O Deus do Sol
18 XVIII – O escorpião de Apolo
Liceu cautelosamente aproximou-se de onde vinha o barulho e viu que lá uma cobra estava quebrando os ossos de um simples porco. Liceu achou estranha a cena, mas ficou aliviado por não ter que lutar tão premeditadamente.
Recolheu a espada e o escudo e se virou na direção do lago, lá lavou o rosto e retomou a postura para procurar o escorpião, enquanto mais rápido terminasse a missão mais rápido poderia voltar e procurar entender sobre os sonhos.
Liceu adentrou cada vez mais na floresta, sem encontrar nenhum escorpião, então resolveu voltar e procurar primeiro pela praia depois de achar seu bote deu a volta na ilha procurando o escorpião, mas não encontrou nada de útil, até chegar ao seu bote novamente.
Resolveu então adentrar na floresta e procurar pelo monstro de Apolo, mas continuou sem sucesso em sua missão. Liceu continuou procurando pela floresta, mas dessa vez seguindo a margem do rio, porém novamente sem sucesso em sua busca.
Liceu já estava ficando irritado ao perceber que já estava anoitecendo, e que suas buscas seriam impossíveis à noite, principalmente na floresta. Então resolveu procurar pelo seu bote e passar a noite no bote.
Liceu chegou ao bote e retirou a Solaris, a Vingadora e o Refletor, ficando apenas com o Cinturão da Presença, caso acontecesse alguma coisa que pudesse pegá-lo de surpresa no meio da noite. Liceu deitou, porém o sono não vinha, pois ele já tinha dormido por muito tempo e acabara ficando sem sono, sem contar que ainda era começo de noite. Liceu pensou na náiade e a desejou naquele momento, mas novamente sua mão esquentou de uma forma inesperada, até ele esquecer o pensamento da náiade.
Com raiva de não entender o que o impedia de pensar na náiade, Liceu acabou se lembrado dos sonhos e tentou relembrá-los para ver se algo fazia sentido para ele. Lembrou que conhecia o homem que o atacava, pensou primeiro em Tífis, mas o porte do corpo era diferente, pensou depois em Ogum, mas o tom da pele também era diferente, desistiu e tentou se lembrar de quem era a voz da mulher do sonho, pensou em Mineléia, mas a voz não era parecida, tentou ver se a voz era a de Talithas, mas acabou-se por lembrar que também não eram parecidas.
Liceu continuou pensando nos sonhos até dormir, mas não dormiu muito, só dormiu até o céu escurecer de vez. Acordou com um forte brilho da lua, então lembrou-se de que Artêmis guiaria a lua para ajuda-lo até o final do dia que tinha se passado, então achou estranho por ela ainda estar tão brilhando e ainda estar daquele modo no céu, ouviu uma voz atrás dele novamente, não era a mesma voz do sonho, mas ele conhecia essa voz, era a náiade enviada por Poseidon.
– A lua ainda está no céu, porque Artêmis vai te ajudar a encontrar o escorpião, já que Apolo está evitando que vocês dois se encontrem. Artêmis pediu para Poseidon me entregar isso, para eu lhe entregar para você. – A náiade estendeu a mão dentro dela continha um pedaço de uma lâmina transparente. – Me falaram que você tem que olhar através disso para enxergar o escorpião que ronda pela ilha, ela também identifica as marcas das patas dele no chão.
– Você está bonita. – Falou Liceu olhando para o corpo desnudo da náiade.
– Você se concentra muito bem em suas missões.
– Não pode ficar mais um pouco? – A mão de Liceu começou a arder.
– Claro que não, tenho meus afazeres. – A náiade se virou e Liceu a desejava mais e mais, mas sua mão parecia que estava em chamas até Liceu não conseguir evitar e desviar o olhar da náiade e olhar para sua mão, que não aparentava nada. – E você tem os seus afazeres! – Gritou a náiade já oculta no mar.
Liceu olhou para o pedaço transparente e logo o colocou na frente do olho direito. Liceu levou um susto tão grande ao olhar através da lâmina transparente que a deixou cair no chão enquanto recuava alguns passos.
– Bruxaria! – Falou baixo enquanto olhava a alguns passos. – Adorei! – Liceu andou e pegou a lâmina transparente do meio da areia e colocou novamente na frente do olho.
A visão que esse objeto causava era completamente diferenciada. Primeiro de tudo ele mostrava o ar com uma cor levemente transparente, para que seja possível olhar através do ar, o objeto também mostra a cor dos aromas e por onde eles estão deslocados pelo ar. Segundo que o objeto também mostrava a temperatura de cada objeto sólido, líquido, gasoso ou pastoso. Terceiro que o objeto definia os objetos perfeitamente de longa distância, fazendo a visão de Liceu melhorar muito para os objetos de longa distância.
Mas Liceu não conseguia identificar nada disso, a única coisa que ele conseguiu entender era por onde estava mostrando a temperatura e o cheiro de onde as patas do escorpião haviam pisado, mas a olho nu era impossível de identificar.
Liceu começou a seguir os rastros do escorpião pela floresta e logo viu que podia ver seus antigos rastros, mas mesmo que os rastros tivessem se cruzado, no final Liceu e o escorpião seguiram para lados opostos.
Liceu continuou seguindo os rastros do escorpião que estavam levando até um local da ilha que ainda não tinha presenciado, mesmo dando a volta na ilha pela praia, Liceu não tinha conseguido observar toda a floresta da ilha adentro e acabou por descobrir que a ilha era maior do que ele imaginara, pois ela tinha inclinações e declinações, o que além de aumentar o relevo, guardava várias passagens subterrâneas, mas que Liceu não tinha tempo para explorá-las.
Liceu viu que os rastros estavam ficando mais forte, desde o odor até a temperatura do solo, nas partes que foram tocadas pelo escorpião. Liceu passou a lâmina transparente para a mão esquerda e agarrou a Vingadora com a direita, já preparado para se o escorpião aparecesse por acidente. Liceu foi se aproximando de um local mais plano e sem muita vegetação alta. Liceu saiu da floresta e viu que estava em um local onde não tinha mais vegetação, era uma imensa planície, que não fora coberta pela vegetação, era somente rocha, uma longa planície reta feita de rocha.
Liceu viu que os rastros estavam muito alto tão alto que era possível ver que o escorpião passara por ali há pouco tempo. Liceu achou estranho, pois não tinha mais rastros, eles terminavam na metade do caminho até o penhasco, e não conseguia ver o escorpião por lugar algum. Liceu caminhou até o final do penhasco e olhou para baixo e viu uma floresta devastada, com árvores caídas e uma pequena cratera no chão, o que o fez lembrar-se do primeiro sonho que teve depois da noite esquecida.
Liceu entendeu que o escorpião tinha corrido até a metade do caminho e daquele ponto pulado para a floresta. Era evidente que as pegadas estavam mais espaçadas e mais fundas, mostrando os traços de que o escorpião estava correndo. Mas não conseguia entender do que o escorpião estava correndo, ou se estava correndo atrás de algo.
Liceu guardou a lâmina transparente na bainha da Vingadora, depois jogou a Vingadora perto da cratera, fazendo a fincar até a metade da lâmina no chão. Andou até certa distância do penhasco acariciou o anel e pediu em pensamento para que Bia lhe concebesse força para não sofrer danos. Liceu correu e pulou do penhasco. Não demorou muito até Liceu atingir o chão, só deu tempo de Liceu ficar com um frio na barriga e ver o chão se aproximando, ao cair no chão, Liceu aumentou o buraco da cratera, mas não se contundiu gravemente.
Liceu se levantou, cheio de terra e percebeu que não tinha se machucado, só viu um leve arranhão na batata esquerda, mas a Solaris já estava restaurando a ferida. Liceu retirou os pés soterrados do chão e pegou a lâmina transparente da bainha e a segurou observando por onde o escorpião poderia ter passado. Liceu identificou por onde seguia o rastro, pegou a Vingadora cravada do chão e seguiu os rastros.
Não foi preciso seguir muito para Liceu começar a ouvir o barulho do escorpião andando pela floresta. Após ouvir barulho de árvores sendo arrancadas, Liceu guardou a lâmina transparente na bainha da espada e retirou o refletor e começou a andar cautelosamente, porém rápido, até de onde vinha os barulhos.
Liceu chegou a enxergar o escorpião pela primeira vez, ele estava de costas para Liceu e correndo olhando para o céu. Liceu acompanhou o ritmo da velocidade do escorpião, que corria olhando para o céu feito louco.
Liceu correu sobre uma pedra pegou impulso e pulou batendo o Refletor contra o rosto do escorpião. O escorpião caiu e rolou no chão, enquanto Liceu aterrissava com uma cambalhota e levantava olhando para o monstro com as armas levantadas.
O escorpião era completamente diferente de como Liceu o imaginava. Ele tinha o exoesqueleto de escorpião pelo corpo inteiro, mas no local de uma cabeça de escorpião, se levantava um tronco de homem, muito maior do que o de um homem comum, que também era envolvido por um exoesqueleto, porém mais fino. O escorpião tinha dois braços de homens, mas que no local da mão tinha as garras de escorpião, porém muito fortes e grandes, lembrando garras de caranguejo.
O escorpião olhou para Liceu de uma forma estranha, como se reconhecesse que ele era protegido por Apolo, depois soltou um urro apontando com uma das enormes garras para o céu, uma constelação em específico. Liceu não entendeu o que o escorpião queria lhe dizer, mas Liceu pensou em algo para fazer o escorpião entender o propósito de Liceu.
– Eu estou a serviço de Artêmis, para vingar Orion!
O escorpião soltou um urro de ódio, e correu em direção a Liceu já preparando ataque com as garras. Liceu apenas rolou para o lado se desviando do ataque das garras do escorpião, mas as garras eram apenas para desviar a atenção da cauda. O ataque seguinte foi com o aguilhão, por sorte de Liceu, o aguilhão bateu contra o peitoral da Solaris, mesmo o jogando para longe e fazendo o bater contra um árvore evitou de ser contaminado por um veneno que ele não saberia nem qual seria a reação, mesmo a armadura curando. Liceu sabia que ainda sentiria a dor.
Liceu se levantou e viu o escorpião correndo em sua direção, ocultando a cauda e mostrando as garras, mas Liceu já tinha aprendido a lição e quando viu que a garra esquerda seria a primeira a atacá-lo, levantou o Refletor e o bateu de encontro à garra, fazendo o escorpião receber o choque e dar meia volta perdendo o equilíbrio e cair no chão.
Liceu preparou a Vingadora e acumulou o máximo poder que conseguiu, enquanto o escorpião se levantava. O escorpião, antes mesmo de se estabelecer de pé, atacou Liceu com o aguilhão novamente, mas Liceu rebateu o aguilhão com a Vingadora, o ataque foi tão severo que o escorpião rolou mais uma vez no chão ficando atordoado.
Liceu andou até o escorpião com as armas em punho, mas não viu o escorpião se mexer, achou que poderia tê-lo feito quebrar o pescoço, enquanto rolava. Chegou perto do tronco humano do escorpião e preparou para enfiar a Vingadora no peito do escorpião, mas antes de Liceu se preparar para o ataque o escorpião atacou com as costas da garra que estava por cima.
Liceu sobrevoou a cratera que tinha feito ao cair do penhasco, batendo com as costas no penhasco de pedra. Levantou a cabeça e viu o escorpião já muito próximo a ele, vindo para um novo golpe. Liceu se levantou rapidamente e quando o escorpião estava próximo, Liceu largou a Vingadora e o Refletor e virou de costas para o escorpião e pulou em direção ao penhasco e quando foi se chocar contra o penhasco se virou e tomou impulso com as pernas, para bater com as costas contra uma das garras do escorpião. O ataque funcionou, pois o escorpião se desequilibrou e se agachou nas pernas da direita.
Liceu estava um pouco longe do escorpião, mas não conseguiu se levantar a tempo para se defender, então por reflexo só pode engatinhar de barriga para cima, fugindo de uma das garras do escorpião, que visava o seu pescoço. Liceu não conseguiu fugir do ataque da segunda garra, e ela cortou grande parte do seu pescoço.
Liceu após receber o golpe não aguentou e ficou no chão, mesmo ainda estando consciente, percebeu que não sentia dor. O escorpião levantou Liceu com uma das garras apertando o peitoral. Liceu segurou atrás do pescoço, para não separar a cabeça do resto do corpo, e quando sentiu o pescoço já colado ao corpo ficou cara-a-cara com o escorpião. Não conseguiu reagir ou pensar em nada, o escorpião foi mais rápido e atacou com o aguilhão no rosto de Liceu.
O aguilhão fez um enorme buraco na testa de Liceu, deformando o rosto e o fazendo entrar em um estado de torpor. Liceu não conseguia definir imagem alguma, mas conseguiu sentir que ainda estava na garra do escorpião, então materializou o Refletor, mas não teve força para usá-lo.
De repente sentiu uma dor alucinógena que o fez vomitar todo o veneno do escorpião, no próprio escorpião, o veneno foi direto no rosto do escorpião, fazendo largar Liceu no chão pelo susto que levou.
Liceu caiu no chão de pé e caminhou um pouco até perceber que o ferimento causado pelo escorpião já tinha cicatrizado. Passou a mão pelo local e sentiu a pele muito flácida cercada de um líquido morno. Retirou a mão do local e viu que seus dedos estavam cheios de sangue, passou novamente a mão na testa e percebeu certo relevo no rosto, mas estava menor do que o ferimento original.
O escorpião estava gritando de dor enquanto se contorcia no chão. Quando o escorpião parou de gritar Liceu já estava sem o ferimento na testa e o veneno não fazia mais efeito algum. O escorpião tinha perdido parte da pele do rosto, era possível ver parte dos ossos do rosto do escorpião.
O escorpião abriu e fechou as garras rapidamente, fazendo um leve barulho e Liceu materializou a Vingadora e a bateu duas vezes contra o Refletor, levemente, fazendo um ruído semelhante ao do escorpião. O escorpião correu na direção de Liceu e atacou novamente com as garras, mas Liceu apenas esquivou dos golpes, foram três golpes com as garras, depois um com o aguilhão, Liceu rebateu o aguilhão com o Refletor, mas o escorpião não perdeu o equilíbrio, só atacou novamente com as garras, mas Liceu defendia todos os ataques acumulando o tanto que conseguia com a Vingadora.
O escorpião atacou novamente com o aguilhão, mas Liceu dessa vez recuou com um pulo, mas antes de cair ao chão o escorpião o agarrou com uma garra no ar e vomitou no rosto de Liceu o mesmo veneno que havia vomitado no rosto dele. Liceu fechou os olhos e a boca, mas mesmo assim acabou sendo atingido pelo veneno, o que lhe deixou novamente grogue. Liceu sentiu sendo elevado e depois atirado contra uma árvore.
Liceu não conseguia mais se levantar. Sentiu o escorpião o levantando de novo e então sentiu outra picada, novamente com o aguilhão, mas dessa vez foi na perna, pois foi agarrado de cabeça para baixo. O dor ainda não tinha se manifestado, mas Liceu percebia que não conseguia controlar o seu corpo e estava cada vez mais entorpecido. Sentiu sendo arremessado de novo no ar, mas dessa vez o choque foi contra a montanha de pedra.
Ficou deitado por algum tempo, e percebeu que o escorpião só rodeava o seu corpo para saber se estava vivo. O escorpião estava achando que Liceu ficaria deitado até a morte, mas levou um susto quando ouviu uma tosse profunda, que se seguiu de um vômito de frutas, veneno e água. O escorpião pegou Liceu novamente com uma das garras e olhou para o rosto do homem que estava coberto pelo vômito, mesmo Liceu estando grogue conseguiu erguer o Refletor e batê-lo contra o rosto do escorpião, que caiu no chão.
Liceu se levantou e atingiu o rosto do escorpião mais uma vez, com o escudo, que caiu para o lado e quando tentou levantar Liceu atingiu mais uma vez com o escudo, mas dessa vez na nuca, o escorpião desmaiou.
Liceu viu que o escorpião entrara em um sono e achou que estava na hora de matá-lo, mas como ainda estava entorpecido pelo veneno não conseguiu pensar e materializar a espada em sua mão, então tentou andar até ela, mas antes de chegar a Vingadora, Liceu desmaiou no chão.
Os dois dormiram por um longo período, mas foram acordar juntos após um raio que cortou o céu e atingiu o alto do penhasco de pedra. Liceu pulou de susto e viu que o raio saindo da montanha e o escorpião ao seu lado também assustado.
Liceu materializou a Vingadora e rebateu um golpe do aguilhão, mas foi acertado de um golpe com as costas de uma das garras. Liceu bateu com as costas em uma árvore, Liceu olhou para o alto do penhasco e viu que estava lá cravada uma lança prata com alguns detalhes vermelhos e então Liceu entendeu que aquela lança era a lança de Ares, que uma vez havia lhe prometido.
Mas quando Liceu pensou em voltar a briga já era tarde e foi novamente agarrado por uma garra do escorpião, mas dessa vez Liceu pode pensar a tempo, e antes de ser atacado pelo aguilhão conseguiu materializar o Refletor, abrir a garra do escorpião com suas próprias mãos e cair de pé no chão, enquanto o escorpião acertava o aguilhão na árvore que Liceu tinha acabado de bater.
Liceu nem quis saber de matar o escorpião, apenas fincou a Vingadora no cefalotórax do escorpião, jogou o Refletor no chão enquanto corria até o penhasco. Liceu pulou o mais alto que pode, com o anel da força pode pular muito mais alto do que um homem poderia. Agarrou as pedras e começou a escalar o penhasco rapidamente, fincando as mãos e os pés nas pedras, fazendo buracos para facilitar a escalada. Liceu escalou até a metade e olhou para baixo para tentar achar o escorpião, mas não o viu, nem na árvore, que tinha sido cortada logo em baixo de onde tinha sido fixada no aguilhão.
Liceu achou estranho, mas continuou escalando o mais rápido que conseguia e ao chegar ao topo viu a lança de Ares e do outro lado estava o escorpião, parecia nenhum um pouco cansado, o que significava que já estava ali há algum tempo, só esperando Liceu escalar o penhasco.
Liceu materializou a Vingadora e quando o escorpião tomou a iniciativa de atacar Liceu, ele arremessou a espada em direção ao escorpião, que conseguiu se desviar do golpe, mas não viu o escudo Refletor sendo atirado em sua direção. Liceu arremessou o escudo depois de ter lançado a espada e depois correu em direção lança. Liceu conseguiu pegar a lança de Ares e viu que nela estava grafada uma palavra em grego, que graças a seu pai pode saber o que estava escrito, “Sanguinária”. Liceu pode identificar que a lança tinha a cara que Ares escolheria.
Ao pegar a lança Liceu pode sentir algo diferente, algo que o deixava mais entusiasmado para a luta, algo que o deixava excitado pela briga, mas não por brigar e sim por matar.
O escorpião chegou perto de Liceu e tentou agarrá-lo com uma das garras novamente, mas Liceu arrancou a lança e rodou abaixando, se esquivando do golpe e ao levantar já cortou a perna da frente do lado direito. Antes de o escorpião esboçar alguma reação, Liceu desferiu outro golpe, mas desta vez foi na perna do meio do lado direito, o escorpião que não conseguiu se manter em pé caiu para o lado direito, já atacando com o aguilhão. Liceu só desviou o tronco do e cortou fora a cauda do escorpião com a lança.
O escorpião gritou de dor e Liceu pegou o aguilhão caído no chão e o espetou no braço do escorpião, o que fez cessar os gritos e entrar em um estado alucinógeno. Liceu cortou fora a última perna do lado esquerdo e caminhou até o outro lado do escorpião e cortou as três patas com a Sanguinária, e por último ficou frente a frente com o escorpião, que não conseguia esboçar nenhuma reação e muito menos realizar algum ataque.
Liceu sabia que o escorpião não era imune ao veneno, mas também sabia que ele conseguiria ficar vivo depois de muito descansar, então materializou a Vingadora na mão esquerda atravessou o cefalotórax de cima para baixo e começou a acumular uma grande quantidade de energia, e então materializou o Refletor e bateu contra a Vingadora.
Ouve uma enorme deslocação de ar, mas Liceu não não sentiu o impacto, ficando no mesmo lugar vendo o escorpião voar pelo ar caindo do penhasco. Liceu desejou uma morte mais gloriosa, então correu até a beira do penhasco calculou rapidamente quanto precisaria para acertar o escorpião e pulou, alcançou o escorpião rapidamente, e antes de acertar o chão, Liceu fincou a Sanguinária nas costas do escorpião.
Abriu-se uma cratera ainda maior ao receber o escorpião caindo de uma altura muito alta e recebendo um ataque com um peso extra de Liceu, que usou a força de dez homens do anel da força e um pequeno filete da força de um deus.
Liceu se levantou e viu que estava no meio de um monte de sangue e cascos, saiu daquele meio e materializou seu escudo, que guardou nas costas, materializou sua espada, que tentou guardar na bainha, mas lembrou da lâmina transparente, retirou a de lá e guardou a espada e colocou a lança em um espaço que tinha ao lado do escudo, e antes guardou a lâmina transparente na bainha da Origem e andou atrás da praia mais próxima.
Liceu achou uma praia e por ela caminhou procurou por seu bote e o achou depois de andar um pouco. Viu ao longe seu bote ao lado de Artêmis, que estava sentada nele segurando algo entre as mãos, que ao longe parecia preocupada, Liceu se aproximou e a chamou, pois ela parecia muito distraída.
– Artêmis? O que está fazendo aqui? – Eu pensei que teria que voltar para a praia onde te encontrei.
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