Notas iniciais
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"Quem me faz cair. Me faz aprender. E cada vez que me levanto. Me levanto ainda mais forte."

FAZENDA BLACK — ANOS ATRÁS

POV TATIANA

Quando sai do meu quarto ainda estava surpresa com a noticia, eu estava gravida!, terei que contar hoje mesmo ao Arthur, mas só nos veríamos mas tarde, continuei andando e assim que entrei na sala a claridade era pouca só a lua iluminava a parte de dentro, olhei pro lugar onde devia ser o teto que não existia, como somos bruxos, meus ancestrais ao criarem essa casa não deixaram ser feito o teto, existia uma fina cama de algum feitiço que eu nunca soube qual era, que só impedia a chuva de entrar, sempre me encantei com ele. A sala estava vazia, segui em frente e olhando os quadros na parede retratando a linhagem Black, bem a primeira foto era de um casal que sorria feliz para o pintor, um sorriso puro, o casal era loiro, ela tinha os olhos azul céu e ele um cinza claro, nunca tinha visto nenhum olhar assim, tão profundo, estavam sentados na grama no retrato o vento parecia fraco, e o sol brilhava ao lado direito do quadro e era para onde os girassóis do fundo estava virados, abaixo do quadro estava escrito em verde esmeralda – Sr° Lucio Black & Andromeda Black. Eles foram os primeiros Black, eles dois podiam controlar todos os elementos, ao lado do quadro estavam quatro quadros menores, dois homens e duas mulheres, eles já eram diferentes, a mais velha Valentina era morena com os olhos mistos, um era verde e o outro azul, ela era linda com a boca vermelha e as bochechas alvas; a de baixo era loira com os olhos cinza os lábios finos e expressões duras, era bonita mas muito seria, ela não sorria no quadro, elas podiam ser irmãs mas eram o oposto, dizem que na personalidade também, já os homens eram ambos com os cabelos ruivos sardinhas no rosto e sorriso brincalhão nos lábios, a única diferença entre eles era uma pinta que Alexandre tinha na bochecha esquerda já Cristian não, não eram gêmeos já que Alexandre era uma ano mais velho que Cristian, mas eram iguais. O pintor conseguiu pegar além das sardinhas o brilho nos olhos, que quase sentia o que eles estavam sentindo só de olhar as fotos. Esses retratos eram, mas simples, que o primeiro, todos sentados em uma cadeira em algum lugar com o fundo uma parede preta com desenho do brasão da família Black atrás a diferença era que cada um segurava algo nas mãos, Valentina segurava um calar, bem ela estava com as mãos abertas e dava a impressão que o colar levitava, já Janete tinha terra em seus pés e sua mão esquerda estava ao seu lado dando a impressão que ela movia a mão e a terra esta em um monte indo para cima, já Alexandre se gurava um cálice com água e ele a olhava enquanto ela borbulhava, o quadro de Cristian era o mais bonito na minha opnião, ele tinha um sorriso lindo no rosto, em sua mão esta uma bola pequena de fogo, o pintor retratou como se o fogo em suas mãos estivessem em seus olhos, mas não era algo ruim, era mágico.

Ninguém sabe ao certo o porque os poderes terem se dividido, e cada um dos quatro se casou e fundou um ramo da família com determinado poder, bem podíamos usar os outros, mas em escala bem menor, ao dado das fotos menores estavam cada um com seus maridos e suas esposas, bem menos Valentina, da foto de menina dela já parte para a de uma criança que era sua copia em miniatura. Dizem que existe uma maldição em torno da nossa família e dos Montenegros, lembro que quando era pequena minha avó Diana conta estórias sobre a maldição, e falava para que nunca nós aproximemos dos Montenegros, eu ate tentei escutar na época, mas a curiosidade foi maior, quando eu pus meus olhos em Arthur Montenegro pela primeira vez, me apaixonei na hora, depois para ficarmos foi um pulo e isso vem até hoje mais de dez anos, ele se casou obrigado pelos pais, mas planejamos fugir, e tínhamos planos de viver em uma casinha pequena só nos dois e nossos filhos, que sempre imaginávamos como seria, se fossem como Valentina com olhos diferentes, os ruivos, ou melhor morena como ele? Escutei um barulho alto vindo do escritório de meu pai, corri para lá a porta estava entre aberta me abaixei atrás de um móvel que ficava ao lado da porta e escutei a voz do meu tio, um descente de Cristian ou o como eram chamados Cavaleiros do fogo.

—Mas Tatiana é a mais nova, sabe que Liana tem que se casar primeiro! –Exclamou meu pai. Rindo meu tio respondei com voz brincalhona – Mas meu filho mais velho quer a Tatiana não a Liana! Pare de inventar desculpas homens, e diga que não quer se afastar de sua filha! – escutei meu pai bufar- Pare de piadas Raul! Estou falando serio! – Eu também meu cunhado, quero oficializar ainda hoje com você o direito de meu filho pedir a mão de Tatiana amanhã no jantar – Falou serio dessa vez, eu já estava com os olhos arregalados e embaçados devido as lagrimas que eu não deixaria cair, eles não podiam barganhar minha vida assim, sem me consultar, eu não sentia nada por Alfredo!

Levantei e corri o máximo que pude, tinha que encontrar Arthur e conseguirmos um jeito de resolver isso. Quando cheguei na ponto da penhasco onde nós encontramos, fiquei olhando o horizonte ele estava preto as nuvens tinha escondido as estrelas, fiquei ali sem saber o que fazer ate escutar passos atrás de mim, antes de virar já sabia quem era, meu coração acelerava com o perfume que vinha dele, virei e o encontrei me olhando, ele procurava algo e eu já sabia o que era, mas não queria sorrir, queria ajuda, ele estendeu os braços e eu? Fui nadando em sua direção devagar com medo de deixar as lagrimas caírem, como eu amava esse homem, toda vez que eu olhava para ele era como se nada existisse, como se ele fosse minha razão por estar aqui, o abracei e não consegui mais segurar, chorei, nunca tinha feito isso na frente de ninguém, nem quando criança, ele me apertou em seus braços, me senti segura ali, me afastei um pouco e falei em um único sofre –Eu estou gravida. –Pensei que ele ficaria feliz, um fruto do nosso amor, mas não foi o que encontrei, confusão nos seus olhos, falei para fugimos e ele disse que não iria, ali eu compreendi de verdade que ele não era o homem que eu sonhava, era um menino, que mesmo casado se encontrava com um caso de infância, me afastei dele, e fazendo o vento ficar mais forte, sai dali.

Sim dor, eu sentia ela se espalhando pelo meu corpo na medida em que eu correia de volta pra casa, não era uma ferida física, era pior, não podia acreditar que ele realmente me usava, passei anos engolindo meu orgulho por ter que dividi lô com a sua mulher, agora quando eu estou gravida, o momento mais feliz da minha vida, ele me deixa, minha mãe falaria que estava certa, que eu era uma ingênua por acredita nele, hô meu Deus, meus pais não sabem que estou gravida, eles nunca aceitariam, nem o fato da gravidez, nem o fato do pai ser um Montinegro. Pacarei e me deixei ir ao chão, gritei o máximo que pude e chorei, chorei por não saber mais do meu futuro, chorei por saber que não ficaria com meu bebê, chorei por raiva de acreditar que nosso amor era forte quando só eu amava, gritei por pensar que iria casar sem amor, que o homem que eu achava amar é um tolo, mas eu fui mais tola por acreditar, por me deixar levar.

Fiquei um tempo nessa posição que não sei qual ao certo, mas eu era uma Black, tinha que ser forte, me mostrar forte, mesmo não sendo, mesmo não sentindo. Contaria a minha mãe o que aconteceu e seja feita a vontade do homem lá em cima. Levante e andei por entre as árvores, parei enfrente ao casarão da família, ele era amplo, feito de negrito preto e branco, na varanda estavam duas pilastras que não se sabia a cor devido as plantas que estavam nela, a trepadeira ia do chão até o teto, dando um ar sombrio ao lugar, as janelas cinco de cada lado tanto no primeiro como no segundo andar, as árvores em volta da casa balançavam com força, é realmente hoje não fosse um dia calmo, agora iria enfrentar meus pais, não iria deixar fazerem mau ao meu bebê, não permitiria.

Notas finais
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