O Dia Em Que Tudo Mudou
6 A ilha - Dia Três
Notas iniciais
Bem olha aqui mais um capitulo.
Mais uma vez obrigado pelos maravilhosos comentários!!!! Irei responde-los brevemente.
Bem na minha modesta opinião quem se sentia curioso quanto a Kiel....vai ficar mais ainda. kkkkkkkkkkk Retirando o criador dele claro aushaushaushaushaushaush
Bem deixa eu fazer aqui uma pequena propaganda. Bem se alguém aqui dos meus queridos leitores gostar do casal Shikamaru/Temari. Inicie uma fic sobre ela chamada Save me. É só acesar meu perfil.
Se não gostarem...fiquem por aqui mesmo hahahahahahahahha
Boa leitura!!!!
A noite ia longa, não tardaria um novo dia surgiria no horizonte. Um novo dia naquela ilha sem absolutamente conforto nenhum. Apenas aqueles onze sobreviventes e a natureza em redor. Mas na verdade, não era com a natureza ou o oceano que tinham que se preocupar... Entre aquelas pessoas existiam algumas que poderiam ser bem mais perigosas que um escorpião ou um índio esfomeado.
Kiel não conseguia dormir, sentia fortes dores de cabeça, vez ou outra via aqueles flashes de memória confusos na sua frente, as memórias que tinha esquecido. Toda a sua vida era um mistério, o jovem Kurogami esteve em coma durante dois longos anos... E desde eu acordou tudo o que ficou para trás era um mistério. Uma vida esquecida, pessoas deixadas no tempo... Mas desde que colocou os olhos na delicada e inocente Hinata, sentiu como se ela lhe fizesse lembrar alguém que ficou perdido no tempo juntamente com as suas memórias. Alguém que quis muito proteger, e partilhava o mesmo sentimento de proteção para com a inocente Hinata.
Kurogami suspirou pesadamente, olhou levemente o céu estranhamente escuro e se ajeitou sobre a areia fria da noite. As dores de cabeça não cesavam e o jovem Kiel sabia o que se seguia, novamente aquela doença lhe fazendo questão de lembrar que não tinha sumido. Doença rara que o consumia. Na verdade, havia varias coisas na vida de Kiel que o consumiam, e não apenas aquela maldita doença.
O jovem de longos e negros cabelos fechou os olhos, sentia o seu corpo ficar mais frio que o normal, seu coração diminuía drasticamente as batidas. Mesmo de olhos fechados tudo parecia rodar irritantemente. Com um ultimo suspiro Kiel caiu desanimado sobre o areal frio.
..........................
Kiel caminhava lentamente dentro de uma casa escura e sombria. Sentia seu corpo mais leve que o normal, como se ele não fosse ele. Foi então que olhando para si mesmo se deu conta que seu corpo havia diminuído e era uma criança de doze anos.
Aquela casa lhe metia medo, era como se já lá estivesse estado antes... Como se aquilo não fosse um sonho... E sim uma lembrança.
A passos lentos o rapaz caminhou pela casa velha e escura, as paredes estavam rachadas e os moveis partidos. Uma foto empoeirada se mantinha intacta sobre um dos moveis devastados. Nessa foto era visível uma menina de aparentemente nove ou dez anos que lhe fazia lembrar uma forma sobrenatural Hinata... Era essa jovem que se parecia com Hinata, ou era Hinata que se parecia com ela?
Era a primeira vez que tinha um sonho tão lúcido, um sonho onde sentia que ele tinha o comando de ir onde quisesse explorar onde lhe parece mais apropriado.
Lançando um ultimo olhar na foto da menina, Kurogami subiu umas pequenas escadas que davam aceso ao piso superiro. Escadas essas que se encontravam devastadas e cheias de buracos. Escadas aquelas que de uma forma sombria lhe pareciam familiares, demasiadamente familiares.
O piso superiro era composto por um corredor largo e comprido com três portas. As paredes daquele corredor escuro estavam rachadas como se algo forte tivesse batido contra elas. Kiel suspirou pesadamente, sentia seu coração bater rapidamente como se estivesse perto de algo que definitivamente não era bom.
Com passos cautelosos Kurogami foi seguindo pelo corredor. Das três portas que se encontravam dispersas uma estava totalmente rachada ao meio revelando uma enorme violência contra ela. Questionava-se quem teria feito aquilo e o motivo. Entre esse pensamento um barulho se fez ouvir... Era como um grito abafado. Kiel arregalou os olhos, sentia de uma forma insólita que já tinha ouvido aquele grito numa outra altura de sua vida.
Cerrou os pequenos punhos, aquele pequeno corpo onde estava enfiado não era nem um pouco confortável. Poucos passos foram necessários para se colocar em frente da porta de onde vez ou outra saiam os gritos abafados de dor... Desespero... Repudio.
Num movimento decidido abriu a porta e por um segundo ficou sem reação.
Uma mulher de aparentemente quarenta anos e de alguma forma familiar estava deitada numa cama amarada e ensanguentada. Por cima dela estavam dois homens que também lhe era sinistramente de alguma forma familiares... Os homens abusavam sexualmente da mulher e a agrediam violentamente. Era como se Kiel não estivesse ali... E na verdade não estava. Mas todo aquele cenário lhe provocava uma raiva descomunal, uma vontade de gritar e matar aqueles homens.
Kiel!! – Um grito vindo de uma voz conhecida fez o jovem abrir os olhos confuso. Olhou rapidamente tudo em seu redor se certificando de onde estava. Ao seu lado Hinata estava sentada na areia com as mãos no coração e uma cara aliviada.
– Você me assustou. – Hinata murmurou suspirando levemente.
Kiel a olhou confuso. Aquele sonho tinha mexido demasiado com ele. Mas não podia assustar a delicada jovem na sua frente.
– Não se preocupe, eu só adormeci. — Mentiu com um sorriso no rosto. Não diria que tinha desmaiado devido a uma rara doença. Se o fizesse preocuparia Hinata, e definitivamente não desejava isso.
A jovem de cabelos negros lhe lançou um olhar reprovador. Kiel julgava que ela era burra?
– Eu sei ver bem quando uma pessoa esta dormindo e esta desmaiada, e você sem duvida não estava dormindo. Assim sobra a segunda opção. – Timidamente constatou se certificando que não dizia nada que não deveria.
Kiel sorriu sinceramente, e segurou delicadamente uma das mãos quentes de Hinata. A olhou intensamente nos olhos. E então respondeu.
– Pronto eu admito, passei mal e desmaie. Mas não se preocupe não voltará a acontecer. – Garantiu e beijou levemente a mão de Hinata que corou como um tomate caindo de maduro.
OoO
O sol finalmente surgiu no horizonte dando por fim inicio a um novo dia.
Um dos primeiros a despertar foi Kakashi. Durante a noite havia pensado imenso no fato de quem querer ver Jun morta ser o próprio irmão, laços de irmandade não deveriam ser assim. Mas por mais que isso o deixa-se confuso não poderia fraquejar, tinha uma missão e a ia completar a qualquer custo. Mesmo se sentindo atordoado pelo simples beijo que Jun lhe dera no rosto na noite anterior. Kakashi sabia perfeitamente e da forma mais dolorosa que era inadmissível deixar que houvesse qualquer tipo de sentimento para com Jun que não fosse o desejo de vê-la morta. Apesar de se estar revelando bem difícil, demasiado difícil. Nem grandes traficantes ou lideres de organizações temidas mundialmente lhe tinham dado tanto trabalho como essa jovem teimosa e sortuda.
Kakashi adentrou dentro da parte florestada da ilha caminhando pelo terreno instável. Bufou ao passar pelo local onde lhe caiu mangas em cima na tentativa de matar Jun. sortudo era tudo o quanto conseguia pensar. Desanimado o grisalho se sentou numa raiz exposta de uma enorme arvore bastante velha. Num movimento raivoso retirou a mascara manchada de sal e a jogou no chão, de nada servia usar aquele pedaço de pano sujo e de gosto a sal. Suas mãos passaram pelos cabelos cinzentos os alisando e pensando numa nova forma de completar sua missão.
– Que droga! – Bufou irritado franzindo a testa. Nunca se tinha deparado numa situação tão complicada, não contando com Megan claro, isso fora outro caso completamente diferente e mais doloroso.
Foi então que ao ver um pequeno escorpião passar perto de seus pés uma luz acendeu na sua mente nublosa. Dessa vez não haveria erros nem forma de Jun escapar.
Com um golpe seco Kakashi pisou o escorpião o matando. Logo pegou no animal e com uma folha verde caída no chão entre tantas outras extraiu o veneno da cauda do animal. Não demorou estava fazendo o caminho de volta para a praia, mas antes pegou uma manga e a abriu ao meio esfregando a folha com o veneno em toda uma das partes do fruto.
Aquele veneno por si só não mataria algum humano desde que recebesse assistência medica, mas numa ilha deserta e sem uso de nenhum tipo de ajuda, Jun estaria condenada a uma morte dolorosa e lenta.
OoO
Sasuke caminhava pelo areal da praia onde no dia anterior tinha morto um homem. Se sentia algum tipo de remorso? Não. Nenhum. A vida o ensinará que esse tipo de sentimento para com estranhos era inútil. Os únicos a quem amava e respeitava acima de tudo era sua família. Mais precisamente seu irmão mais velho Itachi. Irmão esse que desapareceu sem deixar rasto, e agora que tinha uma pista do seu paradeiro e poderia saber o que realmente aconteceu. O avião onde viajava resolve cair e consequentemente se via perdido numa ilha com pessoas estranhas e loucas. Pessoas que jamais o compreenderiam. Mas no fundo, ele não precisava de compreensão alheia. Só precisava rever o irmão, ter a certeza que ele estava vivo. Nada mais importava.
– Itachi... – O moreno murmurou se jogando na areia num baque sonoro. Olhou fixamente o sol e fechou os olhos amargamente vendo a ultima imagem que tinha de seu irmão. – Eu vou te achar. – Disse para si mesmo decidido e num salto rápido e ágil levantou-se. Se queria achar o irmão não poderia ficar muito tempo naquela ilha. Teria que achar uma forma de sair dali. E pagaria qualquer preço por isso. Sem olhar e meios, sem olhar a consequências. Se tivesse que matar novamente para sair dali, não hesitaria um segundo.
OoO
Yuki permanecia sentada á entrada da gruta onde passavam a noite, Yuuki lhe fazia companhia com a guitarra Slash em mãos, sem falarem uma palavra. Desde que estavam naquela ilha ainda não haviam trocado palavra alguma. Era uma boa oportunidade.
– Essa guitarra deve ser bem importante para se ter jogado no mar. – Yuki a morena constatou com um sorriso fraco. Era uma forma de começar conversa.
Yuuki a loira olhou carinhosamente para Slash e sorriu animada.
– Slash é como se fosse parte de mim, tem um valor sentimental imenso. Não a poderia deixar perdida no oceano. – A loira explicou acariciando a guitarra com um sorriso sincero no rosto.
A morena não ficou indiferente e também abriu os lábios num sorriso. Era uma boa altura para saber o nome da loira.
– A propósito eu sou Yuki Yamamoto. – Se apresentou esticando a mão.
A loira arregalou os olhos. Não acreditava na imensa semelhança entre seus nomes. Seria isso um acaso apenas?
– Yuuki Uzumaki. – Respondeu com um sorrido debochado só por ver a reação de sua quase gêmea.
Yuki olhou a loira e no momento seguintes ambas estavam rindo alto feito duas loucas. Quem poderia imaginar que seus nomes teriam tamanha e assombrosa semelhança.
....
Gaara se aproximava das duas garotas que riam alto. Ver seu anjo sorrindo o deixava embriagado, não sabia ao certo o que lhe tinha acontecido. Mas aquela sua salvadora o tinha arrebatado de uma forma insana e quase inacreditável. Nem ele mesmo conseguia acreditar no turbilhão de mil sentimentos que sentia. Logo ele, Sabaku no Gaara que nunca soube ao certo o que era gostar ou ser gostado.
– Posso falar com você? – Questionou chegando perto o suficiente dirigindo a palavra para Yuki.
A morena olhou para Gaara cansada, voltou o olhar para a loira e disse com palavras mudas um volto já.
A morena um pouco relutante seguiu Gaara que a levava para o sitio onde ele se tinha tentado matar, e onde Yuki o salvava momentos depois.
O ruivo suspirou pesadamente e passou uma mão pelos cabelos avermelhados os deixando ainda mais desalinhados do que já estavam antes. Olhou fixamente para a morena e decidido deu um passo em direção dela que instintivamente recuou dois. Novamente Gaara avançou e Yuki recuou batendo com as costas num saliência rochosa não tenho mais por onde recuar a não ser que se jogasse no mar.
– Para onde vai fugir agora? – O ruivo questionou sedutoramente encurralando com os braços a morena entre a rocha e seu corpo perigosamente perto.
– Bateu com a cabeça foi? – A morena cuspiu as palavras não gostando nem um pouco da proximidade entre seus corpos. Conseguia sentir perfeitamente a respiração do ruivo bater no seu pescoço a deixando toda e totalmente arrepiada.
Gaara sorriu de lado.
– Bati sim. – Foi tudo o que o ruivo respondeu e em seguida tomou os lábios de Yuki num beijo intenso e sensual.
Apesar da morena não coresponder e se debater Gaara não quebrou o beijo. Foi preciso Yuki conseguir usar uma mão e bofetear dolorosamente o rosto do ruivo.
– Não volte a fazer isso! – Yuki gritou ofegante e sem que Gaara pudesse a impedir ou se desculpar a morena saiu dali correndo furiosa.
OoO
Jun se juntou a Yuuki após a morena Yuki sair com Gaara. Ambas conversavam sobre se já estaria alguma equipa de resgate os procurando ou se alguém já tinha dado pela falta deles.
– Claro que sim, o avião nem chegou a aterrar, já deve ser noticia de jornal e de TV que o avião caiu. E sem duvida já há equipas de resgate nos procurando. – Jun dizia certa de si mesma, imaginando como Lucian seu irmão estaria preocupado com sua segurança.
– Espero que nos encontrem logo, preciso rever meu irmão o quanto antes. – A loira murmurou docemente encostando Slash ao peito num gesto carinhoso.
Jun sorriu em resposta daquele gesto. E quando se preparava para continuar a conversa foram interrompidas.
– Oi meninas. – Kakashi cumprimento sorridente e mais leve sem a mascara no rosto.
Yuuki sorriu em resposta, Jun fez o mesmo apesar de sentir que seu coração tinha tomado red Bull na hora que viu Kakashi lindo sem mascara novamente.
O grisalho sorriu de canto e olhou para Jun.
– Tome trouxe metade dessa manga pensando em você. – Ofereceu metade do fruto envenenado mostrando um sorriso que parecia honesto de tanto fingimento nele contido.
Jun aceitou o fruto, corada pelo fato de Kakashi lhe dizer que o tinha colhido pensando nela.. Isso significava que ele pensava nela.
– Obrigada. – Agradeceu com um sorriso inocente tomando o fruto em mãos.
Kakashi abriu bem os olhos, queira ver claramente Jun colocar aquela manga suculenta na boca e cair redonda no chão. Isso lhe daria um prazer ainda maior que ler seus contos eróticos Icha-Icha e uma alegria como se ganhasse a lotaria.
Como, come, come. Kakashi dizia mentalmente olhando cada vez mais com maior expectativa.
Jun olhou para o fruto antes de colocá-lo na boca.
– Há que indelicadeza a minha, tome um pouco Yuuki. – Jun docemente ofereceu metade para a loira que ia aceitar com um sorriso.
Deve ser brincadeira. Kakashi pensou.
– NÃO!! – O grisalho gritou nervoso, não podia deixar que a garota que nada tinha a ver com isso pagasse pela teimosia de não morrer de Jun., mas também não tinha nenhum desculpa para não deixar Jun dividir o fruto. Então fez a primeira loucura que lhe veio á cabeça.
Kakashi rapidamente retirou o fruto da mão de Jun e o engoliu assim mesmo. Não deixando nem um pouco de sobra.
– Comeu tudo... – Yuuki murmurou perplexa com a atitude do grisalho.
Jun olhou Kakashi confusa a antes que pudesse questionar algo o próprio se apresou a explicar.
– É que ela parecia tão apetitosa que não conseguiu resistir. – Disse mostrando um sorriso amarelo e colocou a mão na barriga. Sentia tudo se revirar dentro do estômago. – Preciso ir. – Informou pressionando mais a barriga e saiu correndo adentrando na florestação da ilha.
– Ficou louco. – Jun murmurou confusa com a loucura de Kakashi. Vai ver era do sol.
.....................
Kakashi apertou o botão das calças, nunca imaginou que esse veneno o fizesse ter que improvisar um banheiro tão rapidamente.
– Burro. – Se xingou a si mesmo. Não bastava não conseguir acabar com Jun ainda começava a comer os venenos destinados a ela? Não isso não iria correr bem. Kakashi já tinha visto isso antes.
– Droga. – Murmurou ofegante voltando a puxar as calças para baixo apressadamente.
Notas finais
Bem me desculpe por algum erro que me possa ter escapado.
Nos vemos em breve.
Beijãoooo
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