O Deus do Sol

15 XV – A Besta e o Monstro – Parte II


– O mostro foi capturado pelo herói de outra terra! – gritou o rei para o salão inteiro ouvir. Homens e mulheres gritaram ao ouvir a notícia. – Dedico um barril cheio de vinho e uma cabra a Odin.

– Duas cabras para Thor. – Gritou um velho, que estava com uma moça bonita de seios fartos a mostra.

O leilão para ver quem doava mais a Odin continuou, enquanto do outro lado da rua estava Liceu pedindo desculpas a uma senhora por ter destruído a casa dela, mas a senhora não se incomodou, porque o que importava para ela era ter o monstro preso. Liceu foi atrás do rei, após se desculpar com a senhora, para saber quando o o monstro seria executado.

Liceu procurou o rei pelo salão, mas não o achou, um emissário revelou a Liceu que o rei estava ocupado com uma meretriz. Liceu já prevendo que poderia ser isso foi para a academia de treinamento do reino, para ver como os soldados eram treinados, mas no meio do caminho várias pessoas corriam em direções contrárias à dele.

– O que está acontecendo? – Liceu perguntou a um soldado que corria na direção contrária.

– O rei fará o julgamento do monstro neste exato momento. – Falou o soldado correndo para a praça de julgamento, mas Liceu segurou o braço do soldado e fez outra pergunta.

– Onde será o julgamento? – Perguntou Liceu olhando profundamente nos olhos do soldado.

– Na praça de julgamento. – Falou o soldado largando-se da mão de Liceu.

– E onde fica a praça de julgamento? – Falou Liceu gritando para o guarda.

– É só seguir a multidão. – Falou o soldado abrindo os braços e gritando de volta.

Liceu andou no rumo em que a multidão andava, como andava, chegou tarde, o rei já tinha feito um discurso e agora falava das alternativas das punições que o monstro estaria sujeito a sofrer, mas logo foi interrompido por um senhor que gritou que gostaria de ver o rosto do monstro antes dele morrer. A multidão apoiou e logo em seguida uma velha gritou que o homem deveria ser morto na fogueira das adulteras, a multidão apoiou mais uma vez.

– Fogueira das adulteras? – Liceu cochichou baixo não entendendo o significado desse nome.

– Parece que o povo já se decidiu. – O rei falou em alto e bom som. – Então rasgaremos a roupa dele e o mataremos na fogueira das adulteras, junto com nossa última adultera encontrada. Parece que as mulheres ainda não perceberam que o adultério é crime e se for pega em flagrante ou denunciada por qualquer cidadão será presa, torturada e morta.

– E o que acontece com o homem que for pego em adultério? – Gritou Liceu para saber qual que era os métodos do rei.

– Quem perguntou isso? – Gritou o rei para a multidão.

– Eu. – Falou Liceu chegando ao palanque de onde o rei dava o discurso. – Gostaria de saber o que acontece com os homens pegos em adultério.

– Nada. Precisamos de soldados para combater a besta e até o então momento do monstro, mas também para os invasores ou algo do tipo.

– Que engraçado, vocês não precisam de mulheres para gerar filhos e nem lhes divertir. – Retrucou Liceu já gostando menos do rei que tinha o sorriso simpático.

– Precisamos, mas acho que de onde o senhor vem não devem existir reis.

– Obviamente, que existe. – Disse Liceu subindo ao palanque.

– Então o senhor deveria saber que não importa de onde vem, deve respeito ao rei. – falou o jovem rei mostrando a postura que ele carregava de rei.

– Um rei não é nada, sem os seus súditos. — Liceu rebateu.

– Acho que tenho muitos. – Falou o rei apontando para a multidão que assistia ao embate de troca de olhares.

– Eu percebi. Só queria pedir para eu mesmo colocar o monstro na fogueira e acender o fogo para mata-lo.

– Claro que concedo, mas acho que você não poderia matá-lo antes de matar a besta. Não foi um de seus deuses quem ordenou. – Falou o rei provocando Liceu.

– Ele ordenou, mas não tem previsão de quando o grifo atacará, então quero cumprir as duas missões o mais rápido possível. Mas antes de executá-lo, quero conversar com ele. Preparem a fogueira.

– Preparem a fogueira. – Gritou o rei, e a multidão foi à loucura. – Enquanto nosso herói tenta descobrir onde se encontram as crianças que esse demônio levou.

– Parece que o rei acertou. – Falou Liceu olhando nos olhos do monstro. – Onde estão as crianças.

– Nunca falarei. Acha que vão mata-las iguais mataram as mães delas? – Falou o monstro com uma voz grossa e olhando firmemente nos olhos de Liceu.

– Um momento. Mataram a mãe das crianças? – Falou Liceu surpreso

– Você veio matar uma besta e um monstro? – Liceu fez um gesto positivo com a cabeça. – Então, o monstro é aquele idiota que está gritando para a multidão e a besta vem toda vez que ele acende a fogueira para executar a mãe de uma criança. O engraçado é que todas as execuções que houve, as mães o chamaram de monstro. Mais engraçado é que os deuses me enviaram para cuidar das crianças que perdem as mães e a besta para punir o povoado pelas mortes.

– Aquele demônio de rosto encantador. – Liceu olhou furioso para o rei e quis que a Vingadora aparecesse em sua mão.

– Não o mate. Me leve até a fogueira e deixe-me falar com a mãe que será executada e lhe provar com detalhes que o que digo é verdade. A criança que tentei sequestrar hoje era filha dela.

– Tudo bem. Mas terei que fazer uma boa atuação, então não ache que vou lhe machucar de propósito.

– Eu iria falar para você fingir. – O monstro piscou com um dos olhos e abriu um sorriso. – O rosto era peludo e mal dava para saber dos traços que ele tinha no rosto.

– Para a fogueira demônio. – Disse Liceu acertando um soco no rosto do monstro. – Hélio me dê forças. – sussurrou Liceu para o deus-sol, cortando as correntes com a espada que tinha se materializada a sua mão. – Venha monstro e pague pelos pecados que você fez com as crianças. – Onde fica a fogueira que queimarei o rei? – Perguntou Liceu e um tom baixo para só o monstro ouvir.

– Me joga na barra cilíndrica de ferro no outro lado da praça. – respondeu o monstro.

– Cuidado para não se machucar, mas faça uma cena para todos acreditarem. – Liceu retirou a Vingadora e bateu com a parte chata na barriga do monstro que subiu e fez um arco rodando até ficar com o corpo na horizontal e bater fortemente contra o poste de ferro. Logo após o choque, em que todos ficaram surpresos, o monstro caiu duro no chão e lá ficou, até eu me aproximar e fazer um sinal com a cabeça, em que o rei entendeu que era para trazer a moça que seria queimada junto com o monstro.

– Tragam a adultera! – Gritou o rei para os soldados, mas quem gritou em seguida foram todos os animais selvagens que gostavam de ver pessoas serem queimadas vivas.

A mulher foi trazida amarrada e prenderam-na no poste e depois prenderam o monstro junto ao poste de ferro. O rei fez um sinal para que os soldados começassem a esquentar o chão com as toras, quando o fogo estivesse alto pegaria nas palhas e queimaria os corpos lentamente, mas antes Liceu gritou para o rei.

– Sabe o que eu achei engraçado? – Perguntou Liceu para o rei, que simplesmente aguardou a resposta. – O que você acha do seu rei? – Perguntou Liceu para a moça que estava amarrada ao poste de ferro.

– Eu acho que ele é um monstro. – Respondeu a mulher com a cabeça baixo, e falando tão baixo que poucas pessoas da multidão ouviram.

– Não ouvi o que ela disse. – Falou o rei querendo saber onde Liceu queria chegar.

– Ela disse que você é um monstro. E sabe quem eu vim matar? – Falou Liceu retirando a Vingadora e cortando as algemas que prendiam os dois justos. – Vim matar um monstro. – O fogo estava já ficando alto, pois os pés de Liceu começaram a queimar, mas a armadura o curava, mas não curava os outros dois. – Tire ela daqui e a leve com as outras crianças. – Falou Liceu para o monstro.

– O que você está fazendo? – Perguntou o rei sem acreditar no que via. – Prendam esse bastardo! – Gritou o rei para os soldados.

O primeiro soldado que apareceu levou um chute no peitoral, que o fez cair nas escadas e derrubar mais alguns soldados. O segundo soldado a atacar Liceu não foi feliz, pois o golpe que ele tentou com a lança, falhou, e Liceu acertou um soco tão forte no peitoral que o peitoral se partiu e a mão de Liceu atravessou um pedaço do tórax do soldado fazendo o cair morto no chão que agora já estava pegando fogo.

Liceu retirou a Origem e desferiu um golpe no ar, fazendo vários outros soldados saírem da frente do caminho de Liceu. Ele correu através da multidão, sem ninguém se atrever a ataca-lo e chegou ao palanque onde estava o rei. Liceu subiu o palanque e pegou o rei pela gola e depois o jogou no meio da multidão, ninguém segurou o rei, que caiu de cara no chão, quebrando o nariz e fazendo a sobrancelha se abrir em um grande corte.

Liceu desceu do palco e caminhou lentamente até o rei, o levantou pelas costas e o virou para ver o seu sangue, que agora estava encharcado de sangue, e acertou um soco no lábio, que saiu um pedaço enorme da pele, deixando a carne a mostra, depois Liceu acertou outro soco, agora no queixo, fazendo o osso da mandíbula se deslocar e deixando o maxilar solto no rosto e por último o jogou contra a fogueira das adulteras, que agora já apresentava um fogo ralo, que ao ser incrementado com o rei lançado a fogueira começou a aumentar o fogo.

Quando Liceu se acalmou da raiva ouviu um grande rugido vindo dos céus. Liceu olhou rapidamente para o alto, na direção de onde ele apareceu com Cratos e de lá vinha uma besta alada, muito grande e mais assustadora. Liceu retirou a Origem e desferiu um arco no ar, visando à criatura, mas a besta se desviou facilmente.

A besta mergulhou para o primeiro ataque, a população estava correndo de medo, e foi na multidão que a fera atacou. A fera desceu batendo com o corpo e rasgando com as patas a multidão. Liceu olhou para o monstro que o respondeu.

– A fera só vem quando tem sacrifícios. Assim que ela atacou quando as outras mães morreram. – Explicou o monstro.

– Eu quero todos os arqueiros no muro da entrada, ninguém ataca, esperem a minha ordem. Cavaleiros eu quero que fiquem junto ao muro esperando a minha segunda ordem. E todos os soldados que tem armas de combate corpo-a-corpo fiquem esperando minha terceira ordem, perto da fogueira das adulteras. – Gritou Liceu tentando ordenar o exército. Eu distraio a besta. – Liceu falou enquanto escalava o poste de ferro com suas espadas.

Liceu esperou a besta tentar dar o segundo ataque e quando ela desceu tentando acertar o segundo ataque, agora nos soldados Liceu pulou agarrou uma das asas da besta e a puxou para cima, fazendo a besta perder o equilíbrio e errar o ataque. A besta conseguiu recuperar o equilíbrio e tomou altitude para um novo ataque, mas Liceu retirou a Vingadora e acumulou uma grande energia, mas quando foi desferir o golpe a besta rodou no ar, fazendo Liceu perder o equilíbrio e a espada cair da mão dele.

Liceu conseguiu se segurar na besta e fez, com a ajuda do cinturão, a Vingadora voltar para suas mãos, mas ele a guardou e puxou uma das asas para cima, que acabou direcionando a besta para os muros, mas a besta conseguiu se recuperar e não bateu de encontro com o muro.

– Arqueiros! – Liceu gritou um pouco antes de a besta atravessar o topo dos muros e quando ela chegou ao topo várias flechas atravessaram o ar, acertando uma delas no braço esquerdo de Liceu, que não aguentou e largou a besta, ficando pendurado por uma única mão, enquanto a besta levava várias flechadas no peito e no pescoço. Liceu ainda recebeu mais uma flechada, mas essa pegou de raspão na coxa direita.

A besta não aguentou as flechadas e caiu bruscamente no chão, fazendo Liceu ser esmagado, depois a besta continuou rolando no chão, enquanto Liceu estava estirado, mesmo estando estirado Liceu conseguiu colocar o plano em prática.

– Cavalaria, atacar! Arqueiros cessar ataque! E se juntar ao terceiro batalhão. – Gritou Liceu para as tropas que estavam agora sobre o seu comando.

Liceu se levantou, sentindo várias dores através do corpo, mas ele sentia os ferimentos se curarem rápido, e de repente passou a cavalaria do seu lado indo em direção a besta que ainda tentava se levantar. A besta acertou uma patada no primeiro cavalo, que fez o cavaleiro quebrar o pescoço ao cair. Mas os outros cavaleiros acertaram as pontas das lanças pelo corpo da besta, mas ela não caiu, simplesmente começou a retrucar os ataques e de um momento para o outro a besta conseguia se desviar de todos os golpes e ainda acertar a cavalaria.

Liceu correu em direção a uma casa e a escalou com as espadas e quando viu que a besta estava próxima o suficiente pulou da casa carregando a Vingadora para um grande ataque, a espada se cravou nas costas da besta e quando descarregou a energia a besta soltou um rugido e com o rugido uma grande deslocação de ar, fazendo os cavaleiros e as coisas pelo caminho voarem pelos ares, enquanto ela mesma ainda continuava intacta, a não ser pelos cortes das flechas e lanças.

– Cavalaria recuar e aguardar com o terceiro batalhão. – Liceu gritou aos soldados.

A besta tentou olhar para Liceu, que ainda estava nas suas costas, e então ela se preparou para voar, mas Liceu desferiu um golpe na asa direita com a Vingadora, a espada não conseguiu arrancar a asa, mas a cortou até a metade e se cravando em um osso da besta, que ao pular voltou ao chão. Liceu ainda nas costas da besta retirou a espada e fincou a espada no osso que travou o primeiro ataque, o osso foi quebrado então Liceu pode arrancar a asa desferindo mais um golpe.

A besta rugiu, mas Liceu não se intimidou e então concentrou um grande poder na Vingadora e depois fincou nas costas da esta, novamente. E novamente a fera deu um rugido, que fez tudo o que tinha no caminho ir pelos ares.

A besta rolou no chão, esmagando a espinha de Liceu, que não esperava por um ataque tão rápido. Liceu se levantou ferido, mas já disposto a continuar a batalha. Liceu viu a fera vindo correndo em sua direção, então Liceu pegou a Origem e a bateu no chão, fazendo um grande vendaval se levantar. O vendaval acertou, principalmente, na asa esquerda da fera, que quando pulou, acabou sendo levantada na direção oposta a da espada. A besta bateu contra o poste de ferro e caiu, ela começou a pegar fogo, mas logo saiu da fogueira e foi aí que Liceu deu a outra ordem para o exército.

– Quero todo mundo atacando esta besta. – Falou Liceu, enquanto corria em direção a besta.

Os homens começaram a ataca-la, mas a fera conseguiu se levantar e atacar de volta, e novamente parou de receber golpes e começou a ganhar do exército inteiro, sozinha. Liceu subiu na fogueira, que agora já tinha o fogo bem alto, que já queimava seus joelhos. Retirou a Vingadora e fez um corte onde o poste se dobrava, deixando um cano extremamente afiado na ponta agora.

Liceu olhou de volta para os soldados, que agora estavam sendo esmagados pela besta. Então deu sua última ordem sobre o exército.

– Recuar! – Gritou Liceu para os homens. – A besta é minha.

Liceu pulou no chão batendo a Origem no chão, fazendo um enorme vendaval, que levou soldados, armas, cavalos e a besta pelos ares. Enquanto a besta se levantava os outros soldados correram para a sobrevivência e Liceu correu, calculando prevendo onde o plano poderia funcionar.

A besta se ergueu e correu na direção de Liceu, mas Liceu só aguardou com a Origem na mão a besta se aproximar. Quando a besta se preparou para pular, Liceu bateu com a Origem no chão e levantando um grande vendaval, acertando a asa ainda fixada na besta, que se levantou pelo ar novamente, mas Liceu percebeu que ainda não funcionaria seu plano, precisaria de mais força para a besta chegar ao poste cortado. Então Liceu largou a Origem no chão e retirou a Vingadora e jogou a espada, que acumulava grande poder dentro dela. A espada atravessou a besta, mas o poder ficou dentro da besta, que com um rugido eliminou o poder através do bico de ouro, mas como ela ainda estava no ar aumentou o impulso e com um arco perfeito caiu com o peito atravessando o poste de ferro.

A fera rugiu por um pequeno tempo, enquanto o fogo consumia seu corpo. Liceu olhou para procurar onde estava o rei em meio das chamas e percebeu que a fera teria caído em cima dele, que agora já era um corpo, quase, completamente carbonizado. O monstro se aproximou de Liceu e fez uma pergunta inesperada.

– Você gostaria de ser o rei desse imenso reino? – Liceu arregalou os olhos ao ouvir a pergunta do monstro, mas antes que ele pudesse dar uma resposta, apareceu uma luz ofuscante de trás de Liceu e Cratos respondeu a pergunta.

– Mesmo se ele quisesse não seria. Liceu vem de outro tempo. – Liceu olhou para trás e viu o deus que tinha feito uma enorme marca de queimadura em seu pulso.

– O que vai acontecer agora com o reino? – Perguntou o monstro para Cratos.

– Procure os seus deuses. Não é de meu interesse esse reino. – Cratos falou enquanto andava até o grifo que estava sendo consumido pelas chamas. – Eu só quero o bico da besta. – Cratos agora enfiava a mão no fogo e retirava o bico da besta quase derretido. – Vamos Liceu. Temos que voltar ao nosso tempo, tenho uma coisa para lhe dar.

Cratos estendeu a mão para Liceu, que viu mais uma vez a luz ofuscante cegar seus olhos e quando passou a ver já estava no templo com as estátuas dos dois deuses, Zelo e Nice, enquanto Cratos e Bia estavam em forma mortal.

– Com o bico de ouro do grifo, eu farei um novo escudo para mim e o meu velho escudo lhe darei a você, por ter cumprido a missão com êxito. – Falou Cratos retirando um escudo de ouro das costas, que não tinha nenhuma imagem nele, parecia apenas um escudo comum. – esse escudo chama-se “Refletor”, pois todo o golpe que nele acertar, ele consegue refletir com a mesma intensidade e na direção oposta, sem você sentir qualquer impacto.

Liceu caminhou até Cratos e esperou o deus estender o escudo para ele. Cratos demorou um pouco, pois parecia relembrar das batalhas que o escudo ajudou a vencer, mas acabou entregando em seguida para Liceu, que o agradeceu e o colocou nas costas e quando olhou para Cratos ele já tinha se transformado em pedra.

– Agora será o meu desafio. – Falou Bia chamando a atenção de Liceu.