Hisana. Então por isso ela pediu que eu escrevesse uma carta a dizer o que realmente tinha e iria acontecer. E como tudo isso estava na carta que eu mandei Rukia entregar URGENTEMENTE para Matsumoto. – Explica Orihime frustrada.

- Mas ela não me mostrou. – Matsumoto suspira.

- Eu me esqueci de te entregar. – Rukia tenta se explicar.

- Pois é, tem a cabeça em outras coisas e acaba por se esquecer de tudo. – Byakuya fala olhando para Rukia.

- Eu estava mais entretida nos treinos. – Rukia se defende.

- Pois os treinos de hoje ou os treinos para namoro? – Kuchiki Byakuya tinha a voz fria e Rukia estava ficando nervosa outra vez.

- Vocês dois… querem parar com isso? – Yoruichi se exalta e fala alto. – Nós não poderemos fazer mais nada. Apenas iremos tentar arranjar uma solução para esse problema mas por agora nada.

- COMO ASSIM? – Rukia se levanta da cadeira. – Porquê que quando Orihime sumiu vocês foram atrás dela que nem loucos e quando é com Hisana vocês não se preocupam? – Rukia pergunta completamente zangada.

- Rukia… — Orihime chama pela menina.

- NÃO! Eu não irei aceitar isso. VOCÊ NÃO É A MAIS IMPORTANTE NEM TÃO POUCO O CENTRO DO MUNDO! – Rukia grita fazendo Inoue se sentir ofendida (N/A: Se sinta BITCH, Eu te odeio mesmo! ~3~)

- Rukia pare com isso… Está sendo egoísta. Não temos nenhum indício de… — Matsumoto tenta acalmar a amiga mas ela se nega a ouvir o que ela queria dizer.

- Me recuso a aceitar… PORQUE quando Orihime sumiu vocês tinham um indício, porque não teriam com Hisana? – Rukia estava mesmo MUITO zangada.

- Rukia cale-se pois você não tem o direito de falar aqui nesta casa! – Byakuya eleva a voz.

- EU TENHO DIREITO DE FALAR SIM, EU NÃO SOU UMA PRISIONEIRA. EU SOU ALGUÉM E NÃO É PELO QUE ACONTECEU ENTRE ICHIGO E EU ONTEM QUE IREI DEIXAR DE SER ALGUÉM! – Ichigo se assusta e o seu pai olha para ela arqueando uma sobrancelha. Renji olha para o amigo confuso, Ichigo estaria ferrado. Rukia sai de casa rapidamente com lágrimas nos olhos.

Ichigo pede licença e vai atrás da pequena. Do lado de fora chovia torrencialmente mas nem por isso ele deixava de correr para procurar a menina. Ichigo vira várias curvas e lá no fundo vê alguém encostado na parede chorando, no meio da chuva fria e violenta.

- Ei… — Ichigo chama a atenção da menina. – Pretende ficar ai por quanto tempo chorando como uma coitada. – Ele tira o seu casaco e põe por cima de Rukia.

- Me deixe em paz. – Rukia pede entre soluços constantes. – Eu quero ficar sozinha. – Ainda em soluços a menina pede.

- Desculpe Rukia mas eu não vou deixar você chorar aqui no meio da rua e no meio da chuva. – Afirma Ichigo se agachando para ver a menina.

- Eu talvez esteja bem melhor no meio da chuva do que ao pé de você! – Fala Rukia ainda chorando.

- Rukia sei que perder a pessoa que tem um impacto na sua vida durante muito tempo custa de esquecer mas, você tem que ser forte! – Ichigo toca no cabelo da menina.

- Você só está dizendo isso para eu me sentir melhor. – Rukia se contorce mais. – Você nunca sentirá esta sensação. – Fala levantando a voz.

- Acredite que eu sei como você se sente Rukia. – O ruivo fala sorrindo. – Eu quando tinha cinco anos perdi a minha mãe e eu ainda hoje me culpe por ela ter morrido.

- Se culpa? – Rukia olhou para Ichigo de canto.

- Sim porque quando eu fui desobediente e fui para o meio da estrada pegar um brinquedo meu quando ela me tentou salvar um carro passou a toda a velocidade. – Ichigo mudou a expressão para uma triste.

-Desculpa. – Rukia fala se ajoelhando á frente de Ichigo.

- Você só sabe pedir desculpa? – Ichigo pergunta com um sorriso.

- Porque eu só faço merda. – Rukia se encosta na parede.

- Finalmente descobriu isso? – Ichigo brinca com a menina.

- Baka. – Rukia dá um tapa de leve sorrindo.

- Finalmente um sorriso. – Rukia se vira para Ichigo sorrindo docemente. – Eu gosto de ver o seu sorriso, de certa forma me contagia.

- Sério? – Pergunta enquanto Ichigo pega nas mãos de Rukia com uma mão enquanto a outra acaricia o rosto da menina.

- Sim… — Ele passa o dedo polegar nos lábios pequenos de Rukia e se aproxima dela lentamente. – Sério.

Eles se aproximavam cada vez mais um do outro estavam quase se beijando mas Rukia, percebendo-se da aproximação se esquiva e dá um abraço forte em Ichigo.

- Obrigada por me fazer sentir um pouco melhor e por ter vindo atrás de mim. – Ela o abraça colocando a sua cabeça no ombro dele. – Obrigada mesmo morango.

- Tsc… não foi nada. – Ele sorri abraçando a menina igualmente.

Continua…

Notas finais
Desculpem os errinhos que encontrarem... Kisses e quero comentários.