O Deus do Sol

14 XIV – A Besta e o Monstro – Parte I


Liceu viu Zelo se transformar em estátua e Cratos voltar a ser homem. O deus parecia mais forte do que nos outros encontros, seu corpo passava uma sensação de poder, como se fosse rei. Cratos era um deus que não tinha muito tamanho, não tinha volume em seus músculos, mas muito bem definido, era interessante, um homem que só com o físico conseguia transparecer força, agilidade, habilidade e uma postura de rei.

– Sei que meu irmão deve ter falado a meu respeito. – Falou Cratos com uma voz suave, mas firme. – O que ele falou a meu respeito?

– Pouca coisa, só para eu ter cuidado e pensar muito bem na missão que você me entregar. – Respondeu Liceu, não querendo prolongar a conversa.

– Ele tem razão. Terá que tomar cuidado com a missão que tenho a você. Vai ter que usar seus maiores poderes. O poder físico e o poder mental.

– Poder mental? – Liceu já estava achando que Cratos era idiota.

– Acha que o físico diz tudo em uma batalha? Tem muita coisa que você ainda vai aprender. – disse Cratos.

– Tudo bem. Chega de conversa e me leve logo para o local de minha missão. – Falou Liceu impaciente.

– Depois de você descobrir qual será a missão, vai querer não tê-la escolhido.

– Eu não escolhi missão nenhuma. Você me passa a missão e eu cumpro, depois você me paga com algum poder. – Disse Liceu desafiando o deus, querendo ver se Cratos era um deus fraco.

– Você está certo, porque se escolhesse algo. Você escolheria o idiota sem mãe para fazer as missões para você mesmo. – Disse Cratos diminuindo a distância e chegando perto de Liceu. – Porque quem escolhe só da risada dos “mais fortes” mortais para encarar uns bichos. Que se nós mesmos quiséssemos enfrentá-los, conseguiríamos fazê-los limpar nosso chão com a língua.

– Vocês? Ou os olimpianos? Você já viu algum deus de verdade? Porque eu já vi, já vi o Ares. Você já viu algum deus que não seja seu irmão? Hein, todo poderoso? – Falou Liceu desafiando, achando que Cratos não atacaria.

– Se eu já os vi? Eu já fiz coisas que você nem acreditaria entre os olimpianos. Eu já fiz coisas que os deuses duvidam até hoje. Mas eu acho que você está querendo uma prova. Talvez você acha que desafiar um deus é fácil, só porque você viu Tífis desafiando Zelo acha que qualquer mortal desafia um deus? E acha que você está sobre a proteção de Zelo? Ele acabou com Tífis pela arrogância dele e eu posso acabar com você pela sua arrogância. – Falou Cratos pegando o pulso de Liceu e o torcendo e fazendo uma marca como se fosse ferro quente, o pulso de Liceu começou a soltar fumaça e a pele a se queimar, ficando negra e saindo faíscas pelo braço.

– Me larga! – Liceu gritou e por reflexo fez a Vingadora aparecer na sua mão livre e tentou cortar a cabeça de Cratos fora, mas este segurou a lâmina com a outra mão e a jogou no chão e ainda tocou o cinturão de Liceu. Liceu mais uma vez tentou materializar a Vingadora em sua mão, mas não obteve êxito, a espada permaneceu no chão, então Liceu tentou fazer a Origem aparecer na sua mão livre, mas também não funcionou. – Vou tentar do jeito antigo. – Liceu agarrou o cabo da espada, mas antes de tirá-la da bainha Cratos agarrou o pulso de Liceu e o segurou por mais algum tempo.

– Vamos ver do que sua armadura é capaz de fazer. – Cratos largou a mão de Liceu e viu um pulso carbonizado, mas aos poucos foi se recuperando. – Parece que ela serve para alguma coisa.

– Por que você fez isso? – Perguntou Liceu entre lágrimas de dor.

– Por que eu deixaria um mortal impune de ter me desafiado? – Falou Cratos. – Vamos que quero ver como se sai na missão.

– Um momento. – Falou Liceu olhando para o pulso já curado. – Por que meu pulso não foi curado?

– Curado ele foi, mas agora ele terá a cicatriz para sempre, só para você não se esquecer do que um deus é capaz.

– E o meu cinturão? Nunca mais funcionará? – Perguntou Liceu já arrependido pela ousadia.

– Não se preocupe. – Cratos tocou no cinturão e uma luz se fez em volta do cinturão. – Fiz isso para você perceber quem controla os poderes.

– Me desculpe. Podemos ir? – Perguntou Liceu olhando para o pulso.

– Claro. Agora mesmo. – Cratos o transportou Liceu para um local frio, que nevava. – Sua missão será acabar com a besta e o monstro. A besta é um bricho que tem o bico de ouro, nenhum mortal nunca acertou um golpe nele, vamos descobrir se você consegue.

– E o monstro? – Perguntou Liceu curioso.

– É apenas um homem, mas com a mente de um monstro. Você terá que matá-lo ateando fogo ao seu corpo, mas só poderá mata-lo depois que matar a fera. Ordem minha. Agora seus amigos estão vindo recepcioná-lo. – Falou apontando para os soldados do vilarejo que se encaminhavam com lanças, tochas, espadas e machados. Cratos desapareceu quando os soldados estavam próximos o bastante para o diálogo direto.

– Quem é você? – Perguntou um dos soldados.

– Eu sou o riso da sombra sabendo que haverá castigo. Eu sou o som do osso se quebrando a favor da justiça. Eu sou o sangue derramado da vingança.

– Ele acha que está em uma cantiga. – Falou um dos soldados debochando de Liceu.

– Ele acha que é algum tipo de deus. – falou outro soldado.

– Ele até parece um deus. O deus da virgindade. – Falou o soldado provocando várias gargalhadas.

– Então eu nunca fui o deus da sua mãe. Nem o da sua bunda. – Falou Liceu para o soldado.

– O que você disse? – Falou o soldado agora nervoso, enquanto os soldados riam mais alto.

– Acho que não sou deus nem da sua orelha. – Os risos aumentaram e o soldado atacou com uma estocada da lança.

Liceu segurou o cabo muito próximo à lâmina da lança, depois empurrou o cabo contra o rosto do soldado, que caiu desmaiado no chão. Os outros soldados ficaram espantados, até que um foi para cima de Liceu com um machado. Ele deu um golpe na diagonal, mas Liceu fez a Vingadora aparecer na mão e defendeu encaixando a lâmina da espada na volta do machado e então puxou a arma do oponente para trás e depois acertou um soco no rosto do soldado, quebrando o nariz e fazendo o cair no chão.

Os soldados foram aparecendo para deter Liceu, mas antes que o monte de soldados que caminhavam para pegá-lo o alcançasse Liceu desferiu um golpe em forma de arco com a Origem, derrubando o monte de soldados morro a baixo.

Um soldado, montado em um cavalo chegou com a lança para cima, gritou para que os soldados parassem de atacar. Todos se levantaram e se colocaram em formação, após todos se arrumarem o homem que estava sobre o cavalo virou-se para Liceu e perguntou:

– Quem é você? Formidável guerreiro. – O rapaz era jovem, um pouco mais velho que Liceu. Esbanjava uma cabelereira castanha, olhos da mesma cor, uma armadura cor de areia, um rosto jovial e atraente, percebia-se claramente que ele tinha um corpo muito bem definido, mas pelo estado de suar armadura e pele não era lutador, pois não aparentava ter cicatrizes e nem suas armas eram gastas.

– Eu sou o riso da sombra sabendo que haverá castigo. Eu sou o som do osso se quebrando a favor da justiça. Eu sou o sangue derramado da vingança. – Liceu repetiu a mesma frase de efeito que falou para os soldados, mas o rei não teve nenhuma reação de nervosismo.

– Deixe-me reformular minha pergunta. – Retrucou o soldado. – Qual é o seu nome.

– Já não era tempo, um soldado um pouco mais sábio. – Falou Liceu testando os limites do cavaleiro.

– Soldado? Eu sou um rei. O rei de todo o reino que se vê aqui da montanha. – O rei apontou da planície de onde estava para uma enorme cidade com muros altos e construções mais altas ainda, onde se percebia que havia muitos moradores.

– Por Zeus. Cratos me deixará famoso por muito tempo.

– Zeus? Cratos? – Perguntou o rei como quem não conhecia os nomes.

– Você não conhece os deuses? – Perguntou Liceu espantado.

– Claro que conheço. Odin, Thor e o resto do pessoal todo. O que têm eles.

– Não conheço esses deuses. Um deus, chamado Cratos, mandou-me para acabar com uma besta que vive por essas regiões, que tem o bico de ouro e um homem que aqui vive.

– Graças a Odin, mandaram um soldado para resolver dois problemas. – Liceu abriu um sorriso, mas como estava em terra desconhecida não queria fazer mais uma cidade inimiga, já bastava Esparta e Athenas. – Venha soldado, vamos comemorar essa noite. Os deuses o enviaram para acabar com nossos dois problemas. Tragam um cavalo para ele. Agora! – Gritou o rei para com seus soldados.

– Posso lhe fazer um pedido? – Falou Liceu tentando ser educado.

– Se resolver os dois problemas, pode fazer quantos você quiser. – Falou o rei, já ansioso para ver a luta do jovem rapaz contra a besta que tinha o bico de ouro.

– Quero ficar sabendo de tudo o que vocês sabem sobre os monstros que enfrentarei.

– Claro, mas antes me diga seu nome. – Nesse momento um soldado chegou apreçado com o cavalo que o rei exigia para Liceu. – Soldado inútil. Já não era sem tempo. – O rei bateu a lança no capacete do soldado com tamanha força, que o derrubou desmaiado no chão.

– Liceu. – Liceu falou um pouco baixo, achando estranha a atitude do rei.

– Não consegui ouvir. – Falou o rei recuperando o sorriso.

– Liceu. – Repetiu Liceu com firmeza, querendo ajudar o rapaz estirado no chão, mas teve que subir no cavalo, pois o rei estendia a mão para lhe dar apoio.

– Liceu. Nome diferente, meu nome é rei Aértinos. – Começou a falar enquanto iam cavalgando para o reino.

– Por que tem um homem a qual vocês chama de monstro? – Perguntou Liceu já se preparando para enfrentar um mago ou até mesmo um homem que foi alterado pelos deuses, como aconteceu com o minotauro e a medusa.

– Sabemos ele é homem, porque têm duas pernas, dois braços. Mas o chamamos de monstro, pois ele carrega uma roupa estranha e quando corre parece um tipo de monstro. Sabemos que ele sequestra crianças e as leva para longe, nunca achamos uma criança viva ou morta que ele sequestrou e também nenhum soldado conseguiu pará-lo.

– Que estranho. – Falou Liceu tentando imaginar como seria essa “roupa estranha”.

– Coisas estranhas, é o que não falta nesse meu reino. A besta apareceu há algum tempo, não tínhamos ideia de que tal criatura igual aquela foi criada. Ela têm duas asas enormes, do tamanho de três soldados, anda sobre quatro patas, as duas de trás parecendo a de lobos, mas elas são claras, da cor da minha armadura, já as patas dianteiras, tem uma mistura um tanto exótica, a parte de trás das patas parece com as patas traseiras, mas a parte de frente carrega penas, como se fosse de alguma ave enorme. As penas sobem pelo peito até chegar ao rosto, todas as penas são brancas e o bico claramente de ouro. Ela sob as quatro patas é ainda maior que um homem normal, agora quando ela se estica sob as duas patas traseiras, fica do tamanho de quatro homens, passa a ser do tamanho de uma casa ou até maior.

– De quanto enquanto tempo ele aparece? – Perguntou Liceu querendo saber quando enfrentaria a besta do bico de ouro.

– Não se sabe, ela aparece quando tem vontade.

– Vem atrás de comida? Quero saber, caso ela queira me comer.

– Não, a besta não come homens. – Falou o rei rindo.

– Vocês já tentaram encontrar o ninho dela? – Falou Liceu já pensando em alguma estratégia.

– Não. Como nunca sabemos quando ela vem e depois que vai não temos condições para segui-la, já que, geralmente, casas pegam fogo, soldados tem que ser salvos, mulheres amparadas e muitas outras desgraças que ela faz em nosso reino.

– Esqueci disso. – Falou Liceu, percebendo que seu oponente não seria fácil. – E de quanto tem quanto tempo o monstro vem.

– Quando ele quer. Acho que ele é um homem, pois o monstro aparece de dentro da cidade correndo com uma criança e saí pelos portões com ela na mão.

– Quantas crianças ele já levou.

– Acho que umas trinta ou quarenta.

– Vocês já impediram de ele levar alguma?

– Nenhuma. Todas as que ele pega, ele consegue levar.

– Que demônio! – Falou Liceu já induzindo que o monstro era muito ágil.

– Já tem algum plano para matá-los? – Perguntou o rei testando Liceu.

– Tenho uma ordem de meu deus. Ele falou que tenho que matar o monstro depois da besta de bico de ouro.

– Que ordem mais idiota. – Criticou o rei. – Seu deus é um imbecil!

– Ele pode ser imbecil, mas trouxe alguém para ajudar seu reino, seus deuses já mandaram alguém? – O rei ficou quieto e desviou o olhar e depois argumentou.

– Ainda não me disse como vai matá-los.

– Enfiando minhas espadas neles, mas a besta será primeira do que o monstro.

– E se o monstro aparecer primeiro? – Perguntou o rei por impulso, sem pensando em uma estratégia óbvia.

– Eu o capturo e mato assim que matar a besta. – O rei não queria expulsar o herói que veio salvá-lo do reino, e para não arranjar brigas resolveu ficar quieto, a final já estavam chegando ao reino e lá poderia beber e transar com muitas mulheres.

Ao chegarem à cidade o rei gritou para todos ouvirem que um herói tinha sido enviado pelos deuses para salvá-los do monstro e da besta, a multidão gritou de alegria. Depois o rei mandou reunir os homens mais influentes e os homens mais ricos da cidade e muitos soldados no salão da vila.

O rei conduziu Liceu até uma área, onde pareceu ser o centro do reino, lá tinha um enorme templo de adoração para os deuses, e certamente um grande salão, onde se realizava sacrifícios, festas, orgias e muitas outras coisas. Liceu desceu do cavalo ao chegar perto da porta do templo e esperou os soldados abrirem, depois adentrou ao recinto e percebeu que por dentro parecia muito maior do que por fora.

Liceu se acomodou em uma cadeira e limpou suas armas, enquanto os outros chegavam e arrumavam o local. O rei mandou um emissário para avisar Liceu que teria que recepcionar os convidados e não poderia dar a atenção que ele merecia no momento, e como era um soldado saberia como se virar. Liceu agradeceu ao emissário e ficou com suas armas bebendo água vagarosamente.

Liceu começou a reparar que a festa iria ser uma orgia, pois começou a chegar velhos nojentos e meretrizes de vários outras nações, até que pode ver uma mulher que parecia Grega e então mandou um emissário chamá-la.

– O que você quer de mim? – Perguntou a mulher querendo se passar por superior. – Se você acha que ficarei com você só porque é o “salvador” do reino, está muito enganado.

– Nada disso. Eu quero saber, você é grega? – Perguntou Liceu, querendo saber o porquê das coisas estarem tão diferentes.

– Sou, mas quando ainda menina, fui trazida para cá. Por que a pergunta? – A mulher perguntava sem interesse.

– Por nada. Muito obrigado, pode seguir seu caminho. – Falou Liceu desviando os olhos e procurando algum grego que ainda se recordasse de sua terra natal, mas não achou nenhum, foi então que o rei apareceu para conversar com ele.

– Vamos interagir com a festa? – Perguntou o rei com o rosto simpático e um grande sorriso.

– Vamos. – Falou Liceu sem olhar para o rei e ainda tentando achar algum grego.

– Está procurando alguma mulher? – Perguntou o rei levantando uma das sobrancelhas.

– Qualquer uma que seja grega. – Respondeu Liceu agora olhando para o rei.

– Quer alguma grega? – o rei estranhou a preferência do soldado.

– Quero conversar com qualquer um de minha terra neste momento. – Falou Liceu sem imaginar que tinha sido grosso.

– O único grego conhecido em meu reino foi a mulher que você dispensou a pouco.

– Tudo bem. Comecemos a festa então. – Falou Liceu abrindo os braços.

– É assim que se fala. – O rei fez um gesto com a mão direita para os músicos que começaram a tocar e os soldados a cantar.

Enquanto a música começava os homens levavam mulheres para alguns quartos que eram tampados por cortinas, as mulheres tiraram a túnica e ficaram seminuas, muitos homens ficaram pelados. Liceu achou aquilo muito estranho, mas ele não pretendia ficar na festa, então saiu sorrateiro entrando em uma escada escondida que levava para o telhado do templo. Liceu olhou a paisagem do reino inteiro e ficou admirado. Ficou ali por algum tempo até que viu um homem colocar uma capa de pele de urso em um beco escuro, não chegou a desconfiar de nada, pois naquele momento fazia um frio tremendo.

O homem com o manto saiu andando até parar e ficar observando uma mulher que estava cuidando do filho, mas no momento em que a mulher correu para ver quem chamava a porta da casa o homem com a pele de urso correu e pegou a criança e saiu correndo. Liceu se levantou rápido e pulou do templo e materializou a Origem em sua mão e enquanto caía desferiu um arco no ar, mas por muito pouco não acertou o homem com pele de urso, e no momento que foi bater contra o chão de uma casa, Liceu guardou a Origem e pegou a Vingadora e canalizou uma enorme força nela, e quando se chocou com o teto da casa, ouve uma enorme explosão e uma enorme nuvem de poeira se levantou e casa caiu, mas Liceu se levantou intacto e correu na direção do homem que carregava o manto de urso.

O homem era mais rápido que Liceu mesmo carregando uma criança no colo, então Liceu esqueceu da criança e desferiu um golpe no ar com a Origem, acertando as costas do homem, que largou a criança rolando no chão enquanto voava pelo ar. Liceu pegou o menino e mandou ele ir para casa, enquanto ele retirava a Vingadora.

O monstro apareceu com duas lâminas das costas das mãos e Liceu se colocou em forma para combate com as duas espadas. O monstro correu de encontro a Liceu que ao ver o homem chegar focalizou a energia na Vingadora e quando o homem ficou perto o bastante ele desferiu um golpe tentando dividir o monstro em duas metades iguais, mas este rodou para o lado. Liceu já esperava por isso então continuou com o movimento até bater no chão com grande força, fazendo uma enorme nuvem de poeira se levantar e o monstro se levantou junto a uma altura razoavelmente alta do chão. Liceu calculou a caída do monstro e quando estava próximo do chão desferiu um arco com a Origem fazendo o monstro voar no ar em uma grande trajetória dando rodopios.

O monstro caiu aturdido no chão e os soldados do reino se aproximaram e capturaram o monstro e o levaram para a prisão, onde esperariam a festa do rei acabar para saber o que fariam com o monstro. Liceu foi para a casa que havia destruído para pedir desculpas, enquanto um soldado foi enviado para avisar o rei que o monstro tinha sido capturado.