Notas iniciais
Hey gente! Feliz dias das bruxas! Eu sei, eu sumi. Não sei explicar exatamente por que demorei tanto para retornar ao site. Não foi planejado. Eu simplesmente não estava conseguindo produzir nada, sabe? E ao invés de entregar algo totalmente sem nexo para vocês, eu resolvi parar. Comecei a me ocupar com outros tipos de coisas, e devo dizer que isso ajudou bastante. Comecei a assistir meu Manga favorito, e até comecei a ter novas ideias. Agora estou conseguindo escrever, e eu sinto muito mesmo pela demora. Eu comecei a responder algumas de vocês hoje, não foram muitas, mas só pelo que eu li já me deixou muito feliz, e eu vou responde-las, eu prometo, eu só queria dar essa explicação a vocês por que vocês merecem alguma satisfação da minha parte, e também quero dizer o quanto fico feliz a cada vez que recebo um comentário de vocês. Sério, isso me deixa muito feliz, e não pensem que é por falta de motivação que eu parei, por que nesse departamento eu tenho muito apoio e sou totalmente grata. Enfim, tenham mais um pouquinho de paciência comigo, e novamente eu peço desculpas por toda essa ausência! Enfim tenham uma boa leitura! Beijos! ♥

POV Bella

Acordei com um barulho infernal.

Um toque estridente e extremamente insistente ecoava pelo quarto.

O dia estava amanhecendo e os braços de Edward mantinham-me firmemente próxima a ele, impedindo qualquer pensamento remoto que eu pudesse ter de escapar.

Virei-me de leve para olhar para ele, mas quando me mexi, o braço dele apertou ainda mais minha cintura.

O barulhinho infernal ainda continuava a soar pelo quarto.

Senti Edward gemer, finalmente abrindo os olhos.

Ele remexeu na mesinha de cabeceira, derrubando algum objeto enquanto pegava o celular.

— Fala Alice. – Ele disse um pouco sonolento. – Não, não vi suas 15 ligações perdidas. – Ele se sentou na cama. — Não sei. – Mais uma pausa. – Sim, já vou descer.

Então ele jogou o telefone de lado, olhando para mim.

— Dormiu bem? — Ele perguntou.

Concordei com a cabeça, olhando fixamente para ele, e então percebi que eu dormi muito bem, apesar de ser por pouco tempo.

— Eu também. — Ele franziu a testa. — Sim, muito bem. — Ele levantou suas sobrancelhas surpreso. — Que horas são?

Olhei para o relógio de cabeceira.

— 07:35

— Alice está descendo agora, ela quer a gente no salão. – Ele disse.

Me espreguicei, sentindo de repente como se meu corpo tivesse sido espremido por um rolo compressor.

Mas também, depois da noite passada...

Edward estava me encarando.

— Que foi? – Perguntei.

— Nada. – Ele disse com um sorriso de lado.

— Edward. – Disse. – Sobre o que fizemos...

— Sim. – Ele me encarou, me incentivando a continuar.

— Nós... Bem, eu e você... Eu não sei como. – Olhei para minhas mãos, não queria encara-lo. – Eu não sei como as coisas vão ficar agora.

Ele levantou meu queixo delicadamente, forçando-me olhar para ele.

— O que a preocupa? – Ele franziu a testa.

— Eu não sei. – Disse. – Tirando toda a parte obvia sobre você ser meu chefe... – Ele revirou os olhos. – E depois eu não sei como seriam as coisas, entre nós. — Disse.

— Acho que já conversamos sobre isso. – Ele disse.

— Sim. – Suspirei. – Mas o que as outras pessoas vão dizer?

Ele me encarou com uma expressão quase irritada.

— Então está preocupada com que as outras pessoas vão pensar? – Ele disse levantando uma sobrancelha de descrença.

— Não... Bem, sim, em partes. – Disse. – Vivemos em um mundo real Edward. Uma funcionária que transa com o chefe não é algo muito bem visto.

— Por favor Isabella. – Ele me encarou irritado.

— Mais é verdade. – Eu disse. – Você sabe como as pessoas são.

— Isabella Marie Swan. – Ele disse me encarando. — Acha mesmo que eu estaria onde estou se me importasse com cada coisa que as pessoas dizem, ou deixaram de dizer sobre mim? – Ele falou. – Não. – Ele respondeu a própria pergunta. — E sim, as pessoas sempre tem muito o que dizer, mas dar ouvidos a tudo o que falam! Francamente!

— Eu sei. — Suspirei.

— E? – Ele disse.

— Bem, tem sua Ex-mulher. – Disse.

— O que tem ela? – Ele disse irritado.

— Edward. – Disse. – Para começar, ela me odeia, e eu não acho que seria uma coisa muito bem vista se ela nos visse juntos.

Ele balançou a cabeça.

— Isso é ridículo, sabia disso? – Ele contraiu os lábios em uma linha fina.

Ignorei o que ele disse.

— Eu vim a trabalho, então, pelo menos publicamente, acho que as pessoas não deveriam saber sobre o nosso envolvimento.

— Envolvimento? – Ele disse. — Então estamos envolvidos? – Ele disse com um sorriso malicioso.

Senti meu coração acelerar.

— Bem, eu... Estamos?

— Não sei... – Ele se aproximou de mim. – Me diga você.

Pensei por um instante, então ao invés de responder sua pergunta, disse algo que estava me incomodando há muito tempo.

— Eu menti para você. – Disse. Ele franziu a testa com uma expressão confusa. – Sobre ter me arrependi do que fizemos. Eu só disse aquilo por que...

Antes que eu terminasse de falar, ele me interrompeu com um beijo intenso.

Senti o sangue em minhas veias esquentarem.

Será que ele sempre iria ter esse tipo de efeito sobre mim?

Eu o beijei de volta, de repente me esquecendo tudo o que me incomodava.

Agarrei os ombros dele, enrolando meus dedos em seus cabelos.

Eu me perdi novamente, me esquecendo do tempo e da realidade até que ele se afastou gentilmente.

— Acho melhor descermos. – Edward suspirou. — Não vamos querer dar um ataque de nervos em Alice logo no primeiro dia.

Sorri.

(...)

Durante nosso café da manhã, nos reunimos com um pequeno grupo de pessoas que estariam presentes no desfile da tarde, eu fiquei boiando na conversa a maior parte do tempo, já que todos falavam francês. A única coisa que consegui acompanhar foi quando uma das estilistas conversou com a gente, pois ela era americana.

Ela começou a falar sobre o tema do desfile, como ela havia arquitetado os detalhes, sobre suas inspirações, e o quão trabalhoso era trabalhar com um bando de franceses mal humorados.

O primeiro desfile começaria na parte da tarde, e o evento seria sediado em um lugar não muito distante do nosso hotel.

Alice estava muito empolgada, e elétrica. Edward parecia tão diferente do dia anterior, ele tinha algo diferente nos olhos, algo que eu não consegui detectar.

Eu estava me sentindo tão confusa, mas ao mesmo tempo um sentimento de felicidade me preenchia.

Então por um minuto eu tentei me convencer de e daí que ele era o meu chefe?

Isso poderia funcionar.

Depois da nossa breve reunião do café da manhã, Alice queria me mostrar mais lugares da cidade. Edward resolveu que iria ficar no hotel, por que ele precisava mandar alguns e-mails e fazer algumas ligações. Infelizmente a mala da Tanya resolveu nos acompanhar, então tivemos que aguentar sua presença.

Durante o caminho ouvimos as tagarelices de Tanya, e tudo o que eu via era Alice revirar os olhos para tudo o que ela dizia.

Fomos até a Weekday que era próxima ao nosso hotel, era uma loja de roupas, tinha um pequeno desenho do gato da Alice em forma de pixel na parede. Depois passamos em frente ao museu do Picasso. Era incrivelmente grande com uma construção antiga, de três andares de cor amarelo, mas não entramos por que estava fechado, mas pelo menos eu consegui tirar algumas fotos na frente do museu.

Depois ficamos passando pelas ruas, e eu observava cada detalhe da arquitetura. Era um misto de modernismo com atualidade. Era tudo muito bonito, e a luz do dia era ainda mais incrível. Então quando passamos em frente a Starbucks, eu não resisti.

— Alice, como se diz Expresso descafeinado para viajem, em francês?

— Espresso décaféiné pour les voyages. – Ela disse. – Por que?

— Vão indo na frente, eu já encontro vocês. – Disse.

(...)

Quando chegamos no hotel, Tanya foi para o bar, Alice e Kate foram se sentar nas poltronas confortáveis do salão, então resolvi pegar o elevador.

Subi para o meu andar, eu segurava o café nas mãos.

Então por um instante fiquei com a mão congelada na porta de seu quarto.

Eu deveria?

Senti meu coração acelerar.

Então dei uma batida leve em sua porta.

Quando pensei que ele ia gritar para que entrasse, ele abriu a porta.

— Sra. Swan. – Ele sorriu.

— Err, oi. – Disse.

Droga, por que eu estava tão nervosa?

— Entre. – Ele me indicou, dando passagem.

Entrei em seu quarto. Ele era exatamente como o meu.

— Passei na Starbucks. – Disse entregando o café.

Ele sorriu.

— Sabe que não precisava fazer isso. – Ele disse.

— Eu sei. – Dei de ombros.

Ele estava me olhando.

— Vem aqui. – Ele estendeu a mão.

Me aproximei dele.

— Por que está tão nervosa? – Ele disse passando a mão pelo meu rosto.

Olhei para os meus pés.

— Eu não sei. – Disse. – É que isso é tão estranho.

Ele riu.

— Acho que sim. – Ele disse. – Como foi o passeio? – Ele perguntou.

Sorri.

— Foi muito divertido. Alice conhece tantos lugares aqui. – Ri. – Você devia ter ido.

— Ainda teremos muito tempo aqui. — Ele disse passando as pontas dos dedos em meus lábios. — Além do mais foi bom eu ter ficado, precisei resolver alguns problemas na Runway.

Ele se inclinou colocando os lábios nos meus. Fechei os braços em seu pescoço, seu corpo parecia mais quente. Não interrompemos o beijo, apenas nos afastamos para recuperar o folego, seus lábios não deixaram minha pele, só passaram para meu pescoço. Puxei sua boca para a minha de novamente, ele parecia tão ávido quanto eu.

Uma de suas mãos ainda envolvia meu rosto, o outro braço estava firme em minha cintura, puxando-me para mais perto dele. Senti sua ereção em minha perna.

— Vamos tomar banho. – Ele disse de repente, interrompendo o beijo.

Concordei com a cabeça, então ele segurou minha cintura, fazendo eu levantar do chão.

Abracei seu quadril com as pernas enquanto ele caminhava até o banheiro.

Paramos no banheiro, ele me colocou sentada na bancada da pia.

Ele foi até a imensa banheira, e a ligou, deixando-a encher. Logo em seguida ele pegou alguns frascos e jogou na banheira, deixando que o vapor se misturasse as fragrâncias. – Jasmim e Lavanda.

Logo todo o banheiro estava perfumado as espumas aromáticas da banheira.

Ele voltou para onde eu estava, e tirou os sapatos jogando-os em um canto do banheiro, logo em seguida tirou a camisa, a calça, e as meias, ficando apenas com a cueca boxer cinza.

Ele se inclinou em minha direção me beijando. Passei as mãos em seus cabelos, minha boca febril contra a dele, consumindo-o, saboreando as sensações de sua língua contra a minha.

Ele passou os lábios para meu maxilar, e depois em minha orelha.

— Levante os braços. – Ele sussurrou contra o meu ouvido, então se afastou.

Fiz o que ele disse, ele retirou minha camiseta, e a atirou com as pilhas de roupas no chão. Então ele passou as mãos pelas minhas costas, desafivelando meu sutiã, libertando meus seios.

Ele se inclinou para frente, sugando um de meus mamilos. Arfei. A sensação afiada foi registrada em minha virilha. Ele continuou a me torturar com a língua, enquanto seus dedos provocavam o outro mamilo. Seus movimentos eram dolorosamente lentos, seus lábios se movimentavam, lambendo, beijando e sugando meus mamilos. Ele era tão provocadoramente bom nisso. Meu corpo ressoou e eu comecei a torcer languidamente sob o seu toque.

Minha respiração estava acelerada, cheia de expectativa. Ele ainda me provocava, então de repente ele parou. Ele me puxou da bancada, então fiquei em pé. Rapidamente ele passou as mãos na minha cintura, então engatou os polegares em minha calça legging, a puxando de uma vez para baixo, deixando-me nua.

Paramos em frente a banheira, ela estava cheia, cheia de espuma. Edward retirou sua cueca, liberando sua ereção.

Ele se sentou primeiro, então estendeu o braço, para que eu viesse ao seu encontro.

A banheira era grande, a água estava morna e muito perfumada.

Sentei-me de costas para ele.

Ele começou a massagear meus ombros. Gemi com a sensação relaxante, colocando minha cabeça em seu peito.

Ele riu.

— Está bom assim? – Ele perguntou.

— Hmmm. – Disse.

Ele começou a beijar meu pescoço, descendo para os meus ombros, fazendo minha pele pinicar com um desejo intenso.

Ele interrompeu o beijo e pegou uma esponja que estava ao seu lado, colocando um liquido transparente nela, e começou a me ensaboar.

Ele ensaboou meus ombros, e depois minhas costas.

— Vire-se. – Ele comandou.

Me virei para ele, ele tinha um sorriso torno nos lábios. Fui de encontro com sua boca. Meus lábios acompanhavam os movimentos de sua língua. Saboreei o doce aroma de seus lábios, à medida que o beijo ficava mais intenso, nos afastamos por um instante, em busca de ar.

Eu o inspirei juntamente com o aroma perfumado que saia da banheira.

Suas mãos desceram para meus seios, ele começou a ensaboa-los lentamente indo até minha barriga.

Então me afastei e sorri.

— Minha vez. – Disse tirando a esponja de sua mão.

Repeti os movimentos que ele fizera, ensaboando suas costas, depois seus largos ombros, e seu peito.

Ele segurou meu rosto, indo de encontro novamente com sua boca. Ele desceu as mãos dos meus seios, colocando as mãos em minha cintura, puxando-me para perto dele retribuindo o beijo. — Um beijo intenso e penetrante que dizia muitas coisas. Eu podia sentir o desejo nos lábios dele.

— Preciso sentir você. – Ele disse.

Em um movimento rápido e preciso, ele me puxou de forma que eu ficasse montada em cima dele, me penetrando com força.

— Ah!

Gemi em seus lábios sentindo ser preenchida por ele. Começamos a nos mover, nossos corpos molhados se chocando violentamente com a força das investidas e a cada estocada que ele me dava, um gemido alto saía de mim.

Abracei minhas pernas em seu quadril, minhas unhas arranhavam suas costas. Eu nem sei se estava fazendo isso com força, mas com certeza isso deixaria alguma marca depois.

Sorri com esse pensamento.

Nossas bocas estavam coladas de modo que eu não queria separar. – A não ser quando precisasse buscar por folego, mas mesmo assim seus lábios nunca deixavam meu corpo.

Suas mãos em minha cintura acompanhavam meus movimentos conforme eu me mexia em cima dele, afundando-me cada vez mais.

Eu sentia que estava próxima de minha liberação. Sua respiração parecia mais ofegante que o normal. O toque de suas mãos em meu corpo parecia brasas.

Comecei a acelerar os movimentos, ele me afundava cada vez mais dentro dele. Minhas pernas estavam tremulas, minha respiração estava ofegante.

Sua boca estava entreaberta, um grito gutural escapou do fundo de sua garganta.

— Isabella! – Ele gritou meu nome, então senti ele se derramar dentro de mim. – Goze!

Afundei-me nos ombros dele, meu sexo contraindo-se com o pau dele dentro de mim. O mundo ficou em silêncio naquele instante perfeito. Eu ainda estava ofegante quando ele saiu de dentro de mim.

Edward — gemi encostando minha cabeça na dele.

(...)

— Está ficando tarde. – Ele disse encostando as pontas dos dedos no meu rosto.

Gemi com os olhos fechados.

Ainda estávamos na banheira. O desfile seria em pouco menos de uma hora, mas aquele momento estava tão perfeito que eu não queria que acabasse.

Suspirei.

— Eu sei.

Comecei a me levantar da banheira, então ele me puxou, de volta.

— Não, mudei de ideia. — Ele riu, me aninhando em seu colo. — Você é

bonita demais para sair daqui.

Sorri.

Meu coração se alegrou e eu relaxei nos braços ele. Ele traçou um caminho delicado de beijos, descendo pelo meu pescoço, indo para meus ombros, e de volta ao meu maxilar.

Eu estava em baixo dele, e podia sentir o quanto ele estava duro.

Porra.

O fato era que isso não me surpreendia, mas tínhamos que chegar ao desfile, e ele não estava facilitando muito as coisas desse jeito.

Tivemos uma noite incrível e eu não conseguia parar de pensar nisso.

Não apenas no sexo, que tinha como sempre me deixado completamente satisfeita e exausta de uma maneira maravilhosa. Mas quebramos uma barreira e fizemos isso juntos. Eu tentava lutar contra toda ideia de que aquilo estava errado. Eu ainda estava lutando contra isso. Mas eu não queria pensar nisso agora.

Algo havia mudado.

Eu não sabia bem o que era, mas havia algo diferente.

A maneira como Edward fez amor comigo na noite passada personificou isso de alguma forma.

Apertei o braço que ele mantinha firme em minha cintura.

— Precisamos ir. – Lembrei a ele.

— Eu sei. – Ele me deu um sorriso triste. – Eu juro que se não fosse por esse desfile eu não te deixava sair daqui.

Então ele se levantou da banheira, e estendeu uma mão para me ajudar a sair.

(...)

Estava com o roupão, se não fossem por minhas roupas estarem em meu quarto, eu não iria embora, mas agora faltavam 40 minutos para o desfile, e eu precisava me arrumar.

Edward estava se trocando. Depois de me despedir dele, me dirigi até a saída.

Olhei para os lados no corredor, estava vazio.

Estava parada em frente ao meu quarto, quando fui procurar pelo meu cartão, me dei conta de que havia deixado no quarto de Edward.

Merda.

Bati em sua porta. — Já que a porta trancava automaticamente. — E bem nessa hora Tanya apareceu.

Cassete.

— Bella, o que está fazendo de roupão pelo corredor? – Ela me analisou com desconfiança.

Droga.

Disfarça, disfarça...

— Ah, eu, é bem... – Pense em alguma coisa. – Você viu Alice?

— Não. – Ela cruzou os braços.

Ela estava me encarando, e eu ainda estava com a mão congelada no ar.

— Esse não é o quarto do Edward? – Ela levantou uma sobrancelha de desconfiança.

— É? – Me fiz de sonsa. – Puxa, sabe que eu me esqueci? – Dei um sorriso amarelo.

Ela apertou os olhos.

— Bella! – Alice veio ao meu encontro. – Estava te procurando. – Ela sorriu. – O que está fazendo de roupão ainda? – Ela riu.

— Eu...Ah. – Comecei a falar.

— Venha, Kate está lá, temos que nos arrumar. – Ela disse pegando minha mão, me puxando em direção ao seu quarto. – Nos vemos no desfile. – Ela disse de má vontade para Tanya, e eu podia sentir seu olhar fuzilado em nós mesmo de costas.

(...)

Quando o motorista estacionou em frente ao elegante salão, uma música alta da qual eu não entendia nada estava tocando.

Havia uma imensa fileira de carros luxuosos parados em frente ao local do evento.

O motorista abriu minha porta, e estendeu a mão para mim. Ele usava uma luva branca muito elegante, e usava um terno de corte impecável. Segurei em sua mão, e desci da limosine. Por um momento me senti uma estrela de Hollywood.

Estava um pouco frio, mas felizmente a echarpe que Alice havia me emprestado me deixou menos desconfortável com o clima.

Eu estava usando um elegante vestido azul gelo da Chanel, bordado com pedras, com a echarpe dois tons acima, e um sapato salto agulha preto.

Alice também estava muito elegante, usando um vestido preto curto de franjinhas douradas da Moschino. Era um modelo muito elegante, e combinava muito com ela.

Kate usava um vestido longo, salmão muito bonito, seus cabelos estavam presos em uma trança embutida de lado de um jeito muito sofisticado.

Até Tanya, eu tinha que admitir, estava bonita com os cabelos presos no alto, com cachos perfeitamente moldados. Ela usava um vestido vermelho vivo, com um enorme decote em V.

Edward estava muito elegante. Ele usava um smoking com gravata borboleta branca. O terno tinha um corte impecável, devia ser sob medida.

Ele sorriu para mim assim que me juntei a ele em frente à entrada.

Haviam centenas de pessoas, parecia mais um evento do Oscar (mesmo que eu nunca tenha ido a um) Haviam centenas de repórteres, fotógrafos, um grande murmúrio de pessoas, e um tapete vermelho que se estendia desde a parte de fora do evento até chagar lá dentro.

Assim que Edward se aproximou da escadaria, centenas de flashs foram direcionados a ele. Ele me puxou para perto dele, então comecei a ver vários flashs vindo em minha direção também. — Agora eu entendia por que aquelas celebridades viviam de óculos escuros.

Quase fiquei cega de tantos flashs.

Vários repórteres começaram a falar frases desconexas, os idiomas se misturando, causando uma grande confusão. Pareciam um bando de pombos famintos em cima dele.

Logo os seguranças do evento começaram a interferir, e finalmente conseguimos entrar no salão.

— Nossa! – Disse quando finalmente entramos.

— Eu sei. – Ele riu. — Isso não é nada.

Comecei a olhar para o salão. Era enorme, parecia um teatro.

— Eu já disse como está linda nesse vestido? — ele sussurrou em meu ouvido.

Senti minhas bochechas queimarem.

Alice veio logo atrás, seguida de Kate e Tanya.

Vários garçons de terno branco seguravam bandejas de prata com taças de champanhe. Edward pegou duas taças e passou para mim.

Haviam varias pessoas dentro do salão, uma imensa passarela estava montada em seu centro, e as cadeiras dos dois lados da passarela estavam arrumadas simetricamente.

Depois do evento teríamos um coquetel.

— Quantas pessoas estão previstas? – Cochichei para ele.

— Umas trezentas. – Ele disse. – Mas pode ser mais.

Uau.

Um grupo de homens veio cumprimentar Edward, seguido de mais pessoas. Muitos eram americanos, mas também haviam alguns franceses, ou de algum país perto.

Passamos as primeiras horas cumprimentando pessoas. Edward me apresentou ao presidente que estava sediando o evento, um homem francês muito simpático (embora eu não tenha intendido uma palavra do que ele disse) Mas felizmente Edward foi meu tradutor.

Então finalmente nos sentamos em nossos lugares. Tínhamos entrada VIP, então nos sentamos nas primeiras fileiras.

Quando as luzes finalmente apagaram, o desfile começou.

Primeiro uma mulher magra de pele avermelhada e lustrosa entrou na passarela. Ela usava um vestido de corte transversal amarelo berrante com flores coloridas. Então uma mulher começou a falar em francês, (provavelmente alguma descrição do vestido e quem era o estilista). Varios flashs começaram a ser direcionados a ela. Logo em seguida, outra mulher apareceu. Ela era tão magra quanto a outra mulher, sua pele também era lustrosa, essa usava um vestido de gola cor de rosa, todo de fru-fru que ia até os pés. Sinceramente achei bem esquisito.

Então uma centena de outras modelos passaram pela passarela, todas elas pareciam mais cabides do que pessoas de verdade, mas esse deveria ser o padrão “normal” deles.

(...)

Quando finalmente a ultima modelo apareceu no palco, todas as outras modelos voltaram ao palco, então elas começaram a circular entre elas. Vários flashs foram direcionados a elas, seguido de uma salva de palmas quando novamente a mulher anunciou no microfone, dando encerramento ao desfile.

(...)

— Então, o que achou do seu primeiro desfile? – Alice disse empolgada.

Sorri para ela.

— Foi muito interessante. – Disse. -Embora eu tenha achado alguns modelos bem estranhos.

Ela riu.

— Sim, alguns estilistas gostam de ousar na hora de criar modelos novos.

Edward estava atrás de mim, então fomos para o salão.

O salão estava lotado de pessoas, um grande murmúrio de vozes, se misturava a musica alta. Havia um bar a frente, um imenso lustre no meio do salão, e várias mesas.

Vários fotógrafos vieram novamente em cima de Edward assim que ele apareceu. Tentei me afastar, mas ele me segurou pela cintura, me aproximando dele.

Depois Edward ficou conversando com um grupo de pessoas. Eu estava parada próxima a ele, Alice e Kate cochichavam entre si, Tanya estava com cara de taxo perto de nós. Então de repente vi um rosto familiar se aproximar de mim.

— Bella. – Jasper acenou em minha direção.

Edward se virou para mim ignorando de repente sua conversa com o grupo de homens.

— Jasper. – Disse sorrindo acenando de volta.

— Que bom encontrá-la. – Ele disse me dando um beijo na bochecha, como sempre me surpreendendo.

Olhei para Edward, ele mantinha um olhar sombrio em minha direção.

— Edward, esse é... – Disse.

Então ele olhou para mim e saiu de perto me deixando totalmente confusa no meio do salão.

O que eu fiz?

Notas finais
Comentem! Ps: "Parade" quer dizer " Desfile."