O Diário das Creepypastas - Interativa
3 #3 Te desafio, novas Creepypastas
Notas iniciais
“Vou perder a cabeça, com toda a certeza”.
Jeff subia as escadas de cabeça baixa, como alguém indo em direção ao seu carrasco. Acontece que estava indo em direção ao escritório de Slender man! Isso não poderia significar algo bom. Certo que ele aprontava umas coisinhas ou outras por ali e por aqui, mas todos faziam isso, por que justo ele fora chamado?
Já era cerca de duas e meia da tarde quando parou em frente à porta dupla e negra com detalhes em verde. A porta do escritório. Engoliu em seco uma última vez e bateu três vezes, sendo recompensado por um abafado “entre”. Assim o fez e adentrou na área. Slender lia um jornal tranquilamente e acenou para que o assassino se sentasse na cadeira do lado oposto da escrivaninha.
Jeff esperou que Slendy terminasse sua leitura e ficaram se “encarando” por um tempo. Depois de alguns segundos, o menor se exaltou:
– Olhe eu já pedi desculpas! E também tem o fato de que toda aquela bagunça não foi totalmente minha culpa, tem o BEN e...
– Não foi por isso que eu te chamei aqui.
– Ah, não...? – Jeff abaixou o tom de voz, um pouco envergonhado pelo escândalo – Bem, foi por que então?
Slender se levantou como se o caso fosse muito sério. Colocou as mãos atrás do corpo e começou a caminhar para lá e para cá, num gesto pensativo, escolhendo as melhores palavras.
– Não é surpresa para ninguém que quando chega à noite, você é o único que não dorme.
– E...? – Cruzou os braços.
– O que está acontecendo?
Por um instante Jeff se encolheu e desviou o olhar. Slender percebeu que o outro não queria falar do assunto. Soltou um suspiro pesaroso e mudou de rumo:
– Hoje, daqui alguns minutos talvez, vão chegar dois novos moradores. Por que você e teus amigos não vão recebê-los? Está dispensado.
Era como se você tivesse dito para seu cachorro de estimação que ele estava liberado para passear na rua, Jeff correu em disparada, tropeçando em seus próprios passos.
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– COMO VOCÊS TERMINARAM TÃO RÁPIDO?
Liu estava de queixo caído ao ver o grupo do refeitório ter acabado os serviços mais rápido que os da sala, que era um caso menos grave.
– Vamos dizer assim que achamos um aspirador de comida eficiente... – Os olhos de Dick ganharam um brilho significativo ao dizer isso.
No refeitório...
Pode-se ver Smile Dog e Seedeater estufados de tanto comerem...
...
– Tô sabendo... – Desconfiou Masky.
– EYELESSSSSSS! VAMO JOGAR DESAFIO OU PAGA MICO?! – Perguntou K para Jack, se jogando e se pendurando em seu pescoço.
No primeiro momento ele tentou separa-la dele, sem sucesso. Com uma gota na cabeça e sem ver outra opção acabou aceitando. Um aceno; e Kather estava o arrastando para outro lugar.
– TAMBÉM QUEROOO! – Berrou Jasmine, acompanhando as pressas os dois.
– Péra... “Desafio ou paga mico”? Masoq... – Falou Kyara para ninguém em particular. Depois berrou, e como Hoodie estava bem ao lado dela naquela hora, pensou que iria ficar surdo – MEEEE TOO! ESPEREM!
– Todos nós vamos! – Concluiu BEN, por dois motivos: primeiro porque iria abandonar o monótono trabalho e segundo porque Jasmine estaria lá e ele poderia desafia-la a fazer qualquer coisa.
O resto correu, sendo liderados por Kather. Os únicos que permaneceram parados na sala foram Dick e Liu. Homicidal não queria largar o trabalho incompleto, porém a tentação era tão grande que...
– Será que é uma boa? – Indagou.
– Trabalhar ou jogar, eis a questão.
Trocaram rápidos olhares e... Vup! Onde estão os dois?
Nesse instante, Jeff chegara resmungando e acabou falando sozinho sobre as ordens de Slender. Quando percebeu que ninguém estava na sala se sentiu um idiota e bufando foi à procura do grupo.
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Sentaram em roda no quarto de Hoodie e Masky, pois os quartos eram divididos para dois e como ambos eram Proxy de Slender, tinham o direito de um dos maiores quartos. O Infeliz pegou uma garrafa de refrigerante e posicionou-a no meio de todos.
– Hm... Quem começa? – Perguntou Jane.
– EUUU! Já que eu quem tive a idéia – Respondera Kather.
– Espera um pouco! – Interrompeu Dick, levando Aquele Olhar da garota que estava animada para girar a garrafa – Como é que se joga esse jogo? Nunca ouvi falar.
– Isso porque as regras fui eu quem fez – Respondeu batendo no peito – É igual verdade ou desafio, mas aqui não tem “verdade”, só desafio e se o desafiado não cumprir a missão, pagará mico.
– Eu já joguei com ela uma vez – Completou Jasmine – Vão girando a garrafa por ordem e em quem a ponta da garrafa cair... Bem, o resto você já sabe.
Sem mais delongas, K rodou a garrafa e... BEN.
– Hm... O que dizer? – Pensou ela.
– Seja gentil... – Pediu ele.
– Desafio você a dar um beijo na Jasmine!
– O QUEEE?! – BEN corou na hora, olhando para K e em seguida para Jasmine. Ela segurou o riso, adorava vê-lo vermelhinho.
– Ou paga mico... Mico~ – Falou imitando um fantasma.
O garoto-duende engoliu em seco e se inclinou um pouco para próximo da Viúva Negra. Kather não estava acreditando no que ele estava fazendo, sabia muito bem que os dois se gostavam e só fez esse desafio por sacanagem mesmo. BEN depositou um beijo na bochecha esquerda da mulher.
– O QUEW TÁ ACONTECENDO AQUIE, ZALGOOO?
Todos da roda encararam Jeff que acabara de chegar. Parado na porta parecia surpreso e ao mesmo tempo... Enciumado?
– E- era só um desafio. Estamos jogando – Respondeu baixo, BEN.
– Verdade ou desafio? Levanta gente! O véio mandou a gente receber os novos moradores.
– Hmm... Não tô afim não. Gente? – Disse Jane se virando para o grupo. Todos menearam a cabeça negativamente.
– Então também quero jogar – Concluiu Jeff após encarar todos com uma áurea negra.
– Você tem que obedecer ao Slender, mano – Liu fez pose de sábio – É o mínimo que você pode fazer depois de tudo que aprontou.
– E VOCÊS VÃO ME DEIXAR SOZINHO NESSA?!
– Tá legal, vamos jogar – Dick deu um sorrisinho de lado – Minha vez de te desafiar, Jeff. Desafio-te a obedecer meu pai por uma semana inteira.
O assassino riu como se o mais alto tivesse contado uma piada:
– E se eu não quiser?
Dick passou os olhos pelo grupo, alguns sorriam maliciosamente.
– Se você não o fizer, além de me dever cinquenta pratas, nós pensaremos em algo muuuuito ruim para você fazer.
Seguiu-se de risadas sombrias. Jeff bufou e saiu batendo o pé. Por que diabos tinha aberto aquela sua boca grande?
Liu sentiu aquele negócio que todo irmão mais velho tem. Suspirou enquanto se levantava e dizia:
– Vou acompanhar ao Jeff.
A maioria não ligou pela falta de um jogador e continuaram a brincadeira. Era a vez de Kyara...
Dick.
Kyra mordeu o lábio inferior, segurando o sorriso (N/A: Àquela hora em que você sabe que o ser vai aprontar)...
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Jeff se sentou na escadaria do hall, olhando para o horizonte do lado de fora. Smile correu ao seu encontro e o assassino acariciou seu pelo. Mas que droga de amigos era aqueles? Deixaram-no sozinho naquela chatice de trabalho, sem contar que estava preso a um desafio, praticamente impossível. Como obedeceria a Slender?
Naquele instante Liu se aproximara, sentando ao lado do irmão. Jeff evitou contato visual e continuou esperando o novato chegar. O mais velho foi o primeiro a enxergar um pontinho vermelho tomar forma gradativamente. Forçou a visão. Era um menino e ao seu lado estava... Splendorman.
Até de longe e sem muita dificuldade podia-se distinguir a criatura alta, risonha e colorida.
Logo atrás, surgira uma terceira figura. Parecia um anjo de visita. Uma garota de cabelos loiro-acastanhados e vestido lilás.
Jeff se levantou de prontidão e foi ao encontro dos novatos na porta de entrada. Splendorman resolveu se pronunciar:
– Estes são Alexandre e Angelique. As novas Creepypastas.
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