O Diário do Príncipe Mestiço
7 Incompreensão e Trevas
Notas iniciais
Severus Snape
Já tinha anoitecido e eu estava correndo ao tropeços pelo bosque. Nas minhas mãos, um pedaço de diamante bruto brilhava entre meus dedos, eu sentia uma vontade imensa de protege-lo.
Eu estava uns 10 anos mais velho. Eu era alto como meu pai e usava vestes pretas bem elegantes. Meus cabelos oleosos caiam sobre meu rosto enquanto corria. A capa negra esvoaçava violentamente enquanto eu corria e as nuvens no céu estavam escurecendo rapidamente. Uma tempestade estava se formando.

Parei na frente de um riacho e bebi um pouco da sua água juntando as mãos para formar uma cuia. Depois cai sentado de exaustão.
“Severus... Não devia ter contado a ele... não devia.... não devia...”, uma voz serena e calma, mas ao mesmo tempo triste e decepcionada ecoava na minha cabeça
– Pare! Não fique me julgando! – Berrei e Coloquei minhas mãos nos ouvidos, balançando a cabeça. Minha voz estava severa e áspera, como a o meu pai. – Por favor pare... pare!
“Você não poderá fazer nada Severus... isso tudo foi consequência de seus atos!”
Continuei com as mãos nos ouvidos, balançando a cabeça inconsolado.
“Vá! Corra... não há mais tempo! Ele está chegando... ele está chegando... ele está chegando...”
No mesmo momento que a Voz se foi, raios começaram a cortar o céu e uma chuva forte começou a cair.
O pedaço de diamante parecia se lapidar sozinho na minha mão, a cada minuto ele mudava, ficando cada vez mais belo. Eu podia sentir um calor emanar dele, mas pelo que sei, diamantes não emanavam calor. Dei-lhe um beijo e o guardei no lado direito de minhas vestes, sentindo seu calor contagiar meu coração.
– Você vai permanecer em segurança...
De repente, um ruído estridente soa em algum lugar atrás de mim. O vento começou a ficar mais forte e comecei a ouvir o som de arvores sendo derrubadas e estraçalhadas.
– Me entregue o Diamante! – berrou uma voz maligna.
– Nunca!
Atravessei o riacho com dificuldade e saquei a varinha, apontando para a margem do outro lado, fazendo um movimento estranho e a sacudindo em seguida.
– Águi Ferus! – um brilho verde-mar leve tomou conta da ponta da varinha. – Erga-se! Proteja a margem do riacho!
A água começou a agitar-se, erguendo-se e formando uma muralha d’água. Depois um rosto de um homem que sorria maliciosamente se formou na água. Era calvo tinha uma barba rala de água, com os olhos brilhando em uma leve luminosidade verde. Era literalmente magia pura. Ele se chamava Ferus... pelo menos eu acho que é esse o nome.
Algo chocou-se com a muralha magica, fazendo jorrar água para todos os lados, ensopando minhas vestes. Não dava para ver muita coisa através da água mas lampejos e clarões mágicos transpassavam a muralha. Ferus atravessou a mesma, só que dessa vez ele tinha pernas, braços e tudo que tinha direito. A agua movia-se pelo seu corpo como se fossem ondas do mar.
– Vá! Corra meu Mestre! – ele berrou, deixando jatos de água saírem da sua boca, o que me ensopava mais ainda. – Ferus Não vai aguentar por muito tempo! Ferus quer seu amo a salvo. – e ele deu um pulo para o outro lado da muralha mágica.
Entrei novamente no bosque, correndo o mais rápido que pude. Meu coração encontrava-se desesperado, pelo medo de perder o Diamante e pelo ressentimento por deixa-lo em perigo.
A chuva ficava mais forte a cada segundo. Ela dificultava minha visão e fazia meus cabelos colarem na minha face. A esse ponto meu feitiço de evocação do Ferus já devia ter se dissipado. Eu sentia o perigo próximo... ele estava vindo atrás de mim.
Eu estava correndo em um terreno um pouco inclinado quando tropecei em uma raiz e sai bolando até chegar em uma clareira. Bati com a cabeça em uma pedra, o que me deixou tonto e com um grande sangramento
– ME DÊ O DIAMANTE! – senti uma força maligna se apoderar do terreno ao redor. – OU MORRERÁ!
As nuvens estavam girando em espiral no céu. O vento ficou muito frio e parecia que ia me carregar. Os relâmpagos clareavam a sombria noite e os trovões retumbavam como tambores tocando uma melodia estranha.
– Oh sim... me entregue... me entregue... – a voz da vinha de todos os cantos.
– Não vou desistir dele!
– Você um tolo Severus... Tolo!
A clareira me era familiar. A grama gostosa, as pequenas flores que ali cresciam, o Salgueiro velho... Me lembrava minha infância... Lily... foi aqui que conheci Lily.
De repente o Diamante emanou um calor que me confortava, ai percebi que ele estava me sustentando, me fazendo querer vencer.
– Eu vou conseguir! – gritei, me levantando revigorado, pronto para qualquer coisa.
Saquei a varinha e comecei a correr o mais rápido que pude na direção do Salgueiro.
– Você vai morrer! – gritou a voz das trevas dando uma risada diabólica. – Morrer!
Raios começaram a cair na clareira. Eu não sabia como, mas conseguia desviar dos locais que os raios iam cair.
Só mais um pouco, mais um pouquinho...
Um dos raios caíram na minha frente, fazendo os pelos do meu corpo se eriçarem.
Finalmente eu cheguei no salgueiro. Os raios continuavam a cair, mas por algum motivo eles não caiam perto do Salgueiro. Era como se não me vissem...
Tirei o Diamante das minhas vestes.
Proteja-o... Por favor...
Coloquei a pequena pedra preciosa dentro do tronco da velha árvore. Exatamente onde eu me escondia para observar Lily quando criança. Acariciei o tronco e murmurei algumas palavras magicas, se afastando em seguida. A grande Arvore começou a contorcer-se, e o pequeno Diamante ficou oculto dentro do buraco que se fechara.
“ Severus... Corra... Corra!”, a Voz serena havia voltado. “A pedra está segura aqui... O segredo foi confiado! Vá e salve-se!”
Ouvindo a Voz, afastei me do local onde o Salgueiro estava e ele virou fumaça, desaparecendo no ar.
– Ai está você! – disse a voz maligna. – Chega de joguinhos... Adeus Severus.
O chão começou a tremer violentamente. Rachaduras estavam aparecendo por toda a clareira, destruindo sua beleza. Raízes tamanho gigante saiam do fundo da terra e vinham ao meu encontro para agarrar-me. Comecei a lançar feitiços nelas, mas não adiantava. Aparecia cada vez mais.
– Não foi isso que você fez com Alex, O valentão?! Há Ha! Experimente... 10 mil vezes pior!
As raízes prenderam meus pés e tiraram minha varinha. A tempestade ficava cada vez mais forte e a voz maligna se ria com prazer se deliciando com a cena.
–Sua morte vai me dar a glória!
Eu já ia responde-lo, mas uma raiz me amordaçou. Eu me contorcia e tentava gritar, mas nada viria me ajudar... Então fechei os olhos e senti meu corpo ser puxado para as profundezas da terra. Senti minha respiração falhando... As raízes apertando-me... meu corpo morrendo... meu coração parando de bater... minha consciência morrendo...
Até que eu ouvi uma voz distante...
– Praesent vitae est maximus! Somnium fallaciae! – tudo estava confuso... tudo ficava mais distante... Eu estava perdendo minha audição... — Et revixit somnia!
“Sev... não morra...volte para mim... Por favor... Por favor “, uma voz doce me chamava.
Lily! Eu não... não... Lily!
De repente, senti uma energia forte e dolorosa transpassar meu corpo.Me contorci e gritei com a dor horrível que eu estava sentido. Depois só senti alguém me sacudindo muito...
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