Notas iniciais
Oi gente! Mais um capitulo :) Obrigada por estarem acompanhando! Boa leitura.

POV Edward

Inacreditável!

É inacreditável como o departamento pessoal consegue ser pior do que Victória! Pela primeira vez na vida eles não me mandam uma garota magricela. – Ou talvez não tão magra como os padrões que eles estabeleceram.

Mas tenha dó, a garota veio vestida como uma senhora de 80 anos!

Acredito que minha avó teria um gosto melhor.

E o pior de tudo, ela não fazia a mínima ideia de quem eu era.

“Obrigada pelo seu tempo, Sr. Cullen”. – Suas palavras ecoavam em minha mente, depois dela ter me lançado um olhar receoso.

Mesmo depois de ela ter saído de minha sala, por algum motivo eu pensei em ter dito algo a ela.

Peguei novamente seu currículo de minha mesa, analisando-o melhor.

Hmmm, interessante.

Ela tinha alguns méritos de trabalhos feitos durante seu tempo na universidade. Voltei a parte de idiomas, balançando a cabeça.

Meu Deus, quem escolhe estudar Grego?

Então vi no final da página.

“Prêmio de melhor estudante jornalista”. Artigo: “A chamada ética para o trabalho.”

Espere um minuto.

Eu li este artigo.

Achei-o fascinante na época. Até usei-o como base como uma palestra que passei para meus funcionários.

Por um momento me peguei pensando sobre a garota que dispensei.

Ela poderia não ser assim tão estilosa, ou estar nos padrões em que eu estava acostumado.

Mas de uma coisa eu sabia: Era muito inteligente.

Sim. Eu poderia fazer um teste.

O que eu teria a perder?

O que as minhas últimas assistentes me proporcionaram?

Podiam ser todas estilosas, mas eram também um bando de incompetentes.

Apertei novamente o botão de minha mesa.

POV Bella

Acordei com o som estridente de meu celular tocando.

Levantei-me assustada procurando por ele.

Onde diabos estava? — comecei a caça-lo.

Jacob se mexeu do meu lado, apertando os olhos.

Continuei a procura-lo, quando finalmente o encontrei debaixo de nossas roupas que estavam em uma mesinha.

— Alô? – eu disse com a voz grossa de quem acaba de acordar.

— Srta. Swan?— uma voz familiar soou do outro lado da linha.

— Sim?

— Aqui é Leah do RH. A senhorita foi aprovada para ocupar o cargo como nova assistente Junior, da revista Runway, a vaga ainda a interessa?

Eu fui aprovada?

Como assim?!

Por um momento fiquei em choque.

Isso não fazia sentido.

— Srta. Swan?

— Sim. – Eu respondi ainda sem acreditar. – Claro que me interessa!

— Ótimo, então neste caso pedimos que leve uma cópia de seus documentos, e entregue na recepção hoje, as 13:00.

— Tudo bem. E quando eu começo?

— Amanhã de manhã. Victória lhe dará todos os detalhes necessários. E boa sorte, Srta. Swan.

— Obrigada.

Desliguei sem acreditar.

Eu iria trabalhar na Runway, mesmo a minha entrevista ter sido um fiasco!

Balancei a cabeça sorrindo.

— O que aconteceu? – Jacob disse dando um bocejo sonolento. — Quem era? – Ele disse se levantando.

Só então havia me dado conta que acabamos dormimos em seu sofá, provavelmente mais tarde a minha coluna estaria um fiapo.

— Uma mulher dos recursos Humanos. Fui aceita para trabalhar na Runway, você acredita? – disse dando um sorriso para ele.

— Isso é ótimo! – ele disse animado. – Parabéns. –Veio em minha direção me dando um beijo. – Precisamos comemorar mais tarde. – Ele disse se levantando para tomar banho.

(...)

Jacob já havia saído para seu trabalho. Ele trabalha como sous chefe em um restaurante do centro.

Olhei para meu relógio.

Ainda era cedo. Vesti uma camiseta de Jacob, e me servi do restante do nosso vinho barato da noite anterior.

Fui para o terraço de seu apartamento, apreciando New York acordar. Desde que eu havia me mudado para essa cidade, eu havia parado poucas vezes para apreciar a vista.

Decidi me trocar, e voltar para o meu apartamento, ainda precisava tirar as copias de meus documentos, e deixá-los no prédio da Runway.

(...)

Depois de entregar meus documentos a moça da recepção. – Angela, que por sinal parece ser muito simpática. – Ela pediu que eu aguardasse para falar com Victória.

Alguns minutos depois, ela apareceu na porta, com uma cara fechada.

— Isabella. – Ela disse, acho que como um cumprimento. – Venha. – Ela me indicou o mesmo corredor que passamos ontem.

Segui-a, já reconhecendo o lugar.

Quando chegamos a sala, ela se virou.

— Vou explicar brevemente os horários, e como funcionam as coisas por aqui. – Seu tom era seco. – Mas espero que não me interrompa com perguntas idiotas, estou em meu horário de almoço, não quero ter que perder mais nenhum minuto aqui! – Ela disse me fuzilando.

— Tudo bem. – Eu disse concordando.

Gente, que mulher brava.

— Nós começamos as sete em ponto. Nem um minuto a mais de atraso. – Ela me olhou séria. – Edward gosta de ter o seu café em sua mesa o esperando, ele chega por volta das sete, sete e meia. – Ela me encarou. — Mas devo avisa-la que não é sempre que ele pede café, as vezes ele pode pedir que você busque outra coisa, mas é raro. Nunca pegue café da cozinha. Ele só bebe café da Starbucks. Entendeu?

Fresco.

— Tudo bem. – Eu disse concordando com a cabeça.

— Sua mesa será aquela. – Ela disse apontando para a mesa em frente a sua, que ficava próxima a sala de Edward. – Ali fica o seu telefone, você vai usá-lo muito. – Ela disse dando um sorrisinho sarcástico. — Amanhã você terá seu código de acesso para o computador, e quando chegar, peça para o porteiro do prédio lhe entregar seu crachá.

— Tudo bem.

— Nós temos uma copa, fica depois daquela porta. – ela disse apontando a uma porta verde com vidro. — Tem geladeira, micro-ondas, sabe como é, o básico, caso queira trazer alguma refeição de casa. E temos um restaurante no andar de baixo, destinado apenas para funcionários. Edward nunca come a comida daqui, então deve encomendar sua refeição sempre que solicitado.

— Entendi.

— Bem, é isso por hora. E não se atrase, Edward odeia atrasos.

— Mas você não disse que ele che...

— Edward é imprevisível. — Ela disse me cortando. — Não ache que só por que ele costuma vir mais tarde, que será sempre assim. Ele pode chegar antes de você, e você só saberá quando estiver aqui. – Ela disse balançando a cabeça como se lembrasse de algo.

— Certo. – disse concordando.

Victória me levou de volta a sala de recepção.

— Bem, acho que isso é tudo. Espero que tenha entendido as informações que te passei, porque não sou papagaio para ficar repetindo. – Ela disse seca, se virando para a porta de vidro.

— Obrigada! – eu gritei, mas não sei se ela ouviu.

Nossa que doce de pessoa.

Depois que sai do prédio, voltei para o meu apartamento e resolvi ligar para minha mãe, para contar a novidade do novo emprego. Ela ficou muito animada, é claro, e me desejou boa sorte. Depois liguei para meu pai, que me desejou igualmente sorte no dia seguinte.

(...)

— Espera, espera, você conseguiu um emprego em uma revista de moda? – Meu amigo Emmett disse abismado. – UAU. Como foi isso, entrevista por telefone? – ele disse rindo. Jacob e Rosalie riam na mesa.

Estávamos em um bar, eu havia ligado para minha melhor amiga da faculdade, Rosalie, e seu namorado, Emmett, que acabou se tornando nossos melhores amigos.

— Besta. – Eu disse dando um tapa em seu braço, o que só fez eles rirem mais.

— Ah Bella, não ligue para ele. – Rosalie disse rindo. – Mas me conta, como é o imponente Edward Cullen?

— Gente, como vocês já ouviram falar sobre ele, e eu não? – disse inconformada, enquanto despejava minha soda no copo.

— Ah Bellinha, todos de New York leem essa revista. – Ela disse me dando um sorriso. – Além do mais, o cara é famoso por ser imprevisível.

— E bem vestido. – Eu disse. – Sério, vocês deveriam ter visto como ele se veste, aliás, como todos eles se vestem! – eu disse olhando para eles. – Parecia um desfile de moda. – disse rindo. — Eu estava quase voltando para casa.

Todos da mesa riram.

— Edward é só mais um cara arrogante na indústria de moda. – Emmett disse enquanto tomava a cerveja na garrafa.

— Pode ser arrogante, mas tem um império nas mãos. – Rosalie disse debatendo. – Ouvi dizer que a Runway é a revista mais valiosa dos EUA.

— Pode até ser, mas não é bem o ramo que eu queria trabalhar. – disse a eles. – Eu nem vou escrever nada pelo que eu entendi.

— Sabe, eu acho que você tem que começar por algum lugar, certo? – Jacob disse se virando para mim.

— Jacob tem razão, Bella. – Rosalie disse. – As pessoas começam sempre por empregos que não são o esperado, mas é uma maneira de você criar experiencia, e no futuro conseguir algo que realmente queira trabalhar. – Ela disse sorrindo.

Depois continuamos conversando sobre outros assuntos, que não envolvessem a Runway, ou Edward.

(...)

— E vocês precisam nos visitar mais. – Rosalie disse se despedindo com Emmett na porta do bar.

— Nós vamos sim. – Eu prometi.

Depois me despedir deles, decidi que já estava tarde e resolvi que dormiria em meu apartamento, pois precisaria acordar cedo no dia seguinte.

Assim que cheguei em meu apartamento, me atirei em minha cama, em um sono profundo.

Apenas despertei com o som do meu celular que tocava estridentemente ao lado da minha cabeceira.

— Alô...- Eu disse sonolenta.

— Edward decidiu mudar as edições de jaquetas de outono de setembro, e está preparando sedona para o outubro. – A voz de Victória soava do outro lado da linha.

Anh? Sedona? Do que ela estava falando?

— Precisa vir para o escritório agora, e pegue o café no meio do caminho. – Ela disse.

Olhei para meu relógio. 5:50 da manhã.

— Agora? – eu disse.

Isso é sério?

— Não, querida, é para ontem! - ela disse com seu tom grosseiro. — Vai logo, pegue uma caneta e anote o que eu vou dizer.

Abri a gaveta de meu criado-mudo achando um bloquinho, e peguei uma caneta.

— Quero um expresso com leite, sem espuma, e com café extra, e três cafés puros, sem açúcar. E quentes Isabella, extremamente quentes. E chegue antes das sete.

— Está bem. – Eu disse.

Ela já havia desligado.

Olhei para a tela do celular.

Doce como um limão.

Resolvi tomar um banho rápido para acordar, e vesti um suéter azul, com a mesma saia do dia da entrevista.

Dirigi até a Starbucks, que para variar estava cheia.

Peguei os pedidos e dirigi até o prédio da Runway. Felizmente não peguei muito trânsito.

Desci com os copos, já estava na frente do prédio Elias Clark, quando senti o telefone tocar.

— Alô?

— Onde você está? – A voz rude de Victória soou do outro lado.

— Já estou subindo.

Droga!

Corri para a portaria, pegando meu crachá.

Swan, Isabella

Assistente Júnior

Runway

Peguei o elevador, subindo com os cafés.

Assim que a porta abriu, corri em direção a porta de vidro que ia em direção a minha sala.

— Bom dia, Srta. Swan. – Angela me cumprimentou simpática.

—Bom dia. – Dei um aceno rápido, abrindo a porta.

— Em cima da hora! – Victória veio em minha direção, retirando aos cafés das minhas mãos. – Espero que tenha consciência de que é um trabalho muito difícil. – Ela disse me fuzilando. – O qual você é extremamente inadequada. Edward é um homem exigente. E se fizer algo errado, é a minha cabeça que estará em jogo!

Credo!

Guardei a minha bolsa e casaco do lado da minha cadeira, me sentando em minha mesa.

Victória entrou na sala de Edward, colocando os cafés em cima de sua mesa, e voltou logo em seguida, vindo em minha direção.

— Em primeiro lugar, você e eu, atendemos os telefonemas. – Ela disse séria. – E deverá ser atendido sempre que tocar. Quando as ligações caírem para caixa eletrônica, é aí que deve se preocupar. E se eu não estiver aqui, Isabella... Você deve ficar nesta mesa o tempo inteiro!

— Bem, e se eu precisar ir...

Victória deu um riso sem humor.

— Não, nem pense nisso. – Ela me cortou. — Uma vez uma assistente saiu da mesa, porque cortou o dedo com um abridor de cartas, e Edward perdeu uma importante ligação sobre um voo que seria adiantado naquele dia. Bem, agora ela trabalha como caixa em um supermercado.

Nossa.

— Nunca sair da mesa. Já entendi.

O telefone da mesa começou a tocar.

Ai meu deus, eu devia atender?

Victória pegou o telefone de sua mesa, e o atendeu. Ouvi suas palavras para aprender como deveria ser feito.

— Escritório de Edward Cullen. – Ela parou para ouvir. – Não, ele não está disponível. – Mais uma pausa.

— Quem é? – eu perguntei.

Ela me ignorou, e começou a digitar alguma coisa no computador.

— Sim, vou avisa-lo que o senhor ligou... – ela disse desligando. – de novo. – Ela completou mal-humorada, então me encarou. — Certo, lembre-se que você eu tenho funções totalmente diferentes. – Ela sorriu sarcástica. – Quero dizer, você pega o café, e busca as coisas na rua. Já eu, controlo toda a agenda dele. Os encontros, as despesas, e o mais importante: O livro. E sabe, eu também irei com ele para Paris na semana da moda em Setembro. Eu vou usar roupas lindas, e ainda irei a todos os desfiles e festas! – desta vez ela sorriu de verdade. – Eu conheço todos os nomes dos estilistas, vai ser divino! — ela disse sonhadora. – Ok, agora fique aqui. – Ela disse voltando para a realidade, e assumindo seu tom rude. – Vou ao departamento de arte, para lhe entregar o livro.

— O...

— Esse é o livro. – Ela disse pegando um grosso caderno de sua mesa, e levando a minha mesa. – Isso é uma síntese de tudo que está sendo criado atualmente. E nós o levamos ao apartamento de Edward, toda noite, e ele retorna...

Coloquei a mão em uma das páginas.

— Não toque nisso! – Ela disse me repreendendo. – Então Edward devolve para nós, com as anotações que ele fez. A segunda assistente, que no caso seria você, é quem deveria fazer isso, mas...Edward é muito reservado, e não gosta de estranhos em sua casa, então, até ele decidir que você não é uma psicopata, este livro fica comigo. – Ela disse se encaminhando para a porta.

Eu iria ficar sozinha na sala.

— Ei, Victória, o que eu devo fazer? – eu disse sentindo desespero ao notar que não fazia ideia em como deveria recebera as ligações.

— Se vira! – ela disse dando as costas para mim.

Cretina.

Alguns minutos depois, para o meu azar, o telefone começou a tocar.

— Alô, escritório do Sr. Cullen.

— Eu pensei que fosse de Edward Cullen. – A pessoa disse do outro lado.

Revirei os olhos.

— Foi isso que eu quis dizer, escritório de Edward Cullen.

— Eu gostaria de falar com ele.— O homem disse.

— Você sabe, ele está em reunião, eu poderia anotar o seu recado? – disse em uma tentativa de ser útil.

— Diga a ele, que Caius da Dolce & Gabbana gostaria de confirmar os pedidos feitos nesta semana.

— Ok. Você poderia soletrar Gabbana?

O telefone ficou mudo.

— Alô? – eu tentei dizer, mas ele já havia desligado.

É, eu acho que não...

Então de repente Alice apareceu na minha frente sorridente, com uma caixa de sapatos.

— Oi Isabella! – ela disse animada. — Eu imagino que você deva calçar 36.– Ela disse me entregando a caixa.

Abri a caixa, revelando um glamouroso salto alto da louboutin.

UAU.

— Obrigada Alice. – Eu disse sorrindo. – É muita gentileza a sua, mas Edward me contratou, e ele sabe como eu me visto.

Alice balançou a cabeça.

— Vai por mim, você vai usa-los.

— Victória! – Edward começou a gritar. – Victória!

— Ele está falando com você. – Alice falou enquanto foleava uma revista.

Levante-me rápido indo em direção a sua sala.

— ... e acho que nós podemos cortar um pouco aqui. – Uma mulher dizia a outro homem que segurava um tecido.

— Não foi isso que eu pedi? Acho que eu fui bem claro! – Edward dizia com um tom rude, de costas para a porta, então se virou. – Ai está você Victória, quantas vezes eu tenho que chamar o seu nome?

— Bella. – eu disse.

— O que? – ele disse rude.

— Meu nome é Isabella, mas as pessoas me chamam de Bella...

Parei de falar na mesma hora. Ele apenas me encarou, me olhando com a maior cara de desprezo do mundo.

— Eu preciso de umas 15, ou 20 saias da Calvin Klein.

— Que tipos de saias? – perguntei, afinal, existem tantos modelos...

— Por favor garota, não me incomode com suas perguntas estúpidas logo tão cedo. Eu tenho certeza que teremos o píer 59 as oito da manhã. Depois eu preciso que ligue para Jane, para confirmar sobre o ensaio da modelo de amanhã. Então diga a Irina que eu vi os modelos de acessório deste mês, e eles não estão bons. O Demarchelier já confirmou?

Quem?

— D-Dema...

— Demarchelier! – ele disse impaciente. – Ligue para ele agora.

— Está bem. – Eu disse o encarando.

— Então vá logo garota! – ele disse impaciente.

Me virei para sair de sua sala.

— E Victória?

Ah tenha santa paciência homem!

— Sim? – eu disse tentando manter um sorriso no rosto. Então ele levou seus olhos até os meus pés, e depois voltou a olhar para mim.

— Nada, é só isso.

Ele voltou a se virar para as duas pessoas que estavam em sua sala, e eu corri para minha mesa, pegando a caixa.

Alice tinha razão afinal.

Notas finais
Comentem!