O Diabo veste terno
29 Tourmenter
Notas iniciais
POV Bella
Saímos do elevador ainda nos beijando.
Edward segurava o paletó, eu já havia desfrouxado sua gravata. Ele pegou o cartão com uma das mãos, enquanto mantinha a outra em minha cintura.
Em questões de segundos, estávamos dentro do quarto, parados em frente a grande cômoda branca, nossas bocas em um beijo frenético. Eu podia sentir a urgência dos seus lábios nos meus. Havia uma certa tensão neles, seus lábios estavam com uma pressão quase brusca demais sobre os meus. – Como se ele estivesse com medo de algo, ou como se tivéssemos pouco tempo.
Nos afastamos brevemente para recuperarmos o folego. Seus olhos estavam dilatados, sua respiração ofegante, a boca entreaberta. Ele parecia ansioso, tenso. Havia algo diferente nele. Algo que transparecia em seu olhar.
Coloquei uma mão em seu rosto, ele fechou os olhos, inclinando o rosto para frente. Deslizei a mão por sua barba que estava começando a crescer. A sensação da pele áspera de seu rosto sob meus dedos me fez sorrir. Continuei a acariciar seu rosto, contornando seus lábios perfeitos. Eu podia sentir sua respiração quente soprar em minha mão.
Então de repente ele abriu os olhos, eles estavam ardentes sobre os meus. Ele puxou meu rosto contra o dele, seus lábios se fecharam suavemente nos meus, me persuadindo a abri-los. Suas mãos começaram a se mover para a parte de trás do vestido onde ele alcançara o zíper. Com um movimento rápido ele deslizou-o até o fim. O vestido ficara frouxo em meu corpo, ele deslizou as alças para baixo, fazendo o tecido escorregar para o chão.
Eu estava apenas de calcinha, e usava o sapato de salto fino.
Ele se afastou por um momento me observando, com um sorriso malicioso em seus lábios. Então de repente, em um único movimento ele empurrou todos os objetos que estavam em cima da cômoda, me colocando sentada em frente a ele.
Nossos olhos ficaram na mesma altura. Encarei seu queixo quadrado perfeito, depois subi os olhos para encarar aqueles lábios lindos e carnudos, desejando que ele os colocasse sobre os meus novamente.
Como se lesse meus pensamentos, ele colou seus lábios novamente nos meus, arrancando um suspiro da minha boca.
Comecei a desabotoar sua camisa freneticamente, passando a mão por seu peito. Ele desceu seus lábios em meu pescoço, até chegar em meus ombros, onde passou a ponta da língua, provocando arrepios por todo meu corpo.
Ele passou as duas mãos em cada lado do meu corpo, subindo até chegar em meus seios. Com uma das mãos ele começou a circular meu mamilo com o polegar, seus olhos pareciam concentrados nos movimentos. Meus bicos se eriçam ao toque, endurecendo pelo movimento que ele fazia com o polegar. Ele deu um sorriso satisfeito.
— Adoro como seu corpo reage quando eu o toco. – Ele diz, e em seguida sugou um dos mamilos com força.
— Ah! – Gemi encostando a cabeça na parede.
Ele continuou a sugar meus mamilos, intercalando os movimentos com os dedos. Comecei a sentir minha respiração entrecortada.
Apoiei uma das mãos em seu peito, desenhando uma trilha com os dedos pelo espaço entre os músculos de seu peito, então desci a mão para baixo, circulando o grande volume de sua ereção que estava dura como aço, pedindo para ser libertada do confinamento do tecido que o envolvia. Sorri quando o senti se contrair e emitir um gemido do fundo da garganta.
Comecei a desafivelar o cinto, tirando todos os passantes de uma só vez e o jogando-o no chão.
Edward se afastou por um instante, me olhando com um olhar divertido pela primeira vez.
— Quer que eu te coloque na cama? – Ele disse sorrindo.
— Quero. – Disse.
Ele me puxou da cômoda, me abraçando. Coquei as pernas em volta de seu quadril, me prendendo nele.
Quando ficamos parados em frente a grande cama, ele me soltou.
— E agora? – Ele disse provocativo.
Sorri.
— Deite na cama. — Comandei.
Ainda com o sorriso no rosto, ele tirou os sapatos, indo se deitar.
Aquela visão de Edward sem camisa, com os cabelos desgrenhados, com aquele olhar provocativo estava me deixando louca.
Tirei meus sapatos jogando-os de lado.
Subi na cama, engatinhando por cima dele.
Fiquei suspensa por cima dele, com os braços esticados em cada lado de seu rosto, a centímetros da sua boca.
— E agora? – Ele continuou com as provocações.
— Me beije. – Disse.
— Com todo prazer Sra. Swan.
Ele me puxou, fazendo que todo meu peso ficasse por cima dele. Eu sentia sua ereção dura em minha perna.
Duro como uma rocha.
Ele tomou minha boca de novo, possessivo, ávido, me beijando com urgência enquanto acariciava lentamente meu sexo por cima do tecido fino.
Aquele pequeno toque foi o suficiente para me enlouquecer.
Me afastei por um momento, para tomar folego, me sentando nele.
Aproveitei que minhas mãos estavam livres, e comecei a desabotoar sua calça, tentando dar algum espaço para seu membro.
Comecei a puxar a calça para baixo, ele levantou os quadris me ajudando a tira-la, então joguei-a no chão.
A cueca box refletia sua ereção. Antes que eu pudesse libera-lo, ele me puxou para ele, me rolando na cama, ficando por cima de mim.
— E agora? – Ele disse com aquela voz grave que quase me fez gozar na mesma hora. – O que você quer? — Seus olhos estavam dilatados, o tom verde esmeralda quase se perdiam completamente pelas pupilas negras.
Aquilo me excitou ainda mais.
— Você. – Disse.
Ele beijou a ponta do meu nariz, então senti ele passar a ponta da língua em meu pescoço, descendo a boca para os meus seios.
Sua língua era quente e carente enquanto passeia sobre meu mamilo, mordiscando a pele, me provocando arrepios por todo corpo.
Agarrei seus cabelos, e quando fiz isso ele soltou um gemido baixo enquanto ele levava a boca ao meu outro mamilo.
Afundei a cabeça no travesseiro suspirando alto.
Ele estava me torturando com sua língua habilidosa.
Ele começou a descer sua mão para minha barriga, indo em direção ao meu sexo. Senti-o deslizar a calcinha lentamente, logo em seguida senti a pressão de seu polegar esfregando meu clitóris, antes dele afundar dois dedos dentro de mim.
— Ah! – Arfei sentindo minha respiração entrecortada.
Ele começou a mover os dedos em um ritmo lento e torturante, enquanto torturava meus mamilos com a língua, sugando-os e mordendo.
Ele começou a intensificar o ritmo de seus dedos, então de repente se afastou de meus mamilos, mergulhando a ponta da língua em meu sexo.
Dei outro gemido alto quando ele sugou meu clitóris, enquanto seus dedos davam estocadas em meu sexo.
Ele estava me levando a loucura.
Eu queria sentir ele dentro de mim.
Meus quadris começaram a se mover em sincronia com seus movimentos, buscando por mais fricção.
Ele afastou a boca por um momento, soprando ar frio na minha pele, antes de retomar o curso inexorável de prazer torturante com a língua.
Ele começou a aumentar a intensidade das estocadas, e senti que ia explodir em um milhão de pedaços naquele momento.
— Goze para mim. – Ele disse com a voz carregada de desejo, e explodo em torno dele, levantando os quadris e soltando um grito, junto com a respiração pesada.
Ele fechou a boca sobre o meu clitóris, sugando as vibrações, enquanto tenho espasmos causados pelo orgasmo.
A influência que ele tem no meu corpo é extraordinária.
Meu coração acelerado começou a se estabilizar, acariciei seus cabelos, me deleitando nos beijos que sua boca distribui no interior de minhas coxas, chupando e mordiscando.
Ele voltou a me beijar, compartilhando o gosto da minha excitação. Sua língua explorou minha boca com voracidade.
Enquanto sentia o beijo se tornar mais urgente, comecei a acariciar lentamente seu membro por cima do tecido, aumentando o ritmo quando sua boca ficou ainda mais firme contra a minha.
Sua mão desceu para o seu membro, o liberando para fora da cueca, então ele começou a se masturbar lentamente, a respiração falhando a cada movimento.
Vê-lo dar prazer a si mesmo me excitava ainda mais, e fez minha temperatura subir vertiginosamente.
Meus olhos acompanhavam os movimentos de sua mão.
Os músculos de seu abdômen estavam tensos, os olhos cheios de desejo, e aqueles lábios carnudos estavam entreabertos e úmidos.
Ele me encarou.
Passei a língua pelos lábios.
Me aproximei dele, tentando acalmar minha respiração e me ajoelhei na cama, deslizando as mãos pelas suas coxas, mantendo o olhar fixo no dele durante o processo.
Ele me olhou de volta estimulando a própria ereção.
Ele estava ofegante, inspirando rápido pelos lábios entreabertos.
Me abaixei, envolvendo a ponta de seu membro em minha boca.
Ele estava duro, quente. Vi-o cerrar os dentes com força.
Puxei-o para mais para fundo da garganta.
— Porra! – ele suspirou, a mão ainda segurando a base do pênis.
Ele apoiou a mão livre na parte de trás de minha cabeça, acompanhando os movimentos enquanto eu o afundava em minha garganta.
Eu podia sentir a pressão que ele aplicava no próprio membro, sem dúvida para atrasar sua liberação.
Afastei a boca por um momento, passando uma das mãos pela sua coxa e entre as suas pernas, acariciando seus testículos. Ele gemeu alto para o teto, o quadril tremendo. Ele estava lutando para manter o controle.
Voltei a chupa-lo.
Ele deu outro gemido alto.
Senti ele puxar meus cabelos, intensificando o ritmo.
Lambi a base da glande, ele começou a se contorcer e respirar com dificuldade.
Sorri satisfeita.
Comecei a traçar a ponta da língua por toda a sua extensão, até passá-la pela fenda, chupei a base de seu membro com força, finalmente o afundando em minha garganta com força.
— Ah meu Deus! – ele gritou.
Eu podia senti-lo no fundo da garganta.
Ele era tão deliciosamente excitante.
Comecei a me afastar, mas ele tirou o meu fôlego ao me penetrar novamente. Seus dedos agarram meus cabelos, e ele se afastou aos poucos e me penetrou mais uma vez, deixando escapar um gemido de puro prazer.
Ele investiu de novo, me prendendo com suas mãos, acariciando meus cabelos com gentileza, ao mesmo tempo.
Se não fosse extremamente erótico, teria sido bastante brutal.
Ele era agressivo com os movimentos, mas doce com as mãos.
Depois de mais algumas estocadas, senti-o inchar e pulsar em minha boca.
Ele estava quase lá.
Lambi e chupei sua glande, e ele quase parou de respirar.
— Vou gozar na sua boca! – ele urrou.
Aquelas palavras provocaram arrepios por todo meu corpo.
Me posicionei fechando os lábios em torno de sua ereção com a mão sobre a dele.
Ele gemeu, derramando o liquido quente em minha garganta.
Engoli tudo sem deixá-lo escapar e olhei para ele, sua cabeça estava afundada no travesseiro, a boca ligeiramente aberta, soltando um gemido gutural de satisfação.
Seu peito subia e descia em um ritmo acelerado.
Ele me olhou com os olhos verdes sem foco, e então me puxou pela cintura.
— O que você está fazendo comigo Isabella? – Ele disse passando a mão em meu rosto, respirando com dificuldade.
— Eu não faço ideia. – Disse sorrindo.
Seus lábios se curvam num sorriso, e seus olhos brilharam.
Sua mão desceu para minha nuca, me puxando para sua boca, seus lábios se chocando contra os meus.
Sua língua traçou uma linha em meu lábio inferior pedindo passagem que não neguei. Nossas línguas duelaram, a boca dele quente contra a minha.
Coloquei os braços sobre seus ombros para puxá-lo para mais perto. Ele pressionou a pélvis no meu ventre, sua ereção dura como aço.
Por um momento senti sua boca ficar mais firme contra a minha.
Sua mão desceu entre minhas pernas, com um movimento do seu polegar no meu clitóris fui subitamente incendiada.
Estava ofegante em sua boca. Ele mordeu delicadamente meu lábio inferior.
— Está pronta? – ele perguntou com urgência.
Concordei com a cabeça, perdendo minha capacidade de falar naquele momento.
— Fique em cima de mim. – Ele comandou.
Rolei por cima dele, enquanto ele segurava o membro com as mãos.
Soltei uma lufada de ar, enquanto seu pau me preenchia lentamente. Seus lábios estavam entreabertos, suas mãos em minha cintura, me afundando ainda mais nele.
— Ah! — Dei um gemido quando o senti me preencher por completo.
A sensação de tê-lo dentro de mim era maravilhosa.
Eu poderia morrer feliz nesse exato momento.
Dei um suspiro longo entregue as sensações que ele despertava em mim.
Inclinei a cabeça para o lado, aproximando minha boca da sua em um beijo mais calmo. Ele gentilmente roçou os lábios em meu queixo, indo para o meu pescoço dessa vez em um beijo mais lento.
Suas mãos estavam em cada lado da minha cintura novamente me forçando para baixo. Desta vez senti-o diminuir as estocadas, quase parando completamente. Dei um suspiro de puro prazer quando ele voltou a me penetrar fundo, mais devagar. Fechei os olhos, minhas mãos ficam espalmadas em seu peito. Ele me preencheu completamente então de repente ficou imóvel dentro de mim. Sua respiração se tornou mais curta e superficial. Ele parecia estar se esforçando para manter o controle.
— Olhe para mim – ele ordenou com suavidade.
Abri os olhos, suspirando feliz enquanto ele procura os meus olhos.
Ele se enterra ainda mais fundo dentro de mim, fazendo minha cabeça girar, beijando a ponta do meu nariz.
Eu poderia ficar assim para sempre.
Ele colocou as mãos em minha cintura, me retirando quase por completo de dentro dele, então me empurrou para baixo de uma vez provocando uma sensação intensa em todo meu corpo.
Uma mistura de choque e adrenalina.
Dei um grito.
Ele repetiu o movimento, inclinando o quadril para a frente.
Gemi de prazer quando ele começou a repetir as estocadas rápidas e intensas, de novo e de novo e de novo.
Segurei seus ombros, e ele aumentou o ritmo, me invadindo, martelando minhas entranhas a cada estocada.
Uma lágrima escorreu pela minha bochecha quando ele procurou meus lábios, enfiando a língua na minha boca e me possuindo desesperadamente, nossos corpos úmidos batendo e deslizando um contra o outro.
Estava a ponto de explodir em mil pedaços novamente.
Soltei outro grito, sentindo meus músculos internos latejando em volta dele.
Ele me segurou com força, me mantendo o mais perto possível, me prendendo, colando o rosto no meu pescoço exposto.
Edward gritou contra minha garganta.
Um gemido longo e satisfatório saindo de seus lábios, refletindo como eu me sentia naquele momento.
Eu estava quase lá.
Ele diminui o ritmo para nos trazer de volta do êxtase incrível em que estávamos, e eu o abracei forte, contraindo-me por dentro enquanto ele mexia os quadris.
— Edward! – eu implorei.
—Goze! – Ele disse com a voz sufocada.
Prendi as coxas ainda mais em torno da cintura dele e me desfiz.
Soltei um grito e mordi com força o lábio inferior dele.
Ele também gritou, ficando parado por um momento, então dando mais três estocadas com força me levando a loucura.
— Ah! – Ele gemeu, enquanto senti seu líquido quente jorrar dentro de mim. – Porra Isabella! – Ele gritou, enterrando o rosto no meu pescoço e continuou movendo o quadril devagar, para a frente e para trás, drenando de mim cada miligrama de prazer.
(...)
Estava zonza, minha cabeça girava loucamente.
Sua respiração estava pesada no meu pescoço, descendo em direção ao meu peito.
Todos os meus músculos internos o agarravam, e ele ainda pulsa dentro de mim.
Ele se afastou se retirando de dentro de mim, e me olhou nos olhos, sua testa brilhando de suor.
— Não machuquei você, machuquei? – ele perguntou, a linha de expressão surgindo em sua testa.
— Não. – Disse passando a mão em seu rosto.
— Você me deixa louco. – Ele beijou minha testa, afastando uma mecha grudada de cabelo do meu rosto. – Também me deixa louco de raiva as vezes. – Ele lançou um olhar acusador.
Quê?!
Eu não sei por quê ele disse isso.
Era o seu próprio comportamento irracional e neurótico que o deixava louco de raiva, não eu.
— Prefiro quando você fica louco no outro sentido. – Disse dando um sorriso sugestivo. — Por que é assustador quando você fica louco de raiva.
Seus lábios tremeram.
— Então pare de fazer coisas que me deixam louco de raiva. – Ele disse.
Olhei para ele boquiaberta, mas então ele me beijou antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa contra aquela acusação.
O homem é um louco de pedra, só pode! — Conclui.
Quando nos afastamos ele me encarou.
— Eu jamais magoaria você, intencionalmente. – A incerteza era evidente em sua voz. Ele afastou um fio de cabelo do meu rosto.
Tenho certeza de sua incerteza, mas apenas no sentido físico.
É o sentido emocional que me assustava mais.
E o fato de que acrescentou o “intencionalmente” deveria ser motivo de preocupação.
Olhei para dentro de seus olhos.
Aqueles olhos verdes brilhantes que parecem sinceros.
— Eu sei. – Suspirei.
Mas na verdade, não sei.
Por que de repente tudo parecia muito confuso.
E isso me amedrontava.
Ele me puxou para mais perto dele acariciando meus cabelos.
(...)
Haviam se passado horas, ou talvez apenas minutos.
Eu não sei.
Tudo havia sido tão intenso, como se de repente o tempo que tínhamos estivesse contado.
Eu sabia que tinha alguma coisa o perturbando, mas era cedo demais para tocar no assunto, e de qualquer forma eu não queria estragar o momento.
Eu não queria pensar em nada. Apenas queria curtir a tranquilidade de estar ali com ele.
Nós encarávamos em silencio há algum tempo.
Acariciava os pelos acobreados de seu peito, fazendo desenhos invisíveis com as pontas dos dedos.
Edward passava delicadamente as pontas dos dedos em meu rosto, indo e voltando em um ritmo lento.
— Você desperta algo em mim. – Ele disse de repente.
Senti meu coração acelerar.
— Desperto? – Tentei soar calma, mas na verdade senti que o meu coração veio parar na garganta. – O que?
— Eu não sei. – Ele disse olhando para frente. — É confuso.
Confuso?
— Isso é um coisa ruim? – Perguntei tentando decifra-lo.
Ele ficou em silencio novamente, franzindo as sobrancelhas, então se virou para mim.
— É, quando você não sabe como lidar com isso. – Ele suspirou.
Franzi a testa.
Ele não sabia como lidar com os próprios sentimentos.
Por que isso é tão difícil para ele?
Antes que eu pudesse concluir meus pensamentos, ouvimos o som de uma batida na porta.
Não me lembrava de tê-lo ouvido solicitar algum serviço de quarto, ainda mais tão tarde.
Outra batida soou na porta, desta vez mais exigente.
Edward bufou, pegando uma calça de moletom da cômoda, vestindo-a em um movimento rápido, indo para a porta.
— Qu'est-ce? – Ele falou ríspido.
Não ouve reposta.
— Qu'est-ce?! – Ele falou novamente, com um tom de voz mais elevado.
Ainda sem resposta.
Com um suspiro ele abriu a porta.
— Tanya? – Ele disse surpreso.
Senti o sangue fugir do meu rosto.
Puta que pariu!
O que ela estava fazendo aqui?
— O que você quer? — Edward disse irritado.
— Eu NãO aChO o MeU cElUlAr! mAs QuE DrOgA! – Ela disse com uma voz embriagada. – Eu PrEcIsO dElE!
Edward bufou.
— E por um acaso eu tenho cara de achados e perdidos? – Ele disse ríspido. — Volte para o seu quarto, você está completamente incoerente.
— NãO! – Ela falou irritada.
Comecei a pensar se talvez eu devesse sair dali. Mas ao mesmo tempo isso poderia chamar sua atenção.
— Tanya, está tarde, você está bêbada. – Edward disse em um tom de voz mais controlado. – Apenas volte...
— NãO vOlTo AtÉ eNcOnTrAr O mEu CeLuLaR! – Ela berrou, o interrompendo.
Mas será possível que essa mulher tinha que ser tão irritante?
— Então vai fazer barraco lá no seu andar! – Edward disse fechando a porta, mas antes que ele conseguisse fecha-la, ela colocou um braço entre o vão impedindo de fechar.
— TeM aLgUéM aI cOm VoCe EdWaRd? – Ela disse dando uma risadinha irritante, tentando entrar.
Só me encolhi ainda mais na cama.
Merda!
— Isso não é da porra da sua conta Tanya! – Ele disse empurrando o seu braço, bloqueando sua entrada. – Agora saia daqui antes que eu chame os seguranças!
Então ele bateu a porta se encostando nela.
— Inferno!
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