O Dia Em Que Tudo Mudou.
2 A Chegada
Notas iniciais
Boa Leitura a todos.
Não era possível que ele estivesse vivo. Sakura sabia disso só não queria acreditar, adiantou-se dois passos e tocou o rosto daquele que um dia foi seu inimigo. Não soube dizer se foi a gratidão ou a emoção de vê-lo vivo, só soube que estava chorando quando ele levantou a mão e passou dois dedos em sua bochecha enxugando uma lagrima que escorria.
– Não chore, eu estou mesmo vivo. – Ele disse calmamente. Abriu um pequeno sorriso, estava feliz por rever a garota e mais feliz ainda por saber que ela estava bem. – Como foi à viagem?
– Péssima, o Shikamaru só sabia dormir e roncar! – Reclamou, vendo Shikamaru lhe mostrar a língua logo em seguida. – Como conseguiu sobreviver?
– A pessoa que te salvou precisava de uma cobaia para um experimento... – Censurou-se o máximo possível. Se a cara de Sakura já estava feia só com o começo imagine se ela tivesse visto o que ele passou. – Não me olhe com essa cara, se eu não tivesse feito isso quem viria te receber e te informar tudo o que aconteceu?
– Eu não sirvo para isso Uchiha? – Shikamaru se adiantou e encarou o rapaz que conversava com Sakura. – Até onde eu sei foi pra isso que eu fui pago.
– Sasuke e Shikamaru! –Sakura chamou a atenção dos dois. – Não briguem, eu acabei de chegar e já vou ter que impedir um briga?! Sasuke, o que se passou em Konoha nos últimos sete anos?
– Além das empresas que o maluco do Madara construiu, temos uma grande queda na formação de ninjas. – Sasuke bufou, estava difícil manter os costumes naquela cidade. E se Sakura tinha decidido voltar era porque ela tinha algo em mente. – Não quero ser grosso, mas você não deveria ter voltado. Muitos ainda acham que você só desapareceu para ganhar tempo e força. Já grande parte acha que está realmente morta, não o sei o que está pensando em fazer, mas estou torcendo para que seja algo bom.
Sakura não respondeu. Para ser sincera consigo mesma, só voltou a Konoha porque queria rever os amigos, mesmo que eles não falassem com ela. Só queria saber o que aconteceu naquele dia.
– Neji? O que esta fazendo? – Estava assustada, jamais vira aquele olhar perdido e sem foco no rosto do Hyuuga. – O que vai fazer?
– Desculpe por isso... – Arremessou uma kunai em Sakura. A garota desviou e olhou incrédula para o amigo que respondeu com o mesmo olhar antes descrito e com uma frase que ela jamais iria esquecer. – Você precisa morrer, sinto muito Sakura, você deve morrer.
Abriu os olhos lentamente, percebeu que era observada por Shikamaru e Sasuke. Olhou para eles com uma expressão indiferente, pegou sua mala e começou a andar. Não queria usar de força bruta para conseguir explicações, mas se era a única maneira de alguém lhe esclarecer tudo então ia ter que espancar Konoha inteira. Shikamaru sabia o que aquele olhar significava, sabia o que se passava na mente da rosada, só não queria que ela se machucasse mais do que já se machucou. Tinha visto aquela garota chorar por noites seguidas sem saber o verdadeiro motivo de tanta dor. Ele não estava em Konoha quando tudo aconteceu, havia saído em uma missão e quando voltou deu de cara com uma vila destruída e que em poucos meses virou uma cidade industrial. Olhou para o Uchiha e viu no rosto do rapaz uma expressão de confusão.
– No que está pensando Uchiha?
– O que houve nesses sete anos que ela ficou fora de Konoha? – Olhou para Shikamaru na esperança de encontrar respostas, mas só o que viu foi uma expressão vazia. – O que aconteceu com a garota feliz e solidária que saiu daqui?
– Ela cresceu... – Respirou fundo e encarou o Uchiha. – Só não sei lhe dizer se ela continua sendo feliz e solidária como antes. O mundo muda as pessoas, e conhecendo o dor elas aprendem também a conhecer o ódio. Vamos atrás dela antes que ela desconte esse ódio nos seguranças do aeroporto.
Sasuke observou Shikamaru seguir Sakura e chamar pela rosada. Ela virou-se e recebeu Shikamaru com uma cara feia, Sasuke sabia que ela não queria chamar atenção. Afinal, além dele só existia uma pessoa que sabia que a garota estava voltando. Só que a recepção dessa pessoa não ia ser nada delicada como a sua.
Seguiu os dois até uma certa parte do aeroporto, não poderia ficar em publico por muito tempo já que prezava a sua segurança. Só que algo lhe dizia que estava sendo observado desde que colocara os pés naquele lugar. Mal imaginava ele que essa pessoa que o observava queria nada mais nada menos do que a garota Haruno debaixo de sete palmos de terra, nem que para isso tivesse que se livrar dos que insistiam em protege-la.
Notas finais
Inner: Já disse que você merece pedradas... Já viu o tamanho desse capítulo? Tá muito pequeno!! Baka!
Eu: Inner, shut up okay? Bom pessoal, comentem!
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