Notas iniciais
Hey gente! Faz quase um século que eu não posto! Nossa! Mas de agora em diante, eu vou tentar me esforçar para postar com mais frequancia... enfim, espero que gostem, e se eu não respondi algum comentário, eu prometo que eu vou responder, tá? Boa leitura! XX

POV Edward

Não era possível.

Jasper estava aqui.

Minha primeira reação ao vê-lo foi trata-lo como um pedaço de merda que ele é. Eu o vi conversando com algumas pessoas, então para o meu próprio bem, apenas fingi que ele não existia. É claro, que se eu pudesse, eu o pegaria pelo colarinho e atiraria para fora do salão. Mas infelizmente haviam jornalistas demais aqui, e eu não pretendia causar um escândalo.

Então apenas respirei fundo.

Eu não estava mais em clima para aguentar esse evento, minha cabeça doía, eu estava irritado, e tudo que eu precisava era voltar para meu refúgio silencioso.

Estava procurando por Isabella no salão. Eu já não a via fazia um bom tempo. Então, enquanto andava, vi novamente Tanya. Ela vinha em minha direção.

Mas que merda.

— Edward querido, eu estava te procurando! – Ela disse dando um sorrisinho perverso. – Eu acabei não conseguindo conversar com você direito querido.

— Ah, puxa, mas que pena. – Eu disse, sem conseguir disfarçar meu tom de deboche.

Ela fez uma carranca irritada, mas depois voltou a sorrir.

— Sabe, é que eu acabei não conseguindo lhe apresentar meu convidado, espero que não se importe.

— É mesmo? – Disse em um tom de voz desinteressado, eu estava procurando por Isabella no salão, e não estava dando a mínima para o que ela dizia.

— Sim, na verdade, ele está agora mesmo conversando com sua irmã... Parecem estar em uma conversa muito interessante...

Olhei para ela, pela primeira vez, e segui seu olhar.

Alice estava sentada no bar.

Ela estava rindo, segurava uma taça. Jasper estava com ela.

Senti meu sangue ferver.

— Aquele é Jasper Hale, ele é...

— Eu sei quem ele é! – Eu a cortei. – Agora, se me der licença...

Sai dando passos largos, deixando-a falar sozinha.

Isso só podia ser provocação!

Alice estava sentada em uma das banquetas de bar, Jasper estava ao seu lado, conversando.

Mas que inferno!

Cheguei perto deles. Dei um pigarro.

— Será que você poderia me dar licença? – Disse em um tom de voz frio, direcionando o olhar para Alice.

Ele fez um aceno, e se levantou.

Cheguei perto de Alice, e a peguei pelo braço.

— O que diabos acha que está fazendo?!

Ela pareceu chocada.

— Ei, para com isso Edward! – Ela disse tentando se desvencilhar de mim. — O que você está fazendo, eu que pergunto!

— Eu não quero você perto dele! – Disse irritado. – Ele não presta!

— Mas que Droga Edward, eu tenho 23 anos, não sou uma criança! – Ela disse furiosa, com lagrimas nos olhos.

— Eu não estou dizendo que é. – Respirei fundo. – Olha, quer saber? Apenas chame Victória e Isabella, eu quero ir embora.

— Bella já foi. – Ela disse colocando a taça no balcão.

O que?!

— Você dispensou minha assistente sem o meu consentimento?!

— Sim, Edward, eu a dispensei! – Ela disse me encarando. — Por que caso não saiba, algumas pessoas tem vida própria, não são marionetes para serem controladas! Você tem que parar com essa mania estupida de querer controlar todos ao seu redor! Além do mais, ela não tinha nenhuma obrigação de ficar nessa festa idiota!

Então saiu pisando duro, me largando sozinho.

POV Bella

— Agora vai se fazer de muda? – Ele disse me encarando.

— Jake, e-eu posso explicar. – Disse com a voz tremula. – Aquela noite nos bebemos muito, as coisas saíram de controle. Eu pensei em te contar várias vezes, mas eu não consegui. Eu me arrependi tanto! Eu...

Eu não conseguia mais falar.

Justo quando eu precisava que ele me ouvisse.

Ele encarava a parede, e ainda segura a garrafa de bebida nas mãos.

Me aproximei dele, tentei segurar seu braço.

Ele olhou para mim com raiva.

Era um olhar diferente. Eu nunca havia visto essa expressão em seu rosto, mesmo depois de todos esses anos.

— Então foi apenas uma noite para você? — A pergunta dele me tirou dos meus devaneios.

— Eu já disse que estava bêbada, Jake. — Disse baixinho, deixando ele saber que isso nunca teria acontecido comigo. Mas ele não gostou da minha resposta. — Foi um acidente.

— Acidente? – ele disse ácido. — Acidente é quando você pega uma maldita bicicleta e cai dela! Ou quando tropeça sem querer em alguém. Isso é acidente! — Seu tom de voz era de raiva. — Transar com alguém não é acidente! Não mesmo! – Ele me encarou.

Ele se levantou e passou por mim até o banheiro do quarto e bateu a porta com força, e foi por isso que fiquei assustada.

Eu nunca o vi assim.

Mas era a verdade.

Eu poderia tentar achar alguma desculpa, mas optei por ser honesta.

— Você deveria ter me contado isso antes. — Ele disse, então de repente a porta do banheiro foi aberta e Jacob me encarou.

— Como? — eu disse.

— Você poderia ter sido mais transparente! — Ele se aproximou de mim. – Que inferno, por que eu deixei você ir naquela viagem. – Ele parecia estar falando com sigo. – Você nunca deveria ter aceitado ir para San Francisco.

— Eu não tive escolha. – Disse baixinho.

— Não teve escolha? – Ele me olhou indignado. — Você só tem escolhas! Bella, seu trabalho deixou de ser um emprego, caso não tenha notado. Ele está dominando a sua vida! — Ele disse alterado.

— Jake, eu sei que...

— Não, você que vai me ouvir agora! Hoje só foi mais uma prova de que você não dá a mínima para mim! Esquecer-se de mim por um segundo não exige muito esforço, não é? Desde que você aceitou a vaga desse maldito emprego, você mudou completamente! Olhe para você!

— Eu não mudei. Eu ainda sou a mesma pessoa que você conheceu. – Disse.

Ele deu um riso sem humor.

— Não. Você mudou, é só você que ainda não enxergou isso! – Então ele deu um suspiro. – Você pretendia mesmo me contar? – Ele parecia incrédulo.

Balancei a cabeça.

— Eu estava me sentindo tão mal por isso. Eu nem saberia como dizer algo assim. Eu...

— O que? iria fingir que nada aconteceu? você iria se redimir depois? O QUÊ?!- ele gritou comigo, e atirou a garrafa de Whiskey na parede, que explodiu atras de mim.

Havia uma veia em sua testa que latejava pesadamente, seus olhos estavam bem abertos, ele estava olhando para mim.

— Eu ... eu não sei! – Eu disse sentindo o nervosismo em minha voz.

Ele me encarou.

— Você me fez parecer o errado, mas é tão suja e imoral! como pôde se comportar como uma cadela no cio na primeira oportunidade?!

Isso fez meu sangue ferver.

— O CACHORRO AQUI É VOCÊ! — De repente a frase surgiu sobriamente dos meus lábios.

— O QUÊ?! — Ele me perguntou inexpressivamente. Como se ele tivesse entendido mal, como se não pudesse entender o que eu disse.

— Você me entendeu muito bem! — Eu o imitei.

Ele bateu no batente da porta, a menos de dez centímetros da minha cabeça, com o punho.

Isso me fez pular.

Ele tinha uma fúria em seu rosto que eu jamais havia visto.

De repente ele agarrou meus braços, me prendendo contra a parede.

— Você se arrependeu mesmo te ter se comportado como uma vadia? – Ele disse me encarando.

— Jacob, você está me machucando! – Eu disse sentindo minha respiração acelerar.

— E COMO VOCÊ ACHA QUE EU ME SENTI QUANDO DESCOBRI QUE VOCÊ ME TRAIU?! VOCÊ TAMBÉM ME MACHUCOU!

— VOCÊ ESQUECEU QUE ME TRAIU VÁRIAS SEMANAS SEGUIDAS POR QUE NÃO SABE CONTROLAR O QUE TEM NO MEIO DAS PERNAS? – Cuspi para ele. Então senti seu aperto afrouxar. — EU REALMENTE GOSTARIA DE SABER COMO VOCÊ PODE SER TÃO CÍNICO E HIPÓCRITA ASSIM JACOB!- Senti as malditas lagrimas escaparem pelos cantos dos olhos. — TALVEZ EU NÃO CONHEÇA SUFICIENTE A PESSOA COM QUEM EU DORMI E CONVIVI DURANTE TODO ESSE TEMPO! VOCÊ É UM MONSTRO JAKE, UM MONSTRO!

Ele sorriu sarcasticamente para mim, então aproximou seu rosto novamente do meu. O cheiro forte de bebida começou a me invadir.

— Eu posso ser um cachorro filho da puta, mulherengo e tudo mais que você quiser, mas monstro mesmo é aquele filho da puta ao qual você trabalha. Ele é a pessoa que você escolheu para passar seus dias. Espero que vocês dois sejam felizes juntos! – Então ele finalmente me largou.

Eu não aguentava mais olhar para a cara dele.

— Eu realmente devo ir antes que algo mais saia de controle, do qual você possa se arrepender mais tarde!

Ele franziu a testa surpreso. Não esperei que ele dissesse mais nada.

Peguei meu celular da mesa, e corri para a porta da frente com passos rápidos e depois desci as escadas para deixar o prédio o mais rápido possível.

Eu não estava com raiva de Jacob, estava decepcionada.

Mas ele também se machucou e eu não queria mais o atacar.

Pensei sobre tudo que havia acontecido comigo.

Primeiro, eu dormi com meu chefe. Segundo eu descobri que Jacob estava me traindo. Terceiro, todos os homens são realmente idiotas.

POV Edward

Dispensei o motorista. Naquele momento eu precisava esfriar a cabeça.

Não dava para acreditar.

Tanya convidou Jasper para a festa, e ela sabe o quanto eu o detesto. – Talvez essa não fosse a palavra para expressar. – Eu o repudio. Sim, eu o repudio de todas as maneiras possíveis.

E vê-lo conversando com minha irmã! Isso me deixou de cabeça quente.

Então naquele momento eu estava apenas dirigindo para me acalmar.

Não aguentava mais ficar naquela festa.

Isabella havia ido embora, e ela nem havia se despedido.

O que será que a fez querer ir embora mais cedo?

Eu a ignorei a maioria do tempo, mas eu precisava dar atenção aos convidados, afinal, eu era o anfitrião da festa.

Ela se saiu muito bem. Considerando que ela teve que ir tão em cima da hora.

Sim. Ela se saiu muito bem.

Parei em uma rua escura, e peguei meu celular.

Haviam duas chamadas perdidas de minha mãe.

Pensei em ligar, mas estava tarde para isso, e a conhecendo bem, a conversa não seria rápida.

Encostei a cabeça no encosto do banco, e olhei para o retrovisor.

Então de repente vi um vulto passando.

Por segurança, travei o carro, e desliguei os faróis.

Era uma mulher, ela estava andando pela calçada.

Tentei ver melhor.

Ela estava vestindo um vestido preto longo.

Espera.

Era Isabella?

Ela virou a esquina, e sumiu de vista.

O que ela estava fazendo aqui, a essa hora?

Liguei novamente o carro.

POV Bella

Eu jamais havia pensado que a minha noite terminaria daquela forma. Jacob se revelou uma pessoa que eu jamais pensei que seria.

Então, naquele momento eu estava me sentindo decepcionada, desolada. E estava sem carro.

É claro que sempre haviam taxis disponíveis, mesmo sendo tão tarde. Mas eu senti que precisava arejar a cabeça, afinal, eu sabia que não conseguiria dormir de qualquer forma.

Tirei os saltos, e comecei a andar.

Eu não estava prestando muita atenção para onde eu estava indo.

Eu tentava não pensar em Jacob. Eu nunca havia sentido medo dele, e isso me assustava.

Mas decepção que senti fosse mais dolorosa que o resto.

Eu passei a mão pelos meus cabelos e respirei fundo algumas vezes antes de continuar andando.

Eu comecei a perceber, enquanto atravessava a rua que não era por esse caminho que eu estava acostumada a ir. Não que eu andasse muito a pé por aqui, mas eu sabia que estava indo em direção oposta à minha casa.

Mas espera, eu não queria ir para minha casa agora, não é? Então não teria problema.

Estava começando a andar por uma rua de pouca iluminação e comecei a perceber que talvez isso não fosse a coisa mais prudente a se fazer. Mudei de calçada, e virei a esquina.

Haviam poucos carros na rua, estava tarde da noite, mas mesmo assim, sempre haviam carros passando.

Já andava há algum tempo, então de repente, comecei a ouvir alguns passos atrás de mim.

Senti meu coração gelar.

Olhei disfarçadamente para trás, e vi um vulto muito distante de algumas pessoas. Estavam longe o bastante para que eu conseguisse distingui-los.

Calma Bella, não é nada, são apenas pessoas comuns andando.— Tentei dizer a mim mesma, enquanto continuava a andar.

Inconscientemente comecei a acelerar os passos.

Comecei a andar, tentando não pensar em coisas ruins que sempre se lê em jornais, afinal, eu não tinha nenhuma pretensão em me tornar uma estatística.

Quando eu estava no meio da esquina, ouvi a voz de duas pessoas que estavam descendo a rua, e vinham em direção onde eu estava.

Na mesma hora eu virei a esquina para me esquivar, então ouvi a voz de um deles.

— Ei garota, espere!

Ouvi a voz de um dos homens, um deles estava rindo. Talvez eles estivessem bêbados.

Comecei a andar mais rápido, conseguindo virar a esquina. Quando já estava na metade de outro quarteirão, me arrisquei a dar uma espiada por cima dos ombros, e para o meu alivio, não havia ninguém atrás de mim.

Suspirei de alivio. Talvez aquelas pessoas não quisessem nada.

Olhei para os lados, e continuei a andar.

Talvez fosse arriscado demais continuar andando aqui. Precisava encontrar um taxi, e sair o mais rápido dali.

Mas para o meu desespero, não havia nenhum carro. Não havia nada. Apenas arvores e paredes.

Ouvi novamente as risadas se aproximando, e senti meu desespero aumentar.

Não adiantar correr garota...— Ouvi um dos homens falar, e senti meus joelhos tremerem.

Eu não fazia ideia de onde estava, peguei meu celular, mas ele estava sem sinal.

Droga!

Desci outra esquina, e olhei novamente para trás. Não consegui ver ninguém. Eu estava em uma área industrial. Pareciam galpões abandonados. O tipo de cenário perfeito para um assassinato ou estupro.

Essa era a parte de New York que eu não deveria conhecer.

Então quando comecei a andar para sair dali, senti meu coração acelerar.

Ouvi novamente os passos, acompanhado de risadas.

Corri em direção a uma rua, vi um carro passando, e virei o quarteirão.

Eu estava perdida.

Olhei ao redor.

Havia apenas um poste de luz funcionando, a rua era muito escura.

Escutei atentamente os passos que estavam cada vez mais altos.

Virei a cabeça rapidamente, apressando meus passos.

Senti um arrepio na espinha.

Eu estava aflita.

Respire— Tentei lembrar a mim mesma.

Continuei a andar mais rápido, tentando não fazer nenhum barulho. Mesmo estando descalça, eu senti que a minha respiração acelerada poderia me entregar.

A rua em que eu estava, acabava na próxima esquina, onde havia uma placa de “rua sem saída”

Eu me apavorei.

Não tinha mais para onde correr.

— Olha só, encontramos você! – A voz de um deles me fez pular de repente.

Mesmo eles estando a poucos metros de onde eu estava, a voz deles pareciam mais perto.

— Nós pegamos um pequeno atalho. – Outro deles disse, e parecia estar se divertindo.

Então ouvi mais passos, e de repente mais dois deles surgiram.

Eu estava cercada.

— FIQUEM LONGE DE MIM! – eu disse em um tom de voz firme.

Eles estavam me encurralando.

Dei um passo para trás. Mas não havia para onde correr.

Droga, se ao menos eu soubesse me defender!

A única arma que eu tinha, era o meu sapato de salto fino, mas eu não sei bem se isso seria o suficiente.

É claro que não é o suficiente. Eles são quatro, e você é apenas uma. – Meu subconsciente me alertou.

Juntei todas forças que eu tinha, e dei um grito.

Não foi um grito tão alto quanto imaginei, e isso pareceu deixar um dos homens ainda mais excitado. – Como um caçador que gosta de brincar com sua caça, antes de matá-la.

Eu podia ver o brilho perverso em seus olhos.

— Calma docinho, isso vai acabar logo. – Um dos homens disse, se aproximando de mim, passando seus dedos imundos pelo meu rosto.

Senti lagrimas se formarem em meus olhos.

Eu estava paralisada pelo medo.

Então de repente, olhei para o lado, e vi uma iluminação.

O homem que me segurava virou a cabeça, notando o farol do carro que iluminava o beco.

De repente o motorista aumentou mais o farol, quase me cegando com o brilho.

O carro então avançou em nossa direção, e por um breve momento, eu pensei que ele fosse nos atropelar.

No mesmo instante o homem me largou.

De repente a porta do lado do passageiro abriu.

— Entre! – Ouvi o tom de voz frio, porem autoritário do motorista.

No mesmo instante todo o medo que eu estava sentindo havia desaparecido, e no lugar a sensação de segurança e alivio me invadiram. Só te ter ouvido a sua voz, eu me senti segura, protegida.

Corri em direção ao carro, fechando a porta com força, enquanto ele saia de ré cantando os pneus.

Notas finais
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