O Diario de Victor Reis
2 08/04/16
Notas iniciais
08/04/16
Não
Não
Não
Não
Querido diário, essa foi à palavra que eu mais ouvi hoje enquanto procurava um emprego, nenhum lugar estava contratando, os que estavam mal dava pra pagar a faculdade e a quitinete que eu estava vivendo, as contas e comida básica então... nem se fala, continuei indo em todos os lugares possíveis , bancos, fast foods, entre todos os tipos de lugar, ate que antes de desistir, vi um museu de arte, falando que precisavam de um recepcionista, na hora que cheguei, vi a mulher colocando o anuncio na porta, sorte pensei, ia ser o primeiro, entrei lá e fui ate a recepcionista com um sorriso no rosto querendo se candidatar para a vaga, ate que ela olhou pra mim e simplesmente falou “Não temos mais vagas” estranhei, disse que tinha visto ela acabar de colocar o anuncio, ela voltou a me falar que não tinha vagas, depois de eu insistir muito ela me disse que “Temos vagas, mas não é pra gente igual você” estranhei novamente, mas dessa vez fiquei puto, mas já que não queria fazer uma cena lá dentro, fui embora, um velho homem estava olhando para nos do corredor, ele foi ate a mulher que foi ‘muito simpática comigo’ se é que me entende diário e apenas disse “Ei menino, esta contratado, começa amanhã” olhei para o velho senhor, ele estava muito bem vestido, parecia ser rico.
Nem eu mesmo acreditei no que tinha acontecido, fui mais feliz dar o meu currículo para a moça, mas o senhor me parou com a mão falando que não ia ser necessário, ele tinha uma tatuagem na mão, a mesma da menina louca da faculdade ontem, a miss simpatia que me atendeu também tinha a mesma tatuagem na mão, é alguma moda? Que estranho, bem, o cara tinha acabado de me contratar, não ia discutir conceitos de moda com ele, posso não ter uma locadora igual Quentin Taratino, mas agora trabalho com arte, tá, eu recepciono quem quer ver as artes do museu, mas ainda é um trabalho artístico.
Fui para a faculdade mais aliviado porque tinha conseguido um emprego, rápido até, cheguei lá olhando a sala, a menina loira doida não estava lá, melhor assim, bem, me sentei e logo um cara veio até mim me cumprimentar, um japonês, mas falava meu idioma, seu nome era Iyan, ele era meio baixinho e tinha cabelo pretos espetados, seu fone de ouvido tocava musica bem alto, dava pra ouvir que era Queen de longe, conheço bem Bohemian Rhapsody, ele pediu para sentar do meu lado, pois não conhecia ninguém, deixei, ele era também estudante de cinema, começamos a conversa, cara muito legal e empolgado, aquilo pra ele era fantástico, entendo ele bem.
A aula foi passando, a conversa foi boa, meu dia estava ótimo até agora, fui voltando sozinho para casa, novamente sentia que alguém me seguindo, olhava pra trás, não tinha ninguém, segundos depois senti uma arma atrás de mim e alguém fechando minha boca, me assustei, ele falava pra mim ficar quieto, uma voz estranha e rouca, ele disse que queria algo que lhe pertencia, eu me assustei, oque ele estava falando? Ate que ouço um barulho e um tiro acertando quem estava atrás de mim, fiquei ainda mais assustado, corri igual louco, olhei para trás e não vi corpo algum no chão, entrei em casa o mais rápido possível, tranquei a porta e tentei me esconder no meu quarto, estou com medo querido diário, espero que escrever aqui ajude a melhorar um pouco, espero não sofrer o mesmo susto de novo, é horrível, amanhã irei postar esta pagina no Nyah Fanfiction, espero que eu esteja vivo e que nada aconteça comigo, se alguém ai do Nyah esta lendo isso, quer dizer que eu ainda estou vivo, bem querido diário, até amanhã.
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