O Diário do Príncipe Mestiço

6 Dois extremos totalmente diferentes.


Notas iniciais
Olá leitores! Peço desculpas pelas minhas ausências. Infelizmente o ritmo das postagens vão diminuir, pois tenho alguns livros para ler e outras coisas pessoais para fazer. Vou tentar postar pelo menos um capitulo por semana ok? Espero que gostem e boa leitura!

Severus Snape

Semanas se passaram desde que minha mãe foi agredida pelo papai. Ela me fez prometer que eu não faria nada, mas minha vontade era de amaldiçoar meu pai com uma azaração poderosa.

Eu e Lily tínhamos desenvolvido uma amizade forte e partilhávamos muita coisa, inclusive sentimentos e problemas.

Estávamos no bosque, deitado na grama.

– Severus... você ainda está triste? – perguntou Lily com sua doçura de sempre.

– Sim... Não estou suportando viver naquela casa. – respondi sem ânimo.

– Mas por quê? – ela indagou inocentemente. – Você está com alguma necessidade?

– Não... são meus pais.

– Eles não continuam brigando?

– Ah sim, continuam brigando. Mas não vai demorar muito e logo terei ido embora.

– O seu pai não gosta de magia? – perguntou Lily.

– Ele não gosta muito de nada.

Passamos um tempinho em silêncio.

– Sev... você não está pensando em fugir está? – ela olhou para mim com uma expressão temerosa.

– Não Lily... eu irei para Hogwarts.

– Hogwarts... você me contou sobre a prisão de Askaban, O beco diagonal e o Ministério da Magia, mas sempre hesitou quando o assunto era Hogwarts.

– É por que Hogwarts é o melhor local do mundo. – disse bem rápido, tentando esquecer meus problemas. – Ei... nunca ouviu falar que o melhor fica para o final?

– Então começa a falar que eu estou ansionsa.

Ficamos um bom tempo conversando sobre Hogwarts até vir uma questão na mente de Lily.

– Se os bruxos vão aprender em Hogwarts, quer dizer que eu também vou?

– Claro que sim.

– Isso vai ser demais! – ela exclamou radiante.

– Quando eu completar onze anos vou receber a carta de Hogwarts e estarei livre das brigas dos meus pais.

– Se for nessa idade mesmo, eu irei no próximo ano.

– Quê? – disse eu perplexo. Nunca tinha se passado pela minha cabeça que Lilly entraria em Hogwarts no mesmo ano que eu. – Você tem 10 anos como eu?

–Sim. – ela sorriu.

– Por que nunca me contou antes?

– Por que você não perguntou.

Gargalhamos muito e continuamos conversando um pouco. A ideia de ir a Hogwarts no mesmo ano que Lily era incrível. Ter ela por perto já tornava suportável minha vida em Cokeworth, agora ter ela em Hogwarts seria melhor ainda! Ainda mais se ela entrar na mesma casa que eu!

– O sol já vai se pôr. – disse Lily, levantando-se. — É melhor eu ir andando. Até mais Severus.

–Espere! – eu me levantei. “Coragem Severus...” – Esta tarde para você voltar sozinha pelo bosque.

– Eu sei, mas não se preocupe... eu conheço bem o local.

– Eu vou com você. – disse eu com um nó na garganta. – Não vou deixar você andar por ai sozinha.

– Severus, não se preocupe, eu...

– Vamos! – a interrompi pegando-a pela mão. Juro que meu coração estava a ponto de saltar pela boca, mas eu estava disposto a voltar pelo bosque a noite. Não queria deixa-la a mercê dos perigos da floresta.

Quando chegamos ao outro lado do bosque, o sol já tinha ido embora. Estávamos atrás do Quintal da casa dos Evans.

– Está entregue. – eu disse inspirando profundamente.

– Obrigado. Mas você sabe que não precisava.

– Não correria o risco de perde-la. – disse sem pensar.

Ela olhou nos meus olhos e percebi o que tinha dito.

– Há! Não pense nada de ruim! Você é minha única e melhor amiga que tenho.

– Você também é um bom amigo Severus. – ela soltou minha mão. Puxa! Eu não percebi que ainda segurava sua mão!

– Até amanhã Lily.

– Até mais! – Ela deixou escapar um novo sorriso e saiu correndo na direção de sua casa.

Eu fiquei que nem um bobão observando ela correr até a porta de sua casa. Os seus pais abriram e deram um abraço em conjunto nela. Depois todos entraram.

Uma garota de sorte... ao contrário de mim, pensei.

Me virei e atravessei o bosque já escuro e sombrio. Eu ouvi ruídos estranhos enquanto o atravessava. Mas acho que nada que um bruxo não pudesse se defender.

Cheguei em casa e tentei abrir a porta. Estava trancada. Espiei pela janela e vi meu pai sentado no sofá lendo o jornal dos trouxas. A última coisa que queria era meu pai me fazendo perguntas e me acusando de usar magia escondido.

Fui para a porta dos fundos e me concentrei ao máximo na fechadura. Com sorte ela não iria se escancarar e sim se abrir magicamente. Como um bruxo com varinha diria? Aloha? Alohoma? Alohomora? Sim! Alohomora!

“Alohomora, Alohomora, Alohomora...”, mentalizei as palavras, esperando surtirem efeito. Fitei a fechadura com o meu olhar.

Ouviu alguns ruídos e a porta se abriu, com um rangido assustador.

Entrei e fechei a porta. Passei de fininho pela sala, esperando que meu pai estivesse super concentrado na sua leitura.

– Como entrou? – ele perguntou com sua voz áspera. Ele não tirara o Jornal da frente de seu rosto (que costume é esse da minha família!). Ele levantou um chaveiro com todas as chaves da casa. – Eu estava com as chaves.

Minhas pernas ficaram bambas. Não sabia o que fazer, o que dizer...

– E então? Alguma explicação? – Ele baixou o Jornal. Algumas mechas de seu cabelo negro estavam no seu rosto.

– É que...

– A não ser que tenha uma chave reserva.... E eu não lembro de ter mandado fazer alguma.

Meu Merlin! Como eu desejava uma chave reserva naquele momento... Eu me lembrava da surra que me prometera se eu usasse magia novamente.

– Eu tenho uma chave reserva. – falei sem pensar e ele estreitou os olhos. Óh Céus! O que eu fiz?

– Mentira! – ele se levantou e ficou me encarando. Ele era tão alto e eu tão pequeno que... Argh! Eu já sentia a dor da surra. – Você usou magia!

– Não usei. Eu juro. – Como eu era um mau mentiroso.

Ele levantou a mão e eu fechei os olhos.

– Não! – gritou mamãe ele hesitou.

– Ele está mentindo Eileen!

– Não está! – ela disse e o obrigou a baixar o braço. – Tire as chaves que lhe dei. Estão no seu bolso. Ou você perdeu?

Eu coloquei a mão no bolso e lá estava um chaveiro com duas chaves. Eu mostrei ao meu pai. Mamãe voltou para cozinha.

– Aqui está. – meu pai engoliu em seco e continuou a me fuzilar com seu olhar.

– Por que não mostrou antes então? – eu tinha quase certeza que ele estava procurando um motivo para me dar “aquela surra”.

– Sinceramente... o senhor me deixa apavorado.

Ele me fitou novamente, pegou o jornal e as suas chaves com arrogância e subiu a escada a passos pesados.

Eu fiquei aliviado. Mamãe salvara minha vida. Fui até a cozinha para agradecer.

Quando entrei, ela estava lavando os pratos sem magia.

– Obrigado por ter feito aquela magia... não sabia o que ele faria.

Sem se virar para me ver, ela disse:

– Eu não fiz nada. Você fez, eu senti a magia daqui... era poderosa.

– Eu não fiz nada... nada mesmo.

– Você desejou com todas suas forças ter uma chave reserva não foi? E... – ela estalou os dedos. – Desejo concedido. É mais poderoso do que pensa.

– Meu Merlin.

– Agora coma algo e vá dormir. Não quero você discutindo com seu pai novamente.

– Sim Senhora.

Comi uma sopa que mamãe tinha feito e subi para meu quarto. Mamãe deixara o exemplar do Profeta Diário para eu ler no criado-mudo, mas eu sempre me esquecia pois tinha que ir ver Lily. Nós vivíamos de forma tão diferente, em extremos tão diferente que parecia impossível que fossemos amigos.

De repente uma ideia me veio à cabeça.

“Lily vai adorar ver um Jornal mágico!”

Me deitei e dormi quase que imediatamente...

Notas finais
Gostaram? Tem criticas, elogios, perguntas ou sugestões? Comentem ai, não custa nada não é? Cliquem em acompanhar essa história ai embaixo! Assim eu sei que estão lendo! Ajudem para que a Historia não morra, tudo depende de Vocês.