O Dia Em Que Tudo Mudou.
3 Suspeitas
Notas iniciais
Trinta minutos. Estava esperando pelo maldito táxi a exatamente trinta minutos, o que lhe irritava não era a demora e sim aquela sensação de estar sendo observada. Já não bastava a desculpa esfarrapada do Uchiha de que não podia ficar porque estava cansado e precisava realmente de um descanso. Conta outra, Sakura sabia que ele estava mentindo só não sabia o porque. Gelou ao sentir uma mão em seu ombro, virou lentamente e irritou-se ao dar de cara com um Shikamaru com uma cara de quem debocha de alguém.
– Está assustada demais pro meu gosto. — Debochou ele.
– Vai pro inferno! — Retrucou irritada.
– O que houve Sakura? Com medo de ser atacada de novo?
– Cala a boca seu idiota! — Respondeu irritada, estava preocupada com aquela sensação. Agradeceu mentalmente quando o táxi se aproximou, entrou no automovel sendo seguida pelo rapaz. Somente nesse momento Sakura conseguiu respirar tranquilamente.
Enquanto isso um rapaz observou o táxi saindo, retirou o cigarro da boca e discou um número no celular. Dirigiu-se até o carro na esperança de sair daquele lugar.
– O que é? — A pessoa respondeu do outro lado com um tom de voz possesso.
– Ela voltou... — Começou a falar enquanto entrava no carro. — Haruno Sakura está de volta a Konoha.
– O QUE?! — A pessoa do outro lado estava surpresa. — Tem certeza do que está me dizendo moleque?
– Tenho, e não me chame de moleque. Quer que eu a siga ou deixa pra próxima? — Perguntou enquanto ligava o carro.
– Deixa pra próxima, deixa ela pensar que tem vantagem na história. E não se esqueça: cada informação importante que você me dá é um dia a menos que ela passa aqui.
– Eu sei disso. — Respondeu e em seguida desligou o celular. — Não precisa me lembrar que tudo isso é minha culpa também.
Saiu dali, não queria acreditar que Sakura havia voltado. Sabei que a garota tentaria se vingar, só não queria acreditar que era um dos alvos.
– Sei que não deveria mas eu vou tentar... Talvez um dia ela consiga me perdoar e me ajudar a enfrentar esse cara. — Suspirou deixando uma lágrima teimosa cair. — Mesmo sabendo que ela irá se vingar de mim depois.
Enquanto isso Sakura e Shikamaru já haviam chegado ao novo apartamento, e já estavam destruíndo o local. Os vasos já eram, os quadros estavam no mesmo caminho e até agora ela estava tentado cortar uma parte muito importante do corpo alheio.
– EU JÁ DISSE QUE FOI SEM QUERER! — Gritou recebendo em troca um quadro voador. — Eu tinha que fazer isso para provar o que tinha dito.
– NÃO PRECISAVA! — E lá se foi outro quadro. — COMO VOCÊ QUER QUE EU ACREDITE NUM CARA QUE TEVE A AUDÁCIA DE APERTAR A MINHA BUNDA?! — Dessa vez ela lançou a faca.
Desviou, aproximou-se da garota e segurou seus braços.
– Se eu quisesse me aproveitar de você eu já teria feito isso a muito tempo. Meu coração tem dona e você sabe disso, precisei fazer aquilo para que o cara acreditasse e não fizesse mais perguntas. — Soltou os braços da garota e afastou-se um passo. — Você é como uma irmã pra mim, faço tudo por você e teria feito muito mais se eu estivesse aqui à alguns anos atrás.
– Pare! — Repreendeu o amigo. — Não quero ninguém se culpando pelo que me aconteceu, e mesmo se você estivesse lá o máximo que iria lhe acontecer era a morte.
– Tudo bem, eu vou tomar um banho e você pede o jantar. — Falou afastando-se e seguindo em direção a ultima porta do apartamento.
– Pedir?
– É porque eu não vou cozinhar e o seu humor está um horror então... — Adentrou o comodo.
Sakura balançou a cabeça e pegou o telefone, em parte Shikamaru tinha razão: ele poderia ter ajudado, mas por outro lado ele estava errado... Ninguém poderia ter feito muito por ela, ela sabia disso e era isso que ela queria mudar. Pegou o telefone e quando ia discar o número de um restaurante qualquer a campainha tocou.
– O que quer aqui? — Falou ao único ser humano que não queria ver. — Pensei que tinha sido sincera o suficiente naquela ligação: não quero te ver! — Ameaçou fechar a porta mais uma mão impediu.
– Você vai me ouvir quer queira ou não.
– Eu não tenho escolhas? Que maravilha! — Falou ironica. Ela lembrava daquele rosto como a palma de sua mão.
Corria desesperada pelas ruas daquela cidade. Nao sabia onde estava, precisava de ajuda mais não sabia a quem pedir.
– SAKURA VOLTA AQUI! — Gritou. Estava desesperado, a garota saíra de seu apartamento correndo feito uma louca. Conseguiu agarrar a menina, ela chorava desesperadamente. Abraçou a garota com força e sussurrou em seu ouvido palavras que ela nunca iria esquecer. – Confie em mim, eu sou sua única salvação... eu sou seu irmão, nunca vou te abandonar e sempre irei te proteger.
– Não vou permitir que entre. — Ela tenta fechar a porta novamente mais ele não deixa.
– Por favor Imouto...
Cedeu, dentre todos os que um dia pensou em se apegar ele era o único a quem conseguia chamar de...
– Entre Nii-chan, não tenho escolha mesmo.
A conversa ia ser cansativa, dolorosa e muito, muito, muito longa.
Notas finais
Inner: Não u.u
Eu: Cala a boca garota!
Comentem!
Fale com o autor