O Diário das Creepypastas - Interativa
2 #2 Uma Guerra Travada
Notas iniciais
Um pouquinho antes...
A mulher ruiva teve a sorte de ser uma das primeiras a fazer o seu prato que exalava um delicioso odor, algo que ela costumaria chamar de “Cheiro de Fome”. Sentou-se na segunda mesa do refeitório ao lado de outra garota que quase caía em cima do prato, sonolenta. Seu nome era Kather Smith, mas preferiria ser chamada de K. Ambas haviam chegado juntas ao Casarão Creepypasta já fazia quase um mês, mas ainda não conhecia tudo e todos, afinal, aquele lugar mais parecia um castelo de tão grande. Talvez uns cinco hectares (N/A: Não faço a mínima idéia do tamanho) de tamanho.
– Yo, K. – Cumprimentou a mais velha.
– Yo, Jasmine – Respondeu bocejando.
– YO DUAS! – Uma terceira garota surgiu do nada, assustando ambas e acordando K. Esta tinha longos cabelos castanhos e olhos claros, sem contar o grande sorriso que iluminava tudo.
– Q- Quem é você? – Indagou Jasmine com aquela cara de quem acabou de ver um fantasma.
– Soou a Kyara! Mas gosto que me chamem de Kyra – Respondeu enquanto se espremia para poder sentar-se entre as duas – Sou nova aqui. Cheguei hoje de madrugada (=3)
– Ah... Tá. Bom saber. (-_-|l|)
Kyara olhou para os dois lados freneticamente antes de comentar:
– Normalmente eu ficaria vermelha de timidez, mas cara! Não acredito que conheci o tio Slendy.
Com isso a Viúva Negra percebeu que a menor era realmente nova, não sabia o que estava por vir daquele ser esguio. E em falar no demônio...
– Um minuto de atenção.
[...]
A primeira coisa que Dick viu fora BENpular em cima de Jeff e em seguida todo mundo gritando “BRIGA! BRIGA! BRIGA!”.
Smile Dog surgiu correndo da sala e pulou na segunda mesa onde três garotas recém-chegadas estavam conversando, levando todos os pratos que estavam sob ela ao chão e ao colo das pessoas que estavam sentadas. Dick tentou gritar algo para parar BEN de estapear o coitado do Jeff. Mas, sabe? Até que a lutazinha de UFC estava legal.
Liu não teve o mesmo raciocínio e se jogou entre os dois, e assim o espetáculo ganhou mais um atuador. Não demorou muito para o resto do casarão se soltarem e fazer uma das maiores zoações que aquele lugar já viu. Isso porque sabiam que a culpa toda recairia sobre Jeff e BEN, que dará início a tudo.
– LÁ VAI EEEEEU! – Masky berrou, pulando em cima de Hoodie e logo havia uma “suruba” inteira sobre o Infeliz.
E onde estava Slender e Zalgo num momento como aquele? Estavam se retirando da área não querendo se sujar, logicamente. Quando tudo estivesse menos caloroso e completamente bagunçado, aí sim Slender man mandariam parar e arrumar TUUDO como castigo.
Dick viu isso (N/A: É; ele lê pensamentos u.u) e se apavorou. Queria pedir para que o pai o tirasse daquela bagunça infernal, porém o mesmo se encontrava muito longe para ouvir sua voz. Não escapou da zoação, Ticci Toby agarrou-o por trás, pelo pescoço levando o garoto para o chão.
Smile não parava de correr, às vezes subia pelas paredes – Literalmente – deixando um monte de marcas de patas pela tinta.
K não interagia, assim como as outras duas garotas ao seu lado. Isso até Offender man aparecer com uma rosa vermelha apoiada na orelha (N/A: QUE ORELHA?!), Dizendo sedutoramente:
– Madame...
Assim que ouviu isso, correu até mais rápido que o cachorro do casarão, fugindo do mais alto. Ela tinha medo de Offender man justamente porque ele tinha aquela fama de “pegador” e a garota detestava esse tipo de coisa graças ao seu passado, onde quase fora abusada sexualmente.
Ticci Toby foi retirado de cima de Dick graças a Jane. Viu-se um ser com óculos laranja voar até o outro lado da área. A assassina ajudou o Dick a se levantar e fora sua vez de ir ao chão, descarregando um monte de tapas em Masky que praticamente brotou do solo.
Jasmine rapidamente se escondeu de baixo da mesa, seguida de Kyara. Viram que elas não estavam sozinhas, uma menininha de vestido cor de rosa acenou um “oi” nervoso. Sally grudou em ambas e ficaram abraçadas lá até tudo acabar.
Fora a vez de Nina atacar. E escolhera justo quem? O mal-humorado do Eyeless Jack, na qual ninguém se atrevia a incomodar. Jogara uma tigela de salada com molho na cabeça do de máscara antes de fugir para que não recebesse a vingança que bem provavelmente seria pesada.
Não deu cinco minutos quando Slender man voltou, conversando casualmente com Zalgo.
– Ainda são crianças – Finalizou antes de gritar – CHEGAAAAAA!
Todo mundo congelou exatamente no lugar. Lambuzados, com as roupas esfarrapadas e alguns até mesmo sangrando. Os únicos que continuaram a se estapearem foram os que começaram: BEN e Jeff.
– SAI GNOMOO DO DEMO! – Jeff empurrava a cabeça do mais novo.
– VOCÊ ME PAGA SEU ASSASSINO DE MEIA TIGELAAA!
Slender não vendo outra opção se aproximou de ambos e pegou os dois pelo colarinho. E mesmo em certa distância, chutavam e socavam o ar numa tentativa falida de atacar o outro. Slendy deu uma chacoalhada nos dois:
– Acho que já chega.
E os soltou, não ligando que caíssem de cara no chão de azulejo branco.
O homem esguio olhou o estrago ao redor com as mãos na cintura e disse com uma falsa pena:
– Agora terão de arrumar tudo isso.
– NÓS? – Jeff tentou questionar, sendo completado por BEN.
– SOZINHOS?
– É; vocês tem razão. Iria demorar demais até chegar a tarde... – Ele pensou um pouco e foi apontando com o dedo na direção de cada pessoa na qual ele pronunciava o nome – Dick, Jane, Eyeless, Ticci Toby, Kather e vocês duas de baixo da mesa ajudem esses dois. Masky, Hoodie, Liu cuidem da sala. O resto está dispensado.
Os citados olhavam de queixo caído enquanto a multidão que restara saía do local. Kyara e Jasmine saíram do esconderijo e se aproximaram do grupo do refeitório. O trio da sala foram os que mais ficaram abismados, pois o que tinham a ver?
– Jeff... Depois de tudo pronto quero você na minha sala, entendeu?
– Sim sinhô – Bufou.
Slender também se retirou da área, satisfeito. Mas sabia que aquele pequeno castigo não adiantaria de nada e que logo os moradores estariam aprontando de novo.
(X). (X). (X). (X). (X). (X). (X). (X). (X). (X). (X). (X). (X). (X)
– É tudo culpa sua; Jeff! – Culpou BEN enquanto catava os pratos do chão.
– Minha? Quem foi que começou a me bater sem necessidade?
Dick interveio:
– Vocês querem calar a boca e limpar essa bagunça? Tá louco viu? Não sabem se comportar sem fazer tanta bagunça. Agora a coitada da K e as outras que ficaram quietinhas tão tendo que limpar essa cagada toda.
– Não se preocupe não – Kather responde. Afinal, estava junto com Eyeless Jack.
Jane tinha um monte de coisas passando pela sua cabeça, mas a maior de todas era como se vingar de Jeff mais tarde.
– Não vai trabalhar não, Jack? – Indagou Ticci Toby.
O garoto de máscara azul se mantinha sentado em uma cadeira de braços cruzados e pernas sobre outra cadeira, apenas observando o resto. Ele rosnou algo e virou a cabeça.
Eles ficaram limpando em silêncio por alguns minutos até Jeff finalmente falar:
– Foi mal, tá legal BEN? Eu só estava brincando com a tua cara.
O menor torceu o nariz.
– Sei... Te desculpo, mas e os outros que se encrencaram junto conosco?
– D... Soal... – Murmurou Jeff, olhando para baixo.
– O que disse? – Indagou Dick com um sorriso.
– Desculpa pessoal! Pronto, falei.
Boa parte riu e continuaram a tarefa.
Uma hora Kyara encostou a vassoura na parede e se esticou, dizendo:
– GEEENTE, eu acho que vou ao banheiro rapidinho.
– Okay – Disseram todos em coro.
Ao passar por trás de Jeff, Kyra mordeu o lábio inferior para esconder o sorrisinho malicioso...
– OXEEE! – O assassino exclamou ao sentir sua bunda levar uma tapa (N/A: ‘-‘). Olhou para trás e procurou a pessoa que tinha o feito. Viu apenas aquela garota nova se afastando para alcançar seu objetivo. Não tinha mais ninguém sem ser ela então... – Hm... É assim então. Quem entra em um jogo com Jeff the Killer sempre sai perdendo, já vou logo avisando – sussurrou.
Kyara não aguentou e riu quando saiu de vista de Jeff. Só esperava que ninguém tivesse visto aquilo. Não tinha culpa se sua mãe deu a luz a uma menininha tão maliciosa e pervertida. O pensamento só contribuiu para que sua risada se tornasse uma gargalhada. Tampou a própria boca, achando que alguém poderia ter ouvido.
“Se prepare Jeffrey, você não viu nada”
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