O Deus do Sol

17 XVII – Uma noite perdida e encontrando uma deusa


Liceu acordou e levantou o tronco e sentiu como se alguém tivesse cabado de encostar uma mão no seu rosto, então passou a mão só para aliviar seu psicológico e então sentiu algo em sua mão. Olhou a mão que tinha acabado de passar no rosto e viu que tinha um filete de sangue na sua mão e então cuspiu no chão.

Uma mistura de sangue e saliva saiu da sua boca e então juntou uma grande quantidade de saliva e cuspiu, mas dessa vez saiu com o dente canino superior da direita e o dente canino inferior da esquerda. Viu aquela rajada de sangue no chão e ficou preocupado, mas só então percebeu como e onde estava.

Liceu estava com sua túnica rasgada, deixando metade de seu tronco a mostra com vários hematomas, quando passou a mão esquerda pelos ferimentos percebeu que seu braço tinha sido bem castigado. Liceu olhou ao redor e viu um local completamente destruído, várias árvores caídas, pedras deslocadas dos seus locais de origem e principalmente, muitas crateras feitas no chão, ele mesmo tinha acordado dentro de uma.

Liceu apoiou o corpo no braço direito para levantar, mas quando tentou caiu de cara no chão. Rolou para ficar de rosto para cima e sentiu uma dor no ombro, achou que poderia estar fora do lugar, então se apoiou no outro braço e levantou cuidadosamente.

Liceu sentiu sua perna esquerda muito frágil, como se tivesse acabado de cair de um local extremamente alto. Liceu gritou o nome de Herc e logo em seguida assoviou. Mas não ouviu nenhum barulho a não ser o vento batendo nas árvores. Liceu viu algo brilhando ao perto de uma árvore e resolver caminhar até ela e ao chegar percebeu que era um de seus braceletes. Liceu o colocou e já começou a se sentir melhor.
Liceu olhou em volta e procurou mais alguma coisa, ou algo que fizesse o recordar da noite passada. Viu que tinha uma fileira de árvores derrubadas e quis seguir pelo caminho para ver se achava algo. Ele andou até ver por onde as árvores não estavam caídas e olhou nas duas direções por onde elas estavam de pé.
Em uma das direções tinha uma grande mancha de sangue em uma árvore caída, Liceu andou até a mancha e viu que sobre ela estava o anel que Bia tinha te dado, e um pouco a frente estava a sua caneleira esquerda. Liceu a colocou e percebeu que já conseguia andar melhor e que seu dente canino inferior já estava crescendo.
Liceu viu um sangue por toda parte, fazendo uma trilha e no final dela encontrava seu cinturão e ao lado seu outro bracelete. Liceu os colocou e andou por um campo aberto, já não sentia mais a dor da perna e o ombro tinha voltado sozinho para o lugar e os hematomas estavam desaparecendo. Liceu olhou pelo campo aberto e viu que tinha várias crateras formando uma reta, como se algo tivesse quicado várias vezes por aquele local, ele estava achando que tinha sido ele próprio. Seguiu pelas crateras e no final delas lá estava sua espada, a Vingadora, e ao perto dela seu escudo, o Refletor. Liceus pegou, mas teve que ficar segurando, pois ainda estava sem seu cinturão e seu peitoral.

Liceu olhou em volta e não conseguia se lembrar de como tinha chegado naquele local, o que tinha acontecido e nem como não havia acordado enquanto acontecia aquela catástrofe. Liceu tentou entender o que tinha acontecido no local, mas nada que ele pensasse fazia sentido.
Liceu olhou para o céu por algum tempo, como se procurasse alguma resposta. Nada aconteceu, mas Liceu acabou ouvindo uma respiração forçada bem distante, como se algo ou alguém tivesse perdido muito sangue e agora forçava ao máximo a respiração. Liceu procurou de onde vinha o barulho e correu na direção, sendo cauteloso para poder ouvir de onde vinha o barulho.

Ao chegar ao local Liceu viu Herc caído no chão com o pescoço quebrado e com as patas, todas as patas, com fraturas expostas, e com as costelas envergadas. Liceu correu até o cavalo e colocou os braceletes e a caneleira nas patas do cavalo e o deixou se recuperar pouco a pouco.

Após colocar a armadura no cavalo Liceu viu que sua outra caneleira estava a alguns passos do cavalo ferido e que logo ao lado estava seu cinturão. Liceu pegou a caneleira e a encaixou na última pata do cavalo e colocou seu cinturão. Mas achou estranho, Liceu achava que ainda faltava alguma coisa, mas não conseguia se lembrar. Liceu colocou a Vingadora no Cinturão da Presença e lembrou que faltava a Origem e logo quis que ela se materializasse em sua mão.

A Origem se materializou em sua mão, mas quando a espada terminou se se materializar metade da espada caiu no chão, mostrando que ela tinha sido quebrada em combate. A curiosidade de Liceu foi expandida, junto com sua raiva, que encontrou uma de suas armas quebradas e não sabia nem quem tinha causado tudo aquilo.

Liceu olhou para alguns de seus ferimentos que ainda não tinha se curado, olhou para o Herc, no momento o cavalo era seu melhor amigo, que agora tinha se recuperado bastante, mas que ainda se via vários machucados graves, mas em vista de como foi encontrado estava até que muito bem. Liceu por último olhou para a vegetação, que tinha sido arrasada, e ficou frustrado por não saber, ou não lembrar, do que tinha ocorrido naquela noite. Liceu não jurou, ou prometeu que o culpado por ter apagado sua memória seria morto, nem mesmo ficou com raiva do cara que apagou sua memória. Liceu só desejou que algum dia alguém pudesse explicar o que havia acontecido ali e pudesse fazê-lo lembrar da noite que tinha perdido.

Liceu esperou Herc se curar, mas não partiu depois de que o cavalo já estava curado, Liceu esperou a Solaris curá-lo e depois partiu. Herc correu vagarosamente por um longo período até chegar em uma praia, completamente deserta, mas extremamente bela. Liceu pediu para Herc parar para que ele pudesse aproveitar a paisagem.

Liceu olhou a areia completamente refinada e o mar, que ora parecia azul claro e ora parecia verde. As ondas batiam suavemente na areia, fazendo um barulho agradável. Liceu desmontou de Herc, retirou a armadura e andou até a água, ao chegar onde as ondas terminavam se ajoelhou e agradeceu aos deuses por fazer aquelas maravilhas para os homens. Liceu se levantou e deu um passo em direção à água e ao pisar sentiu um arrepio, mas que durou pouco tempo, logo correu e se jogou no mar e brincou por algum tempo como qualquer criança brincaria.

Liceu nunca tinha visto o mar, a praia ou nada que lhe encantasse tanto os olhos. Liceu reviveu algo que há muito tempo não revivia, quis que pudesse compartilhar aquela emoção com alguém que pudesse sentir o mesmo que ele, mas quando pensava isso viu que uma mulher o observava da praia, enquanto fazia carinho em Herc.

Liceu saiu da água e viu uma mulher incrivelmente bonita, com traços delicados, um vestido branco que descia até a areia, um arco de prata nas costas, que combinava com a cor do cabelo que era de um castanho extremamente belo.

A mulher acariciava o cavalo e olhava para Liceu, mas não olhava normalmente, ela olhava com certo ódio para Liceu, algo no olhar da mulher mostrava que ela não o queria por perto e que o achava algo menor que ela.

– Posso lhe ajudar? – Perguntou Liceu recolocando a armadura.

– Pode se matar? — Respondeu a mulher, arduamente.

– Em que isso lhe ajudaria? – Perguntou Liceu espantado pela resposta.

– Um idiota a menos na Grécia.

– Idiota? Se você acha isso sem me conhecer, não acho que eu sou o idiota dessa conversa. – Falou Liceu puxando a Vingadora para intimidar a mulher, mas a puxou para guardar.

– Você sabe quem eu sou para falar assim comigo? – a mulher perdeu a calma.

– E você sabe quem eu sou? – Perguntou Liceu tentando manter a pose.

– Eu seu quem você é, Liceu. Um filho bastardo de uma família que sofre de vergonha de você até hoje. Um garoto rebelde que acha que tem chances de ser alguém ou de fazer alguma coisa. Agora vou me apresentar já que você não me conhece. Eu sou Artêmis, a deusa da caça e da beleza. – Após Liceu ouvir quem era que estava falando com ele, simplesmente se ajoelhou colocando a cabeça sobre o chão.

– Desculpas, minha senhora. – Liceu esperou a deusa falar algo para ver se ele seria perdoado.

– Não tente bancar o homem honesto comigo que eu não irei para a cama com você.

– Nunca pensei tal coisa. – Falou Liceu ainda com a cabeça no chão. – Só estou me desculpando, da última vez que testei os limites de um deus não me dei muito bem.

– Pode tentar me enganar, mas não conseguirá. Agora se levante, tenho uma missão que fará você ser mal visto pelo seu deus protetor.

– Por que faria isso comigo?

– Porque seu deus protetor mandou uma missão que meu protegido não tinha como cumpri-la. Você terá a mesma missão que ele, mas dessa vez será o general do exército contra o soldado prodígio.

– Vocês deuses precisavam sentar e conversar sobre seus problemas familiares. Vocês tem que pensar que são eternos e que terão muito tempo pela frente, então terão que se dar bem.

– Você é mortal, sabe que só tem essa vida com sua família. Você os trata bem por isso? – Artêmis testou a paciência de Liceu.

– Onde eu encontro esse general de Apolo? – Perguntou Liceu se desviando do assunto.

– Pisei no calo, né? – Artêmis insistia.

– Quero saber qual é a missão para que eu possa completa-la com êxito.

– Simples, eu tinha um protegido, Orion. O maior soldado que já vi, e o homem que mais foi digno de viver. E Apolo deu uma missão para Orion, mas essa missão é muito para qualquer mortal. A missão era destruir um escorpião que Apolo mesmo criou, o monstro era mias poderoso do que Apolo imaginava, então pediu que Orion o destruísse, mas o escorpião não matou Orion, ele apenas o torturava na briga, Orion tentava fugir, mas o escorpião não deixava, então tive que lançar uma flecha em Orion, para ele não sofrer mais. Então eu agora peço que você destrua o monstro que Apolo fez para matar meu protegido.

– Minha deusa, tenho uma dúvida. Por que todas as minhas provas são brigas constantes sem descanso? – Perguntou Liceu já cheio de brigar e matar. – Vocês não têm provas mais dignas para mim?

– Essas são as provas que você tem que enfrentar, para se quiser sair vivo da luta contra o deus que irá trair os outros deuses. Ou você acha que quando você lutou contra Enante não tinha um motivo? Ela teoricamente não morria e você a matou, os deuses tem a mesma habilidade, um exemplo que você carrega disso é a Solaris, mas os deuses não sentem a dor que você sente. No caso de Ogum você enfrentou alguém mais forte fisicamente que você, Tífis foi um desafio que você não poderia vencer, acha que isso não contará na hora de enfrentar o deus traidor, e quanto a Caos foi mostrado que mesmo você conseguindo ter poderes ou força para superá-lo terá que ter um deus para te ajudar em sua missão. – Falou Artêmis se virando para olhar o mar – Cada missão dada pelos deuses teve a sua importância particular. Não precisa me falar a resposta, mas você acha que melhorou com o passar desse pouco tempo que você serve aos deuses? – Artêmis deixou Liceu pensar. – Esqueça suas armas, você acha que não conseguiu alguma experiência com as missões? Você tem mais histórias para contar do que vários heróis. E ainda terá muito mais. – Artêmis se virou para Liceu e olhou com o rosto sem esboçar nenhuma expressão – Claro que todas as missões não se comparam a lutar diretamente com um deus, é apenas para você coletar experiências e desenvolver ao máximo. E quanto ao ponto de você não ter descanso é que não sabemos quando esse deus traidor irá agir, então teremos que deixar os heróis preparados o mais rápido possível. Compreendeu? – Disse Artêmis o fitando com um olhar penetrante.

– Sim, senhora. Onde eu encontro esse escorpião? – Perguntou pronto para sua batalha.

– Você terá que nadar por esses mares até encontrar uma ilha isolada, lá foi onde ele enfrentou Orion. Eu lhe darei um bote. – Artêmis levantou a mão e as águas fizeram um pequeno redemoinho emergindo um pequeno bote com remos da água. – Você terá que nadar seguindo a lua, eu lhe conduzirei através da lua até a ilha. – Artêmis fez seu corpo brilhar, até ser impossível olhar para ela e subiu com tamanha velocidade até os céus e quando Liceu pode enxergar novamente, olhou para o céu e viu que a lua se encontrava nos céus e que indicava uma determinada localização, a noroeste da praia.

Liceu sussurrou no ouvido de Herc, para que ele ficasse na praia esperando por ele, não levaria muitos dias. Depois Liceu subiu no bote e retirou a armadura e as armas, só ficando com sua túnica cortada e o cinturão, o resto ficou ao seu lado, esperando ele chamar por eles através do cinturão. Liceu começou a remar olhando para a lua, e assim continuou, por muito tempo, até o cair da noite. Ao cair da noite Liceu colocou a armadura para ver se ela o protegia do cansaço, da fome e do sono, em um ritmo menos acelerado, mas sem parar continuou a remar.

A Solaris recuperava a energia que Liceu precisava para remar, mas não impedia que a dor dos músculos se alastrasse e a armadura também criava os nutrientes que ele precisava para não morrer de fome, mas não criava nada solido ou líquido, o que não gerava suas fezes ou urina, e também não inibia a vontade de comer. A Solaris não deixava Liceu morrer, mas não tirava os sintomas.

Liceu seguiu a lua três dias, remando diretamente, mas em um ritmo muito lento, e não via nenhuma ilha ou qualquer pedaço de terra em volta dele, só um imenso oceano até que um dia apareceu uma náiade apareceu nadando e se aproximou do bote de Liceu, mas ele não a viu chegando por ela ter a mesma cor do mar e conseguir se camuflar perfeitamente em meio as águas.

– Tenho uma mensagem para você, soldado dos deuses. – Falou a náiade levantando a cabeça para fora d’água, a estibordo do bote.

– Quem está falando? – Liceu largou os remos e materializou a Vingadora em sua mão.

– Não se ponha em sinal de combate. Venho em ordem de Poseidon. – Falou a náiade retirando agora, o tronco nu para fora da água.

– Poseidon? O que ele quer comigo? Se for alguma missão fale para ele esperar até eu terminar a missão de Artêmis. – Falou Liceu largando a espada e pegando os remos.

– Claro que Poseidon não iria usá-lo para missões. Um mortal como você? Nunca! Poseidon tem seus próprios heróis. Ele quis repassar uma mensagem de Artêmis para você. Ela mandou avisar que só poderá ficar no céu por mais quatro dias. – Depois de passar a mensagem a náiade mergulhou de volta na água e voltou a nadar em meio as ondas, impossível localizá-la, a não ser pela forma de seu corpo.

– Obrigado! – Gritou Liceu enquanto olhava para os traços da mulher nua nadando de volta para o mar, e Liceu a desejou com o olhar até que sua mão esquerda queimou de dor, o fazendo voltar a sua missão. – Mais que droga foi essa? – Falou liceu consigo mesmo sentindo a dor se esvaziando aos poucos, enquanto a mão não tinha nenhuma marca.

Liceu remou por mais dois dias sem ver sinal nenhum de mar, até o sexto dia de sua viajem, onde pode ver ao longe a boca de uma montanha. Ficou feliz, pois sabia que aquilo representava um vulcão, e seu pai tinha lhe ensinado, quando criança, que vulcões devastam, mas depois fertilizam a terra, que acaba trazendo as frutas com o mais bom gosto que elas podem conter, e que na maioria das vezes esses locais tem um rio de água limpa, que é despejado no oceano.

Liceu só conseguiu chegar a ilha no sétimo dia, exausto Liceu caiu na praia e sentiu seus músculos dos braços ficarem dormentes, e logo adormeceu, depois de sete das sem dormir, Liceu esqueceu de tudo e dormiu profundamente.

Liceu teve um sonho estranho, um homem furioso vinha em sua direção e o batia furiosamente, tirando suas armas e armaduras, e o castigava com vários golpes, Liceu tentava reagir, mas o homem era incrivelmente habilidoso, Liceu reconheceu que o lugar que estava era a floresta onde ele acordou sem nenhuma lembrança. O último momento do sonho foi de o homem acertando o com um escudo dourado, que iluminava a floresta. Após ser acertado pelo escudo Liceu voou pelo ar até cair duramente com a nuca no chão, mas quando a nuca entrou em contato com o chão Liceu acordou na praia.

Liceu olhou em volta e viu que estava no final de uma tarde, então presumiu que deveria ter dormido mais de um dia inteiro. Levantou cheio de areia e percebeu que dormiu com a Solaris sem se incomodar. Viu que o bote estava sendo levado pelas ondas lentamente, correu até o bote e o trouxe para a margem da praia e o deixou em um local onde o mar não o levasse.

Liceu viu que dentro do bote ainda estava a Vingadora e o Refletor, Liceu pegou a espada e a guardou em seu cinturão, depois pegou o escudo e o colocou nas costas. Olhou para as árvores e viu que predominava os coqueiros em meio a divisa da floresta com a praia. Liceu chutou um coqueiro para que caíssem alguns cocos, caíram três cocos, Liceu os pegou furou com a Vingadora, um por vez, e os tomou e depois comeu eles. Desejou mais, então chutou outro coqueiro, caíram sete cocos, mas um não estava bom. Então só pôde comer e tomar a água de seis cocos, o que fez a fome diminuir, ainda estava com muita fome, mas já não adiantava comer só coco. Adentrou um pouco na floresta e pode ver uma bananeira, pegou um cacho e comeu sete bananas. Foi andando e comendo as frutas que tinha na floresta, diversas frutas, mas Liceu só comeu as frutas que tinha certeza de que não eram venenosas. No final do trajeto encontrou um rio, Liceu correu e bebeu muita água, mais do que de costume. Liceu comeu tantas frutas, e bebeu tanta água que estava com o estômago revirado, e sentiu que tinha que descansar mais um pouco.

Liceu pegou no sono mais uma vez, mas dessa vez o sonho foi diferente, sonhou chegando com Herc em um ponto da floresta, no mesmo ponto onde achou o cavalo quase morto, e começou arrumar as coisas para dormir, fez uma fogueira e ouviu uma voz feminina falando por trás dele: “Oi, Liceu”. Antes de se virar Liceu acordou com um pássaro pousando em seu pé.

Liceu não estava entendendo nada, como ele tinha conseguido dormir com a Solaris duas noites seguidas e ter dois sonhos sobre o mesmo local, mas que tinham sentidos diferentes. Ele sabia que conhecia a voz da mulher que tinha acabado de lhe cumprimentar no sonho, mas não conseguia se lembrar de quem era e também não conseguia se lembrar do rosto do homem que o atacava no outro sonho.

Liceu esqueceu-se de tudo isso após se lembrar de que teria de colocar para fora tudo que comeu. Liceu fez suas necessidades básicas e se limpou, depois tomou mais um pouco de água. E começou a andar pela floresta e ouviu um barulho estranho, parecia um animal gritando de dor, seguido de ossos quebrando. Liceu retirou a espada e o escudo e andou na direção do barulho.