Notas iniciais
Esta ai, mais um capitulo que acabou de sair da imaginação para o "papel" exclusivo para vocês; verão que este é um capitulo diferente dos demais, porém muito importante para vários acontecimentos ao decorrer da história, espero que gostem e boa leitura (:

Por toda a noite sonhos estranhos me dominaram, parecia algum tipo de presságio; na cama me contorcia aterrorizada com tudo que se passava pela minha mente, os gritos ficaram entalados em minha garganta me fazendo sufocar; não se tinha para onde correr, as lágrimas começaram a escorrer involuntariamente por todo meu rosto, até que em um momento inesperado consegui redobrar a consciência. O suor transpirava pelo meu rosto, e em meus olhos o terror e o medo de tudo ter parecido real. – Calma Mary, só foi um pesadelo – comecei a repetir comigo mesma.

O medo de voltar a dormir e então tê-lo novamente me fez buscar algo para se fazer enquanto a noite passava, queria algo que me fizesse esquecer, porém meu psicólogo sempre me dizia, “Não há remédio melhor do que enfrentar seu medo”, então decidi pegar meu diário e escrever tudo que me lembra-se.


Querido Diário;



Faz poucas horas desde que te escrevi, porém ás vezes necessito ficar horas e horas aqui. Está pode ter certeza que está bem longe da lista das melhores noites da minha vida. Bom, sei que tenho total liberdade de contar-lhe tudo, porém estou tão sem jeito, ou mesmo amedrontada, não sei ao certo dizer o que acontece, já tive pesadelos antes, porém nenhum foi tão realista assim. Havia uma escuridão tremendamente assustadora, mãos por todas as partes, pares de olhos me fitando, uma dor forte rasgando meu peito, havia também muita água que me sufocava e me impedia de respirar, corvos ou algum animal semelhante me devorando, havia vozes, porém estás se encontravam cada vez mais distantes, era como se eu estivesse morrendo; mas havia uma voz que podia ouvir mais próxima, porém não consigo me lembrar claramente o que dizia, era algo do tipo “já chega, você não percebe que é só um peso nas costas dos outros? Você não é nada, não é ninguém, e agora vou me livrar de uma vez por todas de você (...)”, ao mesmo tempo algo me aranhava, e a dor não era só no sonho, ela parecia tão real, doía como se tudo estivesse acontecendo. Estou tão cansada, meus olhos estão fechando praticamente sozinhos, porém estou com tanto medo, não quero revive-lo novamente. Bom, acho que é melhor eu tentar ir descansar um pouco!



Coloquei-o de lado e voltei a me deitar, meus olhos estavam encharcados pelas lágrimas e por incrível meu braço doía dolorosamente, e ao olhar para o lado me deparei com uma mancha de sangue em meus lenços, voltei os olhos pro meu braço esquerdo vendo meu pijama lavado de sangue, rapidamente levantei a manga e me deparei com meu braço todo aranhado e sangrando, sem saber o que fazer, desci as escadas indo até o saguão onde, pelo horário, não havia mais ninguém, desesperada me dirigi ao quarto da dona da Republica, porém não queria acorda-la, estava quase voltando para meu quarto quando me deparei com uma plaquinha na porta ao lado, onde dizia “Math”, por ousadia e desespero resolvi bater, e segundos depois um garoto alto, moreno, com cara de quem estava em um sono profundo, vestido de um shorts velho e camisetas de mangas longas abriu a porta:


– Me desculpe eu não queria acorda-lo. – Disse me sentindo péssima.

Ao ver meu braço em puro sangue Math foi logo perguntando – Ain meu Deus o que houve com você?

– Por favor, me ajuda – disse quase em plantos.

– Ei, acalma-se e me diz o que houve. – Disse tento me acalmar.

– Não sei como dizer, e nem como explicar o que aconteceu, eu tive um pesadelo horrível e acordei em lágrimas, sufocada, e quando me dei por si, estava assim, toda sangrando e olha – disse erguendo novamente a manga de minha blusa.

– Você só pode ter feito isso enquanto se debatia com o pesadelo.

– Mas como? Como posso ter me aranhado assim sendo que minha unha está cortada e pequena? – Disse mostrando-as.

– Quando você foi dormir já estava assim?

– Não.

– Alguém entrou em seu quarto ou algo do tipo?

– Não, a porta e as janelas estavam trancadas, não havia como...

– Isso não é possível, quer dizer, não tem como se explica... Mas é melhor irmos lavar isto e farei um curativo para você.

– Muito obrigado Math.

– Venha. – Disse entrando em seu quarto.

Math abriu uma caixinha onde havia todos os tipos de medicamentos e curativos, pegou meu braço, limpou delicadamente para que não doesse mais, passou algum tipo de remédio que nunca havia visto, mas que fez a dor minimizar-se; enquanto ele fazia tudo, eu ia contando-o o que me lembrava do sonho; e então ao fim do procedimento colocou uma faixa para que o remédio fixa-se mais.

– Mary, pronto.

– Obrigado Math, e mais uma vez desculpa ter incomodado.

– Não me incomodou, de verdade.

– Então, obrigado.

– Vamos, vou leva-la até seu quarto e aproveitar para trocar o lençol.

– Não precisa dar-se ao trabalho, eu mesmo faço isso.

– De maneira alguma, esse é meu trabalho.

Então Math me acompanhou ao quarto, limpou todo o sangue, trocou os lençóis e tentou me acalmar um pouco.

– Agora tente descansar um pouco, você esta tão cansada, amanhã eu passo para ver como está e fazer outro curativo, está bem?

– Sim, de verdade, obrigado.

E então ele me deu um beijo na testa, me desejou boa noite e voltou para seu quarto. Meu braço doía um pouco, porém a dor estava mais suportável, e então, mesmo ainda estando com um pouco de medo, apaguei as luzes, me deitei, e enquanto o sol começava a nascer no horizonte para mais um novo dia, cai em um sono tranquilo, profundo e acolhedor.

Notas finais
Este sonho foi estranho e em partes realistas né? O que será que pode ter acontecido com o braço de Mary? Será algo sobrenatural surgindo para uma revira volta e encher a vida da nossa pequena Mary de mistérios? Bom, só acompanhando os próximos capítulos para saberem.. Quem gostou deixa um review (: