Notas iniciais
OIII. Mais uma vez muito obrigado por todos os maravilhosos comentários.
Eu estava em atraso com as respostas de dois capítulos, já me actualizei num, agora enquanto lêem este capitulo vou responder os que faltam.
NA minha opinião este capitulo é o meu favorito até agora. É mais relaxante....ou talvez não. Só lendo e espero que gostem tanto como eu.
Boa leitura

Dois dias se passaram naquela ilha que a cada hora começava a se tornar um tormento maior para todos, para alguns mais que outros. Como era o caso de Sasuke e Kakashi. Ambos tinham objetivos a cumprir apesar de serem bastante distintos.

O homem que no primeiro dia gritava que todos morreriam acabou morrendo no mesmo local onde se sentou e ficou murmurando que seria o fim, e após quatro dias sem se mexer, comer ou beber a insanidade e fraqueza o levaram para um sitio melhor. Claro que essa morte abalou quase todos, não era fácil ver alguém sucumbir àquela ilha e ficar indiferente. Yuuki e sua gêmea de nome Yuki se lamentavam e desesperavam por sair daquela ilha perdida no meio de nenhures, Hinata seguia o mesmo caminho, mas no seu caso Kiel não a deixava perder a esperança, o jovem Kurogami tinha plena convicção que em breve sairiam dali.

Já Gaara após beijar a morena Yuki e ser bofeteado se afastou e deixou novamente a dor de perder a família e não saber o que era ser amado o assolar e novamente a morte lhe parecia uma saída tentadora e definitiva. Afinal os mortos não sofrem.

A Jovem Hinday também começava a sucumbir aos efeitos que aquela ilha causava a ideia de não voltar a ver Lucian a matava lentamente por dentro, e era apenas pelo desejo de rever o querido irmão que tentava resistir e não desfalecer.

Kakashi era o único que realmente se estava aguentando bem apesar da dor de barriga passageira causada pelo veneno de escorpião que ele pensou poder ser letal sem tratamento. No fim era apenas letal para quem não tivesse onde improvisar um banheiro. Em tempos teve treinos de sobrevivência em locais inóspitos e realmente inabitáveis onde só havia duas alternativas, ser fraco e morrer ou ser forte e sobreviver. Então não eram cinco dias numa ilha que o abalavam, na verdade, o que realmente o abalava era Jun. sim essa garota era o seu verdadeiro problema. Não só por se recuar a morrer, não só por suas tentativas de homicídio falharem todas, mas principalmente pelo carinho e confiança que ela depositava nele. O fato de estar a tentar matar alguém que depositava em si tanta confiança o deixava confuso, revoltado, embaralhado. O grisalho já tinha passado por isso antes, já tivera que matar alguém que confiava em si acima de tudo, alguém que também o beijou na bochecha. Alguém por quem se apaixonou quando tudo o que tinha que fazer era matar e não envolver o coração. Alguém por quem ainda hoje lamentava.

Kakashi receava que Jun pudesse vir a ter sobre ele o mesmo efeito que Megan teve e não ser forte o suficiente para resistir. Como ele mesmo disse uma vez. Amor e trabalho não se misturam, nunca.

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O sol ia alto, provavelmente a tarde ia à meio. Não muito longe daquela ilha um helicóptero sobrevoava o Oceano procurando vestígios de sobreviventes após terem recolhidos alguns corpos em grande grau de decomposição, outros nunca seriam reavidos e suas famílias não poderiam fazer um enterro digno.

Cinco barcos de resgate da guarda costeira patrulhavam varias áreas distintas. Nessas buscas por sobreviventes estavam envolvidos forças Japonesas, Francesas e Americanas.

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Sasuke encontrava-se perto da praia, ao seu lado estava uma enorme pilha de pedras de todos os tamanhos e cores que tinha recolhido durante a manhã. Seu objetivo era escrever em ponto grande usando as pedras a palavra SOS, de forma que se algum meio aéreo sobrevoasse a ilha avistasse a mensagem. Isso seria a porta de saída daquela maldita ilha, e a janela para reaver Itachi e encontrar respostas ao desaparecimento do irmão. Isso sim era algo que sempre o torturou. O que teria acontecido para Itachi sumir.

Cansado e movido apenas pela vontade de abraçar Itachi começou a espalhar as pedras. Fazer a palavra em ponto gigante não seria tão fácil como imaginou.

Perto de Sasuke alguns metros apenas distante, Yuuki Uzumaki caminhava descalça lembrando-se do rosto sorridente do irmão, das risadas gostosas que ele dava. As saudades eram imensas e a possibilidade de não o voltar a ver a faziam desanimar mais. Já uma pessoa tinha sucumbido á ilha, ela poderia ser uma das próximas. E caso assim fosse, apenas lhe restava Slash para lembrar Naruto. A guitarra oferecida pelo irmão. A guitarra que tanto estimava e nela colocava todas as suas alegrias e tristezas. Slash não era apenas uma guitarra, era um pedaço de Naruto. Esse era o motivo pelo qual arriscou a vida para reavê-la. Para reaver o único pedaço do irmão que teve durante anos.

Com um suspiro de puro lamento Yuuki observou Sasuke tentando escrever algo com umas pedras. Ela era loira, mas não era burra. Sabia que era uma mensagem de SOS. Se aquilo era algo que podia salvar a todos, não deveria ser apenas Sasuke a ter que fazê-lo. Apesar de não ter esquecido a arrogância do rapaz. Mas em casos extremos, nada mais importa além da sobrevivência.

A passos cansados e pesados a jovem Uzumaki se aproximou de Sasuke e sem dizer uma palavra o começou a ajudar a escrever a palavra na areia.

O moreno por sua vez lançou um olhar ameaçador á jovem. E com um resmungo disse.

- Vá embora, não quero sua ajuda. – E com a mão empurrou a loira que bateu com o rabo na areia.

Yuuki ficou verde, azul e vermelha de raiva. Essa já era a segunda vez que esse encrenqueiro a empurrava para o chão.

- IDIOTA! – Gritou e se jogou em Sasuke o fazendo também cair no chão. Sentou-se sobre ele e começou a socar o peito do moreno que estranhamente ria daquilo. Estaria ele louco?

- Eu sempre soube que você queria. – Sasuke disse com um sorriso malicioso deixando Yuuki com cara de besta. E no momento seguinte segurou a cabeça da jovem não a deixando fugir e a beijou inesperadamente e bruscamente.

Yuuki não sabia o que pensar ou fazer. Na verdade estava em choque, não imaginou que Sasuke a fosse beijar. Nunca tinham tido a mínima intimidade para isso, alias poderia dizer confiante que se odiavam. Sem saber como agir apenas sentia a boca do moreno devorar a sua. E no fundo, bem no fundo sentia vontade de retribuir aquele beijo. Mas, se o fizesse aquele idiota sairia vencedor, e isso Yuuki não ia permitir. Não de um bruto como ele.

Então, num movimento brusco a jovem Uzumaki abriu a mão e deu um tapa estalado no rosto moreno do Uchiha. Que em vez de quebrar o beijo e ter um ataque de fúria como seria esperado, apenas aprofundou as caricias.

Novamente e agora começando a ficar um pouco desesperada Yuuki voltou a bater em Sasuke. Que por fim a soltou e ria como um louco.

- Filho de uma... – Yuuki se conteve para não falar mal da mãe do idiota e pulou para longe de Sasuke. – Se você me beijar novamente eu não respondo por mim. – Ameaçou tremula. Quem ela quereria intimidar tremendo daquela forma?

Sasuke resmungou algo quase inaudível e respondeu.

- Eu sempre soube desde que você lembrou que fui eu quem te fez cair no aeroporto que você desejava provar meus lábios. – Claramente estava provocando Yuuki. – Mas tudo bem, eu só quero sair desta ilha. Então eu aceito a sua ajuda. – E bufou no fim. No fundo nem ele mesmo sabia onde tinha a cabeça quando beijou a loira. Sim ela era bonita e sedutora apesar de ter as roupas rasgadas e sujas, e tinha que admitir que desde que a viu sentiu vontade de agarrá-la. Era um bruto, arrogante e insentimental. Mas era homem e não ficava indiferente aos encantos de nenhuma dessas lindas mulheres que passeavam seus corpos pela ilha. Apesar de seu verdadeiro foco ser apenas um: Itachi.

Yuuki olhou-o desconfiada e ainda tremula. Mas queria tanto sair dali como Sasuke. Com um suspiro assentiu com a cabeça e juntamente com o moreno em silencio os dois começaram por fim a dar forma a palavra gigante que poderia ser a chave para saírem dali e reaverem seus irmãos.

OoO

Gaara encontrava-se sentado perto do local onde já se tinha tentando suicidar uma vez, mas um anjo o salvou. Agora observava as ondas fortes baterem nas rochas. Numa de suas mãos tinha uma pedra na qual ele com paciência e trabalho tinha feito um bico afiado e cortante. E sabia bem o que fazer com a pedra.

- Amor. – Murmurou sem nexo e levantou-se. – Amor. – voltou a murmurar e começou a caminhar para outro lado. Precisava de um sitio que refletisse a sua imagem. E sabia onde encontrar.

Não foi preciso caminhar muito, poucos metros mais á frente numa outra saliência rochosa rodeada de outras pequenas rochas, no meio das pequenas onde as ondas por vezes batiam ali e deixava água presa num pequeno circulo de pedras encontrava-se uma pequena porção de água parada e límpida iluminada pelo sol que batia ali em cheio.

Gaara aproximou-se e olhou para a água vendo seu rosto em reflexo.

- Amor. – Voltou a dizer, mas agora mais confiante e não apenas como um murmúrio.

Sentou-se de forma e ficar debruçado sobre a água e com certeza do que fazia. Começou a cortar a testa com o bico da pedra. A dor era aguda e o sangue começava a tapar sua visão e manchar a água.

- Amor. – Voltou a dizer mais confiante sem deixar de cortas a testa. Não era propriamente um corte sem nexo. Gaara usava o seu reflexo na água como auxilio e com os cortes que se autoinfligia ia deixando algo escrito em letras japonesas sobre a pele. Amor

Após alguns minutos o ruivo jogou a pedra ensanguentada para longe e lavou o rosto com a água que antes servia para fazer de espelho. O que Gaara pretendia não foi bem o que conseguiu. A palavra amor estava escrita, mas aquilo seria uma cicatriz brevemente e não uma palavra tatuada como pretendia. Mas por agora servia para o que queria.

Decidido o ruivo voltou e procurou Yuki, a sua anja morena.

Yuki conversava com Jun. Ambas estavam perto da gruta onde costumavam passar a noite. Não falavam sobre nada especifico. Apenas como era difícil estar longe de tudo. Apesar de para Yuki aquela ilha estar de boa medida. Todos tinham alguém para rever, mas ela não. Ela apenas queria fugir de tudo e todos. Ficar sozinha. Afinal sozinha não haveria ninguém para magoá-la, para fazê-la chorar ou a julgar. Sozinha, era tudo o desejava desde o dia em que deixou de acreditar no amor e nos homens.

- Ho meu deus. – Jun murmurou perplexa.

Yuki curiosa seguiu o olhar da dona dos lindos olhos verdes e gritou também ela perplexa.

- Gaara seu idiota o que você fez? – A morena não acreditava que o ruivo tinha voltado a atentar contra sua própria vida. A roupa dele tinha sangue, o seu rosto algumas réstias de sangue, e tapava a testa com a mão. Talvez tivesse feito um buraco ou algo assim medonho. – Idiota. – Gritava ainda se aproximando do ruivo e rapidamente o fez retirar a mão da testa revelando o estranho símbolo nela desenhada em sangue vivo. Loucura só podia.

Sem palavras Yuki apenas olhava a que ponto chegava a loucura de Gaara, que por sua vez resolveu falar e justificar o motivo daquilo.

- Sim eu sou um idiota. – O ruivo apoiou Yuki. – Um idiota que se apaixonou por um anjo. – Murmurou fechando os olhos. E quando os abriu segurou na mão da morena a fazendo tocar a marca na testa dele. – Isso significa amor. – Esclareceu com um pequeno sorriso.

Jun achava que estava ali a mais e saiu de fininho.

Yuki suspirou acariciando a ferida do ruivo. Sim ele só podia ser louco para fazer uma coisa dessas a ele mesmo e chamar aquilo de amor.

- Louco... – A morena murmurou abanando a cabeça negativamente.

Gaara sorriu. Ao menos tinha conseguido dizer o que sentia. Apesar de ter usado uma forma nada convencional. E então completou a frase de Yuki.

- Louco por você.

OoO

Jun após deixar Yuki e Gaara sozinhos sentindo que podia estar ali a mais, adentrou na parte florestada da ilha. Ainda se lembrava de que há alguns dias atrás tinha caído uma porção de mangas em cima de Kakashi. Tinha sido divertido. Na verdade achava o grisalho bem divertido, como por exemplo, quando ele lhe ofereceu a manga e depois a comeu. Alem de divertido, bonito e ter um charme natural irresistível, parecia ser uma ótima pessoa. Se bem que sempre o achou um pouco misterioso. Mas quem não tem seus mistérios?

A jovem Hinday suspirou e continuou a caminhar. Estava disposta a adentrar mais fundo na ilha, afinal sempre se mantiveram perto da praia sem explorar por completo todo esse local remoto.

- Onde pensa que vai? – A voz rouca de Kakashi questionou e com a mão segurou o pulso de Jun a puxando para trás. Se realmente desejasse mata-la, agora ali sozinhos e mais afastados que o normal seria a altura certa. Mas no fundo não era isso que Kakashi queria, e ele sabia disso.

- Nossa você me assustou! – Jun reclamou levando a outra mão contra o peito, e em seguida abriu um sorriso que não foi retribuído pelo grisalho.

Ambos olharam um para o outro, e por alguns minutos ficaram assim. Jun sentia que algo estava diferente em Kakashi. Ele a olhava de uma forma diferente, mais serio, mais intenso, mais intimidador. Um leve arrepio percorreu todo o corpo da jovem que sentiu uma vontade insana de simplesmente fugir. Mas se conteve afinal apesar de conhecer Kakashi á pouco tempo ele sempre pareceu tão simpático e divertido. Esse arrepio não significava nada.

- Você está bem? – Jun questionou por fim quebrando aquele clima tenso que se tinha instalado.

Kakashi não respondeu nem deu sinal que iria responder. Apenas engoliu em seco e se aproximou mais da jovem que mostrou um sorriso fraco tentando disfarçar o medo que começava a sentir.

- Kakashi? – Voltou a chamar, mas agora mais temerosa sentindo o aperto no seu pulso ficar mais forte. – Kakashi... – Murmurou com a voz falhando. Aquilo realmente a começava a assustar. Aquele silencio, aquela atitude diferente, o arrepio.

- Não tenha medo, vai ser rápido. – Por fim Kakashi deixou Jun ouvir a sua voz, mas não eram precisamente as palavras que alguém gostaria de ouvir. Apesar da jovem não saber ao que o grisalho se referia, na verdade, nem ele mesmo sabia.

Ele soltou o pulso de Jun e a obrigou a recuar a prensando contra um tronco largo de uma velha arvore. Aproximou-se dela perigosamente de forma a conseguir sentir o medo na respiração descompassada de Jun. seu cheiro, seu calor. Aquilo novamente...

- Outra vez não! – Kakashi gritou a pleno pulmões socando a arvore. Gesto que fez a jovem Hinday soltar um gritinho de pânico.

Ela se perguntava o que diabos se estava passando com Kakashi, mas poderia apostar que se assemelhava a uma luta interior, ou pelo menos assim parecia. Apesar de o querer compreender naquele momento, tinha medo de o fazer. Mas não desistiria sem ao menos tentar.

- Kakashi... – Jun tentou dizer algo, mas a boca de Kakashi tomou posse de seus doces lábios a calando. Não era um beijo, era apenas um toque de lábios, um carinho. Um carinho que em segundos se tornou num verdadeiro beijo avassalador. Ambos exploravam a boca um do outro. Ambas as mãos exploravam o corpo um do outro. Era mais forte que ambos, era uma atração natural, uma necessidade que ambos reprimiam desde o momento em que cruzaram os olhos no avião. Algo que não podia ser mudado, já estava destinado a ser assim.

- Você... É... Louco... – Jun murmurou ofegante pela falta de ar.

- Ham... Ham... — Kakashi simplesmente disse e voltou a se deliciar com os lábios proibidos da jovem que era suposto matar, e não beijar, acariciar e desejar.

Ambos estavam entregues naquele momento, ambos se desejavam, ambos faiscavam, ambos queriam sentir um ao outro. Sem pudores se amaram ali mesmo como se não houvesse amanhã, sem pensar no depois. Apenas aproveitando o agora.

...........................

Hinata e Kiel ambos estavam sentados na areia da praia vendo o sol começar a pôr-se. Ela estava sentada entre as pernas do jovem Kurogami com a cabeça encostada no seu peito, as mãos de Kiel enlaçavam a cintura fina e delicada de jovem Hyuuga. Quem os visse poderia jurar quem eram um casal, mas não. Eram apenas dois bons amigos. Alias ambos só se tinham a eles como amigos naquela ilha.

- Posso pedir uma coisa? – Hinata questionou tímida.

Kiel sorriu, ela ainda perguntava? Com ele ela podia tudo, apenas não se machucar.

- Claro. – Assentiu acariciando o ventre da jovem que sentiu o rosto queimar.

- Eu... – Começou tímida e incerta se deveria fazer a pergunta. Respirou fundo e prosseguiu. – Eu gostaria de saber um pouco mais sobre você. – Por fim soltou o que pretendia soltando juntamente um suspiro de alivio.

O jovem e elegante Kurogami voltou a soltar um sorriso, e beijou delicadamente o topo da cabeça de Hinata. Como ele poderia falar de si mesmo? Nem ele próprio sabia quase nada sobre si. Tudo era uma escuridão desde que acordou do coma, tudo era uma incógnita. As duas únicas certezas que continuava a ter eram apenas a sua doença misteriosa, e Hinata. Ele já a considerava como sua. Sua amiga, sua menina a quem queria proteger com aquele sentimento de extrema proteção que o assolou desde que a viu pela primeira vez. No fundo, quem era ele?

- Eu não posso responder a isso Hinata nem eu mesmo tenho essas respostas pra mim, lamento. – Se desculpou com um longo e triste suspiro. Ele queria muito poder responder, queria muito ter as respostas.

Hinata sorriu mesmo sem Kiel ver o seu sorriso, ela sempre soube que o moreno era alguém muito especial, desde o início ela soube. Podia ver e sentir que ele era boa pessoa, por isso se manteve perto do único que apesar de ser o mais misterioso, também era o mais carinhoso e que mais lhe inspirava confiança. E raramente Hinata se enganava em relação as pessoas. Então ternamente respondeu.

- Não se desculpe, apesar de você não saber quem você foi. Nunca é tarde demais para ser aquilo que sempre desejou ser. – Suas mãos delicadas acariciaram as de Kiel que ainda grudavam sua cintura.

O Jovem Kurogami soltou um longo suspiro e apoiou o queixo sobre a cabeça de Hinata.

- Desde que você esteja comigo, eu posso ser qualquer coisa. – Disse firme e calmamente sentindo Hinata tremer com suas palavras que eram verdadeiras. Não importava o que viesse depois, apenas precisava ter Hinata por perto, tal como precisava de ar ou de água. A jovem Hyuuga era uma necessidade indispensável.

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Apenas duas horas após o sol se pôr, o helicóptero que procurava com poucas esperanças sobreviventes do avião 666 da Air France avistou a palavra SOS feita por Yuuki e Sasuke naquela tarde. E após cinco dias perdidos naquela ilha, aqueles sobreviventes voavam todos para França sem saber o que agora o destino lhes reservava. Finalmente reencontros iriam suceder e respostas surgir.

Mas algo era certo. Nada voltaria a ser como antes depois de terem estado naquela ilha. Todos eles de alguma forma já tinham suas vidas entrelaçadas, uns mais que outros com alguém que conheceram naquele avião que nunca chegou ao seu destino.

Porque tudo acontece por um motivo, mesmo que ninguém entenda isso de início.

Continua...

Notas finais
Desculpem algum possivel erro. e ai? gostaram???
Bem a ilha acabou, agora é que as coisas vao começar a desenrolar. Hahahahahah.
Nos vemos em breve.
Proximo capitulo movido a reviwes.
Beijaooo e obrigado a todos os meus lindos leitores.