O Dia Em Que Tudo Mudou.
1 O Começo
Notas iniciais
Correu, afinal era a única coisa que podia fazer no momento. Odiava fugir, mas estando machucada não conseguiria lutar. Sua visão começava a ficar turva, seu corpo já começava a dar sinais de cansaço e por mais que ela tentasse não iria durar muito tempo.
– Não adianta... Nesse ritmo eu vou ser capturada e morta. – Ofegava, a corrida até ali havia sido dura. O corte em sua barriga era profundo e estava perdendo sangue rápido demais. – Preciso de um lugar para descansar por pelo menos vinte minutos...
– Posso te dar mais do que vinte minutos de descanso.
Virou assustada, ela conhecia aquela voz só não queria acreditar que ele seria a sua salvação. Franziu o cenho quando viu que o rapaz estava com o braço enfaixado e possuía marcas no rosto, provavelmente apanhou até desmaiar. Seus olhos se estreitaram, aquele garoto não era o tipo que apanhava sem se defender, então porque naquele exato momento ele parecia fraco? Porque ela sentia que deveria confiar nele somente naquele momento?
– O que faz aqui? Pensei que estivesse morto. – Ela tentava manter-se séria e fria, o que não estava dando nada certo. Ele deu dois passos a frente enquanto ela recuou dois. Não gostava dessa proximidade com ele. Tinha que admitir que já fora apaixonada por ele, mas agora era diferente, tudo o que acreditava ser o seu mundo estava desabando em cima de sua cabeça. Sua família começou a persegui-la e a tentar mata-la, seus amigos a ignoravam e não tinha ninguém em quem confiar. Estava sozinha...
– Eu estava morto, mas alguém conseguiu me salvar. – Ele se aproximou mais, dessa vez sem olhar para a garota. Sentia que ela estava assustada, afinal de contas toda a aldeia a queria morta. – Sei de uma pessoa que pode te ajudar cuidar dos seus ferimentos e te tirar dessa situação por certo período de tempo. Mas para isso você tem que vir comigo e esquecer que um dia Konoha foi sua cidade natal... Topa?
Ela olhou para a vila, não podia ficar e morrer. Suspirou, não tinha escolhas ia ter que confiar nele. Sua vida estava nas mãos do rapaz que mais odiava...
Abriu os olhos calmamente, já estava naquele maldito avião a mais ou menos sete horas. Sua cabeça doía e sua companhia não era nada agradável, além dela só havia duas pessoas acordadas. Sua companhia roncava como um porco e pela quantidade de saquinho de amendoins encima dele com certeza o estoque havia acabado. Fez menção de se levantar, mas teve o braço segurado por uma mão grande e firme.
– Aonde pensa que vai? – Ele disse sem abrir os olhos, não parecia disposto a qualquer atividade que não fosse comer e dormir.
– Dar uma volta. – Respondeu simplesmente, não era mentira, estava cansada de ficar sentada e suas pernas estavam dormentes. – Não posso fazer isso?
– Não, eu sou pago pra ficar de olho em você e como eu não estou afim de andar atrás de você nesse avião, você vai ficar sentadinha aí e sem reclamar. – Falou soltando o braço da garota, ela torceu os lábios em desgosto. Não queria passar a viagem toda sentada, suspirou e resolveu que era melhor ficar sentada se não quisesse sair na tapa com aquele cara novamente. – Idiota...
– Eu ouvi isso. – Resmungou em resposta. Era comum insulto como esse entre os dois, ela não tinha paciência para a preguiça dele e ele odiava o jeito apressado dela. Era uma amizade violenta, mas era uma amizade. No começo o único propósito dele era vigia-la, mas acabou criando um afeto pela garota.
Minutos depois ela se encontrava em um sono profundo, sequer havia percebido que havia chegado ao destino de sua viagem. Ele olhou para o lado e viu que a garota ainda dormia, respirou fundo e começou a cutucá-la. Continuava insistentemente e nada dela acordar, abaixou no ouvido da garota e gritou a plenos pulmões.
– SAKURA ACORDA!
– O QUE É? – Havia se assustado com o grito, mas a voz era conhecida e, portanto não teve medo de responder com outro grito. – Caramba Shikamaru precisava dar esse grito para me acordar? Era só ter me cutucado...
– Era exatamente isso que eu estava tentando fazer! – Disse impaciente, todos já haviam descido do avião e só restavam eles dois. – Se não se apressar vamos perder as bagagens.
– Tá bom...
– Espera. – Ele segurou seu braço, Sakura olhou para ele confusa. Aquele olhar sério era comum de quando eles conversavam sobre a terra natal dela, sua expressão de confusão deu lugar a uma derrotada. Ela sabia o que viria a seguir, o mesmo discurso de sempre, a mesma conversa fiada que ela vinha escutando nos últimos sete anos... Ele ia cutucar ferida que já estava sarando. – Prepare-se para o que esta lá fora, essa cidade mudou muito em sete anos. Eles acham que você esta morta, sua família seguiu a vida sem você... Esteja pronta para tudo o que vai lhe aparecer, não somos mais crianças Sakura.
– Eu sei... – Respondeu friamente. Ela saiu do avião e o que seus olhos viram iria ficar para sempre em sua memória. — O que aconteceu aqui?
– Konoha agora é uma potência, os ninjas deram lugar a empresas de grande porte. — Shikamaru respondeu calmamente, nem parecia que aquela visão o estava incomodando. — Eu avisei para ficar preparada.
– Como assim potência? Quem foi o autor dessa bagunça? — Sakura estava indignada. Qual é? Você sai da sua cidade por sete anos e quando volta ela esta completamente o oposto do que ela deveria ser, qualquer um piraria. — Fala logo Shikamaru, quem foi o filho da mãe que fez isso?
– Foi o Madara. — De novo aquela voz. Sakura sabia de quem era aquela voz, mas ele deveria estar morto. Afinal de contas o tratamento não iria curá-lo apenas retardar a morte dele, era somente uma forma de ganhar tempo para que viessem a encontrar a cura, mas esse era o problema: Não tinha cura...
Sakura vira-se e não acredita no que vê.
–Você... Vivo?
Notas finais
Inner: Pedradas... ¬¬'
Eu: Não vale, você sabe a história toda! (pedrada) Ai, parei!
Bom, comentem! Kissus!
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