O Diário De Mary Anne

8 Um dia como outro qualquer


Notas iniciais
Pensou que eu tinha me esquecido de vocês? AHÁAAAAA, é claro que não, nunca faria isso! Bom queridos, espero que tenham gostado do suspense do ultimo capítulo, e agora voltamos a dar um pouco de um ar de romance nesse novo que acabou de sair do forno haha Espero que gostem, e boa leitura!

O dia se agitava ao lado de fora enquanto eu permanecia em um sono tranquilo e profundo; já era por volta das 2 horas da tarde quando um toque me fez abrir os olhos assustada, quando me virei vi Math me fitando atenciosamente, abri-lhe um sorriso de agradecimento, permanecemos por silêncio por alguns segundos, até que por fim ele resolveu o quebra-lo:

- Boa tarde Mary.

- Boa tarde? Que horas são?

- 2 horas... – disse meio pensativo – vim aqui algumas vezes durante a manhã para ver como estava.

- Deveria ter me acordado!

- Não tive essa coragem, você parecia um anjo, e estava precisando descansar um pouco.

- É eu estava mesmo cansada.

- E o braço... Como está?

Olhei para meu braço enfaixado e dolorido e então voltei minha atenção para Math – Bom, ainda dói um pouco.

- Logo ira melhorar, você vai ver.

- Vai sim, e devo tudo a você!

- Mary, não... – ele me fitava serio – já disse que não me deve nada, e pare com isso, sempre que precisar estarei aqui, certo?

- Você é um anjo Math – e então o abracei.

O abraço o pegou de surpresa, deixando-o um pouco desajeitado; senti-me por segundos segura e confortável, jamais me sentirá assim antes, a não ser nos abraços da minha pequena Collin, com ela tudo era incrivelmente perfeito.

- Bom, Mary, tenho que ir – disse afastando-se um pouco tímido, não consegui segurar e soltei uma risada baixa com a expressa de surpreso que estava em seu rosto.

- Tudo bem Math – sorri acenando enquanto ele sai do quarto.

Voltei para minha cama um pouco pensativa, aquele sonho me causava arrepios só de lembrar-me dele. Olhei para meu diário caído no chão, mas não senti vontade alguma de escrevê-lo, muito menos de pega-lo da onde estava. Então me levantei da cama, fui para o chuveiro, tomei um banho rápido, porém cuidadoso para que meu braço não molhasse. Quando terminei o banho, penteei meus cabelos, escovei os dentes e me troquei, parei por alguns segundos pensativa, estava indecisa se ficasse em meu quarto, ou se saia um pouco para aproveitar o lindo dia que fazia.

Enquanto pensava, resolvi por fim arrumar um pouco meu quarto dobrei as cobertas, arrumei a cama, peguei as coisas no chão e coloquei tudo em seu devido lugar, dando ao quarto uma aparência completamente diferente da que estava anteriormente. Sentei á cama cansada, e com meu braço em plena dor, ainda não sabia que iria ou não, alguns minutos depois acabei resolvendo sair um pouco, afinal este era meu ultimo dia, pois no próximo já começaria minha faculdade.

Peguei minha bolsa que estava na escrivaninha, e então me direcionei pelo corredor chegando ás enormes escadas que havia, as desci rapidamente, chegando finalmente ao saguão. Como de costume, a senhora Julhys, dona da republica, estava sentada em sua mesa arrumando vários papeis e atendendo fervorosamente inúmeras ligações; seus olhos se encontraram rapidamente os meus, e quando viu meu braço deixou o telefone cair pela mesa e veio rapidamente em minha direção.

- Meu deus, querida, o que houve?

- Foi apenas um pequeno acidente, mas não se preocupe Math já me ajudou. – disse apontando o menino que vinha em nossa direção.

- Quando foi isso?

- Ontem à noite, mas já cuidei direitinho da nossa pequena Mary – disse Math ao nos alcançar.

- Quem e como fez isso em você?

- É uma historia longa e complicada, mas o importante é que Math já deu um jeitinho em meu braço, e ele ficara bom em breve... – sorri – mas agora preciso ir, vou dar uma volta para distrair um pouco.

- Isso mesmo Mary, se distraia um pouco, fará bem pra você. Bom passeio!

- Obrigado Math, e tem razão, fará muito bem.

- Bom, querida, se precisar de alguma coisa é só me chamar – disse Julhys toda atenciosa e preocupada.

- Tudo bem, chamarei sim; obrigado por tudo os dois, agora me vou, até mais tarde – acenei e me dirigi á porta de saída.

O dia estava realmente lindo, e então resolvi ir aproveitar um pouco a praia para tomar um pouco de sol e me distrai um pouco; dirigi-me a pé para lá, era um tanto longe, mas gostava muito de andar a pé e aproveitar cada minuto. Era empolgante observar as crianças brincando, as mães sem preocupação conversando umas com as outras os animais com seus donos passeando pelos parques; aquela cidade me animava muito, mesmo me fazendo ficar longe da minha irmãzinha. Não demorou muito e então cheguei á praia, gostava daquele lugar, não sei se era por sua área macia, se era pelo mar, ou pela tranquilidade que me passava, não sei o porquê, simplesmente gostava!

Andei um pouco apreciando toda a beleza quando me deparei com uma figura conhecida que se dirigia em minha direção.

- Mary... – sua voz era inconfundível e seu sorriso encantador.

- Jeremy, que prazer em revê-lo, e mais uma vez na praia – soltei uma risada baixa.

- Pois é sempre nos encontramos aqui, é o destino minha cara – deu uma piscadinha.

- Destino, só pode ser isso... Ou posso deduzir que você é um grande fã de praias – rs.

- Você me pegou – risos – eu realmente adoro esse lugar.

O fitei sorridente – tem razão, é incrivelmente lindo.

Sua expressão ficou seria quando viu meu braço – Mary, o que é isso, o que aconteceu com você?

- Longa historia – baixei a cabeça.

- Ei, não quer me contar o que houve – disse com um meio sorriso para mim.

- Não foi nada demais, alias, nem eu mesma sei o que houve.

- Sou seu amigo não é?

- Sim, eu acho...

- Então Mary, pode se abrir comigo.

- Tudo bem... Ontem quando me deixou na republica – e então comecei a contar-lhe tudo, o pesadelo, cada detalhe que me lembrará, a ajuda que Math havia me prestado mesmo de madrugada.

Quando terminei de contar, Jeremy se aproximou e me envolveu em um abraço apertado, carinhoso e preocupado.

- Isso é praticamente impossível.

- Você não acredita em mim então? – disse me afastando.

- Ei, é claro que acredito meu anjo – e então me puxou para seus braços novamente.

Senti-me por um segundo feliz, sem dor, magoa medo, apenas feliz, todos ali naquela cidade me transmitiam paz, algo que não jamais sentirá antes.

- Obrigado por me deixar desabafar um pouco.

- Não tem que agradecer... Está doendo muito Mary?

- Bom, hoje está melhor que ontem, a dor era insuportável, mas hoje está bem melhor.

E então ele me soltou de seus braços e sorriu de lado, e com todo carinho do mundo acariciou meu rosto, me fazendo sorrir junto dele. Passamos o resto da tarde ali, conversando, nos divertindo um pouco, me fazendo esquecer um pouco tudo.

Quando o fim da tarde chegara, nos sentamos na areia para observar o lindo por do sol.

- Mary me daria à honra de acompanhar-me no jantar está noite?

- Não sei se é uma boa ideia – disse desconfortável.

- Por que não? – me fitou curioso.

- É que não conheço sua família, e estou toda desarrumada.

- Eles são amáveis, tenho certeza que gostara, e você está linda... Além do mais, todos estão em uma viagem, e voltaram apenas daqui dois dias; e eu não queria jantar sozinho está noite.

- Não sei...

- Por favor, Mary, vai, para de ser chata – disse persistente.

- Tudo bem. – disse por fim cedendo.

E então nos levantamos e fomos em direção ao seu carro, Jeremy cavalheiro abriu a porta para que eu entrasse e também a fechou, depois correu para seu lado, montou no carro, e então começou a dirigir rumo a sua casa.

Notas finais
Mary e Jeremy, namoro ou amizade? Mary, Jeremy e Math, triangulo amoroso? Ixiiiii, o que será que vai ser em? Muitas surpresas estão ainda por vir, não deixem de acompanhar! Bom, quem gostou do capítulo deixa um comentário. Até a próxima meus amores! Besitos