O Deus do Sol

16 XVI – Caos, o titã do universo


– Vi que você, mesmo tendo muitos poderes, armas, e habilidades não terá chances no meu desafio, então para que você possa sair vivo darei o meu poder a você antes de começar o esafio. – Bia retirou um anel que carregava no dedo anelar e jogou para Liceu, ele colocou o anel no dedo mindinho da mão esquerda.

– Nossa! Seus dedos são dessa grossura? – Comentou Liceu espantado.

– Não, seu idiota! O anel aumentou, enquanto eu joguei à você.

– Qual o poder e o nome desse anel?

– Anel da força, ele lhe da à força de dez homens.

– Que criatividade. E só dez homens? – Falou Liceu não achando que o anel tinha feito diferença.

– Já que você não gostou pode devolver. – Falou Bia, não ligando para a grosseria de Liceu. – Você foi mais educado enquanto eu me vesti de mortal.

– Desculpas, mas não sei ainda como tratar deuses. – Falou Liceu arranjando uma simples desculpa.

– Trate os deuses iguais aos reis.

– O último rei que conheci, eu o atirei na fogueira. – Falou querendo contrariar a deusa.

– Tudo bem. Já vi que você é um completo idiota vamos logo à missão. – Falou Bia erguendo a mão e fazendo a luz ofuscar os olhos de Liceu. — Como eu sou a deusa da força não lhe daria uma missão fácil, quero testar sua força física e mental. – Liceu abriu os olhos e viu uma montanha meio azulada e o céu carregado de nuvens no meio de uma paisagem deserta. – Você terá um desafio simples, vai brigar até a morte.

– Da última vez que ouvi isso precisei de um deus para me amparar. – Falou Liceu querendo contrariar a deusa novamente.

– Mas dessa vez terá minha ajuda na luta. Eu e você teremos que eliminar o inimigo. – Falou Bia dando um sorriso agradável a Liceu, que tomou um susto ao ouvir a frase.

– Se eu e você lutaremos contra alguém, esse “alguém” deve ser meio forte. – Falou liceu pausadamente. – Quem poderia ser esse “alguém”?

– Não é grande coisa, primeiro porque ele é irracional e segundo, porque nem a espécie que sucedeu precisou dele para a guerra contra os deuses, então ele não é lá essas coisas. – Falou Bia indo em direção à entrada da montanha.

– O que? Ele é o que mesmo? – Falou Liceu correndo em direção à deusa.

– Um titã. – Falou ela com naturalidade.

– Um titã? Eu preciso de, no mínimo, mais uns nove anéis desse para tentar “sair vivo” dessa luta. – Falou Liceu desesperado.

– Você pretende matar um deus e está com medo de um titã irracional que foi trancado por Athenas nessa montanha.

– Ótimo! Essa montanha foi construída pela deusa da estratégia.

– Na verdade foi construída por Hefesto e projetada por Athenas, e ela mesma prendeu o titã dentro da montanha.

– Como ninguém sabia dessa montanha? – perguntou Liceu surpreso.

– Tem muitas histórias que os deuses não contam para os mortais. – Nesse momento Bia abriu a porta da montanha com uma mão e na outra retirou sua espada da bainha, que estava em suas costas.

– Que tipo de deus da uma missão dessas para um mortal? – Perguntou Liceu entre sussurros.

– Que tipo de “herói” fica se borrando de medo de uma missão? – Perguntou Bia, gritando para Liceu. – Até parece que eu sou o herói e você a princesa em perigo.

– Seu eu fosse a princesa você estaria segurando a minha mão. – Falou Liceu zombando de Bia.

– Então vamos! Não tenho o dia todo.

Bia pegou a espada e fez a lâmina se transformar em chamas, agarrou a mão de Liceu, dando um sorriso para ele e começou a puxá-lo para dentro da caverna. Liceu não reagiu no primeiro instante, mas logo em seguida a puxou e fez um cara de desgosto e sussurrou.

– Não tem luminosidade aqui.

– Lógico que tem. Minha espada está iluminando o caminho e sua armadura também está brilhando, podemos ver o caminho perfeitamente. – Falou Bia reparando que a armadura refletia um pouco as chamas da espada.

– Não foi isso o que eu quis dizer. Não importa as chamas de sua espada, se não tiver a luz do sol, não posso me curar e então serei um peso morto contra o titã.

– Vira homem. Nós o arrastamos para as armadilhas e se depois corremos para fora da montanha, onde tem mínima luz e poderei ver suas lágrimas escorrendo pelo seu rosto. E você chorando de medo. Agora vamos.

Liceu puxou o braço de Bia, que virou para ele injuriada, mas ele não disse nada, pois agora estava com a cara séria. Ela o observou passando na frente dela e olhando as paredes e então voltou e retirou a Vingadora e a jogou a alguns metros a frente. E quando a espada encostou no chão um bloco de pedra desabou batendo na espada, mas Liceu a materializou em sua mão antes que pudesse ser esmagada pela pedra, que subiu de volta para seu lugar assim que a espada não estava mais no chão.

– Como passaremos nessa armadilha? – Perguntou Bia testando Liceu.

– Tenho uma ideia. – Liceu guardou a Vingadora e retirou o Refletor de suas costas e o colocou no braço esquerdo. Deu alguns passos a frente e esperou a pedra cair, quando a pedra caiu Liceu rebateu com o escudo na pedra, que voltou para o teto quebrando o mecanismo que a fazia descer. Bia passou correndo deixando Liceu para trás. Liceu observou a deusa correndo sem entender e quando olhou para cima viu que a pedra agora caía do teto, então em um reflexo colocou o Refletor sobre o rosto e não sentiu nenhum impacto, mas ouviu um enorme barulho um pouco a sua frente. Quando abaixou o escudo Liceu pode ver a pedra, agora tampando a entrada, enquanto Bia se aproximou pelas suas costas e deu um sorriso.

– Boa ideia essa sua. Eu teria usado a Vingadora para transformar a pedra em areia.

– E eu não posso fazer isso agora? – Perguntou Liceu.

– Não temos tempo, vamos andando. – Falou Bia já a certa distância de Liceu.

– E aproposito, de nada por salvar sua vida. – Bia não respondeu e continuou seguindo em frente enquanto Liceu colocava sua espada na bainha e andava lentamente até ela, quando se aproximou Bia respondeu a ele sem olhar no rosto dele.

– Salvar minha vida. Acha que sou mortal? Aquela pedra no máximo sujaria minha roupa.

– De nada mesmo assim. Bia olhou torto para Liceu e o agarrou pela armadura e o jogou para frente e ao passar uma pedra iria cair do teto, igual à última, com até o mesmo sistema de subi-la depois da queda, mas Bia entrou como barreira entre a pedra e o chão e a segurou, fazendo muito esforço, mas conseguiu segurá-la. Liceu então retirou a Vingadora e a fincou na pedra, logo em seguida a pedra se fez em areia, caindo no rosto de Liceu e o cegando por algum tempo.

– Muito obrigada, agora meu cabelo está cheio de areia. – Falou Bia enquanto tirava grandes tufos de areia com as mãos, Liceu não respondeu porque estava engasgando com areia, pois tentava gritar de dor pelos olhos, então quando tentava puxar o ar a areia suprimia os pulmões. – Deixe-me te ajudar. – Bia chegou perto de Liceu e deu um assopro, fazendo a areia que estava no rosto de Liceu desaparecer. – Abra os olhos! – Liceu abriu os olhos cheios de areia e com mais um sopro a areia saiu da região onde assoprava. – Isso vai doer. – Bia aplicou um soco no estômago de Liceu e depois um grande tapa nas costas, depois do tapa Liceu vomitou toda a areia, encharcada de sangue, água e restos de comida. – De nada por salvar duas vezes sua vida. – Falou Bia provocando.

– Duas vezes? – Liceu ainda tentava se recuperar do choque psicológico que tinha acabado de viver.

– A pedra que quase te esmagou e a areia que quase sufocou seus pulmões.

– A pedra foi você mesmo que provocou, e não teria me sufocado se a pedra não tivesse caído em cima de mim. Sem contar que eu não morreria.

– No caso da pedra pode-se dizer que sim, já que não teria onde seu corpo se restaurar. As partes do corpo que ficassem protegidas pela armadura ficariam intactas e até se regenerariam se acontecesse algo a elas, mas as partes que fossem soterradas pela pedra não teria espaço para se regenerar, Hélio viria buscar a armadura e você estaria morto, final feliz. A areia você ficaria dias se contorcendo de dor, até seu corpo digerisse e eliminasse-a do seu corpo e seus olhos se curassem dos ferimentos, sem contar da areia que ficasse no pulmão, dependendo você iria ter que vomitar várias vezes ou esperar que elas se dissolvessem com o tempo, final feliz novamente.

– Então obrigado por evitar que eu morresse ou ficasse passando dias de agonia.

– De nada.

– Mas como você aguentou aquela pedra? Você é uma mulher.

– Eu sou a deusa do que mesmo? Da fraqueza? – Falou Bia não acreditando na pergunta. – Não quer dizer que eu seja como Héracles, Zeus, Poseidon, Ares, Hades, e os outros deuses Olimpianos, mas quer dizer que eu tenho certa vantagem a respeito de força.

Liceu e Bia atravessaram vários corredores repletos de armadilhas, os corredores sempre pareciam em espiral numa leve inclinação para baixo. Bia sentiu um arrepio em certa hora, Liceu perguntou o que tinha acontecido e ela só falou que eles estavam chegando perto de Caos.

– Como você sabe que estamos perto dele?

– Os deuses e os titãs tem algum tipo de ligação.

– Mas ele é mais forte do que você? – Perguntou Liceu já com medo do pior.

– Não, mas não consigo matar ele sem um mortal.

– Por quê?

– Digamos que os mortais são jarros de barros completamente ocos. Os deuses são jarros de prata completamente cheios de poder. E os titãs são poder puro. Os jarros de barro não quebram jarros de prata e os jarros de prata não quebram poder, mas o poder podem quebrar os dois vasos. Como quebrar o poder? – Perguntou Bia para Liceu, que só respondeu com um balanço de cabeça na negativa. – Não se quebra. Você aprisiona, mas como aprisionar um corpo que é puro poder? Espalhando o poder dele e só conseguimos isso com um mortal e um deus ferindo o corpo ao mesmo tempo.

– Não entendi nada. – Falou Liceu, desviando o pé de uma armadilha.

– Os mortais têm um espírito dentro do corpo, e os titãs tem poder, ferindo o casulo o poder é liberado, mas para abrir o casulo é preciso de duas chaves. Uma pertence aos deuses e a outra aos mortais. Entendeu?

– Acho que sim. Mas e quanto aos... – Bia tapou a boca de Liceu e retirou sua espada se colocou em posição de batalha e começou a andar lentamente.

Liceu seguiu Bia pelo corredor com o Refletis e a Vingadora na mão, enquanto desciam uma escada e olhavam para um corpo azul escuro, com vários pontos brancos brilhantes que iluminavam o ambiente levemente, enquanto o corpo estava deitado ao chão, mostrando visivelmente a genitália feminina.

– Ele é ela? – Perguntou Liceu espantado.

– Na verdade, ele é ele e ela. – respondeu Bia, e Liceu estranhou querendo saber mais sobre o que tinha acabado de ouvir. – Digamos assim, ele teve que gerar outros titãs, mas como ele geraria se não tivesse os dois sexos? Ele tem como se reproduzir com seres masculinos, femininos e com ele mesmo. Agora me siga. – Falou sussurrando.

– Mais uma dúvida. – Falou Liceu a puxando pelo braço. – Algum deus já teve alguma relação com ela? – Bia sorriu ao ouvir a pergunta, mas não deixou escapar som nenhum de gargalhada.

– Afrodite teve por curiosidade, ela falou que foi bom, mas se ele ou ela tivesse a cor de um homem normal seria melhor, e se agisse como um homem de verdade.

– Afrodite? Com um corpo desses pensei que seria um deus, não uma deusa.

– Mas tiveram dois deuses que tiveram relações com ele. – Liceu arregalou os olhos e abriu um leve sorriso. – Apolo teve relação com ele ou ela, para ver se era bom, mas Apolo achou melhor os mortais. Teve outro deus, que não posso falar o nome, mas que perdeu uma aposta e teve que ter uma relação com ele ou ela.

– Vocês deuses são estranhos. Se eu fosse um deus criaria uma própria cidade para mim e a influenciaria para ser a melhor cidade que já existiu.

– Não daria certo. – Falou Bia descendo o último degrau. – Se você fizesse isso, os outros deuses influenciariam a várias cidades para atacar a sua, então teria que guerrear com a Grécia inteira e provavelmente, mais algumas cidades que até você desconhece. Agora calado. — Bia foi andando vagarosamente até o titã que estava em um transe. Ao chegar perto o suficiente dele levantou a espada. – Ataque logo depois de mim.

– Vamos mata-lo agora? – Perguntou Liceu estranhando a falta de honra da deusa.

– Claro. Por quê? Quer brigar com ele? – Bia falou o mais baixo que pode.

– Essa era minha intenção. – Falou Liceu valorizando a honra. – Onde ficaria minha honra?

– Que se dane a honra! O importante é mata-lo, não importa como.

– Se para você não importa e como eu não me importo de matá-lo enquanto ele está acordado. – Liceu chutou o rosto do titã levemente e gritou – Acorda!

Dois sois acenderam-se na altura dos olhos, o monstro rugiu e depois se levantou, mas enquanto se levantava o corpo se expandia, ficando, pelo menos, da altura de quatro homens. Os dois sois acesos no rosto do titã iluminaram todo o local, que não tinha nada, além de pedras e poeira.

Liceu guardou a Vingadora e retirou a Origem da bainha e desferiu um golpe no ar, fazendo uma deslocação de ar e batendo no corpo do titã, que não sofreu o menor impacto, porem o titã se virou na direção do guerreiro e tentou acertar um chute com o bico do pé no peito de Liceu, mas Liceu pensou rápido largando o escudo e materializando a Vingadora na mão e fincou as duas espadas na canela do titã. Liceu conseguiu fincar as duas espadas na canela, mas não conseguiu evitar de voar pelo ar, mesmo acertando com a canela, o chute funcionou, pois Liceu foi bater com a cabeça em uma pedra e quase desmaiou, se não fosse pela Solaris, poderia até ter morrido.

– Deveria ter batido o escudo contra o pé dele! – Gritou Bia do outro lado cortando a batata da perna do titã com sua espada e desviando de vários chutes que o titã tentava acertar.

Liceu se levantou e materializou a Vingadora na mão e acumulou o máximo de energia na espada que conseguiu e depois materializou a Origem e lançou a Vingadora com força total na direção das costas do titã, mas ao arremessar a espada Liceu já emendou um arco no ar com a Origem, fazendo uma deslocação de ar que aumentou a velocidade da Vingadora. A espada rompeu a pele do titã, mas não saiu do outro lado do corpo, ela simplesmente foi engolida pelo corpo do titã.

Bia observou que o titã sentiu um grande impacto com o ataque, mas o ataque não foi o suficiente para que ele morresse com o próximo golpe dela.

– Liceu! Você precisará ataca-lo com mais força. – Bia gritou e depois pulou para trás, se esquivando de um soco do titã, que acabou quebrando parte do chão.

– Como eu vou acertá-lo com mais força? – Liceu pensou enquanto tentou materializar a Vingadora em sua mão. Quando a espada finalmente se materializou Liceu encontrou uma solução. – Já sei. Bia acumule a sua força necessária para mata-lo.

Liceu guardou as duas espadas em suas bainhas e materializou o Refletor em seu braço. Correu até o titã e pulou com o escudo na direção da parte de trás do joelho do titã. Ao receber o golpe o titã caiu com a perna, que recebeu o golpe, quase fazendo o virar uma cambalhota no chão.

Bia segurou no cabo de sua espada reunindo a força que precisaria para acabar com Coas, enquanto Liceu escalava o corpo que estava caído no chão. Liceu subiu até o peito do titã e quando ele foi se levantar Liceu pulou e com a Origem desferiu um golpe de deslocação do ar, fazendo o titã voltar para o chão, o que fez Liceu subir até certa altura. Liceu enquanto estava no ar largou o Refletor e pegou a Vingadora, e quando começou a cair acumulou o que conseguiu de poder na Vingadora e preparou um golpe com a Origem. Liceu inclinou o corpo e deixou as duas espadas se chocarem primeiro com o corpo do titã.

O impacto foi impressionante, uma grande deslocação de ar aconteceu. O titã rugiu o mais alto que pode, enquanto sentia as mãos de Liceu dentro do seu corpo. Sem ninguém esperar Bia saltou sobre Liceu e cravou os pés no rosto do titã emendando um ataque com a espada em um dos sois.

Caos contraiu o corpo e começou a se transformar em pedra. Liceu viu suas mãos ficarem presas dentro do corpo, que agora era de pedra, do titã. Bia arrancou a espada do rosto de Caos, fazendo um pequeno buraco no rosto, que agora parecia uma estátua sem rosto.

– Pode me ajudar aqui? – Falou Liceu chamando a atenção de Bia. – Sabe, estou meio preso.

– Claro. – Bia se aproximou deu um golpe com a espada perto da região em que Liceu estava preso, o local se quebrou e Liceu pode retirar suas mãos e logo materializar suas espadas para poder guarda-las nas bainhas. – Obrigado. Missão completa?

– Sim. Eu deveria te mandar para o Tártaro depois dessa sua ousadia.

– Por quê?

– Já imaginou se esse cara foge da caverna? Um titã solto no mundo? Tem ideia do que isso poderia causar? – Falou Bia nervosa.

– Não. Mas é certo que eu não teria matado ele naquela hora em que você me avisou. Porque não teria reunido a força necessária para mata-lo.

– Não importava a força naquele momento. Ele estava descansando, qualquer corte que nós dois fizéssemos ele teria morrido.

– Mas não teria tido graça nenhuma. – Falou Liceu abrindo um sorriso.

– Vamos para fora da caverna, não consigo me mover daqui de dentro.

– Por quê? Você não é uma deusa?

– Claro que sou. Mas quem construiu essa caverna não foram os deuses, foram os titãs.

– E por que os titãs iriam prender um de sua própria espécie?

– Porque ele não é um titã comum. Ele não pensa, ele é irracional. Ele age por instinto e não pela razão. Ele é igual a um macaco para os mortais. Agora vamos. – Bia foi tirando dúvidas de Liceu enquanto faziam de volta o caminho da caverna.

Liceu e Bia saíram da caverna ilesos e retornaram para o templo dos quatro irmãos. Quando Liceu voltou para o templo viu os quatro deuses, nenhum como estátua.

– Você cumpriu suas tarefas, de forma inesperada, mas as cumpriu. – Falou Cratos.

– A próxima deusa a requisitar seus serviços é Artêmis. – Falou Nice.

– Você a encontrará na praia mais próxima. – Falou Zelo.

– Não esqueça que ela odeia homens. – Falou Bia.

Os quatro deuses irmãos voltaram a forma de estátua e Liceu saiu do templo percebeu que já era dia, mas não sabia que tinha se passado quatro dias. Liceu avistou Herc na entrada bebendo água em um rio que ficava próximo ao templo, andou em sua direção e acariciou sua crina.

– Tomará que você saiba para onde tenho que ir.