O Diário De Uma Kuchiki
10 Que comece o show... ou algo do tipo?
Notas iniciais
“ Segunda-Feira
Querido Diário… o meu dia nos últimos dias tem sido uma reviravolta. Aconteceram tantas coisas estranhas e diferentes… mas o pior de tudo foi o facto de a minha irmãzinha ter sido raptada. Vou explicar direito: A Orihime foi raptada para poder servir de distração, para o meu irmão baixar a guarda e assim conseguirem levar Hisana pois, não tínhamos reforços ou carros suficientemente bons para conseguir seguir um helicóptero enorme como o que levou Hisana. Ela ainda está em coma. O que quereriam com ela nesse estado? Por vezes é difícil entender os interesses humanos. E depois tem mais… depois tem aquele ruivinho irritante que não me sai da cabeça mas que me ajuda quando necessito. Acredites ou não, eu estou com o maior dos sorrisos neste momento. São 12:23 da tarde… ontem antes de dormir não consegui escrever nada. Agora tenho receio de partilhar contigo as minhas emoções e sentimentos. Porquê? Porque o meu irmão agora lê tudo o que escrevo. Não sei… não faz sentido. As mensagens estranhas vindas para a minha caixa de mensagem ainda não pararem. Ser observada por um stalker a tempo inteiro chega a ser estranho… e assustador.
Orihime, dormiu na casa de Grimmjow pois é mais perto da minha mansão. O tempo estava nublado. Sim… poderia ficar assim para sempre, ou pelo menos até a Hisana voltar. Não ter consciência ou saber onde ela está faz com que me sinta mais deprimida. Chego a não ter razão para continuar a sorrir ou outras coisas. Quero voltar a ter a minha irmã de volta. Quero MESMO! Ah…Bem irei tentar-me recompor e tentar voltar a sorrir… sei lá… ser a Rukia que sempre fui.
Kuchicki Rukia”
Pousa a sua caneta e fecha o seu diário afundando-se nos seus pensamentos com um olhar longínquo e triste. Olha para a janela vendo o tempo mudado. Estava completamente nublado. Parecia que mais uma vez iria chover torrencialmente. As buscas não poderiam ser realizadas se chovesse. Iriam dificultar as coisas. Levanta-se da sua cadeira com o pijama vestido. A pequena Kuchiki pega no seu telefone e olha para o visor: “ 20 chamadas não atendidas. 18 Mensagens recebidas” e todas as chamadas e mensagens da mesma pessoa, ou seja, Inoue Orihime. Rukia sabia que aquelas palavras bruscas e maldosas feriram a sua amiga, mas o seu impulso e a sua raiva falaram mais alto. Pensa um pouco sobre o assunto e atira o telefone para a sua cama. Quem deveria estar irritada era Orihime e não Rukia. Afinal, quem havia dito coisas horríveis fora a pequena. Sem rodeios, a kuchiki abre a porta do seu quarto e sai dele, pronta para comer alguma coisa e ganhar energias para um novo dia. Por momentos, assim de repente, pensou em ter um cão, um gato... Ou um coelho. Sim! Um coelho seria perfeito para ela, mas onde é que ela o iria pôr? Em uma gaiola? Isso seria muito mau, uma gaiola estaria fora de questão. E qual seria o nome? Iria-lhe de chamar Usagi-san. Um nome estranho para um coelho. Traduzindo seria: O coelho da Rukia chama-se coelho. HM… Nah! Seria muito estranho. Tirando a parte que ela queria dormir com ele no seu quarto e na sua cama. Mas e se ele fizesse as suas necessidades no chão, ou no tapete ou então na cabeça e na cama dela? As desvantagens não paravam de girar em torno da cabeça da pequena mas ela queria um companheiro fofinho e não um peluche. Suspira e deixa de pensar no pequeno animal. Entra na cozinha e seu irmão comia o seu café da manhã vestido para trabalhar.
– Bom dia Nii-sama. – A sua voz não era a mesma voz doce de sempre. Muito pelo contrário. A sua voz era chateada e revoltada com o maior.
– Bom dia Rukia. – Finge não perceber o tom de voz de Rukia, ele não queria entrar por esses caminhos.
– Tem alguma novidade da Hisana?
– Não. – Bebe o seu café enquanto Rukia senta-se na mesa onde tinha a comida toda a sua disposição.
– Hm… Estão a procurar certo?
– Estão a fazer o melhor que podem, Rukia.
– Como posso ter a certeza disso?
– Confiando em mim. – Ele se levanta e dá um beijo na testa de Rukia suavemente.
Não era algo dele. Rukia bem o sabia mas prefere ignorar isso. Talvez o rapto da Hisana também o tenha afetado, assim como afetara Rukia. Sem delongas, sai de casa se arrumando melhor para o trabalho. Rukia não iria para a escola aquele dia. Preferiu ficar em casa e depois daria uma justificação barata como: “ Dores menstruais” ou “ Febre passageira”. Olha para o relógio da cozinha e percebe que o seu irmão saiu e comeu realmente tarde. Mais do que o normal até.
~~*X*X*~~
Na Seireitei Company….
Estavam todos os funcionários trabalhando devidamente em setores diferentes. Quer na exportação e importação, quer na área jurídica ou mesmo na telecomunicação. Tinham vários setores para uma empresa mundialmente conhecida. E, Kuchicki Byakuya, como vice-Diretor, inspeciona o setor de telecomunicações, numa sala fechada e enorme onde tinham vários computadores, telefones e trabalhadores, no fim da sala existia uma televisão igualmente colossal, normalmente usada quando se faziam chamadas de reuniões importantes. Byakuya e Yoruichi conversavam com Ukitake dentro da sala a cerca do sucedido com Hisana e a, efetivamente arranjar uma solução para o problema.
– A Rukia acordou tarde hoje. – Byakuya explica. – Deve ter dormido tarde ontem ou ficou com insónias como eu.
–Não foi à escola? – Yoruichi mostrou-se preocupada.
– Não. Não a quis forçar a isso. O melhor será ela ir quando se sentir mais calma. – Explicou o Kuchiki pensativo pela situação.
– Rukia está confusa por causa de tudo o que se está a passar. Devemos dar-lhe um tempo para entender as coisas. – Explica Ukitake sorrindo de forma delicada.
– Só espero que você conte a verdade para ela… antes que ele o faça. E será pior se for assim. Você sabe perfeitamente isso.
– Não preciso que me lembre disso. – Retorquiu o Kuchicki.
No entanto, algo fez chamar a atenção das pessoas, o facto de que o ecrã colossal ter sido ligado e como se não bastasse, o Skype igualmente ligado.
– QUEM ESTTÁ MEXENDO? – Yoruichi olha em volta enquanto Byakuya faz o mesmo. Ukitake olha para o ecrã. Ninguém responde à questão dela e muito menos parecem saber porque a tela se tinha ligado. Olham-se uns para os outros a fim de saber quem o havia feito. Como se não bastasse, quem provavelmente estaria a controlar esse movimento, realiza uma chamada para o presidente de Karakura, ou seja: Yamamoto Genryuusai Shigekuni.
– Ei, Yoruichi estão ligando para o presidente! – Ukitake arregala os olhos.
Yoruichi se exalta. Não obteve resposta e Nemu, faz o seu trabalho em tentar desligar a chamada mas o computador não responde à sua ordem.
– DESLIGUEM A CHAMADA! RÁPIDO! – Ordena Yoruichi num tom sério, frio e claramente desesperado. Começava a perder a paciência.
– Shihouin-sama, os computadores da ala 12 foram bloqueados! – Reporta um subordinado.
– Os da ala 7 também! – Reporta outro rapidamente.
– Os da ala 1,2, 5 e 9 também!
Yoruichi olha para a tela que chamava para Yamamoto Genryuusai. Byakuya dirige-se para Nemu apressadamente. A situação estava a se tornar séria.
– Nemu, desliga os computares todos! — Ordena olhando para o ecrã.
– O computador não está a dar a responder às minhas ordens. – Retorquiu calmamente teclando no computador o mais rápido que conseguia metendo inúmeros códigos de acesso. – Estamos a ser controlados por outra base de dados!
– Tenta encontrar essa base. Imediatamente.
– Hai, Kuchiki-sama.
Finalmente o presidente atende com uma cara sorridente.
– Ora, Kuchiki Byakuya. A quanto tempo meu jovem.
A cena que surge a seguir é chocante para os presentes. E principalmente para Byakuya. Hisana estava sentada em uma cadeira, viva. E ela sorria. Por momentos o Kuchiki sente o seu ar faltar. Sente que voa e bate com toda a força no chão se espatifando nele e morrendo com o coração acelerado e sente também o seu sangue correr pelas veias com mais velocidade pela força e pela rapidez de como o seu órgão vital batia. Treme e sente um ligeiro arrepio. As suas pupilas se contraem e mostram desequilíbrio emocional pela expressão da cara dele e pela respiração descompassada. Estava tenso por vê-la mas não era só por ela. Ao lado dessa Hisana tinha outra pessoa… tinha ele, Kuchiki Byakuya. Como? Impossível de saber.
– Olá, Senhor presidente. – Responde o “Kuchiki” da chamada de vídeo. Nada vinha a indicar que não era Byakuya. A voz, a expressão, a forma como olhava para a camara. Tudo era igual a ele. Por momento chegamos a pensar que se tratava de um clone dele. E assim lhe chamaremos: “ O CLONE”.
– Oh! Hisana-san. Minha querida! – Yamamoto mostra-se surpreso por a ver. – Não acredito. Melhoras-te? Não acredito.
– Sim… Acordei a poucos dias. – Sorri. Estou feliz por conseguir ter a minha vida outra vez… E estar ao lado de Byakuya-sama outra vez.
– ISTO É FALSO! – Byakuya se exalta e bate com a mão na mesa. – A HISANA NÃO PODE ESTAR VIVA… Não tão facilmente! – Kuchiki olha para Nemu. – Desligue a chamada o mais rápido que conseguir!
– Mas que ótimo! – Sorri Yamamoto. Significa então que irá para a festa de Karakura próximo mês?
Tudo congelou, pelo menos por uns segundos. O clone sorri e Hisana fazia um esforço para que o seu sorriso fosse verdadeiro. Yoruichi e Ukitake olham atentos para o vídeo. Obvio que o que se espera é uma resposta negativa.
– Irei fazê-la especialmente em sua honra, Hisana. – Prosseguiu a fim de a conseguir convencer.
– Sim claro. Irei mesmo que fique MUITO doente. Não iria não poder ir. – Sorri e Yamamoto ri alegre.
– Perfeito. – Sorri. – Ficamos então combinados. Depois falaremos. Foi um prazer voltar a falar consigo Hisana. Deem um grande beijo a Rukia.
– Com certeza. Adeus. – Sorri o clone e assim termina a chamada.
Byakuya baixa a cabeça e morde o lábio inferior.
– Merda!
~~*X*X*~~
Na mansão Kuchiki…
Rukia, mais uma vez, estava deitada na sua cama pensativa sobre tudo o que se estava a passar. Se recusava em ir para a escola e ouvir os professores enquanto tinha coisas mais importantes em que pensar. Num impulso irritadiço, solta um berro e atira a sua almofada para longe cansada de pensar sempre no mesmo assunto. O seu telefone vibra. Acabara de receber uma mensagem.
“Oh! Pequena-chan, Yamamoto-san manda cumprimentos e a Hisana também… ela sente muito a sua falta.”
A menor lê a mensagem de o mesmo individuo e sente-se revoltada pelo facto de ELE ser a mesma pessoa que havia raptado a sua irmã. Ela não tinha provas mas foda-se. Ela nem queria saber disso. A sua revolta e raiva foi tão grande que desta vez manda uma mensagem de volta digitando no telefone de forma muito rápida e trémula.
“ O que você quer? Hein? Quem é você? Onde está a minha irmã?”
Espera uns longos 10 minutos mas não obtém resposta. Chega a pensar em mudar de número e de telefone para que esse sujeito não a mandasse mais mensagens como estas mas logo que Hisana passa por sua cabeça tudo lhe é esquecido. A pequena se levanta e tira o seu pijama. Veste uma roupa mais própria para sair e liga para Ichigo.
– Sim? – Atende Ichigo que estava no seu carro com Grimmjow e Orihime que ouviam a conversa pelo viva-voz do carro.
– Preciso que me leves até ao meu Nii-sama, urgentemente!
– O que é assim tão urgente?
– Não pode simplesmente me vir buscar e conversamos pelo caminho?
– O seu irmão está fazendo coisas importantes na empresa e-
– Ichigo, por favor! Eu não ligaria se não fosse realmente importante.
Ele Suspira olhando para Grimmjow que liga o carro e arranca-o em direção da mansão Kuchiki.
– Já estou a caminho.
– Obrigada.
Ela desliga o seu telefone e olha para a tela do mesmo com uma cara séria. Estaria disposta a lutar para trazer a sua irmã de volta para ela. Nem que tivesse que matar alguém para o fazer… Sim… Rukia, finalmente, encontrou um motivo para lutar.
– Que comece o show!
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