Notas iniciais
Hey gente, tudo bem? Mais um capitulo dessa fanfiction que está chegando quase ao capitulo 30! Nossa! Eu jamais imaginaria que ela iria ficar tão grande hahaha, e eu ainda tenho planos para torna-la maior, e eu devo isso a todas vocês que estão sempre me acompanhando, comentando e me incentivando a continuar. ♥ Enfim gente, obrigada, e tenham uma boa leitura! Beijos :)

POV Edward

Eu não posso me alterar.

Não agora.

Me dirigi até o bar.

— Un coup de whisky pur, sans glace. – Pedi ao barman.

Alguns instantes depois ele me entregou minha bebida.

— Mercy. – Disse dando um grande gole, sentindo a bebida queimar minha garganta.

Então voltei ao meu tormento.

Não era possível que esse maldito tinha que estar em todos os cantos só para me infernizar.

E ele conhece Isabella!

Que inferno de mundo pequeno é esse em que vivemos?!— Pensei com certa amargura.

Quando foi que eles se conheceram? — Comecei a me perguntar.

Ele pareceu muito intimo chamando-a pelo nome informal e a beijando no rosto.

E ela pareceu feliz em vê-lo. — Isso me incomodou ainda mais.

O que ele deve estar falando para ela agora?

Será que está tentando seduzi-la?

Não, pior, será que ele já conseguiu seduzi-la?

Ah, inferno!

Tomei outro gole da minha bebida.

— Não acredito. – Ouvi uma voz feminina atrás de mim. – Edward Cullen, é você mesmo?

Franzi a testa ao reconhecer a voz.

Athenodora.

Ela veio se sentar ao meu lado.

— Não sei qual a surpresa. – Disse sem encara-la. – Sabe que sempre veio a esse desfile.

Ela sorriu para mim.

— Edward Cullen, mais que maneira deselegante de deixar uma dama sem graça. – Ela jogou para mim.

— O que isso, voltamos para o século 19? – Levantei as sobrancelhas.

Ela riu.

— Já vi que está ranzinza.

Ignorei-a.

A ultima coisa que eu precisava era de alguém monitorando meu estado de espirito.

Ela pediu uma bebida ao barman então se virou para mim.

— Não te vi em Milão. – Ela disse.

Suspirei.

Ela queria puxar assunto.

— Não fui este ano. – Disse.

Então ela começou a tagarelar sobre os desfiles, mas eu não estava prestando atenção em nada.

Apenas deixei meus pensamentos vagarem naqueles longos minutos que se estendiam.

POV Bella

Eu estava completamente perdida depois de Edward ter virado as costas para mim.

Jasper não pareceu nem um pouco abalado com aquela cena.

Olhei a volta, as pessoas continuavam rindo animadas ao som da música alta.

Quando pensei em ir atrás dele, senti Jasper segurar o meu braço.

— Você está muito bonita. – Ele disse se aproximando do meu rosto, afastando seu cacho loiro perfeito com as mãos como sempre fazia.

— Obrigada. – Sorri para ele, tentando ganhar alguma distancia, então desviei o olhar, tentando procurar por Edward no meio daquelas pessoas.

Onde ele estava?

— Não tivemos a oportunidade de conversarmos direito. – Jasper interrompeu meus pensamentos, fazendo com que eu o encarasse. – Desde aquele dia em que eu te liguei, e depois do nosso breve encontro no salão, não tivemos mais do que apenas breves minutos para conversarmos. – Ele sorriu.

— Acho que não. – Sorri de volta de forma educada para ele. Ainda estava procurando Edward através do salão.

— E você recusou o meu jantar... – Ele disse fazendo um biquinho muito charmoso. -

— Jasper, querido! – Tanya veio nos interromper. – Quando foi que chegou? – Ela disse se aproximando dele, quase me atropelando.

Credo. Quanta necessidade por atenção.

— Há uma semana. – Ele sorriu. – Mas antes disso estive na Itália. Milão estava fabuloso como sempre.

Então ele olhou em direção onde Alice e Kate estavam.

— Sra. Cullen. – Ele se aproximou dela, ignorando Tanya, que fez uma careta. — Que prazer revê-la. — Ele disse em um tom educado.

Alice sorriu para ele.

Aproveitei que a conversa foi direcionada a ela, e sai de perto, me infiltrando no meio das pessoas.

O salão estava lotado de gente, e fotógrafos que disparavam seus flashs por toda direção.

Então de repente localizei o bar, imaginando que talvez ele estivesse lá.

E estava.

Me aproximei, então vi que ele estava olhando para o nada, enquanto uma mulher tagarelava ao seu lado.

Reconheci de longe o tom loiro oxigenado.

Era a mesma loira que encontramos no avião de volta a San Francisco há meses atrás.

Senti minhas mãos suarem, e meu coração começou a bater descompassado.

Respirei fundo, me sentindo muito incomodada com a sensação que estava sentindo.

A ilha do bar era bem extensa, então fingi total desinteresse ao me sentar em um dos banquinhos vagos.

Vi Edward olhar em minha direção uma vez, mas ele logo desviou os olhos e começou a conversar com a mulher, que até então parecia estar ignorando.

Então ele ia me dar gelo?

Qual era o problema dele?

Quando pensei em me levantar, senti uma sombra de materializar ao meu lado.

— Olá. – Um homem de pele azeitonada e cabelos pretos acetinado sorriu para mim, exibindo dentes brancos cintilantes perfeitos. Era de estatura mediana, e muito bonito. — Me chamo Laurent. — Ele escorregou por entre o banquinho vazio ao meu lado, inclinando-se por cima do braço direito apoiando-o na bancada do bar.

— Ah, err, oi. – Disse um pouco assustada devido a entrada repentina do estranho. Olhei novamente em direção a Edward, ele olhou de esgueira para mim, mas voltou sua atenção para a loira oxigenada.

— Me desculpe minha entrada tê-la assustado. – Ele disse de modo formal, com um sotaque que supus ser sulista. — Está esperando por alguém? – Ele disse indicando a bancada ao qual estava sentado.

Arrumei minha postura, e sorri para ele.

— Não, pode ficar. – Disse — Eu já estava indo embora. — Disse fazendo menção em me levantar da bancada.

O estranho deu um sorriso largo.

— Eu não quero seu lugar.

— Ah, hum, desculpe. – Disse sem jeito.

— Quero lhe pagar um drinque.

— Obrigada, mas eu já estava...

— Indo embora. – Ele completou. — É, você já disse. Mas eu espero poder convencê-la a ficar um pouco mais. – Ele lançou um sorriso simpático em minha direção.

Olhei novamente para o lado, desta vez Edward estava me olhando, com uma carranca fuzilada. Eu podia sentir a frieza irradiando do corpo dele. Mesmo com a música alta, nossa conversa estava alta o suficiente para que ele ouvisse cada palavra.

Devolvi o olhar para ele.

Então me virei para Laurent.

— Tudo bem, acho que posso ficar um pouco mais. – Sorri.

O barman se materializou em nossa frente com duas taças de bebidas. — Taças grandes comparadas às de Champanhe que estavam sendo servidas. — Em uma havia um líquido transparente, e na outra um tom mais leitoso, um deles estava com azeitona verde, e o outro com uma cereja no fundo.

Laurent deslizou a taça que estava em sua mão esquerda em minha direção, os dedos pressionando a base achatada de vidro.

— Os dois são Martini. – Ele disse. — Este aqui é o tradicional, e este aqui — Ele disse enquanto empurrava sua mão direita em minha direção – É o Baileys Espresso. – Ele continuava a falar, mas disfarçadamente desviei os olhos, e percebi que Edward ainda tinha o olhar em minha direção. — Qual você prefere? – Laurent disse fazendo com que eu olhasse para ele novamente.

— Essa. – Disse apontando para o liquido transparente com a azeitona.

— Então o clássico. – Ele sorriu. – Você ainda não me disse o seu nome.

— Isabella. – Disse.

— Muito prazer. – Ele disse batendo sua taça na minha, levando-a aos lábios.

Tomei a bebida.

Ela tinha um sabor mais seco. A azeitona no fundo da taça e a essência do limão nas bordas deixavam o gosto mais suave.

— Então Isabella. – Laurent disse colocando sua bebida em cima da bancada do bar. – Sempre frequenta os desfiles do outono?

Pousei minha bebida.

— Na verdade esse é o primeiro desfile que vejo. – Disse. – Estou a trabalho.

Ele pareceu surpreso.

— É mesmo? – Ele sorriu. – Então deve ser jornalista, suponho. – Ele concluiu.

Bem, a suposição estava correta.

— Sim. Mas não vim como jornalista. Trabalho na Runway. – Disse.

Ele levantou as sobrancelhas.

— Na Runway? – Ele disse. – Quero dizer, na Runway Magazine?

Sorri balançando a cabeça.

— Puxa, então você conhece...

O bipolar, megalomaníaco... Que adjetivos mais devo acrescentar?

— Edward Cullen? – Disse. No momento em que disse seu nome, Edward virou a cabeça em nossa direção. Encarei-o – Sim. Ele é o meu chefe.

— Puxa, sempre vejo a Runway. Não acredito que estou conversando com alguém que trabalha lá. – Ele riu. – Também trabalho com moda.

Desviei os olhos de Edward, tentando prestar atenção a conversa.

— É mesmo? – Disse. – Onde?

Marie Claire magazine. Sou editor de Booking.

— Interessante.

— Sim, realmente o ramo da moda é algo extraordinário. – Ele sorriu.

— Excusez-moi. – Um homem veio nos interromper. — Désolé de vous interrompre. Mais ils vous appellent pour une entrevue.

— Ah oui, merci. – Ele respondeu. – Me desculpe, mas estão chamando por mim. – Ele deu um sorriso triste.

— Tudo bem. – Disse. – Foi um prazer conhece-lo.

— Igualmente Isabella.– Ele disse pegando minha mão, dando um beijo. — Espero ve-la novamente. – Então ele piscou para mim, jogando uma generosa gorjeta na bancada deixando o bar.

Continuei tomando meu Martini.

Olhei de esgueira para o lado, Edward estava fazendo círculos com o dedo em volta de seu copo, não vi a hora que a loira oxigenada deixou o bar.

Me levantei da minha bancada, pulando três banquinhos e me sentei ao seu lado.

Ele não falou nada, e nem mostrou qualquer reação. Continuava em seu inferno astral me ignorando.

Suspirei.

Qual era o problema dele?

— Vai continuar fingindo que eu não existo? – Disse.

Ele continuava a olhar para seu copo.

— Não sei do que está falando. – Ele disse com a voz monótona.

— É claro que não. — Disse sarcástica.

— Por que não volta para seu amiguinho? – Ele disse seco.

— Digo o mesmo. – Rebati. – Por que pelo que eu me lembre, era você que estava acompanhado.

Ele apertou os olhos.

— Mas pelo menos ela não estava dando em cima de mim. – Ele disse.

Do que ele estava falando?

— Ele só estava sendo educado. – Disse.

— Não foi o que pareceu. – Ele disse seco.

Comecei a ficar irritada.

— O que você quer dizer? – Disse.

— Nada.

Balancei a cabeça.

— Qual o problema Edward? – Disse finalmente.

Ele apertou a mão no copo por um momento. Quando pensei que fosse voltar a me ignorar, ele respondeu.

— Nenhum.

— Será mesmo? – Disse em tom desafiador. – Por que desde que Jasper apareceu você está agindo estranho.

Ele bufou.

Então minha teoria estava certa.

— É por isso que você está assim? — Perguntei. – Você já o conhecia?

Ele não disse nada.

Suspirei.

— Edward. – Disse. – Se você tem algum problema...

— Você está equivocada. – Ele me cortou com a voz fria. — Não tenho problema nenhum!

Franzi a testa.

— Mas...

— Vá chamar o carro! – Ele disse massageando as têmporas. — Eu quero ir embora!

(...)

Nosso trajeto de volta para o hotel foi silencioso. Alice e Kate resolveram que iriam mais tarde. A essa altura, Tanya estava tão bêbada que elas tiveram que chamar um carro mais cedo para leva-la de volta ao hotel. Então apenas Edward e eu voltamos na limosine.

Eu ainda estava confusa pela repentina mudança de humor dele. Ele sequer estava falando comigo, e isso já estava começando a me irritar.

Era obvio que havia algum problema, ou então ele não reagiria daquela forma explosiva.

(...)

Quando chegamos no saguão do hotel já deviam passar das 2 da manhã, e como de costume o salão estava quase vazio. Pegamos o elevador, e Edward apertou o botão do nosso andar, ainda em silencio.

Durante a subida do elevador, tentei observar sua expressão.

Ele parecia menos irritado, mais relaxado. Ele olhou para mim, talvez percebendo que eu o estava observando.

Olhei para baixo, desviando os olhos do dele.

— Isabella? – Ele me chamou.

— O que? – Disse encarando a parede.

— Me desculpe.

Suspirei.

— Eu não devia ter falado com você daquele jeito. – Ele continuou.

— Tudo bem. – Disse. Eu não estava afim de começar uma discussão.

— Não, não está tudo bem. – Ele disse. – Não era para a noite acabar assim. – Ele voltou a ficar irritado. – Mas parece que a cada vez que eu dou um passo, essa sombra miserável desse... Ele sempre tem que... – Ele suspirou. Parecia estar falando consigo.

Me aproximei dele.

Ele parecia extremamente perturbado.

— Tudo bem se não quiser falar sobre isso. – Disse colocando minha mão em seu rosto.

Ele me encarou. Seus olhos estavam tristes.

Por um momento senti um aperto no peito.

Ele parecia vulnerável, não combinava com ele. Não combinava com a postura ao qual eu estava acostumada a ver, mas era visível que algo o atormentava.

— E você está errado. – Disse. Ele franziu as sobrancelhas. — Nossa noite ainda não acabou. – Disse dando um sorriso sugestivo a ele.

Ele sorriu colando os lábios nos meus.

Notas finais
PS: O titulo significa "Provocações"