O Deus do Sol
11 XI – Um guia chamado “Herc”
Liceu chegou na casa onde ele tinha se hospedado com Talithas e encontrou o garoto na entrada e foi logo falar com ele.
- Garoto, a Talithas está no quarto que aluguei?
- Sim. – O garoto demorou um pouco para responder, mas olhou para Liceu com uma cara diferente.
- Então me leve até o quarto e abra a porta.
- Claro! – Agora o garoto já estava animado, pegou rapidamente a chave e conduziu Liceu até o quarto.
O garoto destrancou a porta e esperou Liceu entrar. Liceu acharia estranha a atitude do garoto, mas quando olhou dentro do quarto viu Talithas transando um outro cara e esqueceu de toda a viagem que tinha feito até aquele momento e partiu para cima do homem que estava em cima de Talithas.
Liceu agarrou a nuca do homem e o jogou no chão, neste momento Talithas gritou de susto e antes dela falar o nome de Liceu, ele desferiu um tapa no rosto da moça. Liceu voltou a atenção no homem nu que estava em sua frente e o empurrou na parede e lá desferiu uma série de golpes até o rosto do homem estar completamente banhado em sangue. Quando Liceu retirou sua espada da bainha sentiu uma dor se alastrar pela região do lombo e em um ato impulsivo passou a espada pela região, já tentando atacar o que quer que estivesse ali. E quando se virou viu Talithas gritando de dor sem a mão e com o braço banhado em sangue, em seguida olhou para o chão e viu a mão da garota no chão e uma pequena adaga fincada onde sentia a dor da perfuração.
Quando Liceu foi pegar a adaga que estava nas suas costas o amante pegou Liceu pela cintura e o arrastou até a parede do quarto. Liceu como ainda sentia dores pelas batalhas dos dias passados não ouvia mais nenhum tipo de som até que sentiu um punho em seu rosto, o que fez despertar seus extintos, logo em seguida acertou uma cotovelada no rosto do rapaz e o agarrou com uma mão no ombro e a outra na coxa e o jogou pela janela que estava ao seu lado. O homem caiu de uma altura considerável e fez um som oco ao bater no chão de mármore, esparramando muito sangue em volta.
Liceu olhou de volta para o quarto e viu Talithas enrolando seu braço em um pano e então Liceu pegou a espada que estava no chão e decapitou a garota. Liceu guardou a espada e saiu pela porta e viu o garoto com uma espécie de arrependimento por ver a cena.
- Todo o tipo de moeda que encontrar nesse quarto é seu. Estou saindo de Esparta. Obrigado pela hospitalidade.
Liceu desceu as escadas e saiu do estabelecimento e começou a andar, até ver uma multidão vendo o rapaz nu que tinha caído da janela. Quando Liceu se afastou um pouco viu um grupo de homens que vinham em sua direção com cara de poucos amigos. Os homens chegaram perto e Liceu logo reconheceu aqueles homens, os homens trabalhavam na embarcação do velho que o levou para a África e o trouxe. Um os homens empunhava uma lança e os outros dois empunhavam porretes.
Liceu retirou a espada de Ogum da cintura e a bateu no chão com força, na direção dos homens que vinham em sua direção, e criou-se uma onde de areia que varreu os homens daquele local. A população se virou assustada para ver o que tinha provocado uma nuvem de areia tão alta quanto a que tinham acabado de ver, e quando conseguiram ver através da poeira viram um homem sair correndo com um cavalo na direção dos portões da cidade.
Enquanto Liceu cavalgava na direção do portão mais próximo, alguns guardas o perseguiam com seus cavalos atrás de um homem que tinha atacado alguns marujos e jogado um homem da janela (até aquele momento os guardas não sabiam que Liceu tinha matado Talithas). Liceu estava sentindo uma raiva tão grande que parou e desceu do cavalo e resolveu encarar os guardas.
O primeiro guarda veio atacar Liceu ainda montado no cavalo e com um ataque frontal com a lança, mas Liceu abaixou no momento certo e levantou o braço com a espada de Ogum em um momento mais preciso, que fez o braço do soldado ser arrancado.
O segundo soldado já se colocou de frente com Liceu sem montaria, mas antes de dar o primeiro golpe recebeu um chute no peitoral de Liceu e em seguida um corte na coxa, impossibilitando a recomposição para a luta.
Logo que Liceu cortou a coxa do segundo soldado já se aproximaram o terceiro e o quarto. O terceiro perdeu a espada em um contra ataque de Liceu e o quarto errou o golpe e recebeu uma rasteira. Liceu retirou a espada de Ogum riscou a armadura do terceiro soldado, fazendo o cair no chão e com a sua espada bateu com a parte chata da espada no peitoral do quarto soldado, que fez um longo trajeto pelo ar até bater de encontro com uma parede.
Liceu viu a cavalaria se aproximando, mas percebeu que o cavalo que tinha pegado para fugir estava ao seu lado relinchando baixo e fazendo gestos com a cabeça então Liceu pegou a espada de Ogum com as duas mãos e bateu ela no chão na direção da cavalaria, que acabou por voar alguns longos metros no ar e acabaram por se estatelar no chão.
Liceu subiu no cavalo que estava relinchando agora alto, como se desaprovasse a atitude que Liceu acabara de ter. E então quando estavam cruzando o portão os soldados saíram da frente e o deixaram passar sem colocar nenhum tipo de barreira. E enquanto Liceu seguia o seu caminho, um dos guardas perguntou para o general o por quê de ele dar as ordens para deixar o rapaz fugir, e o general retrucou que era melhor não ter mais feridos aquele dia, o soldado ainda tentou retrucar que a honra de Esparta estava em jogo e o general falou que a honra de Esparta nunca acabaria e que homens misteriosos com poderes misteriosos morrem rápido e o mundo se esquece mais rápido ainda.
Liceu tentou mudar a rota que fazia enquanto montava no cavalo, mas o cavalo não parecia obedecê-lo. Liceu puxava a crina do cavalo para a direção oposta com toda a força, mas o cavalo parecia nem sentir os puxões, e assim continuaram por algum tempo, até que Liceu desistiu e deixou o cavalo guiá-lo. A cavalo correu em um ritmo tranquilo por um certo tempo até a noite chegar, então o cavalo parou e olhou para Liceu.
- Já chegamos? – Perguntou Liceu para o cavalo. Mas como resposta o cavalo apenas relinchou então Liceu desmontou e o cavalo foi pastar. Liceu se lavou em rio que tinha perto de onde eles tinham parado logo foi dormir. Pela manhã Liceu acordou sendo cutucado por uma das patas do cavalo. Levantou olhou para o cavalo e viu que ele fazia um sinal para ele montar.
- Está na hora de ir? – O cavalo relinchou e bateu forte com a pata no chão. – Você é mais esperto que eu. Agora vamos.
O cavalo partiu e continuou correndo por um caminho desconhecido por Liceu. Liceu não estava a ver pessoas no trajeto que seu cavalo fazia, então quando viu uma viva alma em seu passeio parou para falar algo com o velho.
- O que o senhor faz nessas redondezas?
- Eu? Cuido da minha vida. – Falou o velho rudemente.
- Ah! Então é bom ter educação, para ainda ter vida para cuidar. – respondeu Liceu amargamente.
- Sempre fui assim e vivo até hoje.
- Tudo bem, não vou discutir com o senhor. Quer que eu te leve no meu cavalo?
- Não! Tenho pernas, graças aos deuses. E por isso por isso posso seguir meu caminho.
- Tudo bem, mas o senhor sabe para onde vai essa estrada que estou seguindo?
- Como você segue por uma estrada sem saber onde vai dar?
- É que esse cavalo vai por onde ele quer.
- Hahahahaha. Que bosta de soldado! Ameaça um velho. E nem consegue domar seu próprio cavalo. Hahahahaha.
- Tenha cuidado em suas palavras, eu fui paciente até esse momento, tive dias difíceis.
- E terá dias piores daqui para frente. – Após o velho completar a frase ele sumiu em uma luz cegante que se irradiou dele.
- Amaldiçoado seja, eu. Não percebi que o velho era um deus. Vamos. – Liceu esporou o cavalo, fazendo retomar o ritmo de sua corrida.
O cavalo fez uma corrida longa e bem aproveitada naquele dia e quando voltou a escurecer o cavalo parou perto de um pasto e olhou para Liceu com uma cara nada feliz por ele continuar montado.
- Tudo bem, já estou saindo. – Liceu desmontou do cavalo e procurou um rio por perto, mas não acho, então teve que beber toda a água do seu cantil para matar a cede. – Poderia ter parado perto de um rio. – O cavalo olhou para ele com desdém e balançou o rabo e voltou a pastar. – Vou dormir, e não me acorde pela manhã. — O cavalo acordou Liceu do mesmo jeito que na noite passada. – Eu falei para você não me acordar.- Liceu se levantou e olhou para o cavalo que fazia um gesto com a cabeça para ele ir depressa. – Tudo bem, vamos logo.
A corrida do dia foi cansativa, pois não encontraram ninguém, homem ou animal, durante a caminhada e só passaram por florestas densas e muito fechadas, até que quando já estava escurecendo Liceu viu uma garota, que deveria ter a mesma idade que ele, vagando não muito longe dele. Então Liceu parou o cavalo e foi ao encontro dela.
- Posso te ajudar?
- Pode. Vai embora!
- Caramba, sabia que você é a segunda pessoa que encontro nessa estrada e é a segunda pessoa que me falta com respeito?
- Como eu poderia saber disso?
- De um jeito simples. O outro que encontrei era um velho e muito rabugento, no final ele desapareceu como só um deus poderia ter feito. E, as vezes, você pode ser uma deusa.
- Não vou desaparecer.
- Bem, você tem a beleza de uma deusa.
- Obrigada, mas não vou fazer nada com você.
- Não quero nada. Acabei de ver minha amada me traindo. Não vou querer nada tão cedo com mulheres.
- Ela te traiu? Se você desse conta do recado, ela não teria te traído.
- Não chegamos a fazer nada.
- Por isso ela te traiu.
- Muito obrigado, mas vai querer que eu te ajude ou não?
- Não.
- Ótimo! Então vou te ajudar, suba no cavalo que vou seguindo vocês.
- Que cavalheiro! – Falou a garota com um tom de sarcasmo.
- Meu nome é Liceu, e qual é o seu nome?
- Você é o primeiro homem em toda Grécia que se apresenta sem falar o nome de seus antecessores.
- Não sou o primeiro na Grécia, sou apenas o primeiro que você se apresenta assim. Agora quando você falará seu nome?
- Quando me der vontade. Agora vamos. – Enquanto Liceu descia do cavalo, a garota subia nele.
- Não seja mal com ela, teremos que... – E nesse momento a garota esporou o cavalo e eles saíram em grande velocidade.
- Quero ver você continuar atrás de nós! – Gritou a garota a certa distância.
Liceu retirou a espada que ganhou de Ogum e a desceu com força até o chão, que acabou criando uma grande ventania. A garota foi lançada do cavalo, enquanto o cavalo foi rolando pelo chão até a ventania passar por ele. Liceu se aproximou dos dois e então disse:
- Tentem mais uma vez, que terei que ir andando sozinho para Argos.
Liceu ajudou a garota e o cavalo a se levantarem e depois a ajudou a montar no cavalo. Os três foram caminhando pelo caminho que o cavalo seguia. Depois de muito tempo a garota resolveu perguntar o por que de Liceu seguir o cavalo.
- Por que quem escolhe o caminho é o cavalo?
- Não sei qual o caminho de Argos, se ele me levar até qualquer civilização terei como saber qual é esse pergunta.
- Eu perguntei outra coisa.
- Eu tentei escolher o caminho no começo, mas o cavalo insistia em seguir seu caminho. Como eu conheço mais deuses vivos do que pessoas. Acho que algum deles deve estar colocando o caminho na cabeça do cavalo.
- Você acredita mesmo nisso?
- Já fiz tanta coisa para os deuses nesses últimos dias, que não duvido de mais nada que venha deles.
- E como você conheceu esse cavalo?
- Fugindo de um exército.
- Por que você seria caçado de um exército?
- Porque matei um guarda e a mulher desse guarda.
- E por que mataria eles?
- Porque ela era minha mulher a cinco dias. Eu não sabia que ele era um guarda e uma coisa leva a outra e quando vi, ou tinha que fugir ou lutar contra um exército inteiro, peguei o cavalo de um dos guardas e cá estou.
- Que história! Mas por que ela te traiu se saberia que você estava por perto? Ela é muito burra!
- Eu estava na África e cheguei de surpresa.
- Que surpresa. O que você foi fazer na África?
- Missão dada por Ares.
- Matar o dono da espada que solta vento?
- Sim. Como você sabe?
- Ouvi rumores de um cara que controlava o vento com suas armas.
- E você? Como veio parar aqui?
- Meus irmãos aprontaram comigo. Eles me deixaram em um local desconhecido. Tenho que voltar para Argos por um caminho que não sei, e ainda retiraram o meu...mapa.
- Bons irmãos os seus.
- Você nem os conhece.
- Melhor que os meus irmãos pode ter certeza que eles são.
- O que eles fizeram para você?
- Não tiveram coragem de proteger minha irmã de meu pai e quando eu tive que tomar essa decisão, eles me atacaram.
- Família legal a sua.
- Nem me fale.
- Já deu um nome para o cavalo?
- Ainda não. Sugere algum?
- Que tal Herc?
- Herc? Que droga de nome.
- Em homenagem ao semideus Héracles.
- Pode ser. Gostou do nome Herc? – O cavalo balançou a cabeça da esquerda para a direita duas vezes. – Não gostou? Problema seu, não escolhemos nossos próprios nomes.
Depois de andarem mais um pouco o cavalo agachou e esperou a garota sair de suas costas. Liceu explicou para ela que era hora do cavalo descansar e que eles deveriam passar a noite no local onde o cavalo parou e no outro dia Herc o avisaria a hora da partida deles. Ela não gostou da rotina, mas teve que aceitar.
A noite foi tranquila, sem nenhum problema, mas Herc resolveu acordar mais cedo e logo chamou Liceu com a pata. Liceu se levantou e tentou acordar a garota, depois de chamá-la e chacoalhá-la de leve ele começou a ficar preocupado, principalmente por ela estar gelada e não estar respirando. Depois de buscar água e jogar um pouco na boca da garota e mexer bastante a garota tomou cor e o corpo esquentou de repente.
- Nossa! O que aconteceu com você?
- Estava sonhando. E tive que ficar um pouco a mais. Já está na hora de ir?
- Já estamos atrasados.
- Você terá que montar no cavalo, pois não temos tempo a perder, não quero demorar muito para chegar a Argos e encontrar meus irmãos pessoalmente.
- Então vamos.
Herc carregou Liceu e a garota por um longo período em uma velocidade altíssima, até parecia que o cavalo não carregava ninguém. Depois de muitas voltas com o cavalo guiando Liceu eles avistaram um templo imenso, mas muito escondido da civilização.
- Será que é o templo que procuro?
- Sim. – Respondeu a garota – Argos fica atrás da montanha. – A garota apontou para uma montanha que ficava a nordeste do templo, não muito distante.
Liceu e a garota desmontaram de Herc e se aproximaram do templo, mas a garota parou na frente de Liceu e desembainhou as espadas de Liceu.
- O que você vai fazer? – Perguntou Liceu não levando a garota na brincadeira.
- Te ensinar alguns truques.
- Vai me ensinar a lutar? Isso eu já sei fazer, e muito bem.
- Vou te ensinar a lutar com essas armas.
A garota fincou profundamente a espada de Ogum na terra e começou a usar a controlar a espada que Liceu tinha pegado do pai há algum tempo. Ela andou vagarosamente até uma grande pedra que estava no início da floresta que ocupava a montanha. A pedra era tão grande que cobria a garota facilmente. Ela fez uma grande força no cabo da espada e fincou fortemente a espada na pedra, de repente a pedra virou uma grande montanha de areia aos pés da garota.
- Essa é a espada da injustiça. Conhecida como a “Vingadora”, não sei como você ganhou essa espada, mas ela será uma grande aliada. Quando você aplica uma grande força no cabo dela, a coisa onde ela está fincada vira pó. O segundo poder que ela contem é simples bater com a parte chata da espada, usando a mesma força no cabo, em qualquer coisa.
A garota bateu com a parte chata da espada no tronco da árvore, que fez ela se partir no local onde recebeu o golpe, parecendo que teria sido cortada. Depois pegou uma pequena pedra e lançou ao alto e esperou a pedra cair, quando caiu ela bateu na pedra com a espada e a pedra voou tão alto que acabou sumindo de vista.
- O terceiro poder eu não cheguei a descobrir. Agora se tratando da espada que você conseguiu com Ogum. – A garota devolveu a Vingadora nas mãos de Liceu e pegou a espada que um dia foi de Ogum. – Essa é a espada conhecida como “Origem”, tem esse nome porque foi a primeira espada a ser criada por um mortal. Ela contem um poder muito valioso. — A garota levantou a espada e fincou ela fortemente no chão, que fez uma grande onda de vento se deslocar e abrir um imenso buraco no chão. – Esse é o golpe que você não conhece, o outro você já conhecia. Também tem o golpe que pode ser usado quando seu alvo está distante. – Ela desferiu um golpe no ar na direção da montanha de areia que a Vingadora, e deu para ver uma deslocação do ar muito rápido até a montanha de areia, que quando se chocaram, a montanha de areia foi espalhada pela floresta. Depois a garota andou até Liceu e deu a Origem para Liceu.
- Como você sabe de tudo isso? – Falou embainhando as duas espadas.
- Ainda não acabei. Você também carrega a armadura do deus-sol, ou Solaris. Essa armadura tem três poderes, a regeneração (que você já conhece), o micro poder de um deus (como alguma força extra ou uma certa habilidade para luta) e um poder que Hélio não revelou para a classe baixa de deuses.
- E quanto a resposta da minha pergunta?
- Eu sou Bia, a deusa da força. – Fez-se então uma luz vinda dela e depois uma armadura se montou do nada ao seu corpo, a dando um certo ar de poder. – Agora meus irmãos apareçam. – E mais três luzes ofuscantes apareceram ao lado dela.
- Eu sou Zelo. – Falou um homem que tinha uma grande barba negra por todo o rosto, e que tinha o cabelo penteado, com uma grande armadura prateada e um corpo de dar inveja a muitos soldados, muito mais alto que Liceu e que não portava nenhuma arma, aparentemente. – O deus da rivalidade.
- Eu sou Nice. – Uma mulher elegante que tinha uma espada simples embainhada e que carregava um cetro pequeno não mão esquerda, parecendo uma bengala, a deusa tinha a pele extremamente branca e tinha olhos azuis claros, um cabelo trançado negro e um peitoral de ouro, com um longo vestido azul por baixo. – A deusa da vitória.
- Eu sou Cratos. – Um soldado moreno com a cabeça raspada e um cavanhaque negro, tinha os olhos castanhos e longas cicatrizes pelo tórax. Carregava suas espadas em suas costas, mas nenhum peitoral ou escudo, só braceletes e caneleiras de prata, usava uma espécie de túnica, mas que não tinha a parte de cima, só a debaixo, a túnica era roxa com detalhes de prata. – O deus do poder.
- Nós somos os quatro deuses irmãos. – Falou Bia – E cada um de nós precisamos de um favor.
- Quem será o primeiro a ser atendido? – Falou Nice?
- Acho que Zelo deveria decidir a ordem, para não ter confusão. – Falou Cratos, com uma voz roca.
- Quem tem a missão mais urgente? – Perguntou Bia.
- Eu tenho. Preciso de um cajado o mais rápido possível, ou se não Atenhas ficará muito nervosa comigo. – Falou Nice.
- Tudo bem para você Zelo, Nice ser a primeira? – Perguntou Cratos.
- Claro! Mas quero ser o segundo. Terei um grande desafio para nosso amigo e farei os olimpianos ficarem mais próximo. – Falou Zelo dando um sorriso.
- Mais próximos? – Perguntou Cratos. – Você não tem “poder” para isso.
- Engraçado. Eu digo que os deixarei mais entrosados, se a missão der certo ou não. Eles acabaram ficando mais próximos de se destruírem.
- Quem será o terceiro, Cratos ou Bia? – Perguntou Nice.
- Acho que deveria ser meu irmão, já que eu terei que acompanhar o nosso “amigo” até o último momento da missão. – Falou Bia.
- E por quê? – Perguntou Cratos.
- Minha missão será revelada na hora certa. – Respondeu Bia.
- Acho que eu assumo daqui. – Falou Nice. – Todos entrem no templo.
Os deuses, Liceu e Herc entraram no templo, mas Liceu parou perto da porta e começou a reparar no templo. O templo era muito grande, cheio de objetos de ouro e prata, muitos lugares para adoração, mas ninguém adorando e muito menos parecia que alguém teria passado por ali há algum tempo. Cada deus tomou sua posição em um pedestal e se transformaram em estátuas, a única que não se transformou foi Nice.
- Minha missão terá que ser cumprida o mais rápida possível e lhe garanto que darei o melhor poder que você tem. A missão é simples trazer um cajado de madeira que está escondido em um labirinto. Esse labirinto é diferente, ele fica em uma montanha em forma de caracol, quando você acha o caminho certo, só mostra que você desceu para outro nível. Não se preocupe não tem minotauro nenhum no labirinto. Esse labirinto fica em uma montanha, que mais se parece com um vulcão, os níveis mais fundos tem mais espaço, deixando a busca quase impossível. Eu te levarei até o vulcão e ficarei em forma de estátua, quando encontrar o cajado coloque na minha mão que trarei você de volta para o templo. – Nice pegou seu cajado e o levantou, uma luz se fez e Liceu e Nice estavam na boca de um vulcão, mas ao invés de lava tinha uma grande escada de madeira e uma porta no meio de um monte de terra.
Liceu olhou em volta e viu que Nice já tinha se transformado em estátua e estava com uma mão estendida para ele. Liceu olhou para o resto da montanha e viu o mar, mas muito longe, pois a montanha em que se encontrava era muito alta. Liceu resolveu descer pela escada de madeira e começar a procurar o cajado de madeira que Nice tanto queria.
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