O Diabo veste terno
19 Longa Noite
Notas iniciais
POV Bella
Eu ainda tinha a respiração ofegante quando entrei no carro.
O ambiente externo era escuro. Havia apenas um brilho fraco do painel, eu mal conseguia enxergar seu rosto.
Estávamos em alguma rua ao norte, ele dirigia em silencio, apenas o som do motor do carro quebrava o silêncio.
— Coloque o cinto. – Ele disse de repente, depois de algum tempo. Ele tinha a voz sem expressão, então eu percebi que estava agarrada ao banco.
Eu ainda sentia a adrenalina correndo pelo meu corpo.
Puxei o cinto mecanicamente, e o prendi, fazendo um clic no escuro.
Pegamos uma rua mais iluminada, ele fez uma curva estreita, avançando muitos sinais vermelhos sem parar. Não haviam muitos carros, e ele desviava com facilidade, em uma velocidade alucinante. Mesmo assim eu me sentia segura, e no momento, estava despreocupada para onde ele estava me levando.
Finalmente consegui estudar o seu rosto através das poucas luzes dos postes. Ele tinha uma expressão assustadoramente ameaçadora.
Então eu precisava perguntar.
— Você está bem? — perguntei. Minha voz estava rouca.
— Não! – ele disse em um tom de voz frio.
Fiquei em silêncio, tentando decifra-lo.
Ele parecia extremamente perturbado.
Tentei quebrar o silencio.
— Obrigada. – Eu finalmente disse. – Eu...
Ouvi ele dar um grande suspiro.
— Antes que você continue, me responda uma coisa. – Seu tom de voz ainda era contido.
— O quê? – Perguntei.
— Me desculpe, mas você tem merda na cabeça?
— O quê? – Fui pega de surpresa pela pergunta.
Que tipo de pergunta para se fazer!
— Pelo amor de Deus Isabella! – Ele parecia indignado. — Por que você estava andando por aí, a essa hora? Seus pais nunca te ensinaram que é perigoso?
— Mas eu... – Tentei dizer.
Ele estava me fazendo sentir como uma criança.
— Você faz ideia do tanto de risco que se colocou?! E se eu não tivesse aparecido? E se...
Ele parou de repente sacudindo a cabeça, como se a ideia o perturbasse.
Eu já estava acostumada a ter que lidar com seu humor no trabalho. Mas aquela era a primeira vez que eu o via lutar contra o próprio humor.
— Me distraia. – Ele disse de repente.
Franzi as sobrancelhas confusas.
— Desculpe, o quê?
Ele parecia estar tentando encontrar algum controle dentro de si para me responder.
Mas naquele momento ele mal tinha controle suficiente para tentar explicar o que eu precisava.
— Por favor Isabella, apenas tagarele sobre qualquer coisa insignificante até que eu me acalme. — Ele instruiu, quase implorando.
Ele tinha a mandíbula trancada.
Então disse a primeira coisa que me veio à mente.
— Terminei com meu namorado. – Disse.
— Por que? – Eu não consegui decifrar se ele estava realmente interessado. Mas mesmo assim continuei.
— Bem, íamos nos encontrar hoje à noite depois que eu saísse do trabalho para comemorarmos nosso aniversário de namoro. – Comecei dizendo. Ele estava atento olhando para frente, nem sei se ele estava me ouvindo. – Então, depois de todos os imprevistos de hoje. – Disse torcendo a boca de lado. — Antes da festa eu passei em seu apartamento, para deixar o presente dele, e acabei deixando meu celular em sua casa. – Fiz uma pausa. — Eu só dei falta quando já estava na festa. Então, quando finalmente sai da festa, fui em seu apartamento. Ele estava diferente, estava irritado comigo, e bêbado, ele não é assim. – Comecei a dizer, sentindo as lagrimas se formarem nos cantos dos meus olhos. O jeito como Jacob me olhou. Como ele falou comigo. Suspirei. — Ele leu todas as minhas conversas, e acabou descobrindo sobre aquela vez em que nós...- Ruborizei ao meu lembrar. eu não conseguiria falar isso em voz alta. Senti Edward se virar em minha direção, mas eu não olhei para ele. – Bem, você sabe, aquela vez em San Francisco. – Disse olhando para minhas mãos, e ele continuava em silencio. — Então hoje ele resolveu jogar tudo na minha cara, mesmo depois de ter me traído várias vezes. — Balancei a cabeça. — Obviamente eu estava enganada esse tempo sobre ele.
Eu não conseguia mais falar, e ele ainda continuava em silencio.
Então de repente ele parou o carro no acostamento. Olhei ao redor, mas eu não conseguia enxergar nada além de vultos.
— Isabella? – ele disse finalmente, parecia estar com a voz mais controlada.
— Sim?
— Como você está se sentindo? — Ele ainda não estava me olhando, mas ele parecia mais calmo.
Dei um suspiro.
— Agora estou bem. – Respondi com a voz baixa.
Se ele não tivesse me encontrado...
Fechei os olhos por um momento, eu não queria nem pensar nisso.
Então de repente senti ele colocar a mão suavemente em meu rosto.
Abri os olhos e o encarei.
— Você está passando mal? Está enjoada? – Ele parecia preocupado.
— Não. – Disse. — Estou bem.
Ele me encarava.
— O que? – Eu olhei para ele. — Eu deveria?
Ele sorriu do meu tom confuso.
— Bem, na verdade eu meio que estou esperando você entrar em choque. — O rosto dele se contorceu num sorriso perfeito, mas mesmo assim parecia preocupado.
— Não. – Disse balançando a cabeça. — Acho que isso não vai acontecer.
Então perguntei uma coisa que fiquei me fazendo desde o momento que entrei no carro.
— Como você sabia onde eu estava?
— O que? – Ele disse distraído.
— Como sabia que eu estava em perigo?
Ele deu um suspiro.
— Não sabia. — Ele respondeu. — Sai da festa, e resolvi dar uma volta para esfriar a cabeça. – Ele encarava o painel do carro.
Franzi as sobrancelhas.
Ele havia saído da própria festa.
Por qual motivo?
Então ele continuou.
— Eu estava parado com o carro em uma rua, então vi o vulto de uma pessoa andando apresada pela calçada, e eu pensei ser você. – Ele olhou para mim. — Eu sabia que você já tinha ido embora da festa havia um tempo, e talvez eu pudesse ter me enganado. Mas era muita coincidência. – Ele balançou a cabeça. — Não eram trajes comuns de uma pessoa que caminha durante a noite. Quando pensei em chama-la, você já havia virado a esquina, e a rua por onde você havia descido era contramão, então eu tive que dar a volta pelo quarteirão. Eu sabia que você estaria por pouco tempo naquela rua que havia descido, e as chances de você mudar de esquina, ou simplesmente voltar pela rua de onde estava eram grandes, então eu apenas fiquei andando em círculo, esperando até que você aparecesse em alguma esquina. Então eu ouvi um grito. – Ele parou de falar. Sua expressão ficou séria. – Eu sabia que estava em apuros, atravessei dois quarteirões de ré, até parar naquele beco, onde aqueles... – Ele parecia estar escolhendo as palavras. — Seres desprezíveis estavam a encurralando. Eu não consegui pensar em mais nada. Eu pensei em atropela-los, mas a chance em te acertar eram muito grandes, e eu sabia que a maneira mais rápida de tira-la dali, era fazendo- a entrar no carro.
Me pareceu uma explicação muito coerente, embora as coincidências fossem assustadoras.
— Mas estou pensando seriamente se eu não deveria ir... Se eu...- Ele parecia querer controlar cada palavra.
— O que está querendo dizer Edward? – Perguntei confusa.
Ele não me olhou. Estava olhando para o escuro.
— Se alguma coisa tivesse acontecido a você. – Ele apertou as mãos no volante, fazendo seus dedos ficarem brancos.
— Mas não aconteceu. – Eu disse me aproximando dele, colocando minha mão em cima da sua.
Ele se virou em minha direção. Ele não falou nada, apenas me encarava.
Mesmo com a pouca luminosidade entre nós, eu sabia que aqueles olhos verdes profundos me encaravam.
Nossos rostos estavam a centímetros um do outro. Eu podia sentir sua respiração soprar em meu rosto. Ele moveu um dedo, contornando meu lábio inferior com seu polegar.
Fechei os olhos.
Senti seus lábios pressionarem os meus lentamente. Seus lábios eram gentis contra os meus. Eu o beijei de volta. Meu coração estava começando a bater em um ritmo desordenado enquanto a minha respiração ficava descontrolada. Ele sugou meu lábio inferior, arrancando um gemido do fundo da minha garganta. Senti o beijo ficar mais urgente. Passei minhas mãos em seus cabelos suavemente. Então nos afastamos para recuperar o folego.
— Vamos sair daqui. – Ele disse ligando o motor do carro novamente.
(...)
Estávamos parados em frente ao seu prédio.
Ele falou com o segurança do edifício, e logo estávamos entrando na imensa garagem.
Mantive meu rosto impassível enquanto saiamos do carro, e entravamos no elevador.
As portas se fecharam. Senti uma estranha atração elétrica crepitando entre nós. Não que aquela fosse a primeira vez que pegávamos um elevador juntos, mas havia algo a mais. Ele digitou o código de acesso para seu andar, então pôs-se ao meu lado e segurou a minha mão livre. – Eu segurava os sapatos de salto com a outro. — Olhei para ele, mas não disse nada enquanto subíamos. Cinco segundos depois as portas se abriram.
Saímos do elevador, que nos levava até sua imensa sala.
Eu vinha aqui quase todas as noites, mas aquela era a primeira vez que não era para entregar o livro.
Ele ainda segurava minha mão, então me conduziu para o meio da sala.
— Quer beber alguma coisa? – Ele perguntou.
— Água. – Eu disse.
Sentia minha garganta seca.
Ele nos levou até sua imensa cozinha.
Ela era branca e cinza clara, super moderna, com armários pretos com portas de vidro. Tinha uma bancada no centro, com banquinhos de bar. Eu nunca havia passado além daquela mesinha em frente ao seu escritório.
— Está com fome? — Ele perguntou me entregando uma garrafa de água.
— Não.
Eu não comi muito na festa, mas depois de tudo que havia acontecido essa noite, estava sem apetite.
Tomei um gole da água, e então virei a garrafinha de uma vez.
Eu estava mesmo com sede.
Seus olhos estavam fixados no meu rosto.
— Melhor? – Ele perguntou.
— Sim.
Então fez-se silencio entre nós.
Eu não consegui evitar pensar no nosso beijo.
Aquilo tinha sido inesperado, mas foi tão intenso.
Senti um rubor se formar em minhas bochechas.
— O que foi? – Ele perguntou se aproximando de mim.
— Nada. – Eu disse.
— Você está vermelha. – Ele franziu as sobrancelhas. — Está tudo bem?
Balancei a cabeça.
— Está tarde. – Eu disse olhando para baixo. — Melhor eu ir embora. – Disse colocando a garrafinha no balcão.
— Você não precisa ir. – Ele pegou a minha mão.
Olhei para cima. Ele estava perto o suficiente para que sua respiração tocasse meus lábios. A voz dele era séria, mas não era sugestiva.
Por um momento analisei seus olhos em busca de pistas, torcendo para que ele não estivesse com pena de mim. Mesmo depois de tudo que havia acontecido essa noite, era a ultima coisa que eu queria que ele sentisse.
Mas havia algo diferente em seus olhos.
Algo que eu não consegui detectar.
Algumas horas atrás, eu estava querendo mandar ele para o inferno, depois de ter me feito ir naquela festa idiota. Mas, depois de tudo que havia acontecido essa noite...Minhas emoções estavam misturadas e confusas.
— Edward, eu... – Comecei a dizer.
Sua boca estava na minha antes que eu pudesse dizer qualquer coisa para impedi-lo. Tudo aquilo era loucura, mas no momento, eu não queria pensar. Ele me beijou com força e intensidade. Um gemido leve escapou de meus lábios com o contato repentino e a efervescência do seu beijo. Correspondi plenamente, jogando os sapatos no chão. Seus lábios eram urgentes, mas delicados ao mesmo tempo. Sua língua úmida passeou com deleite por dentro da minha boca e eu podia sentir sua ereção me pressionando. Deslizei meus dedos pelos seus cabelos, querendo-o mais perto. Ele se afastou para tomar fôlego e eu o agarrei com ainda mais força, querendo-o de volta para perto de mim. Todo bom senso e juízo que eu tinha pareciam ter virado fumaça naquele momento.
Ele deu um sorriso torto, então senti ele deslizar as mãos em volta da minha cintura e me colocar no balcão da cozinha.
Entrelacei as pernas em volta de sua cintura, nossas bocas nunca se separando.
A boca dele seguiu a linha da minha mandíbula, e depois explorou o meu pescoço. Ele passou a mão gentilmente pelos meus cabelos, então se afastou. Seus olhos estavam delatados, carregados de desejo.
Eu estava com a boca entreaberta, buscando por um pouco de ar.
Ele me pegou pela cintura, erguendo-me sem esforço algum na bancada.
Enrolei minhas pernas nele, enquanto ele caminhava até outro cômodo.
Passamos por um corredor estreito, com uma iluminação mais quente. Então com facilidade ele abriu uma porta de madeira escura, me colocando de pé no chão.
O ambiente estava escuro, uma imensa janela dupla era o único ponto de iluminação do quarto. Ele voltou a me beijar, fechando a porta atrás de nós e prensou-me contra a porta.
Mordi levemente seu lábio e o apertei ainda mais. Desfrouxei sua gravata, ele desceu as mãos até meus ombros, descendo as alças finas do vestido que deslizaram com facilidade até cair no chão.
Chutei-o de lado, enquanto ele descia a boca e começava a me beijar muito suavemente ao redor da minha orelha e no pescoço. Suas mãos se movem para baixo, deslizando pela minha cintura, pelo meu quadril. Eu estava apenas de calcinha e sutiã. Ele ainda estava todo vestido.
Tateei no escuro seu peito, eu queria poder sentir sua pele sob a minha. Passei os dedos pelos botões da sua camisa, desabotoando um por um, nossas bocas unidas em um beijo fervoroso.
Começamos a andar pelo quarto, sem nos soltar, eu ainda estava no ultimo botão de sua camisa quando paramos. Finalmente o liberei, e ele atirou a camisa no chão do quarto.
Passei levemente os dedos pelos pêlos acobreados e macios de seu peito. Desci a boca traçado beijos em seu pescoço e peito. Ele deu um gemido. Voltei a beija-lo, nossas línguas se tocando.
Ele passou as mãos pelo meu peito, desafivelando o fecho da frente, um convite bem-vindo para que ele libertasse meus seios, um de cada vez. Ele se abaixou, pegando um mamilo com a boca, circundando a ponta sensível com a língua e repetindo o movimento no outro, provocando cada bico com a língua e, depois, com os dentes. Um desejo violento queimou dentro de mim. O toque agudo daquela sensação atravessou meu corpo.
Ele me conduziu devagar para a cama, até que de repente eu a senti atrás dos joelhos. Quando achei que ele fosse me empurrar, ele não o fez. Ele me soltou, e de repente, caiu sobre os joelhos.
Ele apoiou as mãos. – Uma de cada lado do meu quadril. — E deslizou a língua por meus seios até meu umbigo, fazendo caminhos de beijos e pequenas mordidinhas arrancando suspiros pesados do fundo da minha garganta.
Ele estava me torturando.
Ele olhou para mim, através dos seus longos cílios, com seus ardentes olhos verdes profundos. Então ele agarrou o tecido fino da minha calcinha, e baixou-a lentamente.
Sem desviar seus olhos dos meus, suas mãos deslizam lentamente para minha bunda. Não podia deixar de olhá-lo. Ele deteve-se e, sem tirar os olhos dos meus nem por um segundo, lambeu os lábios, separando-os.
Puta merda.
Ele Inclinou-se para frente e passou o nariz pelo vértice onde se uniam minhas coxas.
Oh meu Deus, o que está fazendo agora?
Gemi com o desejo espesso em minhas veias.
Ele estava me enlouquecendo.
Senti sua respiração soprar pelas partes sensíveis daquele ponto.
— Você tem um cheiro muito apetitoso. — Ele murmurou e fechou os olhos, com uma expressão de puro prazer, e eu praticamente quase tive um orgasmo com aquele olhar.
Ele inclinou-se para frente, e estendeu um braço, empurrou-me brandamente e cai sobre a cama.
A cama era grande, apoiei-me nos meus cotovelos e me levantei para ver o que ele estava fazendo, ofegante... morta de desejo.
Ele levantou minha perna, novamente sem tirar os olhos dos meus, e começou uma trilha de beijos, passando a língua em alguns pontos, depois com os dentes. Então repetiu os movimentos com a outra perna.
Então de repente ele abaixou minha perna, e senti seu peso em cima do meu corpo.
— Não se mexa — ele murmurou em meu ouvido, então inclinou-se beijando a parte interior das minhas coxas, sem deixar de me beijar, até o ponto central do meu sexo.
Minha pele ardeu.
Eu estava ruborizada, muito quente, com frio. Arranhei o lençol sob meu corpo. Gemi quando senti ele me tomar em sua boca. Passei os dedos pelos seus cabelos. Um fogo começou a crescer na minha barriga após apenas alguns movimentos da língua dele.
Deus, aquela boca tinha um talento único.
— Ah!
Afundei a cabeça na cama, gemendo.
Ouvi sua risada ofegante.
— Isabella, não imagina o que eu poderia fazer com você.
Senti ele introduzir dois dedos dentro de mim.
— Você está tão deliciosamente molhada. — Ele esfregou meu clitóris com a ponta da sua língua, e eu gemi novamente.
Ele começou a aumentar a velocidade de seus movimentos, cada vez com mais força.
Meu corpo clamava em busca de alivio.
Eu estava chegando no limite.
As estocadas dele ficaram mais intensas e ele chupou meu clitóris com um fervor que me deixou sem fôlego.
Minha visão turvou quando cheguei no ponto máximo, uma queda livre rumo ao clímax, me fazendo desabar nos travesseiros.
Eu estava ofegante.
Eu quase conseguia ouvir as batidas do meu coração.
Edward se deitou ao meu lado e percorreu a mão do meu quadril até o meu peito, passando pela cintura. Ele observava-me com uma expressão impenetrável.
Então de repente ele me agarrou, me rolando para cima dele, e me beijou.
Beijos lentos e intensos que suprimiram os tremores do meu orgasmo recente. Minhas mãos se espalharam pelo seu peito nu, comecei a desafivelar o cinto da sua calça, minhas mãos estavam sedentas por ele. Eu queria poder toca-lo, poder sentir o gosto da sua pele.
Desabotoei sua calça, puxando-a para baixo junto com a cueca, liberando-o finalmente.
A pele dele estava pegando fogo, totalmente esticada por cima de cada músculo contraído, que pareciam estar se esforçando para conter-se de maneira impressionante.
Agarrei sua ereção com uma mão, e comecei a move-la para cima e para baixo.
Ele começou a flexionar os quadris, acompanhando o ritmo das minhas mãos. Reflexivamente eu o agarrei com mais força.
Um gemido rouco e primitivo escapou do fundo de sua garganta.
Chupei de leve a cabeça de seu pênis, circundando-o com a ponta da língua, então afundei os lábios ao redor de seu membro, chupando-o de forma vacilante.
— Ah! — Ele agarrou meu cabelo com força, gemendo, então fechou os olhos.
Ele estava duro, e suave ao mesmo tempo.
Empurrei-o ainda mais fundo para dentro da minha boca.
Ele voltou a gemer.
Voltei a girar a língua ao redor da ponta, e ele se arqueou e levantou os quadris. Ele estava com os olhos abertos, e eles estavam delatados de um desejo selvagem.
Apoiei-me em suas coxas e o empurrei com a boca até o fundo da minha garganta. Senti sua mão agarrar minha cabeça, comecei a acompanhar o ritmo de suas mãos.
— Oh... Meus Deus...Isso mesmo! — Ele murmurou.
Eu chupei-o ainda mais forte e passei a língua pela ponta de sua impressionante ereção. Pressionei-o com a boca, tomando cuidado de cobrir os dentes com os lábios.
Ele respirou com a boca entreaberta e gemeu.
Empurrei com força e senti seu membro no fundo da garganta.
Chupei-o cada vez mais depressa, empurrando cada vez mais fundo e girando a língua ao redor.
Senti ele ficar ainda mais duro.
Ele estava perto.
Era tão excitante, vê-lo retorcer-se sutilmente de desejo.
— Cristo, eu vou gozar em sua boca! – ele gritou.
Ele flexionou os quadris outra vez, com os olhos muito abertos, cautelosos e cheios de desejo lascivo.
Então agarrou novamente meu cabelo
Empurrei-o ainda com mais força e de repente, ele gritou, transbordando em minha boca.
Porra.
Senti o líquido quente e salgado escorrendo pela minha garganta. Engoli e sequei cada gotinha remanescente dele com minha língua.
Ele me soltou, estava com a respiração entrecortada.
Ele me puxou para seu peito, ele estava quente.
Quente como o inferno.
Ambos estávamos recuperando o folego.
Então senti ele se virar em minha direção.
— Acho que devíamos conversar... – Ele disse olhando em minha direção.
Ah merda.
Fiz a egípcia, me fazendo de desentendida.
— Sobre a festa? – Tentei soar inocente.
Ele revirou os olhos.
— Isabella Swan. — Ele disse meu nome, causando um arrepio por todo meu corpo. – Estou falando sobre o que acabamos de fazer, é claro.
— Ah, isso.
— Sim, isso. – Ele repetiu. – Não acha que já estamos procrastinando demais esse assunto?
Comecei a sentir minha respiração acelerar.
Eu não queria começar esse assunto.
Já era estranho o bastante o que havia acontecido entre nós.
E ele ainda queria conversar sobre o assunto!
— Podemos conversar sobre isso depois? – sugeri.
Ele olhou para mim, apertando os olhos.
É claro que ele não iria deixar o assunto para lá.
Então completei.
— Não estou dizendo que não vamos conversar sobre isso. — Disse revirando os olhos. — Só...Agora não.
Ele balançou a cabeça.
— Você é tão teimosa. – Ele disse deslizando um dedo pela minha bochecha e pela minha clavícula, passando por meu mamilo e, finalmente, parando no meu quadril, que ele ficou segurando possessivamente.
Ele ergueu os olhos e segurou-me neles.
Ele aproximou o rosto do meu, voltando a me beijar fervorosamente, chupando meu pescoço até minha pele pinicar com um desejo quente.
Gemi, mantendo-me estável com as mãos nos ombros dele.
Eu o desejava desesperadamente dentro de mim.
Nos afastamos, nossas respirações ofegantes.
— Meu deus, eu preciso estar dentro de você. – Ele disse entre meus lábios.
Em um movimento ágil, ele abriu a gaveta do lado da cama, e retirou um pacotinho prateado de dentro.
Ele resgou a embalagem com os dentes, e logo em seguida deslizou o preservativo por sua longa extensão.
Ele rolou para cima de mim, voltando a me beijar, então senti ele afastar minhas pernas, dando passagem para que ele se encaixasse na minha entrada e me penetrasse, lento o suficiente para me deixar levemente maluca.
Prendi respiração até que ele chegasse ao fundo, me esticando ao máximo. Ele tomou minha boca em um beijo intenso e eu respirei o ar dele, enquanto ele movia os quadris gentilmente, me lembrando da intensidade com a qual ele podia me possuir em todos os sentidos.
Gemi e o fogo se espalhou pelas minhas veias, me aquecendo, enquanto me agarrava ao corpo dele da única maneira que conseguia.
Engatei os tornozelos atrás das coxas dele, forçando-o para dentro de mim.
A necessidade de tê-lo se movendo dentro de mim era quase maior do que eu podia suportar.
Ofeguei, com o alívio e o êxtase me inundando.
Eu me mexi ansiosamente debaixo dele, desesperada por mais contato.
Ergui os quadris, indo de encontro a ele enquanto ele escorregava facilmente para dentro de mim. Ele girou os quadris, me reclamando como sua enquanto eu me esticava em torno dele. Ele me preenchia por completo. Sua respiração ofegante se igualava à minha.
Ele tomou novamente minha boca, a língua buscando a minha com movimentos aveludados profundos, até que eu mal conseguisse respirar.
Gemi quando ele retrocedeu e, então, penetrou mais fundo.
O comando saiu dos lábios dele em um grunhido estrangulado.
Ele segurou meu quadril e investiu de novo, tão fundo.
Ele me penetrava rapidamente. A fricção de seus movimentos ferozes me deixava louca.
Eu agarrava tudo — o cabelo dele, os ombros, o colchão. Qualquer coisa que me sustentasse enquanto eu deslizava perigosamente em direção ao êxtase.
Ele pegou minhas mãos entre as dele e as segurou com força acima da minha cabeça, com firmeza suficiente para que eu não conseguisse escapar.
Meus seios se projetaram, atormentados pelo contato com os pêlos macios de seu peito.
Gemi e gritei coisas ininteligíveis. Perdi o controle no prazer.
Nossos corpos colidiam um no outro, escorregadios e rijos com a tensão que nos constringia em espiral. A queimação lenta do meu desejo estava se acalmando, o fogo tomando conta à medida que eu me agarrava desamparadamente a ele.
— Caralho, eu vou gozar!
As palavras dele me levaram diretamente ao orgasmo.
Soltei um grito. Meus dedos enroscados apertado com os dele. Os olhos dele nunca deixaram os meus enquanto ele atingia seu prazer, e as fibras de seus músculos estavam estendidas ao extremo.
— Isabella! — Ele gritou em voz alta enquanto ele encontra a sua liberação, segurando-me no lugar, ele derrama-se em mim.
Ele desmoronou, ofegante ao meu lado e ele me puxou em cima dele e enterrou seu rosto em meus cabelos, segurando-me apertado.
Meu corpo zuniu.
Meu peito se expandiu com calor e eu inalei o cheiro dele, me deliciando com nossa proximidade repentina e feroz.
Uma onda inebriante e pulsante.
Tudo que eu tinha tentado esquecer e reprimir quando ele estava perto de mim voltou com tudo, ultrapassando meus sentidos.
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