O Diabo veste terno
12 O ócio é a oficina do Diabo
Notas iniciais
POV Bella
Eu estava começando a perder o folego. – E o juízo. O que diabos eu estava fazendo?! — Me afastei tentando buscar por um pouco de ar.
— Edward. – Lutei para conseguir respirar novamente, tentando desesperadamente ignorar a sensação do corpo dele pressionando contra o meu. – Isso...Isso não está certo.
Senti o aperto em minha cintura afrouxar um pouco. Sua expressão era de puro desejo e excitação.
Estávamos encostados na parede do quarto, algo dentro de mim. – Talvez a minha consciência. – Tentava me alertar o quanto aquilo estava errado.
Meus olhos captaram os seus, ele tinha a respiração ofegante como a minha, e mantinha um olhar penetrante nos meus, desci o olhar até seu corpo.
Senhor, que corpo!
A camisa branca estava com um dos botões abertos, que deixava à mostra alguns pêlos de seu peito. De repente senti uma imensa necessidade em percorrer minha mão pelo seu peito nu. Continuei a descer o olhar, até chegar em sua calça. O volume a mostra espelhava exatamente o que eu havia visto em seus olhos: pura excitação.
O homem estava me deixando louca, e ainda estava todo vestido.
— Se for para se arrepender de algo Isabella, então que seja para valer. – Ele disse invadindo novamente minha boca. A ponta da língua dele passeou por meus lábios, persuadindo-os a se abrirem para ele. Atendi ao pedido e os abri novamente. A língua dele penetrou minha boca e encontrou a minha, provocando-me com lambidas breves que deram lugar a movimentos mais intensos, beijando-me com cada vez mais intensidade, puxando-me mais para perto. Meus lábios não conseguiram formar as palavras que eu precisava dizer naquele momento, então, novamente me deixei levar pelo desejo.
O braço dele deslizou para a parte da frente do meu corpo, pausando com um aperto firme no meu quadril.
Uma pequena parte de mim, a parte que não estava se derretendo de desejo, queria protestar contra tudo, ao seu toque, sua audácia, mas todos os pensamentos racionais foram enevoados naquele momento.
Senti sua mão descer novamente, desta vez nas minhas costas, onde com facilidade ele deslizou o zíper para baixo, fazendo vestido cair no chão. Chutei-o de lado.
Ele continuou me beijando, uma das mãos percorria minha perna, ele a levantou fazendo-a se encaixar em seu quadril.
Eu estava com uma das mãos agarradas em seu cabelo, enquanto a outra se esparramava em seu peito, onde freneticamente eu tentava desabotoar a sua camisa.
Inferno de botões duros.
Senti Edward rir em meus lábios.
— Calma Isabella, temos a noite inteira. – Ele disse interrompendo o beijo.
A forma como ele disse meu nome...
Espera ai, ele disse a” noite inteira?”
Ele me pegou pela cintura, me erguendo sem esforço algum. Enrolei minhas pernas nele, enquanto ele caminhava até o quarto. O cômodo era levemente iluminado por duas arandelas de parede, a quase escuridão envolveu-me como o calor do corpo dele. Então paramos, e ele me jogou na cama.
— Deite-se de barriga para cima– Ele ordenou com sua voz grossa carregada de desejo.
Fiz o que ele disse, olhando em sua direção.
— Que bela visão. – Ele disse com um sorriso de lado.
Ele subiu na cama, se deitando por cima de mim.
Senti seu peso pressionando meu corpo, eu podia sentir a ereção por debaixo das roupas.
Ele continuou me beijando, nossas línguas se tocando.
—Seu cheiro é muito tentador – ele disse deslizando o nariz pela minha mandíbula até meu pescoço – O gosto em sua pele é muito doce e convidativo.
Sua boca desceu para meu pescoço trilhando um caminho de beijos molhados em minha pele, que a essa altura estava em chamas. A qualquer minuto eu iria entrar em combustão.
Joguei a cabeça para trás, afundando no travesseiro. Suas mãos passaram para trás das minhas costas, onde ele desabotoou me sutiã, atirando-o de lado. Sua boca desceu para meu seio esquerdo, onde ele sugou com força, arrancando um gemido preso em minha garganta.
Cacete ele estava me enlouquecendo.
Agarrei seu ombro com minhas unhas quando ele mordiscou meu outro mamilo me deixando mais molhada ainda.
Meu corpo clamava desesperadamente por ele.
Ele desceu a boca, até minha barriga, onde continuava a trilha de beijos, ele parou de repente, separando minhas pernas, então começou a distribuir beijos na parte interior das minhas coxas, a fricção da barba por fazer na minha pele, quase me desmontou na mesma hora. Ele parecia não ter pressa em seus movimentos, e a expectativa estava começando a me enlouquecer.
Ele deslizou minha calcinha para baixo, senti meu rosto aquecer. Eu estava completamente exposta, ele olhou para mim, passando a língua nos lábios. Engoli uma profunda respiração.
Passei os dedos pelos cabelos dele e apertei com mais força quando ele me tomou em sua boca. Ele lambeu meu sexo molhado e trêmulo com a mesma habilidade mestra que tinha usado em minha boca, tocando de leve, provocando e chupando.
Cristo, ele tinha uma boca talentosa.
Eu gemia, a medida em que ele me possuía com sua lingua. Ele afundou dois dedos em meu sexo me fazendo suspirar alto e agarrar seu cabelo com mais força. Rebolei em sua boca, sua língua circulava meu clitóris. Contraí-me deliciosamente, por dentro e agarrei os lençóis de seda sob nós. A energia dentro de mim aumentava a uma velocidade alucinante.
— Seu gosto é tão bom. – Ele disse, e voltou a me torturar com sua língua habilidosa.
A sensação da respiração dele naquelas partes sensíveis, seguida pelos movimentos determinados de seus dedos, naquele emaranhado de nervos, levou-me à loucura. Rebolei ainda mais, apertando seu rosto contra meu sexo, ele sabia que eu estava perto, ele intensificou os movimentos com os dedos e com a língua.
Minha mente saiu de mim.
— Cassete! — Exclamei.
Gozei com força, deixando o orgasmo reverberar dentro de mim.
Minha respiração estava ofegante, enquanto eu tentava recuperar os sentidos. Apesar do orgasmo, meu desejo por Edward não havia diminuído.
Eu ansiava por ele, por tê-lo dentro de mim, terminando o que tínhamos começado. Assisti-o atirar a gravata no chão, enquanto desabotoava a camisa. Ele me fitou com uma expressão tão intensa e determinada que quase gozei de novo na mesma hora.
Ele voltou a me beijar com intensidade, eu podia ver o brilho selvagem de desejo em seus olhos.
Mordisquei de leve seu lábio inferior, antes de traçar um caminho de beijos pelo seu peito. Sua pele pálida se esticava por cima dos músculos. Pelos acobreados e encaracolados se espalhavam por seu peito e no centro de seu abdômen bem definido.
Deslizei o dedo pelo contorno impressionante da sua ereção, que ainda estavam cobertas pelas roupas. Desafivelei o cinto, abrindo o botão e o zíper, puxando a calça e a cueca para baixo de uma vez, apenas o suficiente para libertá-lo.
Quando ele finalmente se libertou, segurei-o com as mãos.
Sua carne era quente sob a minha, queimando com um desejo primitivo. Ele ofegou forte enquanto eu o circundava com delicadeza. Eu estava molhada com a expectativa, mas por mais que ansiasse por ele, eu precisava prová-lo primeiro.
Comecei chupando-o com delicadeza. Depois, fui mais fundo e com mais pressão.
Ele exclamou coisas incoerentes, passando os dedos pelos meus cabelos. Masturbei-o com uma mão, enquanto a outra repousava na barriga dele, mexendo-me com o mesmo ritmo de sua respiração ofegante.
— Isabella, meu Deus. Venha aqui...Porra! – Ele gemeu.
Ele ficou implacavelmente mais duro, mais grosso. Após algumas chupadas profundas que atingiram minha garganta, ele xingou de novo e eu soube que ele estava quase lá.
Os olhos dele estavam selvagens e intensos, como se ele tivesse passado dos limites de seu controle.
De repente Edward me puxou, colando o seu corpo no meu tomando meus lábios em um beijo mais voraz, nossos gostos se misturando, estranhamente isso me deixou ainda mais excitada.
Enrosquei meus dedos sem seus cabelos, suas mãos apertaram meus seios com força me fazendo gemer de dor e prazer.
Meu gemido foi sufocado novamente por sua boca em um beijo selvagem.
Sua mão deslizou pela parte interna da minha coxa percorrendo o caminho até meu sexo onde sua mão brincava me provocando, ele colocou um dedo em minha entrada e em seguida o segundo.
— Está pronta para eu te foder, Isabella?- Ele disse em meu ouvido.
Senti meu corpo inteiro arrepiar.
Concordei rapidamente com a cabeça.
Mais pronta do que nunca. -Eu pensei.
Eu estava em chamas e seu corpo no meu eram como gasolina me incendiando por onde sua pele encostava em mim. Sua ereção pressionando meu ventre me fazia desejar por ele. Nos separamos por um momento, vi ele pegar do bolso da calça que estava embolado no chão um pacotinho prata.
Sua ereção balançou levemente, longo, grosso e duro como pedra. Vi ele deslizar o preservativo em seu pênis.
Ele subiu na cama e em mim e eu ofeguei suavemente, ardentemente ciente de que ele se aproximava. Os músculos grossos e rijos das coxas dele abriram minhas pernas para ele. Enganchei uma perna por cima de seu quadril e curvei- me, querendo-o ansiosamente dentro de mim.
Ele me agarrou pelo quadril e interrompeu minha tentativa. Mal estávamos nos tocando, a cabeça do pênis dele parada na minha entrada.
— Edward — falei, minha voz ofegante e desesperada.
Ele se inclinou para vir de encontro à minha boca e nossos gostos se misturaram ao cheiro da minha excitação. O ato parecia íntimo demais, primitivo demais, dadas as circunstâncias, mas exacerbou meu desejo já ofuscante por ele. Debati-me contra o bloqueio dele, louca para tê-lo por completo.
Ele afrouxou e empurrou para dentro. Soltei um gemido na boca dele, perplexa como ele me preenchia completamente.
Saboreei deliciada aquela sensação. Meu corpo se expandiu para acomodá-lo. Fechei os olhos e o apertei com força contra mim, permitindo que aquele mundo único governasse no momento. Ele se movia com investidas deliberadas e calculadas, preenchendo-me e segurando-se com pausas meticulosas. Satisfação infinita com um desejo impossível. Cada movimento deixava-me mais perto do êxtase.
A promessa de alívio estava próxima, mas ele me deixou querendo mais, enquanto dominava minha boca com beijos lentos e intensos. O ritmo estava me deixando louca com a necessidade do orgasmo
— Edward, por favor.
Minha voz sumiu.
Ele diminuiu tanto o ritmo que eu achei que ia morrer de frustração.
— Confie em mim — sussurrou ele no meu ouvido.
Ele começou o ritmo novamente, desta vez mais forte, as investidas mais rápidas. Eu podia sentir o clímax chegando.
— Caralho… Edward!
Uma tempestade uivou dentro de mim, meu corpo respondendo incontrolavelmente ao dele. Ele deu mais duas estocadas fortes. Agarrei os cabelos dele e prendi-me a ele.
— Goze para mim — disse ele roucamente.
O clímax pulsou dentro de mim. Eu me agarrei toda a ele, todo meu corpo tremendo à medida que ele ficava impossivelmente maior, equiparando seu próprio alívio ao meu.
Ele gemeu, ficando imóvel dentro de mim, pulsando intensamente.
De olhos fechados, ele desabou nos cotovelos sobre mim. Gradualmente, nossas respirações desaceleraram, nossos corpos esfriaram e começamos a voltar ao ritmo normal.
Exausta do orgasmo, fiquei ali, mole e satisfeita. Após um instante, Edward retirou o preservativo, dando um nó, e me puxou para perto dele.
— Isabella?
Resmunguei, amontoada no peito dele.
— Você está bem? — Ele murmurou.
Olhei-o nos olhos, dilatados, mas repletos de preocupação.
Meu coração se contorceu e eu me esforcei para encher os pulmões na inspiração seguinte.
— Estou bem. — Engoli o nó em minha garganta. – Eu...
As próximas palavras sumiram. Ele encostou as pontas dos dedos nos meus lábios e deu um beijo suave ali, roubando as palavras não ditas.
Eu não queria pensar o quanto aquilo estava errado.
Ele foi beijando meu maxilar até chegar na minha boca, acalmando-me com movimentos longos e profundos de sua língua. Apesar de carinhoso, o gesto deixou-me pegando fogo de novo. Minhas mãos passearam pelo corpo dele, apreciando cada curva de tirar o fôlego de sua anatomia.
Eu não conseguia ter o bastante dele, meus afagos se tornaram mais urgentes.
Puxei-o mais para perto e ele veio para cima, trazendo o peso de seu corpo para cima do meu.
— Você é insaciável — Ele murmurou entre beijos, prendendo meu lábio inferior entre os dentes. — Mas posso aguentar a noite inteira se você conseguir.
Esticando meus braços acima de mim, ele entrelaçou nossos dedos. Ele me manteve prisioneira, uma situação que elevava meus sentidos e deixava-me formigando de novo da cabeça aos pés.
Enrolei as pernas nele, meus braços impotentes, e o puxei para mim.
— Isso é um desafio? — provoquei, tentada a testá-lo.
— Sim — ele disse.
Sua voz estava rouca de luxúria, enquanto seus lábios vinham com tudo para cima de mim.
Passei os dedos pelos cabelos dele e apertei com mais força quando ele me tomou em sua boca. Um fogo começou a crescer na minha barriga após apenas alguns movimentos da língua dele.
Senhor, aquela boca tinha um talento único.
Ele centralizou seu foco no pequeno emaranhado de nervos que estava fazendo todo meu corpo se contrair, chegando no limite do alívio. As lambidas dele ficaram mais intensas e ele chupou meu clitóris com um fervor que me deixou sem fôlego.
Minha visão turvou quando cheguei no ponto máximo, uma queda livre rumo ao clímax.
Ele me beijou, beijos lentos e intensos que suprimiram os tremores do meu orgasmo recente. Minhas mãos se espalharam pelo peito dele. A pele dele estava pegando fogo, totalmente esticada por cima de cada músculo contraído, que pareciam estar se esforçando para conter-se de maneira impressionante.
Eu ansiava por tê-lo por completo.
— Edward – Eu disse sentindo necessidade de tê-lo novamente dentro de mim.
Os lábios dele se curvaram debaixo dos meus. Ele saiu novamente da cama.
Esperei, não muito pacientemente, enquanto ele pegava outra camisinha na calça e a deslizava por aquela extensão admirável.
Bem quando eu esperava que ele viesse me fazer companhia, ele segurou minhas coxas e me puxou para a beirada da cama, enrolando minhas pernas em sua cintura e se encaixando na carne escorregadia entre minhas pernas. Os olhos dele estavam sombrios. Sua respiração sibilou quando ele me penetrou em um único e forte movimento.
Ofeguei com o tamanho dele, permitindo que meu corpo se acostumasse a estar tão completamente dominado pelo dele.
Fechei os olhos por um minuto para absorver aquilo tudo, a perfeição que era senti-lo dentro de mim.
Como ele não se mexeu, eu abri os olhos. A expressão dele era tensa, a linha de seu maxilar, rígida. Ele escorregou a mão do meu quadril ao meu joelho e retrocedeu um pouquinho.
Soltei uma leve lamúria de protesto. Travei os tornozelos e o puxei mais pra perto, mais fundo.
O que ele estava fazendo?
— Isabella, eu não quero te machucar. – Ele disse franzindo a testa.
— Não quero que você se contenha. – Disse.
Desesperada, curvei-me em direção a ele. A necessidade de senti-lo se movendo dentro de mim, assolando-me, era implacável. O que quer que ele estivesse pensando que eu não iria aguentar, era exatamente do que eu precisava.
— Por favor — implorei.
Ele soltou um suspiro trêmulo e retrocedeu lentamente. Então, penetrou-me de novo, forte e fundo.
Gritei.
Minhas costas arquearam sobre a cama.
Acompanhei as investidas rápidas dele, agora ferozes e destemidas, enquanto minhas entranhas se contraíam ao redor dele. Todo meu corpo estremeceu em um estado aparentemente perpétuo de êxtase. Deleitei-me enquanto ele penetrava cada vez mais fundo, atingindo um ponto sensível dentro de mim que eu jamais soube que existia até que ele o tinha criado.
Agarrei a borda da cama, dando ainda mais alavancagem às investidas dele.
Quando eu achava que não poderia mais suportar, ele ergueu meus quadris do
colchão, levando o contato a um outro nível. Fechei as mãos em punhos em cima dos lençóis.
— Edward, ah, meu Deus. Isso mesmo.
Gritos ininteligíveis saíam de mim à medida que eu me derretia em torno dele, o prazer reverberando fundo dentro de mim.
Fechei os olhos e um pequeno gemido saiu da minha boca.
— Eu quero que você monte em mim – Ele disse.
Estremeci e minha pele ficou mais quente.
A reação física que eu tive àquela ordem era inequívoca.
Molhada com a expectativa, obedeci e subi nele.
— Agora, eu quero que você sente no meu pau, bem devagar...
Em chamas de expectativa, desci sobre ele, contendo-me dolorosamente, querendo aproveitar esse novo estado. Ele me preencheu deliciosamente, centímetro por centímetro, até que estava totalmente enterrado em mim.
— Olhe pra mim — sussurrou ele.
Abri os olhos e vi o desejo primitivo nos dele. Ele segurou meu rosto com as mãos e beijou-me intensamente. Gemi, mantendo-me estável com as mãos nos ombros dele. Ele se afastou, a respiração ofegante. Ele deslizou um dedo pela minha bochecha e pela minha clavícula, passando por meu mamilo ultrassensível e, finalmente, parando no meu quadril, que ele ficou segurando possessivamente.
Ele ergueu os olhos e segurou-me neles.
— Você é tão linda.
A intensidade nos olhos dele me arrasou. Senti um aperto no peito.
Eu estava envolvida demais com Edward, mas não me importava, não quando ele estava dentro de mim, tocando-me, olhando para mim daquele jeito. Eu não conseguia fugir da maneira que ele fazia eu me sentir.
Respondi com um giro sutil dos quadris. Com um braço, ele os envolveu, mantendo-me parada, enquanto mudava o ângulo e dava investidas para cima, golpeando com força, dando-me mais dele. Prendi a respiração com o choque de dor quando ele me atingiu bem no fundo.
O leve desconforto logo deu lugar ao prazer quando ele massageou pequenos círculos em meu clitóris. Um arrepio leve passou por minha pele, enquanto ele metia dentro de mim movimentos estáveis e determinados que me fizeram esquecer momentaneamente minha loucura atual.
Fui de encontro aos movimentos dele, equiparando-os, até que Edward afrouxou os braços, passando o controle para mim gradativamente. As mãos dele apertaram e soltaram meus quadris ansiosamente.
Eu podia sentir novamente o clímax me invadindo, eu estava perto.
Muito perto.
De repente senti cada músculo do seu corpo virar pedra, sua respiração começou a acelerou enquanto ele chegava ao clímax.
—Puta merda! Eu vou gozar!
Ele deu uma estocada forte, jogando a cabeça para trás, os dedos deixando marcas na minha pele. deslizei as unhas de leve em seu peito e o beijei fervorosamente, compartilhando cada respiração que nos levou ao ápice, onde desmoronamos, juntos e exaustos.
(...)
Acordei abruptamente, desorientada, até reconhecer o ambiente.
Edward estava deitado de bruços ao meu lado, as costas nuas a mostra, sua respiração era calma e silenciosa no travesseiro. O corpo dele estava tranquilo e relaxado, uma imagem muito diferente do animal selvagem que tinha me feito ir à loucura ontem à noite.
A dor de cabeça dos infernos começou a me invadir. Mas a ressaca era o menor dos meus problemas agora.
Passamos do limite, e eu não queria estar aqui quando ele acordasse.
Meu Deus, eu fui para cama com meu chefe!
Eu queria poder cavar um buraco enorme e enterrar a cabeça. Estava com a sensação de culpa e vergonha, e a ideia de ter que encarar Edward quando ele estivesse acordado me deixou mais nervosa do que eu já estava.
Uma luz ambiente preenchia o quarto. Saí silenciosamente da cama e me vesti.
Olhei mais uma vez para Edward, que dormia tranquilamente em sua cama.
Eu queria poder esquecer o que havia acontecido.
Oh Deus, faça ele pensar que a noite passada foi apenas um delírio em sua mente.
Pois era exatamente isso que eu iria fazer.
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